100 milhões pagam pareceres e estudos
Orçamento no Governo de Passos é maior do que no de Sócrates.
O Estado vai gastar quase 100,7 milhões de euros em estudos, pareceres, projectos e consultadoria, conforme consta do Orçamento do Estado de 2012 (OE 2012), que impõe duras medidas de austeridade, como o corte dos subsídios de férias e de Natal a funcionários públicos e pensionistas.Esta verba significa quase mais quatro milhões de euros do que o ex-primeiro-ministro José Sócrates reservou no Orçamento do Estado de 2011, que contemplava 97 milhões de euros para este tipo trabalhos, essencialmente executados por escritórios de advogados.
O aumento de verbas contraria o esforço de contenção que o Governo tem vindo a impor no Estado, nomeadamente com a redução de ministérios, que passaram de 16 para 11. Mais. O Estado possui perto de uma centena de órgãos e serviços consultivos, espalhados pelos vários ministérios, institutos e direcções-gerais, que poderiam assegurar muitos destes estudos.
Segundo o OE 2012, o ministério mais gastador neste capítulo é o da Economia e Emprego, tutelado por Álvaro Santos Pereira, com uma verba de 23 milhões e meio de euros. Seguem–se o Ministério da Agricultura (20 938 287 €), tutelado por Assunção Cristas, Finanças (19 804 979 €), de Vítor Gaspar, e Educação e Ciência, com verba de 816 277 778 €, de Nuno Crato.
No campo oposto, destaque para os Ministério da Defesa, que dispõe ‘apenas’ de 110 500 euros, Administração Interna (180 500 €) e Negócios Estrangeiros (339 000 €).
DESPESAS DE REPRESENTAÇÃO COM 13,5 MILHÕES
O OE 2012 reserva mais de 13 milhões e meio de euros (13 499 657 euros) para as chamadas ‘despesas de representação’. Neste campo, o mais gastador será de novo o Economia e Emprego, que dispõe de 3 762 894 euros. A mais de um milhão de euros de distância encontra-se o Ministério da Educação de Nuno Crato, que terá 2 171 253 euros para gastar com despesas de representação. O mais modesto volta a ser o Ministério dos Negócios Estrangeiros, que, apesar da natureza do próprio ministério, tem ‘apenas’ 45 mil euros
Outubro 24, 2011
Então A Função Pública Só Serve Para Os Amendoins?
Posted by Paulo Guinote under Os Pobres que Paguem a Crise, Os Ruins Somos Nós?, Os Salcedo Troca-Tintas e Benevides da Conceição, Parece Que...[37] Comments
Outubro 24, 2011 at 10:16 am
OLHA E ESTA HEIN?
rofessores recusam trabalho extra em protesto
por DN.ptHoje
Professores recusam trabalho extra em protesto
Classe duplamente penalizada por reduções salariais e cortes de postos de trabalho está a responder com uma “greve de zelo informal”, que ameaça complicar vida das escolas.
Os professores já estão a recusar-se a fazer horas extraordinárias não remuneradas nas escolas para reuniões de planeamento e outro tipo de “trabalho burocrático”. O descontentamento subiu de tom, num ano em que ao congelamento das carreiras se somaram cortes salariais e a redução do número de contratados, com consequências na carga de trabalho dos que permaneceram nas escolas. A “gota de água” foi o anúncio da supressão dos subsídios de férias e de Natal por dois anos.
Leia mais no e-paper do DN.
Outubro 24, 2011 at 10:19 am
Ora bem, vamos lá ver se ainda sei fazer contas.
O Cratino da exigência e do rigor e dos exames-a-dar-c’um-pau vai gastar, segundo a notícia, 816 277 778 € em contratos com os amigos.
Ganhando um professor contratado 1373€ de vencimento ilíquido mensal, e não tendo direito no próximo ano a 13º nem 14º mês, que o governo descobriu que isso são luxos a que não nos podemos dar, o vencimento anual será igual a 12 ordenados mensais, ou seja, pouco menos de 16500€.
Contas feitas, os 816 277 778 € que vão esbanjar inutilmente dariam para pagar a quase 50 mil professores contratados.
Fico à espera que os cratistas do umbigo, se ainda os houver, nos expliquem como funcionam estas austeridades, e honrar as dívidas e as troikas e o-outro-é-q’era-aldrabão e mais não sei quê…
Outubro 24, 2011 at 10:27 am
Poça! Manter os amigos sai muito caro!…
Outubro 24, 2011 at 10:27 am
Bate tudo certo:
http://lishbuna.blogspot.com/2011/10/os-suspeitos-do-costume-mas-tudo-legal.html
Outubro 24, 2011 at 10:27 am
António VERDADE MAS SE ATÉ O CARLOS CARVALHAS RECEBIA A SUBVENÇÃO…FIQUEI ALGO DESAPONTADO..PENSAVA QUE AÍ HAVERIA ALGUÉM DIFERENTE…ASSIM…
Outubro 24, 2011 at 10:37 am
Meus caros, se esta gente fosse séria, em estudos e pareceres e o raio que os parta, eram zero euros que gastavam!
Todos eles fizeram estudos antes de ir para o poleiro. Muitos até escreveram e venderam livros sobre a política que o respectivo ministério deveria seguir, como é o caso, entre outros, do Nuno Crato. Agora que chegaram ao poder, e perante as dificuldades, que também já se sabiam que existiam, é tempo de agir, não de encomendar estudos e pareceres.
Mas há outra hipótese. A de que as ideias brilhantes que nos foram impingindo e em que muitos acreditaram destinavam-se apenas a angariar notoriedade para o seu autor e votos para o partido que lhes viria a dar emprego no governo.
Agora que já estão no poleiro, a conversa é outra. Não vão fazer o que está no livrinho que escreveram, vão receber ordens dos que mandam verdadeiramente e encomendar os estudos que fundamentem as decisões previamente tomadas. Por aqui, aliás, também nada há de novo…
Outubro 24, 2011 at 10:42 am
Estamos tramados com todos eles! triste sina se não nos pomos a pau ou pedras ou o que tivermos mais à mão!
Outubro 24, 2011 at 10:46 am
#5
Esse não me escandaliza nada. Tem 70 anos, está reformado da política e não me consta que ande por aí a fazer ganchos em consultorias e administrações de empresas. Os casos condenáveis, a meu ver, são os que recebem a subvenção com uma idade em que um trabalhador comum não se pode reformar e os que a acumulam com outros rendimentos.
Outubro 24, 2011 at 10:46 am
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/10/politica-mata-cada-vez-mais-esperanca.html
Outubro 24, 2011 at 10:47 am
Se pagam 500€ aos miúdos para estudar (o que deviam fazer sem prémios pois já recebem a contribuição pública que mantém o sistema de ensino) porque não pagar milhões a consultores para fazer o que os governantes têm obrigação de assegurar? Isto ainda não é “um país, dois sistemas” e é de pequenino que se retorce o pepino.
Outubro 24, 2011 at 10:48 am
Pois mas é a moral…o resto eu sabia..QUANTO AOS OUTROS SÃO MAIS DO QUE VAMPIROS….
Outubro 24, 2011 at 10:49 am
http://bulimunda.wordpress.com/2011/10/24/portugueses-devem-mais-de-34-milhoes-as-funerarias-o-sinal-de-que-ja-nem-para-enterrar-temos-dinheiro-o-fim-da-picada/
Outubro 24, 2011 at 10:50 am
http://bulimunda.wordpress.com/2011/10/24/afinal-os-subvencionados-sao-mais-do-que-os-ditos-400-ate-tem-direito-a-uma-serie-e-tudo-os-4400-subvencionados-vieram-nao-se-sabe-de-onde-the-4400/
Outubro 24, 2011 at 10:51 am
PARA AMENIZAR..FUI…
http://bulimunda.wordpress.com/2011/10/24/leonard-cohen-in-my-secret-life-as-nossas-cada-vez-menos/
Outubro 24, 2011 at 11:12 am
O melhor é roubarem a torto e a direito sem dó nem piedade!
Portagem no Cais do Sodré? Automobilistas têm de pagar para percorrer rua
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=35890
Também podiam pôr no Marquês, no tunel das Amoreiras, à entrada das garagens dos prédios, à entrada dos hospitais, onde lhes dê mais rendimento e jeito, sei lá…
Outubro 24, 2011 at 11:40 am
E desta senhora porque é que os jornais não falam?
Assunção Esteves, a actual Presidente da Assembleia da República reformou-se ao 42 anos, com a pensão mensal (14 vezes ano) de € 2.315,51. Fica o Diário da República de 30/07/1998 para vossa informação. Para que saibam ainda, a Senhora Assunção Esteves recebe ainda de vencimento mensal (14 vezes anos) € 5.799,05 e de ajudas de custas mensal (14 vezes ano) € 2.370,07. Aufere, portanto, a quantia anual de € 146.784,82. Ou seja, recebe do erário público, a remuneração média mensal de € 12.232,07 (Doze mil, duzentos e trinta e dois euros, sete cêntimos). Relembramos que também tem direito a uma viatura oficial de BMW a tempo inteiro!” PARTILHEM!
Outubro 24, 2011 at 11:41 am
Por isso os cabelos brancos deve ser do stress que tem em chegar ao fim do mês com algum dInheirito coitada.!!!
Outubro 24, 2011 at 12:30 pm
Com esta, fiquei mesmo enternecido. Na Europa existe mesmo união e solidariedade…
http://economico.sapo.pt/noticias/merkel-oferece-peluche-a-sarkozy_129749.html
Outubro 24, 2011 at 12:38 pm
#18,
Devia ter postado no “Bom dia”. Esta notícia marca o dia e é o sinal de esperança que faltava para todos acreditarmos que, com Merkel e Sarkozy, a Europa está aí!
Outubro 24, 2011 at 12:41 pm
E quais os escritórios que vão fazer estes estudos e pareceres?
Deviam de publicar quais os escritórios, porque precisamos de saber para onde vai o dinheiro…
É uma vergonha…a cortarem nos subsídios de Natal e Férias…E estudos e pareceres???
Outubro 24, 2011 at 12:47 pm
“(…)
Ainda ontem, Berlusconi avisava publicamente que esperava “que o senhor Bini Smaghi compreenda a situação e que perceba que, quando o governo lhe pede que se demita de um cargo que ocupa por vontade do governo, ele deve cumprir o seu dever e fazê-lo, para o bem do país”
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=514245
Outubro 24, 2011 at 12:54 pm
Para quando uma publicação em que toda a gente possa ver os escritórios que beneficiam disto? É que escritórios, deputados e políticos em geral é tudo igual e precisamos de saber pq uns fazem esforços e outros não.
Outubro 24, 2011 at 12:58 pm
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/10/filme-il-gattopardo-1963-de-luchino.html
O lema eterno
Outubro 24, 2011 at 1:00 pm
Mas vamos lá ver uma coisa:
Os estudos e pareceres, não podem ser feitos por alguém a receber um salário de função pública?
Penso que o normal é alguém que tire um curso ligado à agricultura, por exemplo, fazer um estudo ligado a esta área, mas recebendo um salário de acordo com a formação técnica que tem, tal como recebe um professor um advogado, um médico, a trabalhar para o estado.
Tantos milhões para quê???
Onde gastam o dinheiro??
Que tipo de estudos??
Estudos para quê??
Isto já não vai com falinhas mansas, miminhos, meiguices, compreensão…
Isto é uma cambada de gente que escolhe a política com um único fim: roubar os contribuintes para que na curta passagem pela vida, possam usufruir de uma vida faustuosa, sem darem mostras de qualquer mérito, sem qualquer esforço ou competência.
Penso que as pessoas deviam de vir para a rua rebeliar-se contra tudo o que sentimos que é injusto.
Da direita à esquerda, todos mas todos, nos sugam o sangue como vampiros!
Toda a classe política tem uma vida cheia de abundância, às nossas custas!!
Sinto um ódio enorme por esta gentalha toda!
Serei só eu?..
Outubro 24, 2011 at 1:06 pm
#0
816 277 778 € ??
#2
Não serão antes 16 277 778 €
Outubro 24, 2011 at 1:13 pm
“A sociedade de advogados de Rui Pena e de José Luís Arnaut (RPA) vai fundir-se na CMS, uma firma europeia de advocacia que conta actualmente com 2.800 juristas e que dispõe de 54 escritórios em 29 países.
…”
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=514303
Outubro 24, 2011 at 1:13 pm
Vejam bem!
http://aeiou.expresso.pt/veja-os-rendimentos-de-15-politicos-portugueses-antes-e-depois-de-passarem-pelo-governo-grafico-animado=f680329
Outubro 24, 2011 at 1:41 pm
Ainda ontem se referia a cortina ideológica que tem dominado o debate político no nosso país, tecendo uma rede de falácias que se tornaram o mainstream disponível nos media, determinando aquilo que se pode ou não pensar ou dizer. Uma das falácias mais insistentes e elaboradas – por justamente cobrir um terreno particularmente sensível e nevrálgico: a vida económica do país -, tem sido alimentada por uma série de comentadeiros ligados àqueles que dela tiram mais proveito, os grandes escritórios de advogados e as empresas de consultadoria, fornecedores dos famigerados “pareceres” e “estudos”.
Refiro-me à falaciosa a ideia de que o nosso país está neste estado devido ao excessivo protagonimsmo do Estado, pretendendo com isso naturalizar a afirmação de que a desregulação é o modo único, possível, de funcionamento da economia global.
O objectivo é, em primeiro lugar, levar o estado a abrir mão ou a enfraquecer os poderes de coordenação da actividade económica, pelo que se consegue, desde logo, a inoperância regulatória do Banco de Portugal ou obliterar os pareceres do T.de Contas, e por aí adiante, e – cá está… – ao mesmo tempo “torna-se necessários” o recurso a escritórios ou empresas externas de consulta e de auditoria por serem “melhores do que os serviços estatais” para suprirem justamente as tarefas que os organismo do estado deixaram de realizar.
(Os outros objectivos daquela estratégia estão muito longe de serem despiciendos, senão veja-se: entregar as áreas mais rentáveis (que o estado não saber gerir…) aos grandes interesses privados; e, por último, o remate da operação: quando os buracos financeiros começam a aparecer, lastimar-se que o estado não tenha tido mais pulso, o que só confirma que ele é mau administrador…).
Outubro 24, 2011 at 1:58 pm
Claro que depois é preciso cortar na Função Pública!
Claro que os Funcionários Públicos não são necessários!
Para quê pagar a Funcionários Públicos, para fazerem aquilo para que existem, se temos os escritórios/empresas dos amigos para compensar pelos efeitos da crise?
Não é necessário incentivar a iniciativa privada? E quem melhor do que o Estado para o fazer?
Até porque “eu ministro” e/ou “eu secretário” posso ser “trocado” por outro e preciso de ter portas abertas no privado para me receberem de bra~ços abertos.
Outubro 24, 2011 at 2:10 pm
Chá de chumbo neles todos!
Outubro 24, 2011 at 2:25 pm
Há aí um erro qualquer nas contas. Se a soma das partes dá 100 milhões, o MEC jamais poderá gastar 816 milhões em estudos e pareceres.
Outubro 24, 2011 at 2:41 pm
Repetirei …
Já não sinto limites ao ódio a esta gente que diariamente nos insulta na inteligência, vilipendia na dignidade, assalta o nosso sustento, ceifa a alma, corrói a vontade e aniquila o futuro das próximas gerações:
Direitos consagrados, inalienáveis e garantísticos??? Na Constituição???
Qual – a portuguesa??? – Mas essa SÓ preserva, factualmente, os da classe política, decisora e dirigente – os do passado e os actuais!
É legal, argumentam eles… é legal que eles, convenientemente, não trataram de que fosse ilegal – ainda que da maior imoralidade e da maior falta de vergonha!
Para termos os melhores (perguntar-se-á quem são, que provas/ fundamentos, que fizeram para que o país não tivesse chegado onde chegou) temos que lhes pagar bem e se forem bons temos que os estimular, acrescentam os pavões sem qualquer vergonha – sem pudor e sem controlo – de intervirem directa/ exponencial e especulativamente na sua própria auto-promoção e auto-valorização …
Arrotam com a responsabilização nas eleições… com a nuvem da caça às bruxas, com a dificuldade em encontrar responsáveis, …, que – no fim – lhes garante a continuidade e a impunidade absoluta!
JÁ CHEGA! HAJA QUEM OS LEVE A TRIBUNAL , OS META NA CADEIA, OS EXPORTE PARA MARTE (mas lhes exproprie o que roubaram aos portugueses) – QUE O QUE FIZERAM AO PAÍS FOI CRIMINOSOSO!
POBRE DE QUALQUER TRABALHADOR DESTE PAÍS (do público ou do privado) que não lhe calhou em sorte ser de um partido político, filho de influência ou meritório de esquema:
- tem mais é que ser bom – que mais não é que a sua obrigação;
- tem que ser flexível, polivalente, adaptável e sujeitável – encarregaram-se esses senhores de ostentar – cheios de si – o discurso da flexibilidade omitindo a parte da segurança – que isto da estabilidade e garantias no trabalho – quanta presunção e água benta – não é coisa do século XXI (a não ser para alguns – certamente)… (imitar – verdadeiramente – os nórdicos é que eles não querem – que isto de sociedades mais equilibradas, justas e transparentes corria com eles à mais pequena descoberta… ainda que quisessem imitá-los , não teriam competência, apetência e organização para tal)
- não precisa de incentivos que a sua obrigação é ser profissional;
- não precisa de valorização – que já tem sorte em ter emprego;
- não precisa de subsídios para transportes, telecomunicações, residência, senhas de presença, representações e mais um sem número de tais – que pague do seu ordenado;
-
- …
Aos funcionários públicos:
- alteram os vínculos laborais de um dia para o outro,
- introduzem-lhes taxas e impostos e acrescentam contribuições de um dia para o outro,
- aplicam-se interpretações para todos os gostos de serviços/ de conveniências ou de omissões, circulares e regulamentos que contrariam leis, aplicam-se leis retroactivamente… se necessário de um dia para o outro,
- reduzem-lhes os ordenados de um dia para o outro,
- roubam-lhes tempo de serviço de um dia para o outro,
- quebram-lhes os estatutos de um dia para o outro,
- alteram-lhes as carreiras e reposicionam-nos bem para trás impossibilitando-lhes de até ao final da vida activa poderem ascender ao topo de um dia para o outro,
- sonegam-lhes parte do 13º mês de um dia para o outro,
- sonegam-lhes na íntegra o 13º mês e o subsídio de férias de um dia para o outro,
- passam à disponibilidade de um dia para o outro,
- ficam em situação precária de um dia para o outro,
- …,
- não faltará muito para lhes sonegarem os – cada vez mais – miseráveis ordenados enquanto outros enchem as contas bancárias sem ética e moralidade que os seus ancestrais e actuais direitos são bem salvaguardados… “ad eternum” … que, entre estes – os sempre privilegiados não podem haver mudanças de um dia para o outro…
Aos funcionários públicos e aos do privado – cidadãos anónimos… em nome da roubalheira de décadas e que não tem travão/ punição/ responsabilização não há direito constitucional que em nome da presunçosa sustentabilidade (que muitos arrotam mas que garantiram para si), não possa ser suprimido… inicialmente por tempo limitado e posteriormente como dado adquirido; passam mais uns dias e como se não pagássemos impostos (pesadíssimos face aos níveis de rendimento) querem-nos convencer que há direitos que devem ser assegurados apenas aos coitados e indigentes… ; em simultâneo o discurso do estado minimalista para os cidadãos mas maximalista para os perpetuar a si/ aos grupos que os suportam/ e ao muito privado que se não fosse o estado… vai lá vai!
… Assim vão sendo cada vez mais restringidos e diminuídos os direitos laborais… os direitos à saúde, à educação, à vida familiar, à vida digna, …
Para estes cidadãos, não há direitos, garantias, advogados e tribunais, legislação, constituição que os valha!!! Paguem e está a andar – que de mais não carecem!
A miséria entre estes cresce todos os dias, crescerá assustadoramente amanhã e a cambada de energúmenos que nos desgovernou e desgoverna continua impoluta a falar dos seus direitos e garantias, continua a governar-se condignamente, continua a fazer de todos nós o “povão palhaço, ignorante e pobre, que tem que trabalhar mais horas e mais e mais, receber menos e menos e menos, pagar mais e mais e mais impostos e sentir-se feliz (que poderia não ter nada) por servir uma imensa escumalha de gente feudal/ clientes e amigos pedantes, arrogantes, inúteis, finos de estômago e de vida, sem carácter e desonestos”
Neste país, os cidadãos comuns ( do público e do privado) que vivem do seu trabalho, com honestidade, de cabeça convictamente erguida e sem nada a esconder são:
- continua e insultuosamente arremessados uns contra os outros,
- ultrajados na sua honestidade e profissionalismo,
- achincalhados publicamente,
- apelidados, com maior ou menor explicitação, de calões/ preguiçosos/ encostados/ faltosos/ caloteiros/ ruinosos/ folgados/…
- roubados no seu trabalho e nas garantias dos seus impostos,
- assaltados na perseverança de um sonho de conforto e segurança – violentamente roubado,
- vilipendiados em contínuo e em crescendo de todos os direitos e de qualquer assomo de dignidade,
- …,
Tinha um colega que dizia: “…isto só já lá vai com sangue!” – Num país sem justiça, sem equidade, sem moralidade, sem vergonha, sem imputabilidade e cada vez mais miserável… – já não tenho dúvida!
Outubro 24, 2011 at 3:05 pm
A INGENUIDADE DE MUITOS QUE ACREDITAM EM PARAÍSOS NA TERRA..!!!!
Outubro 24, 2011 at 4:06 pm
#3 serena,
“Poça! Manter os amigos sai muito caro!…”
E ser obrigado a comprar Baygon ANTI MELGA,agora com este novo aumento de IVA?
Já reparou na despesa?
Outubro 24, 2011 at 4:39 pm
#25, #31
Creio que têm razão. Já depois de ter escrito o comentário #2 reli a notícia e pareceu-me um número excessivo, não só pelo valor em si mas por não bater certo com os restantes.
Mesmo assim, continuo a dizer: devia ser zero. E reafirmo: usem os “estudos” que os próprios ministros fizeram, antes de o serem, sobre as áreas que agora tutelam. Sendo todos tão bons, com tanto currículo universitário, tão adeptos do rigor e da excelência, não quero agora acreditar que andassem a vender livros escritos em cima do joelho…
Outubro 24, 2011 at 5:28 pm
34,
Está a substimar-se… Se nem o senhor consegue…
Mas o seu QI não lhe permite atingir mais…
Temos pena!
Outubro 24, 2011 at 9:02 pm
Eu estou pronto a fazer o sacrifício incrivelmente doloroso de fazer uns quantos estudos sobre o problema da problemática do desenvolvimento dos problemas na questão da inexistência de problemas ou outros do mesmo género e calibre. Quaisquer €50 000 por estudo chegam.