… a duas situações:
- Por um lado, a liberdade de escolher em todas aquelas zonas onde não há escolha possível.
- Por outro, se o número de vagas nas escolas já sobrelotadas vai aumentar e quais os critérios de selecção dos alunos pelas escolas perante o excesso da procura.
Para além disso, será interessante perceber o que os pais consideram melhor. Melhor posição nos rankings? Mais segurança? Maior proximidade ao seu local de trabalho?
Governo prepara-se para introduzir a medida no próximo ano lectivo. Por enquanto a escolha vai estar limitada ao ensino público.
E por escola básica entende-se o ensino até ao 9º ano, certo?
Outubro 27, 2011 at 11:24 am
Um perfeita monstruosidade o fazer as coisas sem conhecer o terreno real das coisas .Vão criar ghetos autênticos. E em Alfãndega da Fé -apenas como exemplo- como irá ser? Vão para Bragança e pagam os transportes?
Outubro 27, 2011 at 11:49 am
Vai ser lindo,vai.
É que só fazem m…@ e da grossa.
Outubro 27, 2011 at 11:49 am
Vai ser lindo,vai.
É que só fazem m…@ .
Outubro 27, 2011 at 11:58 am
Situação já vigente na Madeira há anos…
Sem quaisquer problemas e qualquer sinal de guetização…
Evidentemente que, ao escolher outra escola – que não a da zona de morada – os alunos prescindem (é um custo da escolha) do apoio social para transportes.
A capacidade das escolas é o limite na aceitação de alunos externos, mas maximiza-se essa capacidade.
Há escolas nesses limites e outras em desertificação. E há movimentos inversos, posteriores, de reequilibrio (as primeiras, com turmas no limite passam a ser menos atractivas e as segundas, sentido a perda, agigantam-se e começam a ultrapassar os problemas que as tinham tornado menos atractivas).
A experiência existe (em Portugal), está feita e está comprovada que não é nenhum bicho de sete cabeças. Mas exige algum trabalho de consolidação e centralização da informação de matrículas. A fim de garantir que se cumprem as regras e que apenas se faça uma inscrição (mesmo que para uma lista de escolas, ordenadas por preferência).
Outubro 27, 2011 at 12:02 pm
Ui! E como vai ser isso? Escolhe-se a escola em questão ou o agrupamento/escola não agrupada? E já agora pode-se escolher o professor e a sala?
Escolas muito escolhidas vão seriar os alunos como? Com que critérios? Vai ser como as TEIP’s e afins para os professores? Os directores a decidir que meninos e meninas entram?
Escolas pouco escolhidas vão ter alunos como? Mais “escolas de pretos”, novas “escolas de ciganos” e múltiplas “escolas de pobres”?
É interessante constatar que um “cientista da educação” informado sabe das perversidades disto mas são os políticos (engenheiros, advogados, gestores e afins) que avançam com estas propostas e decidem estas coisas…
Tenho fé que tudo isto vai caír em saco roto…
Outubro 27, 2011 at 12:04 pm
Gonçalo não compare o incomparável -quantos km2 tem a Mdadeira? mais a mais o exemplo jardinesco.
Quanto á ghetização em Câmara de Lobos não existe certo?
Outubro 27, 2011 at 12:21 pm
#6
O Continente, em área, serão 12 ou 13 Madeiras…
O exemplo é o que existe, implementado, activo e funcional.
Que guetização em Câmara de Lobos?
Deverá estar a ver o filme de há 30 anos, não?
Se existem famílias problemáticas em C.Lobos? Sim. Existem. Cada vez menos, mais bem identificadas e apoiadas. Ao ponto de serem sempre as mesmas que recebem visitas da TVI e da SIC (afinal as que vossa excia conhece) quando querem dar uma imagem distorcida da realidade. Pelo menos da realidade média…
Outubro 27, 2011 at 12:31 pm
Tretas pá eu estive na Madeira vai para poucos anos tive amigos que leccionaram lá vários anos durante os anos 90 -finais- e mesmo incios de 2000 -até 2004- logo não me dê tanga.
Se está melhor? Era o que faltava se estivesse pior com tanto dinheiro aí a a entrar.Mas muito ainda está escondido debaixo do tapete jardinesco.Mesmo nos arredotres do funchal . Eu não me guio só pela TVI mas pelos factos e o conhecimneto real.
Outubro 27, 2011 at 12:45 pm
A ajuda é mais que o dobro do que aquilo vale em bolsa, ou estaremos a ver mal a coisa?
<>
Ler mais: http://aeiou.expresso.pt/bpi-tambem-admite-ajuda-da-troika=f683633#ixzz1byx4WOFP
Outubro 27, 2011 at 12:46 pm
Quais os critérios de escolha?
Quem mora na área geográfica de uma escola pode ser excluído dessa escola?
Quem lhe paga o transporte?
É só um passo para o cheque ensino e a degradação da escola pública.
Não me sinto enganado, porque não votei PSD/PP e, verdade seja dita, esses partidos não esconderam o desejo de privatização da educação e da saúde.
Outubro 27, 2011 at 12:49 pm
No entender deles a escola deixou de ser necessária assim como a maioria da população. Até a aviação já é dronada.
Outubro 27, 2011 at 12:49 pm
Cada Agrupamento vai ter de criar critérios de seleção de alunos. Por exemplo… “meninos sem dentes cariados”… outro bom seria “ter ténis da Nike”…
O quê? Estou só a sugerir na mesma linha dos critérios de oferta de escola!
Outubro 27, 2011 at 12:54 pm
Ee pa isto ee para cair na negociacao, ou seja, eles querem mexer no curriculo e como os sindicatos tem de ceder ee ai que eles vao ceder, na questao da liberdade de escolha.
Assim, os sindicatos preferem perder umas horitas e uns professores(zecos) em algumas disciplinas em vez de perderem na segrecacao da populacao escolar.
PS. maldito teclano que nao encontro os assentos
Outubro 27, 2011 at 12:59 pm
#8
Quais tretas?
Para saber se está melhor ou pior, só tendo estado na Madeira no antes e no depois. Não há tanga nenhuma.
E não vale a pena estar a desconversar.
O que estava a dizer é que, na Madeira, as famílias podem escolher as escolas para os seus filhos sem limitações. E que a respectiva colocação apenas depende da capacidade da escola de destino e de critérios definidos em regulamento.
Apesar do processo exigir um modelo centralizado de matrículas (sobre a net) o mesmo, na Madeira está funcional e tem bons resultados.
Saia um pouco da sua posição pré-concebida sobre a Madeira e vá aos assuntos em concreto. Eu farei isso.
Cumps
Outubro 27, 2011 at 1:53 pm
Vou só transcrever o que meu co-supervisor de doutoramento, um canadiano experto mundial em Sistemas Complexos costuma frequentemente dizer sobre replicação de modelos:
“Just because a model successfully predicts and explains a particular complex system, doesn’t mean that the same model applies to even similar ones. Humans are just 1% more complex than the other primates, but they are infinitely more chaotic-unfriendly. And that makes all the difference. Standardization is the worst enemy of a complex systems engineer. It makes him a primate on four legs”
Tenho a impressão que os “bons exemplos e boas experiências” vão mais uma vez ser um fracasso:)
Outubro 27, 2011 at 2:06 pm
Muito bem… façamos como na Madeira… vou exigir integralmente que seja respeitado o meu “direito de escolha”: quero o meu filho numa escola sem ciganos, pretos, “monhés”, indianos, “quefrôs”, “chinocas”, ucranianos, brasileiros, espanhois, lituanos e quaisquer eslavos. Quero um professor masculino, W.A.S.P., casado, barbeado, doutorado, ajuízado, actualizado, não sindicalizado, com certificado de formador, avaliado com excelente pela ADD e informado das novas tecnologias e quero uma cópia do seu certificado de registo criminal. Quero uma escola com não mais de 100 alunos, bem arruada e com transporte gratuíto, do “plano centenário”, amarela e com um só piso, com um projecto educativo bem elaborado e um recreio com 500 metros quadrados, com parque infantil abrigado e piso estufado. Quero um director eunuco, avisado e ex-gestor, que saiba karaté e tenha capado (e se for “capado” também é bom para não ter tentações…). Quero no portão um vigilante ex-polícia ou ex-segurança, fortalhaço, com um máximo de 40 anos e sem tatuagens, abstémio e com voto de pobreza. Pim!
Onde arranjo uma escola assim? Já sei… coloco o anúncio no melhor sítio para este tipo de critérios: a bolsa de recrutamento…
Outubro 27, 2011 at 2:13 pm
#16
Piso estufado… com batatas e cenouras?
Outubro 27, 2011 at 2:35 pm
Além do retrocesso económico e social que todos estamos a começar a experimentar, temos igualmente que ter consciência que iremos enfrentar um gravíssimo retrocesso cultural e civilizacional, a que a Educação não poderá escapar.
Neste contexto crítico, teremos que reequacionar os termos em que se tem estado a debater o estatuto e o papel da Escola Pública no confronto com a congénere privada – qual dará melhor resposta com o agudizar das condições sócio-económicas? -, obrigando a um retorno à primazia conferida aos princípios basilares da universalidade e da igualdade no seu acesso.
O conceito de uma “escolha pura”, de ordem subjectiva, ditada apenas pelo arbítrio dos EE, é confrontado com os constrangimentos objectivos da necessidade, que se colocam a dois níveis: por um lado, o da contracção do leque da oferta pública (por via da concentração da rede) e mesmo da privada (pela lógica de um mercado recessivo), e, por outro, o da redução do orçamento das famílias para suportar os encargos educativos.
Outubro 27, 2011 at 2:40 pm
#16
Então não encontra essa escola?
Claro que encontra. Ou melhor, já encontrou: nos seus sonhos.
O seu problema é de criar uma Escola e não de escolher uma.
É que a sua não existe. Logo, a escolha não passa por ela.
Outubro 27, 2011 at 3:42 pm
Os alunos da área de residência de uma escola poderão ser obrigados, por falta de vaga, a deslocarem-se para outra escola?
E as escolas, podem escolher os seus alunos e encarregados de educação?
Outubro 27, 2011 at 4:05 pm
Também só se preocupam com estas m….s…É o espelho do coelho…o sócrates de massamá.
Outubro 27, 2011 at 4:40 pm
Repare-se na contradição: aumenta-se a liberdade de escolha da escola mais reduz-se o número de escolas públicas (ou seja de possíveis escolhas!).
No secundário não se aplica o critério residência do aluno, mais sim a idade.
Outubro 27, 2011 at 4:45 pm
Sim a Madeira é um exemplo… na mediocridade dos resultados escolares!
Outubro 27, 2011 at 4:52 pm
Qualquuer liberdade é condicionada pela realidade, pela sociedade, pelas circunstâncias… Não há liberdade absoluta. Atacar qualquer liberdade com este argumento não faz qualquer sentido.
Outubro 27, 2011 at 5:03 pm
Talvez, mas condicionar a realidade com métodos no minímo discutiveis e completemente desfasados dessa realidade e sabendo de antemão que em vez de produzirem efeitos positivos vão distorcer a própria realidade, já de si distorcida, não faz também sentido nenhum; a não ser para idiotas.
Outubro 27, 2011 at 5:53 pm
#23
Estamos a falar da escolha das Escolas…
As médias da aferidas no 1º Ciclo do básico na Madeira são superiores à média nacional.
Outubro 27, 2011 at 6:24 pm
Eu acho que ficará tudo na mesma.
As escolas “boas” enchem com os que moram na área.
Um ou outro de fora entrará….como sempre foi.
Ninguém de fora vai querer pôr os filhos nas escolas da Musgueira, mas elas enchem com a população que lá vive.
Outubro 27, 2011 at 6:40 pm
#25
Explique lá, já que não é idiota, como é que a liberdade condiciona e a “igualdade” que só pode existir à força, não.
(Espero que conheça o pensamento do Chico da Cuf e o que ele escreveu sobre a igualdade e a liberdade na antiga URSS)
Outubro 27, 2011 at 7:00 pm
Esta medida parece uma anedota:
- este ano – alegando que a oferta pública escasseava relativamente à escolha por parte de pais/ E. de Educação – decidiram aumentar o nº de alunos por turma;
- para o ano, provavelmente, iremos assistir a um “boom” de oferta pública de forma a respeitar a inteira liberdade de todos os pais/E. Educação!!!
(sugiro a escolha por catálogo!!!)
Outubro 27, 2011 at 7:05 pm
# 26
Não mintas, rapaz! O meu colega José António está a lecionar na Madeira, depois de ter estado na Madeira e ele não me diz nada sequer próximo. A segregação acentuou-se!
Outubro 27, 2011 at 7:19 pm
Está previsto o fim do mundo para 2012, pelo menos, tal e qual como o conhecemnos.
Confere.
Em 2012 também chegará o fim da Educação em Portugal, tal e qual como a conhecemos.
Outubro 27, 2011 at 7:20 pm
#15
Não vale a pena!!! Há gente que parece que tem umas pálas como as dos burros e não vê nada à sua volta!!
Outubro 27, 2011 at 7:24 pm
#27
Isso seria verdade se o critrério da àrea de trabalho/residência se mantiver na escola – ou sela nada mudava na prática.
Mas suspeito que não o venha a ser; já aqui referi na minha zona existem duas escolas com a mesma oferta mas como uma está mais à frente que a outra no ranking, a 1ª fica com os melhores alunos e segunda com os restos.
Com esta nova modalidade ainda se vão acentuar mais as discrepâncias entre as escolas.
Considero esta uma excelente medida – do ponto de vista da “racionalização” das escolas e poupanças na Educação – assim não precisaremos de agrupamentros de escolas só será preciso o minitérios autorizar a abertura de mais turmas, e vivam as economias de escala. Vivam as escolas “gordas”
Com o definhamento de umas escolas engardam-se as outras e … passam a existir excelentes critérios para fechar as escolas esqueléticas, etc.
Na década de 70 na minha antiga escola eramos cerca de 4.500 alunos, hoje em dia são cerca de 800 alunos e resultam da fusão de duas escolas.
Não sei se caminharemos para escolas tão grandes de novo, mas na minha àrea e residência existem 3 escolas secundárias que se fundissem teriam menos alunos que a minha antiga escola.
E lá vamos todos para o desemprego…
Outubro 27, 2011 at 7:32 pm
#21
o sócrates de massamá
Outubro 27, 2011 at 8:44 pm
OLHA O gama embirra com tudo..pudera!!!
Outubro 27, 2011 at 10:33 pm
Esta discussão está viciada à partida quando não se assume que a “liberdade de escolha” funciona nos dois sentidos: é que não somos só nós a escolher; os outros, neste caso as escolas, também escolhem. Basta não caberem todos. E muitas vezes não somos nós os escolhidos…
Outubro 27, 2011 at 10:36 pm
Há outra coisa que importa clarificar: actualmente as chamadas reuniões da rede escolar é que definem o número de turmas que uma escola está autorizada a abrir. Há escolas com capacidade de receber mais alunos que vêem essa pretensão rejeitada pelas DREs que não deixam abrir as turmas correspondentes. E parece, não posso fundamentar, que até há casos destes em que a razão não é o equilíbrio entre as escolas públicas mas um claro favorecimento do privado.
Outubro 27, 2011 at 10:53 pm
#36
“António Duarte Diz:
Outubro 27, 2011 at 10:33 pm
Esta discussão está viciada à partida quando não se assume que a “liberdade de escolha” funciona nos dois sentidos: é que não somos só nós a escolher; os outros, neste caso as escolas, também escolhem.”
Sim, mas em tudo na vida é assim…
Outubro 27, 2011 at 10:56 pm
TEM RAZÃO GAMA..TODA A RAZÃO..NO FUNDO TUDO NÃO PASSA DE UM ENORME HIPOCRISIA..NADA MAIS..FINGIMENTO…MÁSCARAS…ENGANOS…COMO ESTE O DIZ E CLARAMENTE…
Outubro 28, 2011 at 10:04 am
#30 Concretize isso…
Outubro 28, 2011 at 10:06 am
Para o JARDIM O LINCHAR NÃO?
para comer bosta é preciso provar?
Outubro 29, 2011 at 4:35 pm
#41 Quantos linchados conhece? E quantos não conhece? Tudo tretas e pré-concebismos…