Novembro 2011


The Black Keys, Lonely Boy (First Listen)

Grande música, vídeo a modos que desvinculante.

Miguel Abreu, presidente da Sociedade Portuguesa de Matemática (SPM), estava fora do país no dia da greve. Se estivesse em Portugal, não teria aderido à paralisação convocada pelas centrais sindicais. “Nunca fiz greves, esta não teria sido exceção e não tenciono fazer greves no futuro”. “Embora já me tenham tentado explicar, nunca consegui perceber a sua utilidade”, acrescenta.

Pois… fora do país… a sucessão caiu que nem sopinhas no mel…

Pena ser lento na compreensão. Ou apenas dogmático? Fundamentalista?

Olha se os alunos fossem assim com a Matemática?

 

Cavaco Silva, o orçamento e as abóboras.

A entrevista de Jon Stewart a Bill Clinton sobre a forma de desenvolver a economia americana.

Destinando-se a prova a assegurar que «o exercício efectivo de funções docentes fica reservado a quem possui os requisitos necessários a um desempenho profissional de qualidade», será excessivo estranhar que a aferição/avaliação desse desempenho de qualidade se faça sem visitar uma sala de aula com alunos lá dentro e tal? Do tipo dar aulas? Ou estarei a ser demasiado picuínhas?

Estando dispensados da realização da prova os docentes com um determinado tempo de serviço (o Arlindo fez-me o reparo que já não há a fronteira dos 4 anos) devem considerar-se os indivíduos que leccionaram menos um dia aprendizes de professor, mesmo se tiveram no seu curso uma classificação, digamos assim, 4 valores acima de quem leccionou mais qualquer coisinha?

Sendo natural que a prova de ingresso contenha uma parte relativa à componente científica do docente (mas não se sabendo se será feita diferenciação de acordo com o ciclo de escolaridade a leccionar), como será avaliada a componente pedagógica? Por escrito? Com base em que credos pedagógicos? Ou basta demonstrar, como numa prova de avaliação do curso de formação inicial de professores, que se conhecem as ideias de Dewey, Piaget, Freire ou Vygotsky, porque a bibliografia se esgotou nos anos 80?

Vão entregar a sua concepção e aplicação às mesmas pessoas que, ao que parece, durante cinco anos não conseguem formar e avaliar futuros professores com a devida qualidade, ao ponto de ser necessária a dita prova?

DESAPARAFUSANDO

Ex-dirigente da Independente revela dossier original da licenciatura de Sócrates

A totalidade dos originais do processo individual relativo à licenciatura de José Sócrates na Universidade Independente (UnI), que o PÚBLICO viu e fotografou na segunda-feira, encontra-se na posse de Rui Verde, um antigo vice-reitor daquele estabelecimento. Rui Verde, que está a ser julgado, juntamente com 23 outros arguidos, pela alegada prática de numerosos crimes na gestão da UnI, diz que tem o dossier de Sócrates desde “muito antes” da abertura do inquérito judicial que, em Agosto de 2007, concluiu não ter havido “qualquer crime de falsificação de documento autêntico” na obtenção da licenciatura do então primeiro-ministro.

A ser verdade que este conjunto de 17 documentos já estava com o antigo vice-reitor quando o Procurador-Geral da República determinou, em Abril de 2007, a realização de um inquérito para averiguar se aquele crime tinha ou não sido praticado, a conclusão a que chegaram a procuradora-geral adjunta Cândida Almeida e a procuradora-adjunta Carla Dias, responsáveis pela investigação, terá tido como fundamento, entre outros, a análise de fotocópias e não de documentos originais.

“A banca tem sido compreensiva no sentido de não deixar nenhuma empresa pública entrar em default”, disse hoje o presidente da APB.

O responsável lembrou que o sector tem apoiado estas empresas e que “muitas vezes à última hora acaba por fazer financiamentos que não lhe agradam. Tal como acaba por comprar dívida pública que não lhe agrada”.

António de Sousa diz que a banca tem tido consciência do impacto que um ‘default’ de uma empresa pública teria na credibilidade do país.

Mas voltou a recordar, à semelhança do que já várias vezes tem dito o sector, que este é um problema para resolver. Várias vozes na banca tem alertado para a necessidade de o sector público pagar as suas dívidas à banca, lembrando que essa seria uma forma de libertar de forma significativa liquidez para apoiar a economia.

O discurso do Diretor da Escola, Dr. Roland Clauß, na Assembleia Geral da Associação da Escola Alemã de Lisboa de quinta-feira, em 17 de novembro de 2011.

Fica aqui: EscolaAlemaLisboa.

Pedro Santos Guerreiro no(a) XXI:

Mas não foi apenas por fatalidade exógena que a banca portuguesa perdeu o pé. Foi por excesso de endividamento, silenciosamente autorizado pelo Banco de Portugal, que acompanhou toda a festa à distância. Foi pelo pecado da gula, da ganância, do lucro rápido e do crescimento perpétuo e a dois dígitos. Dizer que todos os outros o faziam na Europa só torna os bancos portugueses iguais aos outros – com o defeito de serem menores. Os bancos portugueses lucraram muito dinheiro durante muitos anos, expondo-se demasiado a uma economia sedenta de crédito barato, o que os bancos penhoradamente forneceram. A banca foi o veículo de sobreendividamento de todo o país, tornando-se também ela própria sobreendividada. Além disso, financiou projectos que não seriam rentáveis ou que acabariam com graves problemas, nomeadamente na construção e imobiliário, no financiamento de operações puramente financeiras (como compras de acções) e em parcerias público-privadas – e, já agora, na própria dívida pública. No crédito à habitação, que ocupa a maior fatia do crédito concedido em Portugal, o financiamento a taxas demasiado baixas para contratos tão longos deixaria um problema para mais de uma década. Enquanto todos os instrumentos tocaram de feição, lucrou-se muito. Mas a banca distribuiu grande parte desses dividendos pelos seus accionistas, abdicando de reforçar as suas estruturas de capital. E, já agora, pagou muito poucos impostos.

Bom fim-de-semana.

Acabo de ouvir que o ministro das Finanças fez um acordo com a banca para a incorporação dos respectivos fundos de pensões na Segurança Social.

O dinheiro resultante da incorporação vai servir para – não se riam ou chorem muito – as empresas públicas pagarem as suas dívidas á banca.

O que significa isto? Que o Estado vai buscar aos fundos recolhidos aos trabalhadores da banca para as suas aposentações para pagar à banca o que lhe deve.

Digam lá se não é bués de inteligente?

É o que se passa com a bancada parlamentar do PS. É um grupo de deputados incaracterístico e que, como acontece sempre que uma liderança partidária sai após um derrota eleitoral, tem mais fidelidades ao líder que foi do que ao líder que é ou tenta ser.

Aconteceu no PSD com vários líderes, agora é com o PS.

Só que esta liderança é demasiado frágil, encontrando mais apoios fora do próprio partido do que dentro dele. Basta ver como tanto o PR e o PM o não atacam, preferindo o próprio PSD, quanto muito, formulações generalistas sobre o PS.

Para além de que o longo exercício do silêncio calculado, do vago não alinhamento insinuado, da indecisão como modo de vida, se transformaram numa liderança sem identidade ou projecto num partido que precisava de alguém para ocupar o lugar como, outrora, o fizeram Almeida Santos e Vítor Constâncio, mas apenas isso.

O grupo parlamentar, onde se destacam os herdeiros do socratismo pseudo-modernaço, com o próprio Zorrinho à frente, é aquilo que é… um grupo onde os herdeiros do engenheiro são os mais activos e não assumem a herança dos seis anos de governança que não seja a da propaganda que construíram em seu redor.

Os episódios caricatos em torno da votação do OE para 2012 triturariam a credibilidade de qualquer liderança que a tivesse. Assim, são epifenómenos no trajecto de estabilidade em baixa de um António José Seguro muito útil ao governo do PSD/CDS que ninguém leva a sério como líder de uma oposição fragmentada à esquerda, por muito que Mário Soares tente elaborar teorias unificadoras ou Carvalho da Silva tente arregimentar para as ruas.

Dos mails a fazer ultimados ao líder ao episódio da deputada que votou isto, mas depois pediu desculpa, sem se perceber no que acredita, o PS arrasta-se num pântano que deixa o país completamente à mercê de um Governo que faz das fraquezas alheias as suas forças.

Como se antecipou desde sempre, António José habituou-se demasiado a não ter posições definidas e a estar apenas convicto da necessidade de sobreviver no aparelho de poder do PS até chegar o seu tempo (s trocadilhos com o apelido ocorrem em catadupa, sendo esforço hercúleo resistir à tentação).

Só que o seu tempo só poderia chegar quando a maior parte dos que o apoiam também não têm convicções que não sejam observar o voo das aves de arribação e acertarem no momento de apoiarem outro.

Um outro que teve o bom senso de esperar e que esperará até ao momento certo. Sendo que esse momento certo passará pela erosão do governo em virtude do colapso social que se vai desenvolver em 2012. Em 2013 alguém aparecerá e Seguro sairá de cena como saíram, no PSD, Santana Lopes, Marques Mendes, Manuela Ferreira Leite e Luís Filipe Meneses que, honra lhes seja feita, ainda se sabia mais ou menos no que acreditavam.

O PS, como o seu grupo parlamentar, é neste momento um enorme vazio cheio de gente à espera.

Crianças com sinais de carências alimentares, Alvaiázere, Leira.

Para os economistas estrangeirados, são números e não rostos. A fome é meramente estatística, abstracta. Só falta dizerem, como há pouco tempo, que são casos pontuais, singulares.

(c) Francisco Goulão

Trabalho absolutamente colossal do Maurício. A prenda ideal.

A imagem é longa, mas há posts novos mais abaixo… :D

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