Quarta-feira, 12 de Outubro, 2011


Cristal Fighters, Plage

é só uma questão de balanço de energia.

Mas também nada disto é novidade.

SEC: Contributo de 27 M€ para Museu Berardo é surpreendente

O secretário de Estado da Cultura considerou hoje, no parlamento, «surpreendente» o contributo de 27 milhões de euros do Estado para o Museu Colecção Berardo entre 2007 e 2009, e pretende avaliar «se o acordo vale a pena».

Occupy Wall Street, Powered by Big Labor

Can major unions help grow the fledgling protest movement into a force to be reckoned with?

Por cá o problema é a falta de chá. Ou o excesso. Ando confuso. O pessoal ocupa, mas os governantes sorriem e marcam audiência. A coisa é desmontada e passa para outro ministério. A cena repete-se. Ocupação, mediação, audiência. O conflito esvai-se, a fricção nem chega a ser.

Infografia: Saiba o que vai mudar com o Orçamento do Estado

Em causa: aprender a aprender

Não são de caracterização, nem são de avaliação. São para comunicarmos como a coisa está.

Bués da fixe.

Os últimos dias têm sido muito ocupados a plantar cenários e notícias na imprensa acerca do terrível OE para 2012 que aí vem.

É certo que nunca esperei que dele viesse coisa muito boa, seja pelos antecedentes, seja pela forma como os governantes encaram a lição da troika.

Mas esperava um pouco mais de decoro na forma como também aqui a estratégia de se armar em sonso está a ser aplicada.

Vamos ser claros: metade do actual governo ou mais esteve ligado de modo mais ou menos directo a empresas de advogados, de consultadoria ou mesmo de concessionários relacionadas com muitos dos negócios do Estado que agora se consideram ser buracos colossais e supreeendentes. E se não esteve ligado, estava do lado de fora a gritar contra os desvarios que afirmava estarem a cometer-se.

De uma forma ou outra, várias destas pessoas tiveram conhecimento em primeira ou segunda mão do que se estava a passar. Assim como há entidades reguladoras e/ou fiscalizadoras (do Banco de Portugal com Constâncio estamos falados, mas ao menos o Tribunal de Contas mantém uma certa dignidade) e instituições (caso da Presidência da República) que tinham obrigação de saber o descalabro da descapitalização de alguma banca que financiou as campanhas eleitorais, desculpem, os negócios da governação da última década, assim como da situação financeira da Madeira (mas afinal os bancos que deram crédito ao Governo Regional fizeram-no com tamanha falta de responsabilidade?).

É ridículo que a cada semana pareça descobrir-se novo desvio, novo buraco, quando todos eles se sabiam, com maior ou menor detalhe, há muito tempo.

Esta cortina de fumo para apresentar novas medidas ingratas para a arraia-miúda no OE para 2012 é apenas uma tentativa de esconder que, afinal, os grandes negócios paralelos irão continuar. Quem estudou a viabilidade do TGV irá agora estudar a viabilidade da (menos) alta velocidade, quem estudou a terceira ponte sobre o Tejo vai estudar como fazer uma travessia em pirogas, quem estudou a mudança do ex-novo aeroporto da Ota para Alcochete agora estudará a inviabilidade da opção, quem renegociou as PPP rodoviárias com o Estado vai agora renegociá-las de novo, não se sabendo se deste ou daquele lado da mesa e quem andou a fazer contratos com o Estado na área da Saúde vai agora estudar como cortar no sector público o que perdeu nesses contratos com os privados.

Todos sabem(os) os nomes de quem esteve ali, agora está aqui, mas a pensar onde estará daqui a uns tempos. Se não sabem(os) deveriam(os) saber.

 A bem da transparência de conhecermos os segredos de quem tem sempre sucesso. Na prosperidade e na crise, na saúde e na doença.

Ainda não percebi bem como teóricos leitores de Weber fazem tanto por destruir qualquer espírito de corpo profissional na função pública, agravando a progressiva erosão do seu estatuto (salarial e não só), enquanto é fácil observar como a dureza é escassa em outros sectores, em particular aqueles que podem – mais tarde – proporcionar empregos a governantes ainda menos idosos.

Governo avalia novos cortes salariais na Função Pública

A decisão de proceder a um novo corte salarial só vai ficar fechada amanhã, na reunião de Conselho de Ministros.

O Governo está a estudar a possibilidade de avançar com um novo corte salarial na Função Pública, no próximo ano. Embora a decisão política só fique fechada amanhã, na reunião de Conselho de Ministros onde o Executivo vai aprovar o Orçamento do Estado, o Diário Económico sabe que esse cenário está a ser equacionado.

Função Pública vai pagar horas extra pela metade

Governo pretende que o corte no acréscimo por horas extraordinárias vigore até ao final de 2013. Médicos e enfermeiros serão duplamente afectados, também por via de outras reduções nos suplementos.

Até porque no caso do sector da Saúde, apesar da crise, cá fora ganha-se muito mais à hora.

Caros amigos:

Na sequência da ocupação pacífica das instalações do Ministério da Educação nas Laranjeiras, o grupo de professores contratados que nasceu no facebook e que já se havia manifestado a 10 de Setembro não desiste e vai continuar com os protestos. Agrada-nos também saber que os colegas do Norte se estão também a organizar e vêm para a rua na mesma data que os colegas de Lisboa: próxima quinta-feira dia 13 de Outubro, 17h.

Em Lisboa, simularemos a Passadeira do Desemprego e da Precariedade, em frente ao Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço
http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=229224930467545

No Porto, os professores concentram-se na Rua de Santa Catarina (perto do Café Majestic)

http://www.facebook.com/#!/event.php?eid=216942298370815

Agradeço a divulgação destas duas iniciativas

Grande abraço

Miguel Reis

Continua a existir em muita gente aquele medo miudinho, paralisante, de que perante uma situação potencialmente problemática e gravosa não se deve falar dela, nem debater cenários, para não lhes dar ideias.

Como se eles não estivessem cheios de ideias. Os relvas & macedos a dobrar estão pletóricos de ideias alheias sobre como reformar o país de cima abaixo, como se fosse um brinquedo que lhes colocaram nas mãos, um lego para desmontar e remontar. Passado o fontismo socrático, estamos perante aspirantes a mouzinhos e costascabrais.

Como se a única maneira de, de algum modo limitar a sua acção, não fosse demonstrar que já se anteciparam algumas das jogadas e que já se sabe ao que andam ou, pelo menos, o que andam a tentar sondar para ver se pega.

Não é por falar no diabo que ele aparece. Se existe, acabará por aparecer. Uma das poucas formas de o fazer ficar em casa é avisando-o que já estamos à espera dele.

Piratas portugueses querem ser um partido político até 2015

Defendem protecção de dados e redução do tempo de “copyright”. Querem ser partido político até às legislativas.

Nas últimas eleições de Berlim, na Alemanha, o Partido Pirata Alemão alcançou 8,9% dos votos, o que corresponde a 15 deputados eleitos. Apesar de não ter sido o primeiro Partido Pirata a conseguir eleger deputados (o Sueco foi pioneiro nesta corrida, ao ter conquistado dois eurodeputados em 2009), os resultados destas eleições foram a melhor campanha publicitária que os “piratas” podiam desejar. E à escala internacional.

 

Em Portugal, desde 2009 que há “piratas” a quererem ser um partido político, missão ainda não cumprida. Ao P3, André Rosa, um dos fundadores do Movimento Partido Pirata Português (MPPP), diz esperar que o resultado dos homólogos alemães “seja o princípio de um abrir de mentes das pessoas”. Adelino Maltez, politólogo, considera que tal resultado “é incomparável com o sistema português, porque talvez seja aquele que tem manifestado maior resiliência nos últimos 30 anos “.

Mas a abertura está reservada para partilha com quem a trouxe.

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