.. de uma certa ortodoxia sindicalesa com o processo do Chitas.
Claro que não têm a coragem de assumir isto de rosto descoberto.
Porquê? Porque continuam a agarrar-se à bondade do acordo de Janeiro de 2010 e, por questões tácticas, preferem estar do lado da distorção dos dados feita pelo jornalista-demógrafo do que admiitirem que o que escrevi até pecou por defeito.
Mas é a teoria do perigo ser maior quando vem do que encaram como o inimigo mais próximo, que deve ser abatido ou neutralizado para libertar o campo de impurezas e obstáculos.
Tanto melhor se for outro a fazê-lo.
Sei disso, não me admira, só me surpreendi por algo deste tipo ter demorado tanto a acontecer, tantas foram as ameaças em on e off. Estranho é que o admitam publicamente, mesmo sob anonimato, que estão satisfeitos com a situação e que acham que o xiita estava correcto em multiplicar os encargos adicionais com as progressões dos professores e que estes estavam “a salvo” das medidas de austeridade.
O conselho que a sumidade sindicalesa me dá é que aceite um acordo extra-judicial. Que me cale ou renegue o que foi a minha indignação. A real politik que conduziu ao entendimento, ao acordo e, recentemente, à trégua mascarada com não-assinatura do novo acordo.
Penso que fica claro que não confio nestas pessoas, que regem a sua acção por valores que não são os meus, recostadas na comodidade da sombra. E que criam blogues, não para denúncia dos atropelos aos direitos dos professores (que encaram como mera massa para encorpar as manifs frentistas), mas sim para atacar pessoalmente alguém que não se esconde e escreve em nome próprio.
Registado, para memória futura.
Outubro 27, 2011 at 11:23 am
“Paulinho, você trate-se que ainda acaba mal.”
-Estratégia #1- Avisar paternalistamente no intuito de atemorizar.
“Paulinho,
a sua obsessão é tão grande que nem percebe que começou por chamar uns quantos nomes ao sujeito, quando o que estava em causa era demonstrar que ele estaria a adulterar números.”
-Estratégia #2-Tratar o sujeito como débil mental, ou alucinado, colocando-se num estatuto “moral”, superior.
“Claro que no estado atual da justiça até pode acontecer que um juíz distraído aceite argumentação tão enviesada. No entanto qualquer advogado que não queira apenas esfolar o arguido e os tolos dos amigos lhe dará um conselho – acordo extra-judicial para evitar julgamento.”
-Estratégia #3-Não havia “nexexidade”, ainda estás a tempo da redenção… Vem para a Igreja da Salvação, junta-te a nós e viverás feliz, tu até és inteligente,porque tens de ter esse feitio, melhor esse defeito de pensares pela tua cabeça!
“Claro que há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema por defender uma causa. Sendo esse o objetivo, a estratégia até está bem desenhada e já colhe frutos aqui nas caixas de comentários. E aí, meu caro, tenho que lhe tirar o chapéu – você é um verdadeiro perito na arte de arrastar estas multidões.”
-Estratégia #4-Não vale a pena, o gajo é um caso perdido, vítima das más leituras… da-se.
Conclusão:
Este é um conjunto de estrtégias que começa no aviso, passa para a desmoralização vai para a redenção e passa para a negação.
Neste caso o materialismo dialético é utilizado até à -Estratégia #3-, depois tem uma quebra, melhor uma constatação da realidade na -Estratégia #4-o que comprova que o social fascismo já teve melhores dias e mais certezas do que até à pouco tempo.
-O sujeito deve então seguir o caminho da heroicidade e do martirio para que possa arrastar multidões e arrastar pela lama, os passivos e ativos que não sabem com quem se meteram!
Força camarada P, a Luta continua.
Outubro 27, 2011 at 11:35 am
#1,
Será que “eles” não sabem que eu sei???
Outubro 27, 2011 at 11:56 am
A posição de observador em relação aos sindicatos, posição que me é outoragada pelo facto de não ser sindicalizado, é privilegiada para opinar sobre esta alegada guerra entre “a ortodoxia sindicaleza” e o Paulo.
Está bem de ver que esta “raça” tem genes de FENPROF, nem outra coisa será de admitir, até pelos inúmeros episódios aqui reportados, quer com um tal de Vargas, quer com fjsantos.
Como agora está na moda a indignação, vou imitar por alguns segundos um indignado e perguntar: mas, afinal, quem são estes Vargas e fjsantos? Quando falam têm mandato da Fenprof? São dirigentes, alguma coisa os vincula a alguma organização sindical? Quando escrevem na caixa dos comentários estão a fazê-lo em nome pessoal ou da organização à qual, eventualmente, pertençam? Estas perguntas porque começo a achar que a confusão entre a floresta e a árvore está estabelecida e que a troca de galhardetes aqui no blogue não prejudica o Paulo, não prejudica o Vargas, não prejudica o fjsantos (já percebemos que são imunes, muito obstinados, obsecados, até, com alguns assuntos), mas não estou a ver em que esta discussão possa reverter em benefício para todos os professores.
Outubro 27, 2011 at 12:11 pm
Os comentários destacados são verdadeiramente execráveis. E nem por um minuto posso admitir que tenham sido escritos por gente de bem. Se, como se está sempre dando a entender, isto tem origem em pessoas com responsabilidades em organizações sindicais, é melhor que se diga tudo, claro e pelos nomes todos, para se proceder à urgente limpeza. Pode acontecer que alguém se faça passar por responsável sindical (nunca é da FNE ou de outro qq, coisa estranha) para comprometer a organização mais representativa.
O momento que acho mais provocatório, a rasar a sabujice, “há sempre a alternativa do mártir e herói, condenado pelo sistema para defender uma causa”. É mesmo de quem não acredita nem nos professores, nem na causa. Verdadeiramente criminoso.
Outubro 27, 2011 at 12:43 pm
um asco que merece apenas uma resposta: absoluto desprezo.
(porque o despeito, a inveja e a mediocridade não merecem mais do que isso)
Outubro 27, 2011 at 1:07 pm
Estes abomináveis comentários têm apenas uma vantagem: mostram inequivocamente – para quem ainda tenha dúvidas ou dificuldades em libertar-se do preconceito… – o calibre pessoal e intelectual destes auto-intitulados “defensores oficiais” dos zecos.
Que autoridade moral, política ou outra se pode reconhecer a gentalha desta para vir apontar o que quer que seja aos outros?
Com “defensores” destes, não admira o estado a que chegámos…
Outubro 27, 2011 at 1:20 pm
Vozes de nhurro não chegam ao céu !
Outubro 27, 2011 at 1:40 pm
Paulinho? Huummm… Já os vi começar por menos.
A minha teoria para explicar todas estas ocorrências está aqui, no finalzinho deste post:
http://umjardimnodeserto.wordpress.com/2011/10/27/o-vespeiro/
Outubro 27, 2011 at 2:26 pm
Há vermes.
E vermes.
…
Outubro 27, 2011 at 3:15 pm
#0
Todo este ódio só reforça a importância deste espaço do PG, mas apropriado no bom sentido, por muitos professores, que mesmo sem postarem se reveem na maioria das opiniões de PG.
Coragem e que o Umbigo continue a levar esperança e bom senso nestes tempos em que não abundam.
Outubro 27, 2011 at 4:40 pm
Isto só prova que há, entre os que se dizem “colegas”, coisinhas muito piores do que jornalistas nhurros. Raça foleira!
Outubro 27, 2011 at 6:04 pm
Apenas uma nota para relembrar um dado da discussão que parece ter sido esquecido pelo autor do post e por vários comentadores:
Os aqui referenciados mas nem sempre citados José Manuel Vargas e Francisco Santos não são, salvo melhor informação, dirigentes sindicais. Terão querido sê-lo, mas a lista em que se integraram perdeu as últimas eleições no SPGL.
Convém saber de quem e e de que falamos quando falamos de sindicalistas…
Ou de sindicaleses, sindicas, sindicóides, e outras expressões em que o umbiguismo é fértil quando se trata de menosprezar, muitas vezes de forma perfeitamente preconceituosa e gratuita, os sindicatos. Que podem ter muitos defeitos, mas ainda são os representantes legítimos dos trabalhadores.
Outubro 27, 2011 at 6:16 pm
#12,
Estás a nomear pessoas que eu não referi e organizações que não identifiquei.
Atenção que podes estar a “caluniar” um elemento do CNE e alguém que foi o organizador do encontro dos professores comunistas em 2007.
Não é um “zeco” qualquer.
Cuidado, já me ameaçou, pode ameaçar-te também.
Quanto ao resto, o comentador citado negou ser quem afirmas e ser outra pessoa.
No entanto, o blogue que alguém criou e ao qual darei devido destaque quando me apetecer tem as “marcas textuais” relativamente identificáveis.
Quem é esse alguém… não sabemos!!!
Com toda a sinceridade, caro António, acho que estás meter-te numa guerra que não te atinge e em que, de forma quase sistemática, apareces com uma posição de conciliação com quem pratica o comentário e a ofensa ao pior estilo do anonimato cobarde.
Outubro 27, 2011 at 6:18 pm
Vermes!
Outubro 27, 2011 at 6:27 pm
Aqui o Paulinho sabe muito bem que o Zézinho não faz as coisas só por livre arbítrio.
E que o inho-mor diz que não sabe de nada, mas é treta.
Embora seja curioso que nos últimos tempos até tem deixado o Luisinho e o Toninho fazer declarações, não monopolizando a “arena mediática” por saber as consequências das suas aparições.
Falo, é claro, de personagens de banda desenhada e não de seja quem for em particular.
Tipo, sobrinhos do Tio Patinhas.
Outubro 27, 2011 at 6:33 pm
#12,
Não são dirigentes porque os pares não os elegeram.
Não foi por falta de vontade do topo da organização, com quem alinham de forma incondicional.
E basta ver como tratam os teóricos colegas de sindicato da outra facção.
São demukratas. nunca democratas.
Outubro 27, 2011 at 6:36 pm
E mais: acusaram com alguma insistência dois dirigentes do SPGL (João Paulo Videira e Manuel Grilo) de me passarem informações “internas” do SPGL.
Mas quando, por mim alertados, foram saber quem era a verdadeira “fonte primária”, calaram-se.
Porquê?
(é que eu guardei os mails…)
Outubro 27, 2011 at 6:38 pm
#13
Ok, e o sonso e o mafarrico tantas vezes aqui citados também podem ser umas quaisquer personagens, até, quem sabe, de contos infantis…
De qualquer forma, gostaria de deixar bem claro o seguinte:
1. Não pretendo “conciliar” ninguém, até porque já percebi há muito que certas diferenças e atitudes são inconciliáveis. O único ponto em que toquei, e insisto nele porque julgo ter razão, é que não podemos dizer que são dirigentes sindicais nem os dois indivíduos que citei nem, por maioria de razão, os sujeitos indeterminados que referes. O que dizem responsabiliza-os a eles, mas não as “ortodoxias sindicalezas”, sejam elas quais forem.
2. Sobre o processo Chitas vs Guinote já afirmei aqui de forma inequívoca de que lado estou, e que subscrevo inteiramente a análise e as acusações que fizeste, fundamentadamente, ao autor de tão tendencioso trabalho jornalístico. Consequentemente, discordo liminarmente, sem qualquer tentativa de “conciliação”, das considerações do comentador aqui transcrito e que paternalisticamente te chama “Paulinho”…
Outubro 27, 2011 at 7:21 pm
#12, António Duarte
Sinto-me na obrigação de lhe dizer o seguinte:
Vai para uma semana que não faço qualquer comentário neste blogue, mas tenho lido alguns posts e comentários.
Dispenso advogados de defesa que desconheço e agradeço que não contribua, presumo que involuntariamente, para as intrigas do Paulo Guinote a meu respeito, agora mais enviesadas, mas atingindo os objectivos, como se vê pelos comentários a este post.
O Paulo Guinote, sabendo perfeitamente que não sou o autor do texto que transcreve e que não tenho nada a ver com ele, nem com um blogue que o ridiculariza, persiste nas insinuações e ataques pessoais que se tornaram mais frequentes quando percebeu que deixei de lhe atribuir qualquer importância e que só comento para evidenciar incoerências políticas, ou salientar o anti-sindicalismo doentio de alguns posts e comentários.
Outubro 27, 2011 at 8:52 pm
Eu tenho por costume achar piada, que, no caso, não é uma piada qualquer.
Digamos, piada de nível magnético. #C8A2C8, apaixonada
E agora ausento-me, chama-me um evento pejado de jantaridade. Já vai!
Outubro 27, 2011 at 9:01 pm
Eu gostava, a sério, de acreditar nas pessoas.
Mas quando afirmaram repetidamente não ser quem eram, como acreditar quando dizem não terem feito o que não sabemos, até porque a táctica de navegação “stealth” é exactamente a mesma?
#18,
Eu não misturo o mafarrico e o sonso com o xiita.
E sei que os distingues.
Mas tendes a desculpabilizar algo por sentires uma afinidade “organizacional”.
Eu só faço defesas desse tipo quando conheço as pessoas e são minhas amigas (critico-as, se necessário, em privado).
Outubro 27, 2011 at 9:06 pm
#19,
Finalmente um comentário merecedor de algum respeito, após anos de garotice e uns bons meses de algo bem pior.
Outubro 27, 2011 at 9:10 pm
Não é o autor, mas conhece bem o blogue que foi criado e cujos posts e divulgação percorreu um “circuito” interessante.
O chato é que se esquecem que o regador está furado e a coisa me chega e os “forwards” e tal.
Pois.
Azar!
Outubro 27, 2011 at 9:36 pm
E ainda dizem que as pessoas crescem e são adultas BAH..POR VEZES PENSO SE NÃO SERIA MELHOR SERMOS TODOS MONGOS AUTISTAS E FELIZES VIVENDO NUM MUNDO À PARTE DESTE CHEIO DE DEJECTOS HUMANOS…..A SÉRIO…A PARTE REPTILEANA QUE ESTÁ PATENTE AINDA EM NÓS É SEM DÚVIDA DIGNA DO OVO DA SERPENTE DA EVA..FUI…
Outubro 27, 2011 at 10:15 pm
Esclarecimentos finais, pois não gosto de ambiguidades:
#19
Já o Paulo Guinote me avisava em #13 que não devia ter mencionado o seu nome… Não é minha intenção agir como advogado de defesa de ninguém, e se o citei não foi nem para o defender, nem para o ofender, mas apenas por ser referido frequentemente neste blogue associado a determinados nicks e registos interventivos. Claro que não me quero meter numa “guerra” que não é minha, e a única coisa que para mim esteve em causa, aqui, foi mostrar o meu desagrado por estar a ser de alguma forma insinuado o envolvimento de uma organização sindical nos comentários provocatórios para o autor do blogue que foram transcritos no post.
#21
Saberás certamente a interpretação a dar aos mails e outras informações que te vão chegando. Como observador, tudo isto se parece demasiado com processos de intenções ou tempestades em copo de água. E não confundo posições individuais (que até podem ser de regozijo com o “azar” dos outros) com organizações colectivas que aquelas não representam.
Outubro 28, 2011 at 12:33 am
#12 e #13,
Chegado a casa depois de um dia de trabalho e também algum lazer, vim constatar que o aviso que me foi feito ao início da noite se materializou na referência explícita ao meu nome neste post.
A ambos solicito que não me envolvam em insinuações e actividades comentarísticas que não me dizem respeito.
Relativamente ao António Duarte esclareço que sou delegado sindical eleito (reeleito para um segundo mandato no ano passado) do SPGL e fiz parte de uma das listas concorrentes à direcção do sindicato em 2009, não tendo sido eleito na zona em que fui candidato. Sobre o exercício das funções de delegado sindical não serão, certamente, os comentadores deste blogue as pessoas mais avalizadas para fazerem esse escrutínio. Talvez conversando com os sócios que me elegeram, ou com os restantes professores da escola/agrupamento em que exerço a função, possa ter uma ideia mais correcta. Para tanto poderá passar pelo Agrupamento José Cardoso Pires quando quiser e perguntar o que quiser.
Relativamente ao Paulo Guinote já tive ocasião de dizer que relevo os constantes ataques e as “brejeirices” com que ultimamente resolveu mimosear-me. Levo-as à conta de mais umas traquinices e eu até estou habituado a lidar com crianças traquinas…
No entanto quero também dizer que tenho muito mais que fazer do que continuar a perder tempo com as guerras que aqui vão sendo fabricadas. O trabalho na escola mais a actividade político-sindical que os tempos exigem, o trabalho de investigação que tenho para concluir e também o direito ao descanso e ao lazer ocupam-me o suficiente.
Bem sei que já está a acabar, mas já pensaram em ir assistir a uma sessão dos Doc’s? “A nossa forma de vida” de Pedro Filipe Marques, “Cartas de Angola” de Dulce Fernandes, “Licínio de Azevedo – Crónicas de Moçambique” de Margarida Cardoso, “Cinema Komunisto” de Mila Turajic, “É na terra, não é na lua” de Gonçalo Tocha ou “Vol Spécial” de Fernand Melgar foram momentos de muito maior interesse cultural, recreativo e humano do que passear os olhos por este blogue.
Passem bem e arranjem coisas mais interessantes e produtivas para fazer na vida.
Outubro 28, 2011 at 12:55 am
#26,
Eu não te nomeei no comentário 13. O comentário está limpinho.
Já este…
(desta vez usou “traquinice”… ‘tadinho, pensa que não se percebe onde andou a colocar as patorras escribinhentas…)
Outubro 28, 2011 at 12:57 am
Muito gostam certos sonsos de ser “nomeados”… chiça… penico!