Outubro 2011


… a duas situações:

  • Por um lado, a liberdade de escolher em todas aquelas zonas onde não há escolha possível.
  • Por outro, se o número de vagas nas escolas já sobrelotadas vai aumentar e quais os critérios de selecção dos alunos pelas escolas perante o excesso da procura.

Para além disso, será interessante perceber o que os pais consideram melhor. Melhor posição nos rankings? Mais segurança? Maior proximidade ao seu local de trabalho?

Governo prepara-se para introduzir a medida no próximo ano lectivo. Por enquanto a escolha vai estar limitada ao ensino público.

E por escola básica entende-se o ensino até ao 9º ano, certo?

Até porque é anunciado em devido tempo.

Ministério acaba também com prémio de melhor professor

Ministério da Educação adiantou ao DN que, tal como fez com os prémios para alunos, vai reformular a distinção criada por Maria de Lurdes Rodrigues para os melhores professores.

Depois dos prémios de mérito para alunos do secundário, também o prémio nacional do professor – lançado na era de Maria de Lurdes Rodrigues, no Ministério da Educação – deverá perder a sua componente financeira, no valor de 25 mil euros.

Dois professores sovados na sala

Luísa Conchinhas, professora da Escola Básica 3 (EB3) da Quinta do Conde, Sesimbra, foi espancada, anteontem, à frente dos seus 25 alunos, por se ter recusado a receber a mãe de duas crianças à hora por esta desejada. Menos de 24 horas depois, Paulo Pedro, professor na Escola Secundária Braancamp Freire, na Pontinha, Odivelas, era agredido a murro e pontapé por um aluno que havia expulsado da sala de aula.

Custo do BPN no défice é maior que corte nos subsídios

O custo do BPN no défice será superior ao corte nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos, estima a UTAO.

O custo acumulado da nacionalização do Banco Português de Negócios (BPN) no défice orçamental será superior ao corte aplicado nos subsídios de férias e Natal dos funcionários públicos e pensionistas, calcula a Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO).

Recapitalização da banca portuguesa vai custar 7,8 mil milhões

Só a desvalorização da divida soberana portuguesa obriga a uma almofada de 4,4 mil milhões.

As necessidades de recapitalização da banca portuguesa são de 7,8 mil milhões de euros, calcula a autoridade bancária europeia (EBA), mas o Banco de Portugal garante que o programa de assistência prevê capital suficiente, referindo-se aos 12 mil milhões previstos no quadro do plano da Troika.

.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.

Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.
Lá porque tem alguns ódios de estimação não deve atirar em tudo o que mexe.
Ninguém aqui se junta a nenhum denunciante. Sobre esse tema esperemos que o tempo se encarregue de dizer quem é que foi à lã e saiu tosquiado
.

Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.
A sua obsessão tolda-lhe o raciocínio e só isso explica que queira justificar alguns impropérios, dirigidos ao Chitas, com alegadas promiscuidades entre ele e as fontes ministeriais.
Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.
Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.

Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.

Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.

Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado  para libertar o campo de impurezas e obstáculos.

Tanto melhor se for outro a fazê-lo.

Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.

O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.

Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.

Registado, para memória futura.

porque fui a um jantar breve de despedidas e de estórias desconhecidas.

Foi como se fosse eu me despedisse do Conhecimento, acabámos de perder um Professor de professores, reformou-se quando sabia demais.

Digo, tendo aprendido apenas parte: pouca e nenhuma paz às almas, muitas, que ressuscitou!

Placebo, Bright Lights

… deixa-nos com vontade não apenas de os ver pelas costas, mas quase de igual forma ao país que os gera, alimenta e permite que prosperem.

A mansa desesperança instala-se.

No outro dia, num Daily Show de algumas semanas atrás, via um convidado de Jon Stewart (o autor deste livro) explicar como os irlandeses, sendo naturalmente pessimistas e estando tão habituados a viver desgraças, mal reagiram perante o descalabro financeiro e a intervenção externa.

Já no caso dos portugueses acho que é mais a habitual forma de tentarem acreditar que nada se passa verdadeiramente de anormal. Recorrendo a Eduardo Lourenço, é como se vivessem num estado de representação que perdura até aos limites da (ir)racionalidade, na tentativa de acreditarem que a realidade é outra e não a que temos.

Como se isso permitisse a não-inscrição (usando aqui o conceito de José Gil) da crise no seu quotidiano. E assim os ilibasse da anomia ou da situação de permanente crítica sem produção de alternativas.

E, como de costume, lançando sempre a culpa para os outros.

Os que governam e os que governaram. Os que foram eleitos e os que os elegeram.

A culpa é sempre dos outros. Dos que não votaram. Dos que votaram mal. Dos que, votando bem, não se revoltam. Dos que, revoltando-se, não se revoltam da forma certa. Dos que, revoltando-se da forma certa, não o fazem pelo tempo adequado. Dos que… Dos outros, pronto!

Sempre se vai enchendo o tempo e se dão palmadinhas nas próprias costas. Uma forma estranha de auto-estima que funciona como uma peculiar carapaça que impede o verdadeiro desespero.

Fica a mansidão. Mesmo dos que clamam e gritam.

Governo disponível negociar, espera alternativas da oposição

O Governo está disponível para negociar o Orçamento do Estado para 2012 para garantir o mais amplo apoio possível, e esperar que a oposição apresente alternativas, afirmou hoje o ministro das Finanças.

«Do ponto de vista do empenho do Governo em conseguir o mais amplo apoio possível nesta situação a disponibilidade é total. Estamos disponíveis para conversar sobre o Orçamento do Estado e prestar todos os esclarecimentos que sejam necessários», afirmou Vítor Gaspar perante os deputados na Assembleia da República.

Ali a partir dos 0’17”.

Médicos ameaçam com saídas em massa do SNS

Cerca de 800 médicos ameaçam deixar o SNS se avançar a proposta de Orçamento de Estado de equiparar os seus salários aos da função pública.

Gaspar agradece aos funcionários do Fisco pelo trabalho no Orçamento

O ministro das Finanças enviou um e-mail aos funcionários do Fisco a agradecer o trabalho feito para o Orçamento do Estado para 2012.

Autarca compra terrenos para os vender 10 minutos depois com lucro de 16 milhões

Tribunal detecta um rol de ilegalidades em parcerias público-privadas de Oeiras

… e sei que há quem prefira que não se fale muito nisso, mas os níveis de perturbação em muitas escolas, no que ao comportamento dos alunos diz respeito, está muito cedo a atingir níveis dificilmente suportáveis.

Em muitos casos são o reflexo da perturbação, desorientação e no que mais se sabe que acontece ao nível dos ambientes familiares.

Limito-me a constatar.

E o pior está para chegar.

Pais agridem professora dentro da sala de aula

Uma professora da Escola Básica n.º 3 da Quinta do Conde, em Sesimbra, foi agredida dentro da sala de aula pelos pais de dois alunos, confirmou esta quarta-feira à agência Lusa fonte da GNR.

Quinta do Conde Sesimbra, pais fecham a escola. Professora foi agredida na sala de aula por familiares de dois alunos do terceiro ano.

… porque o tempo gasta-se sempre, quer queiramos, quer não. E prefiro passar o tempo com algum no bolso do que de mão estendida.

A menos que me digam que ganho 2 meses de vida por cada ano em que me limpem os subsídios. E mesmo assim…

É impressão minha ou grande parte dos ministros está a perder, de forma incrivelmente acelerada, a capacidade para dizer algo com sentido? Quer dizer… os que ainda diziam coisa com coisa, como foi o caso de Vítor Gaspar nas primeiras semanas…

Corte dos subsídios permite “ganhar tempo”

‘Só vamos sair desta situação empobrecendo’, Passos Coelho

O que eu gostava de ver estudado, à maneira do contrafactual, é como estaria Portugal caso os milhões e milhões da UE tivessem sido aplicados de forma (re)produtiva e não canalizados na sua larga maioria pelos oleodutos habituais que se conseguem observar a olho nu.

Para que serviu, então, estar na CEE e receber tantos fundos estruturais se a maioria da população vai regredir o nível de vida para a segunda metade dos anos 80? Tendo-se agravado ainda as desigualdades?

Pronto, já sei, viveram-se uns 10-15 anos de ilusões de modernidade e que estávamos em vias de desenvolvimento…

E a Expo, e o Euro, e…

Mais nada?

Imaginem que eu acusava alguém de, nos seus escritos, ceder às posições da indústria tabaqueira.

Seria normal que a pessoa, ao sentir-se ofendida, arrolasse em sua defesa um antigo presidente de uma tabaqueira e a chefe de estudos da dita para dixerem que não?

Eu acho que é a prova provada de nhurrice.

(prometo que não me estenderei mais nestas digressões. Até porque devo ser aconselhado a guardar as surpresas para o momento certo)

Pataco (que por sua vez significa lorpa, que por sua vez é sinónimo, por exemplo, de sonso ou tanso).

Ou teimoso.

O homem ofendeu-se.

Afinal nem a língua pátria e as suas expressões populares conhece.

O que prova alguma coisa.

… é que passaram a maior parte da sua adolescência e início da idade adulta em formação política, intrigas para vencer eleições em associações de estudantes e a arranjar patronos para subir depois na cadeia alimentar do sistema político.

O seu trajecto escolar foi sempre marcado por uma prudente distância em relação às aulas e uma certa aversão à ocupação de tempo provocada pelo estudo. Muitos fizeram cursos, mas não interessa aprofundar o nível comparativo de militância na Politica e na Educação. Esta foi sempre parente pobre e cumprida, mais tarde ou mais cedo, como formalidade necessária para usarem o dr. antes do nome.

Até há uns tempos, estas gerações (que são em parte minhas contemporâneas) tinham alcançado o patamar dos parlamentos (é notável a capacidade de ex-líderes das jotas do centrão acabarem em Estrasburgo a organizar a vidinha, com destaque para as lideranças da JS), das secretarias de Estado e episodicamente a algo mais.

Desde 2005 têm honras de chefia do poder executivo em Portugal e de ocupação de muitos dos cargos fulcrais na nossa vida política.

Não é de estranhar, portanto, que em especial desde 2005 se vivam tempos negros para a Educação, pois para os ex-jotinhas de sucesso essa nunca foi uma área prioritária nas preocupações e prioridades de vida. O actual governo está cheio deste tipo de jotinhas que, em tirocínio, usaram a JSD e as questões da juventude como trampolim (Passos Coelho, Miguel Relvas, Miguel Macedo, o próprio Aguiar Branco); um pouco como com Pedro Mota Soares no caso da JC/JP.

Do lado do PS, a Sócrates sucedeu António José Seguro (ex-líder da JS), enquanto a análise dos currículos dos seus sucessores (Sérgio Sousa Pinto e Jamila Madeira, por exemplo) demonstra um trajecto que pouco se diferencia do de antecessores ou sucessores de Pedro Passos Coelho (caso de Carlos Coelho, Jorge Moreira da Silva ou Pedro Duarte, o único mais ligado à Educação, mas sempre como operacional e não como agente de um pensamento próprio).

Os principais representantes das gerações jotinhas nascidas e criadas nos anos 80 e 90 (um pouco como os revolucionários radicais dos anos 60 e 70) mediram o seu sucesso pela forma como se aproximaram, ocuparam e conseguiram (ou conseguirão) manter-se no Poder. A sua ambição é a Política e mesmo a sua vida profissional anda na órbita dessa mesma ambição, eventualmente matizada com uns luxos nascidos das boas ligações estabelecidas com a Economia (aquela que sabe captar dinheiro através das ligações com a Política). A Educação, enquanto tal, foi sempre um embaraço, uma perda de tempo, algo que deveria ser cumprido, usado como argumento, nunca uma verdadeira preocupação.Muito menos um ofício, uma causa.

O que teve como consequência o predomínio de um pensamento radicado apenas no presente e nas expectativa tácticas de manter posições ou conquistar novas no curto, quanto muito médio prazo. Está ausente, em regra, uma capacidade de contextualização do presente na longa tendência, a competência para elaborar comparações e analogias para além do óbvio, ou mesmo um pensamento diferencial capaz de perspectivar (ou prospectivar) cenários diversos de consequências a partir dos efeitos das causas que não sejam a forma de conseguir votos (de uma assembleia de alunos a um país, passando por organizações concelhias ou distritais partidárias). Leram umas coisas, sabem debitar umas fórmulas giras, já têm que lhes faça os recortes e recensões para consumo rápido. Mas chega-lhes.

Não admira, repito, a forma como a Educação foi subalternizada e colocada ao serviço da Propaganda por Sócrates e agora completamente amputada em nome do tapamento de Buracos cavados algures.

O que é estranho nisto é que o actual MEC é de outros tempos, progrediu de outra forma, pensava-se ter um capital de crédito e influência resultantes do prestígio pessoal e até da idade. Mas não, foi submerso pelos jotinhas

… mas há quem colabore no seu encobrimento.

Jornalismo é a última possibilidade de saber a verdade – Benjamín Prado

Percebe-se o que António Nóvoa quer dizer, mas o problema é que podem retorquir que a criatividade pode ser usada para ultrapassar as dificuldades.

Quando que está em causa são mesmo as condições de funcionamento normal da Universidade.

Reitor António Nóvoa critica corte “absolutamente brutal”

O reitor António Nóvoa afirmou esta terça-feira que a Universidade de Lisboa (UL) terá com este Orçamento do Estado (OE) “um corte de 25 por cento, absolutamente brutal que vai colocar a universidade em grandes dificuldades do ponto de vista da qualidade do ensino e do recutamento de docentes”. E considera que a autonomia universitária está em risco.

Reitor António Nóvoa critica corte “absolutamente brutal”

O reitor António Nóvoa afirmou esta terça-feira que a Universidade de Lisboa (UL) terá com este Orçamento do Estado (OE) “um corte de 25 por cento, absolutamente brutal que vai colocar a universidade em grandes dificuldades do ponto de vista da qualidade do ensino e do recrutamento de docentes”. E considera que a autonomia universitária está em risco.

Passos: “Será um desafio imenso o de mobilizar a nossa Administração Pública”

Então, ó faxavor, não desenterrem estudos da era Sócrates para dizerem que ganhamos imenso e que os serviços públicos são maus.

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