.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.

Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.
Lá porque tem alguns ódios de estimação não deve atirar em tudo o que mexe.
Ninguém aqui se junta a nenhum denunciante. Sobre esse tema esperemos que o tempo se encarregue de dizer quem é que foi à lã e saiu tosquiado
.

Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.
A sua obsessão tolda-lhe o raciocínio e só isso explica que queira justificar alguns impropérios, dirigidos ao Chitas, com alegadas promiscuidades entre ele e as fontes ministeriais.
Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.
Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.

Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.

Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.

Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado  para libertar o campo de impurezas e obstáculos.

Tanto melhor se for outro a fazê-lo.

Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.

O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.

Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.

Registado, para memória futura.