Alto Hama:
Da Escrita à Leitura:
O País do Burro:
O Que Fica do que Passa:
Palavrossavrvs Rex:
Um Blog que Seja só seu:
Outubro 14, 2011
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Outubro 14, 2011 at 10:43 am
Por França, professores a arder!
http://www.leparisien.fr/montpellier-34000/audio-beziers-le-choc-apres-le-geste-fou-d-une-professeur-dans-son-lycee-13-10-2011-1651206.php
Outubro 14, 2011 at 12:35 pm
PG:
“que uma economia só consegue crescer de forma consolidada quando o seu mercado interno”
Já não há mercado interno. Há mercado. A economia é aberta. Qualquer dinamização do mercado interno acaba, naturalmente, dinamizando o mercado onde mais compras são feitas – o estrangeiro.
Outubro 15, 2011 at 12:12 am
Obrigado pela referência. Honra-me. Abraço.
Outubro 15, 2011 at 5:07 pm
Assino, sobretudo como leitora com gosto e proveito do seu blog, o seguinte comentário sobre:- “Acredito que com leituras mais à esquerda do que à direita, mas o que li sobre a forma de fazer arrancar uma economia estagnada ou como espoletar um arranque económico tinha a sua lógica.
Com Hobsbawm e outros, por exemplo, li que uma economia só consegue crescer de forma consolidada quando o seu mercado interno é forte, funcionando depois a procura externa como uma espécie de faísca que permite a expansão da produção”
Pois…. A pobreza do nosso mercado interno do conhecimento (sobretudo nas ditas Letras) também se verificou nas indicações bibliográficas (e, pior, nas traduções). Uso o pretérito porque melhorámos bastante nos últimos 20 anos, por aí. No entanto, na minha percepção, a divulgação no ensino básico e secundário (que foi tb. o meu) piorou. Esta introdução para testemunhar e sugerir que lendo historiadores da economia como Carlo Cipolla para a Europa e Jaime Reis para Portugal aprendemos a distinguir a pioneira Inglaterra – e as potências sequentes, Alemanha por ex. – do desenvolvimento de pequenos países sem grandes recursos, como a Dinamarca ou a Suécia, desencadeado a partir da procura externa dos vizinhos desenvolvidos, em cujo espaço geocultural e económico estavam encaixados.
Continuando neste tom professoral, desculpará ainda a seguinte sentença: sendo a história uma “ciência do concreto” *, os seus praticantes devem precaver-se das ilusões lógicas que os colocam no campo do funcionamento doutrinário………. aproximando inteligências honestas das hermenêuticas macumbeiras.
*Penso que Hobsbwom, por pertençer a esta cultura intelectual dominante no mundo anglo-saxónico, pôde ser um importante historiador apesar da pressão do seu posicionamento doutrinário.
Outubro 15, 2011 at 5:11 pm
Pois esse mercado dito aberto ir+a ser a implosão do mesmo em virtude os os desequilíbrios sociais e pode politico existentes nas ditas potências emergentes…
Outubro 15, 2011 at 5:14 pm
#4,
Em primeiro lugar, acho que falhou om post que quereria comentar.
Quanto ao “ar professoral”, permita-me que sorria muito com as suas referências e com as suas leituras.
A Jaime Reis eu acrescentaria Pedro Lains.
A Carlo Cippola acrescentaria dezenas, desde logo o meu preferido sobre a difusão da industrialização, Sidney Pollard, pouco mediático, mas muito interessante.
E sobre o arranque dos latecomers na industrialização muito haveria a dizer, assim como a diferença entre um arranque em plena 2ª ou 3ª fase do fenómeno e os pioneiros.
Porque, se bem percebo, falhou por completo o ponto que eu queria destacar e que é o da necessidade de um forte mercado interno para uma economia não depender só dos factores externos.
Sei que a posição que parece defender é aquela que norteou a nossa política económica desde a adesão à CEE, mas os resultados estão à vista e não são bons.
Se quiser um update de bibliografia sobre boa História Económica pós-Hobsbawm, esteja à vontade (e no presente não se resumem a Krugman ou Stieglitz).