Sábado, 22 de Outubro, 2011


Portishead, Roads

Decenas de miles de personas, contra los recortes educativos

La primera marcha de ámbito estatal del curso escolar contra el  tijeretazo’ autonómico a la educación pública reúne a sindicalistas,  profesores, padres de alumnos y estudiantes

O ex-presidente do PSD advertiu este sábado que em período de crise é mais fácil cair na tentação de privilegiar a escola pública em detrimento da não estatal, mas que “essa é uma opção errada”.

Rebelo de Sousa afirmou que “o ensino estatal tem vindo a aumentar em quantidade” e que se tem mostrado “muito assimétrico”, enquanto “a escola não-estatal tem vindo a morrer em quantidade”, mas garantindo “padrões de qualidade muito elevados”.

Só se for a contagiar o ministro Mota Soares com qualquer coisinha má.

Governo quer incentivar funcionários públicos a participar em acções voluntárias

O Governo quer que a Administração Pública seja “contagiada” pelo voluntariado, já seguido em muitas empresas, e incentive os funcionários públicos a acções voluntárias para “dar um pouco de si à comunidade”, mas também vai apelar aos jovens.

… pois parece-me que é capaz de ser um dos melhores dos últimos anos do Booker.. O último que li até ao fim foi o de 2003, que fechou uma sequência excepcional que vinha da segunda metade dos anos 90. A partir daí, várias coisas que tinham mais pretensão do que alma. O do último ano, mesmo traduzido, ficou-se ali à roda das 50 páginas, o de 2009 acabou por abrir e do 2008 continua a despertar-me curiosidade, mas ainda não…

Anunciam a tradução para daqui a coisa de um mês, mas Barnes é muito melhor no original.

 

 

How Much is Learning Measurement Worth? Assessment Costs in Low-Income Countries

The Effect of an Economic Crisis on Educational Outcomes: An Economic Framework and Review of the Evidence

… despedem-se os professores, fecham-se as escolas e recorre-se ao homeschooling, havendo certamente quem possa ser convidado para explicar as virtudes imensas deste modelo que devolve a liberdade de escolha de todas as vertentes da Educação às famílias.

Fazendo as contas dá para tapar mais este buraco noticiado no Público de hoje (link só para assinantes):

Relatório para a troika situa custos das PPP na ordem dos 26 mil milhões

…não tem influência directa no sucesso escolar. Portantossss….

Luto académico durante uma semana, a faculdade forrada a negro, uma marcha e uma vigília na próxima quarta-feira. É desta forma que a Associação Académica da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa (AAFDUL) pretende protestar contra “a deficiente distribuição do serviço docente” que, alegadamente, faz com que existam turmas com cerca de 100 alunos quando deveriam ter 30 ou 40.

Nem o Zé Manel!

Cavaco Silva exige sentido de responsabilidade aos líderes da UE

Acho que o nosso PR deveria ter experimentado umas semanas de aulas numa daquelas escolas que só vê à distância, para perceber o que é, muitas vezes, falar para quem não nos liga nenhuma.

Apesar da sorte que tenho tido, já me aconteceu o meu quinhão de vezes.

Até porque usa o Stripgenerator que há um par de anos apresento aos meus alunos para se ambientarem à produção de bd:

O meu professor odeia-me

Cortesia do Livresco:

  • Anabela Magalhães:

Reflexão

  • Aventar:

Educação para todos?

  • De Rerum Natura:

Foi ontem recordada algumas vezes na Buchholz a intervenção feita pelo Paulo na semana anterior em que ele referiu uma espécie de algoritmo ou fórmula que alguns estudos avançam para o peso relativo dos factores condicionantes do sucesso escolar dos alunos.

A saber: cerca de 60% para o bem-estar geral da sociedade e as expectativas das famílias em relação ao desempenho dos seus educandos, 30% para a organização escolar (gestão, currículo, etc) e 10% para os professores.

E relembro aqui isto para recordar também o que foi sendo dito (nas sessões e em conversa com ele) sobre o que na última década aconteceu a este respeito em Portugal: os sucessivos governos fizeram o que puderam para destroçar os 60% (empobrecimento generalizado da população, quebra abrupta das expectativas de um futuro melhor), têm revelado uma enorme falta de capacidade para gerir os 30% da organização escolar (modelo único de gestão, indefinição curricular, reformas feitas à medida dos constrangimentos orçamentais, apostas erradas em novos-riquismos) e optaram por fazer recair o ónus do insucesso nos 10% finais, que têm servido à opinião pública como bodes expiatórios, sendo que os professores têm padecido de forma acrescida da erosão dos 60% e da desorganização dos 30%.

Mas como são um alvo fácil, aponta-se a eles.

E esquece-se que se queremos sucesso educativo, devemos cuidar dos 60% a montante (condições de vida) e jusante (perspectivas de futuro) das escolas e da intervenção dos professores para conseguir progressos consolidados e não meramente cosméticos.

No Expresso de hoje parangona-se que “Passos ficou estupefacto com crítica de Cavaco”.

Acho que ainda ontem vi uma peça televisiva em que o PM disse que nada faria para alimentar polémicas com o PR.

Perante isso, seria importante que os serviços secretos da República descobrissem quem tem escutas no âmago do nosso PM e passa as informações à imprensa.

Mesmo se acho que as declarações de Cavaco são apenas uma forma de manter a sua popularidade em níveis razoáveis.

Começa a tomada de posições no aparelho do MEC, nestes casos em especial no GAVE e GEPE. Do primeiro foi anunciado o fim há um ano,  depois afirmou-se que seria integrado na DGIDC, mas parece que não, apesar do actual governo ter dito qualquer coisa sobre a necessidade de uma entidade independente para fazer os exames. O segundo ainda tem extinção anunciada.

Por enquanto vai servindo segundos empregos ou uma melhoria na resenha curricular.

Quem se aproveita dos interstícios da lei para estas coisas, depois tem muita dificuldade em fazer valer qualquer tipo de autoridade moral.

Acredito que assim o Cristiano Ronaldo teria direito a subsídio de residência no Funchal, pois deve residir oficialmente em Madrid.

Ministro recebe subsídio apesar de passar a semana em casa própria na capital

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, recebe todos os meses cerca de 1400 euros por subsídio de alojamento apesar de ter um apartamento seu na área de Lisboa onde reside durante toda a semana. A assessoria de imprensa do Ministério da Administração Interna (MAI) afirma que o subsídio é legal, uma vez que o governante tem a sua residência permanente em Braga.

Governantes não abdicam de subsídio de alojamento

Dois membros do Governo que têm casa própria em Lisboa recusam a ideia de não receber o apoio que lhes foi dado por a residência permanente estar a mais de 100 km da capital. Gabinete de Gaspar não comenta cenário de recuar na atribuição deste subsídio.

Há nove governantes que recebem um subsídio de alojamento, que teve efeitos a partir da posse. O despacho do primeiro-ministro data de 20 de Setembro e atribui o apoio aos membros do Governo que não tenham residência permanente na cidade de Lisboa ou numa área circundante de 100 km. Mas um ministro e um secretário de Estado têm casa própria em Lisboa e, no caso de Miguel Macedo, titular da Administração Interna, a sua declaração de rendimentos indica duas moradas – a de Lisboa e uma em Braga – onde, garante o seu gabinete, reside. Já José Cesário argumenta que tem “direito de ter tratamento igual ao de qualquer funcionário da administração pública”. O Ministério das Finanças não comenta a possibilidade de cortar este subsídio, que pode ir até 1400 euros brutos.

Com um PM forte e não dependente de equilíbrios, segunda-feira isto estava resolvido: ou admitiam que vivem em casa própria sem especiais custos adicionais ou iam, de vez, para a residência permanente.

Debate animado mas com a sala menos plena do que eu gostaria. Como tem sido habitual a sessão alongou-se, desta vez por umas 2.30 horas, apesar do Miguel Tiago ter precisado de sair um pouco mais cedo, quando algumas questões levantadas estavam mesmo a pedir mais discussão.

Uma outra estirpe de  indignados. Estes senhores têm muita lata; que em privado estejam indignados compreendo, mas que venham a público criticar o presidente da república por não estar calado e sossegado e por não entrar num pacto, que, de democrático não tem nada, acho que têm muito descaramento. Além disso parece-me que Cavaco só estava preocupado com os reformados.

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