…do Rodrigues dos Santos e a Igreja Católica, embora não pareça causada por ser um pecado contra a boa literatura.
Agora mais a sério, espero que a obra não contenha mais nenhuma daquelas passagens que o JRS pensa serem de recorte erótico. Não é por nada, é que eu fui colega de curso e amigo da F.
Outubro 28, 2011 at 12:52 am
Mas ele avança com teses ousadíssimas de que nunca poderíamos ter suspeitado…
http://lishbuna.blogspot.com/2011/10/eu-gosto-muito-especialmente-do-maria.html
Outubro 28, 2011 at 1:06 am
#1,
Ainda hoje penso que não teve efeitos nenhuns ele ter aulas mesmo ao lado da minha turma.
Poderia ter aprendido algumas coisas sobre o potencial erótico da religião… os incubos e sucubos, que Deus me perdoe e o Diabo não leve a mal.
Outubro 28, 2011 at 1:49 am
Prometam-me uma coisa, senhoras e senhores leitores: com tanta boa literatura que ainda há, não percam tempo a ler os livros de JRS. E, por quem sois!, não digam “ah, mas se nunca leu, como é que…?”
Não li, não quero ler e não lerei.
Saúde!
Outubro 28, 2011 at 9:01 am
Pois é, do JRS só mesmo um pecado contra a boa literatura.
Outubro 28, 2011 at 9:26 am
e a “erecção canónica”, então, é do melhor!
Outubro 28, 2011 at 9:31 am
O JRS nunca ganhará o Prémio Nobel da Literatura, isso é certo.
Mas os seus livros trazem sempre um valor acrescentado em termos de conhecimento. São livros que nos ensinam muita coisa.
Provavelmente estes iluminados que falam mal dos livros dele são uns incultos que não os entendem. Por exemplo, tenho a certeza que 95% dos leitores do “Fórmula de Deus”, incluindo muitos dos que aqui vêm, não entenderam o que leram.
Será que os que falam mal destes livros são os mesmos que declaram ser grandes admiradores de livros de poesia que não têm fio condutor e se limitam a debitar frases e palavras desconexas com as plavras amor, melancolia e outras que tais por lá espalhadas?
Outubro 28, 2011 at 9:36 am
#6,
Eu explicava-lhe porque tive muito pouco valor acrescentado (tirando rir-me perdidamente ao ler o início de um capítulo ao acaso de um dos livros em casa de pessoa amiga), mas depois ficava com a ideia que eu gostaria de escrever ficção daquele género e não.
Leia Stephen King se quer imaginação e suspense.
Elmore Leonard se quiser pulp.
Nem recomendo Dan Brown, que é o paralelo mais próximo dos últimos livros (quando se afastou da História para entrar no Fantástico pretensamente histórico).
Já agora… não sou grande apreciador de poesia.
Outubro 28, 2011 at 9:47 am
Mas quem é esse Rodrigues dos Santos?
Outubro 28, 2011 at 9:51 am
#6
“Será que os que falam mal destes livros são os mesmos que declaram ser grandes admiradores de livros de poesia que não têm fio condutor e se limitam a debitar frases e palavras desconexas com as plavras amor, melancolia e outras que tais por lá espalhadas?”
Oh mas isso não é poesia, é a revista “Maria”.
Outubro 28, 2011 at 12:23 pm
#6
Vou atirar nomes para o ar:
William Faulkner;
J. D. Salinger; ALA (Lobo Antunes, apesar de já não ler livros dele há quase dez anos); Norman Mailer; Albert Camus; Boris Vian; Sandor Marai; Juan Rulfo – o “Pedro Paramo” é “colossal”, à falta de melhor adjetivo;
alguns do Gonçalo M. Tavares. E, vá lá, Enrique Vila-Matas, apesar de ter “embirrado” com o “Estranha forma de vida”, que é medíocre,
Mas, posto isto, só se pode dar por feliz se o Rodrigues dos Santos lhe “acrescenta valor”.
Outubro 28, 2011 at 3:52 pm
Sejam livres, absolutamente livres, nas escolhas relativas às vossas leituras!
Libertem-se de preconceitos e assumam os vossos gostos!
Usufruam do raro prazer que a leitura vos pode proporcionar nos diferentes modos e géneros literários.
(desculpem o desabafo, mas, assim de repente, lembrei-me de quando era pequenina e as férias tinham obrigatoriamente de incluir visitas a castelos, palácios, igrejas, museus … e eu me sentia triste, muito triste, porque tinha de andar numa correria, atrás dos adultos, sem perceber muito bem a razão pela qual não podia permanecer mais tempo num espaço do qual tinha gostado!!!)
Outubro 28, 2011 at 4:04 pm
Nem todo o livro é literatura. Nem tem de ser. JRS escreve paraliteratura, as massas agradecem. Não pode ter havido uma modificação das condições de leitura, a todos os níveis, continuando, no entanto, na literatura, só e sempre a “imitação” dos clássicos, a grande literatura, highbrow. Novos públicos, novos géneros. JRS não é literatura, logo, não pode pecar contra ela.
Outubro 28, 2011 at 4:38 pm
#12,
mihranda,
percebo o sentido do seu comentário, mas isso não limita nem pode limitar a liberdade dos leitores, que não se quer refém de conceitos pré-definidos!
Esclareço que o meu comentário resultou do facto de eu considerar que cada leitor se deve libertar do preconceito social – que interpreto como uma atitude não raras vezes mesquinha …
Outubro 28, 2011 at 11:42 pm
Nunca tinha lido nada dele, mas li há pouco o “Anjo Branco” e gostei de “viajar” por Moçambique com as condicionantes da PIDE. Se é literatura “a sério” não sei, porque também não tenho a certeza do que é literatura “a brincar”.
Um bom livro é aquele que me dá prazer.
Quantos leram Pessoa como deve ser, antes de virar moda e mesmo depois, embora ninguém se atreva hoje a dizer que não leu e se leu, não gosta?
Quantos leram, gostam e, sobretudo, percebem Saramago? Conheço muitos “intelectuais” da praça que não conseguiram passar do 1º capítulo do “Memorial do Convento”, dos mais fáceis dele. Se gosto muito do prémio Nobel? Nem por isso, embora não esqueça a Bulimunda. Reconhecer a genialidade não significa afinidade. Lobo Antunes, não pego em nenhum, desde que li (esse sim, não passei do 1º capítulo) o “Cu de Judas”. Caramba, o homem pode ser muito bom, mas não gosto de palavrões e fez-me lembrar um amigo acabadinho de ser largado pela parceira e ressaibiadíssimo!!! Fartei-me de rir, com as 2 primeiras páginas, porque era uma autobiografia.
Deixemo-nos de classificações à universitária e usufruamos da leitura.
Relativamente ao comentário sobre a poesia, raia o ridículo, porque não se lê um livro interinho de poesia, lê-se uma ou duas e parte-se para outra tarefa.
Aos meus alunos só não os deixava ler bd em brasileiro
Mal sabia eu que vinha aí o acordo e que, ainda por cima, ia ter a sala cheia de brasileiros. Ora toma, para aprenderes.
Outubro 29, 2011 at 1:46 am
Não quis arvorar-me em intelectualóide, ou protointelectual. Apenas referi alguns autores tão bons, que me fazem não procurar outros como JRS. Até porque não sou um “leitor compulsivo”, ok? Vá, todos em paz, vamos ao “group hug”.
Novembro 1, 2011 at 7:49 pm
Group hug, então! rsrs