Terça-feira, 1 de Novembro, 2011


Três Tristes Tigres, Zap Canal

Tanto melhor se for depois de já ter recebido boa parte da ma$$a.

… coisas que, infelizmente, se vão vulgarizando.

Crise, escola Alexandre Herculano pede papel higiénico… talvez para fazer fantoches. Pais pintam a escola, escola básica do Bairro de São Miguel, Entrecampos

Uma daquelas trapalhadas que é melhor escrever pouco.
Aluno agredido com violência, pais acusam a escola de os não informar. Escola Básica Nun’Álvares, Arrentela

BES, BCP, BPI e Banif juntos já valem menos que a Cimpor

Greek government teeters on brink of collapse in wake of referendum plan

France and Germany battle to save the single currency as Europe is plunged back into turmoil days after rescue deal.

Greece crisis deepens: Military chiefs sacked after shock call for referendum on austerity cuts sends markets tumbling

Parada de estrelas no tribunal

Jorge Sampaio, Mário Lino e Eduardo Catroga são alguns dos notáveis que aceitaram depor no julgamento da Face Oculta.


Nuno Cortes

Viram como há dinheiro para quase todos os jornais diários, incluindo os desportivos, parecerem iguais por fora? E é preciso recapitalizar a banca?

um relatório da OCDE, essa desaparecida. Para animar.

Em outros tempos espantar-me-ia o título (Professores “baldas”) e o facto de existir uma notícia que termina assim:

A EB1 da Solum, que tem oito turmas, e o Centro Escolar da Solum, com 12, num total de quase 600 alunos, funcionaram dentro da normalidade, segundo o director do agrupamento. Uma fonte da direcção da Associação de Pais da EB1 da Solum referiu não ter “conhecimento das ausências dos professores”, nem de pedidos de pais para esclarecer qualquer situação. “A ter existido algum problema sério é uma pena que não nos tenham dito”, concluiu a mesma fonte.

Assim sendo, o que motivou a notícia? Se nada de anormal se passou, se as crianças tiveram aulas, se o quotidiano dos pais não foi perturbado, porquê gastar tempo e caracteres? Houve algum alguém que desgostou de algo?

Podia retirar diversas citações que me agradam na introdução, mas estou preguiçoso, digitalizei apenas esta que fica no meio da página 21.

Caro colega Paulo Guinote,
Sou professor contratado de Geografia desde 1998.
Envio em aenxo o conteúdo de um e-mail que enderecei à APROFGEO, do qual, infelizmente não
obtive qualquer feedback. Caso tenha tempo e curiosidade, agradeço que o leia e, se achar que o seu conteúdoé pertinente e não belisca de alguma forma a qualidade do seu blogue, o divulgue.
Com os meus melhores cumprimentos,
José Santana

DESABAFO DE UM PROFESSOR CONTRATADO

Boa Noite!

Não estou certo de que este e-mail venha a ser lido por alguém. E caso o seja, não faço a mínima ideia de quem o lerá. Ainda assim, vou escrever aquilo que sinto e penso acerca destes “zunzuns” que circulam na net, que se comentam nas escolas, mas que o MEC parece não querer esclarecer. Refiro-me, obviamente, ao (suposto) projeto de Reforma Curricular do Ensino Básico. Talvez ainda esteja em estudo e por isso o ministro nada diz, mas onde há fumo há fogo.

Como professor de Geografia contratado, desde 21 de Setembro de 1998, estou obviamente precocupado. E não pretendo ser hipócrita ao ponto de afirmar que a base da minha inquietação é em primeiro lugar os alunos e a sua formação. Em primeiro lugar está o meu trabalho, a minha vida, obviamente. Nos ultimos 13 anos, tal como tantos outros professores, tenho feito sacrifícios para poder trabalhar, para poder somar tempo de serviço e para poder alcançar, ainda que cada vez mais pareça utopia, alguma estabilidade profissional  e pessoal. Sim, porque antes de ser professor, sou uma pessoa e tenho uma família, tal como os deputados eleitos pelas Regiões Autónomas que têm o privilégio de poder ver a sua família semanalmente e com todas os custos das viagens suportadas por nós. Mas isto não vem agora ao caso, apenas não resisti a sublinhar o privilégio de alguns privilegiados, passo a redondância.

Na faculdade aprendi que uma das razões da relevância da Geografia é o seu papel de “charneira” em relação aos demais saberes. Transcrevendo do dicionário, charneira significa “pessoa ou coisa que une partes diferentes, que serve à união de dois grupos ou mundos diferentes; intermediário.” Se me permitem a ousadia, diria que é um saber Estruturante. Pois bem este paradigma, no “dizer” do Ministro da Educação está desatualizado, aliás o novo paradigma ministerial parece seguir no caminho totalmente oposto, uma diferença que eu apelidaria de “colossal”. Estruturante são apenas, ou quase vá lá, o Português e a Matemática. Sinceramente não vou, não quero e nem sei equacionar a validade do axioma, mas fazendo a analogia com o corpo humano: só porque a cabeça e o coração são vitais (estruturantes?) podemos dar-nos ao luxo de amputar membros não vitais (ditos não estruturantes?), como as pernas ou os braços. Não creio. Não sendo vitais, e sem pretender de forma alguma ferir suscetibilidades alheias, o equilíbrio do todo estaria irremediavelmente comprometido. E aqui já não falo do “meu umbigo”, mas sim da formação dos meus alunos, dos nossos alunos. E usar aqui o pronome possessivo não é nem exagero, nem hipocrisia afetiva, é sentido mesmo. Até porque um professor, talvez passe mais tempo com os seus alunos do que com os seus filhos.

Lendo o artigo 7º da Lei de Bases do Sistema Educativo, – objetivos do Ensino Básico- não consigo encontrar disciplina cuja essência seja mais consentânea com o perfil que um aluno deve ter no final do 3º ciclo, do que a Geografia. Alguns excertos desse perfil : “espírito crítico”; “sentido moral”; “formação que inter-relacione o saber e o saber fazer”; “relacionar a cultura escolar e a cultura do quotidiano”; “Fomentar a consciência nacional”; Desenvolver o conhecimento e o apreço pelos valores característicos da identidade”; “experiências que favoreçam a sua maturidade cívica”; “visando a formação de cidadãos civicamente responsáveis e democraticamente intervenientes na vida comunitária”.

Quem conhece o programa do 3º ciclo de Geografia, facilmente encontra consegue perceber o contributo dos conteúdos programáticos na formação do perfil acima descrito. Ainda que possa carecer de ajustamentos, meter História e Geografia no mesmo saco, numa operação de corte costura vai ser prejudicial para o saber de uma e da outra disciplina e o que vai acontecer, estou certo, é que o aluno vai chegar ao final do 9º ano e pouco ou nada sabe de História e de Geografia. E como é do conhecimento geral, no secundário são poucos os estudantes que têm as duas disciplinas. Ou seja teremos muitos licenciados que pouco ou nada saberão sobre p seu passado, o seu presente e o seu futuro. Não conheço os currículos dos restantes países da Europa, ou o dos EUA e por isso não consigo estabelecer um paralelismo em relação à importância que a Geografia tem na formação dos respetivos alunos e aquilo que se pretende fazer em Portugal. Mas também não me parece relevante porque cada país deve preservar a sua própria matriz cultural e educacional. Não temos que seguir de forma cega modelos educativos estrangeiros e pensar que a solução dos problemas no ensino e a melhoria da aprendizagem dos nossos alunos passa por ter disciplinas de primeira e de segunda. Mas alguém, de boa fé, acredita que é por causa de 2 ou 3 tempos letivos por semana de Geografia e História qùe os nossos alunos são maus a Matemática e a Português? Trata-se unicamente de economicismo, nada mais. É por terem menos tempo de Geografia e História que os nossos alunos vão melhorar nas disciplinas ditas estruturantes? Esses tempos serão ocupados com mais Matemática e Português, para além dos 45m já atribuídos no presente ano letivo? Com turmas de 28, 29, 30 e mais alunos, mais tempos semanais permitirão que os professores prestem um ensino mais individualizado aos que têm mais dificuldades?Mas o Sr. Ministro quer enganar quem? Se está de facto preocupado com as dificuldades dos alunos nessas duas disciplinas, são precisos mais professores e não menos como tem acontecido nos últimos tempos. E sabe porquê Sr. Ministro? Para que os alunos com mais dificuldades possam trabalhar em pequenos grupos com os professores, de forma a superarem as dificuldades que mais 45 ou 90 minutos numa sala com 30 não resolvem! Mas o Sr. Ministro já viu algum pai colocar um filho em explicações particulares onde o explicador trabalhe com 30 ao mesmo tempo? Isso, nem nos EUA, país que conhece bem melhor que muitos cidadãos americanos que têm dificuldade em localizar o próprio país num mapa, sabe-se lá porquê!

Isto acabou por ser mais um desabafo do que uma reflexão fundamentada acerca do que aí vem. Mas já estava farto de desabafar comigo próprio e assim talvez possa partilhá-lo com mais alguém.

Apelo à APROFGEO que ajude a mobilizar os professores. Por nós, pela Geografia, pelos alunos, pelo Ensino. Isto não vai lá só com abaixo-assinados.

Atenciosamente,

José Santana

(professor contratado, itinerante, com ordenado de cerca de 1100€, menos do que o subsídio de alojamento de Ministros e Deputados que têm casa em Lisboa mas dão a morada da casa de férias).

É a conclusão que se tira ao ouvir conversas de café ou salão. Todos os governos que tomam medidas altamente impopulares foram eleitos por uma mais do que estreitíssima minoria de votantes. Nem falo daqueles cálculos que se fazem com a abstenção e tal.  Falo mesmo de pessoas concretas a votar neles ou nestes tipos/gajos.

Nunca votaram em Cavaco em 1987 (ou 1991), nunca votaram em Sócrates em 2005 (ou 2009) e agora não votaram em Passos Coelho (ninguém fala em Portas…).

Com jeitinho começam a recordar, com saudade, o engenheiro e a sua clique. Em quem, em devido tempo, também não tinham votado.

E, claro, há aquela maioria imensa que, agora, votou sempre nos outros. Os que não passaram dos 12-15%. Mas, hoje, são uma maioria.

Governo abre a porta a semana de 48 horas

Ministro Álvaro Santos Pereira rejeita qualquer compromisso nesta fase das negociações, mas está “disponível” para negociar tudo com os parceiros. Corte no número de dias de férias também deverá ser analisado.

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