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Escola Secundária Júlio Dantas – Concurso público muuuuiiiiito privado!
Por considerar realmente interessante, seguem pormenores de um concurso público (?!) ao cargo de Director da Escola Secundária Júlio Dantas em Lagos que permito sejam divulgados.
O começo
Finais de Julho de 2011 – Aposenta-se o Director F********** A**********.
A festa de despedida
– O ex director elogia e passa publicamente o testemunho ao seu Subdirector, procedendo a uma pré nomeação informal do mesmo para o futuro cargo de Director, ignorando a existência de formalismos que se prendem com concursos e a própria existência do Conselho Geral da escola.
A publicação do Aviso de Abertura do Concurso
- Não respeitando o Artº 22 do Decreto Lei nº 75/2008, de 22 de Abril e o Artº 3 do Regulamento do Concurso que determinam a publicação, em Diário da Republica, em jornal de expansão nacional, nos sites da escola e da respectiva Direcção Regional o aviso de abertura do concurso, o mesmo não apareceu nunca em qualquer um dos sites referidos (ver ficheiros anexos). Apenas na II Série do Diário da República do dia 09 de Agosto de 2011 foi possível encontrar a abertura do concurso à Direcção da Escola Secundária Júlio Dantas.
A entrega de uma candidatura
- No dia 31 de Agosto, 15 dias úteis após a publicação em Diário da República, conforme determinado no aviso de abertura, a candidata deparou-se com as seguintes pérolas:
* Deveria entregar a candidatura – currículo, projecto de intervenção e demais documentação… ao Presidente da Comissão Administrativa Provisória (PCAP), o tal colega que publica e informalmente já tinha sido dado como sucessor do Director entretanto aposentado;
* Relutante e insistindo numa entrega da candidatura nos Serviços Administrativos da escola, tal como está determinado no Aviso de Abertura nº 15655/2011 e não ao colega que entretanto era candidato ao mesmo concurso, foi informada que o prazo tinha terminado no dia 30 de Agosto… “não podiam receber a candidatura”;
* Sugerindo por várias vezes e explicando pacientemente que talvez tivessem contado mal o prazo, considerando o dia 15 de Agosto como dia útil que de acordo com o Código de Procedimento Administrativo não é, lá foi possível, através de uma consulta telefónica para a Presidente do Conselho Geral (PCG), entregar a candidatura, ouvindo um lacónico “depois logo se vê a questão do prazo”;
* Entregues três envelopes com toda a documentação, foi a recepção dos mesmos comprovada com… nada.
A candidata ainda perguntou de forma insistente se não recebia documento a comprovar a entrega da candidatura mas… “que não… nada tinha sido determinado nesse sentido”!!!
* Sai a candidata de mãos vazias (pateta!) e pede a Deus que tudo corra bem.
A PCG contactada por telemóvel descansou a candidata… “está tudo em boas mãos”.
A marcação da entrevista
* Entregue a candidatura a 31 de Agosto 2011, foi a candidata convocada para a entrevista a realizar…. no dia 03 de Outubro… ainda de 2011.
O adiamento da entrevista e a previsão da anulação do concurso público (?!)
* Na tarde do dia 30 de Setº de 2011 a candidata é informada por uma Assistente Operacional da Escola Secundária Júlio Dantas, via telemóvel, que afinal não haveria entrevista e que na 2ª ou 3ª feira (03 ou 04 de Outubro) a PCG lhe explicaria porquê.
* A candidata “já velha nestas coisas”, envia sms à PCG procurando saber se estava apenas anulada a entrevista ou até haveria problemas com o próprio concurso.
* Recebe então via telemóvel a explicação da PCG, sensivelmente com o conteúdo que se segue pois a mesma falava baixinho por estar meio adoentada.
“– O Exmo. Sr. Diretor Regional teria estado na escola no dia anterior, apercebeu-se da existência do concurso e uma vez que irão surgir (?!) mais mega agrupamentos no concelho de Lagos só haverá concurso para o ano.
Assim, a entrevista deveria ser adiada sine die.
Mais informou que a candidata poderia passar um dia destes lá pela escola e apanhar toda a documentação que entregou e que entretanto, estivesse descansada, estará guardada!!!”
Os momentos mais intrigantes
Take one – No dia imediato à entrega da candidatura, o outro candidato e PCAP, conhecido em Lagos como o legítimo e inequívoco sucessor do colega Director aposentado, visivelmente mal-humorado, informou algumas pessoas de que brevemente “ia de férias”.
Vários takes – Diversas pessoas foram fazendo chegar à candidata a informação, sempre sigilosa (?!) e informal de que no interior do Conselho Geral o seu currículo era considerado incomparável e o projecto de intervenção apresentado irrepreensível sob todos os aspectos.
Take dos critérios – Os critérios para seriação dos candidatos, conforme se pode consultar no site da escola são:
- 20% para o Currículo
– 60% para o Projecto
– 20% para a Entrevista.
Take dos bastidores – No dia 29 de Setº, o outro candidato, conhecido em Lagos como o legítimo e inequívoco sucessor do colega Director aposentado, revelava algum nervosismo que neste momento terá desaparecido, após a longa conversa que o anterior Director teve na tarde desse dia com o Exmo. Sr. Director Regional.
Na sequência dessa longa conversa… a entrevista foi adiada sine die.
Anulação do aviso de abertura de concurso
A candidata apresentar-se-á no dia 03 de Outubro, às 18h00, na Escola Secundária Júlio Dantas em Lagos, dia e hora da entrevista.
De acordo com sms enviado hoje pela PCG, receberá a comunicação oficial do adiamento da entrevista.
A candidata aguarda os takes que se seguem, nomeadamente, a anulação do aviso de abertura de concurso com as evidentes razões para essa anulação (?!).
Estamos em Portugal, 35 anos após o 25 de Abril, na cidade de Lagos e a candidata não se revê em qualquer partido político.
Lagos, 01 de Outubro de 2011
(remetente devidamente identificada)



Outubro 1, 2011 at 7:44 pm
A isto NC responde:
“Professores são o elemento fundamental, mais autonomia às escolas e famílias. Redução de estruturas orgânicas e maior autonomia nas escolas “Não podemos falhar””
Mais autonomia nas escolas DUAS vezes…Conclui-se que é mesmo isto que se pretende.
Outubro 1, 2011 at 7:47 pm
Revogação imediata do 75.
Os dirigentes escolares não podem exercer mais que dois mandatos na mesma escola!
NC, é preciso fazer um desenho? Já percebeu que a autonomia é uma porta aberta ao nepotismo em algumas escolas? A lei é qualquer coisa que não “assiste” a alguns directores…
Outubro 1, 2011 at 7:56 pm
Florivaldo Abundâncio????
deve ser familiar da Abundância no Presépio, hehe
Outubro 1, 2011 at 8:12 pm
Isto não vos traz à lembrança o Manifesto Anti-Dantas?
Uma educação entregue a gente desta estirpe, não é educação, não é nada, não passa de uma charlatanice para manter mentecaptos e afilhados de mentecaptos.
Um director destes pode querer dirigir tudo, fretes, concursos de arremedo, aldrabices de mangas de alpaca, súbditos e reverências, menos uma escola que era aquilo que ele devia dirigir.
Morra o Florival! Pim!!!
Abaixo o Sucessor! Pum!!!
Pro lixo a autonomia cratiana! Pam!!!
Outubro 1, 2011 at 8:17 pm
Afinal parece que não era só no tempo das DREs anteriores que isto funcionava assim!
Além da importância de uma imediata revogação do DL 75/2008 para salvaguaradar alguma tranparência futura, importa salientar que este tipo de actuações será uma realidade a curto prazo, pois com o aproximar do encerramento das DREs em 2012, vai ser o salve-se quem puder… para quem tiver as melhores “cunhas”…
Conseguirá NC dar a volta a isto?
Ele é que nomeia o pessoal das DREs…
Outubro 1, 2011 at 8:21 pm
Estou a ver que querem concurso nacional para o cargo de director.
Outubro 1, 2011 at 8:27 pm
Vergonhoso e inadmissível num Estado de (verdadeiro) Direito!!!
Está-se mesmo a ver no que vai dar a tão pretendida Autonomia.
Será que o Ministério ainda não percebeu??? Quanto tempo falta ainda para evitarem que arbitrariedades (sendo muito, mas mesmo muito, eufemista) como esta continuem a suceder um pouco por todo o país?
Em que País estamos? Num do terceiro mundo, pejado de pequenos e grandes ditadorzinhos???
Onde estão a Ética e os Valores desta gente(alha)???
Outubro 1, 2011 at 8:34 pm
#2
E dois mandatos já podem dar azo a muito estrago. Ora imaginem uma boa escola regredir para um TEIP, satisfazendo o cariz cigano da sra. directora que detem o comando da referida escola há mais de dez anos.
Os professores mais influentes fugiram para leccionar no CNO com medo da avaliação. Mas lá desceram e vieram até ao ensino regular, para avaliar os professores contratados e não só.
Outubro 1, 2011 at 9:39 pm
Um director pode exercer 4 mandatos seguidos; não podem é ser mais de 2 mandatos por renovação, tem que haver eleições:
Dec. lei 75º – — A decisão de recondução do director é tomada por
maioria absoluta dos membros do conselho geral em efectividade
de funções, não sendo permitida a sua recondução
para um terceiro mandato consecutivo.
4 — Não é permitida a eleição para um quinto mandato
consecutivo ou durante o quadriénio imediatamente subsequente
ao termo do quarto mandato consecutivo.
Outubro 1, 2011 at 10:31 pm
O Director Florivaldo Abundâncio procedeu em conformidade, deve ser o Director Titular a nomear o seu sucessor.
Outubro 1, 2011 at 10:56 pm
Ai o Director, o Director… Figura que veio para ficar, não tenhamos ilusões. A prometida “autonomia” resumir-se-á em reforçar o poder do Director, embora um passarinho me tenha soprado ao ouvido que vão mexer na composição e competências do CP. Este tem se caracterizado por ser uma orquestra, em vez de um grupo de jazz. Os Departamentos e os Grupos estão também há muito esvaziados de qualquer poder de decisão. O CG lá vai aprovando tudo, pois os elementos que o constituem não lhe conferem poder de direcção. Vejam lá que chamam direcção ao órgão de gestão (o Director). Qual a solução? Redistribuir o poder intramuros. Como? Impedir que o Director assuma obrigatoriamente a presidência do CP (disse uma vez isto a uma Directora, ela deitou-me um olhar dilacerante). Por outro lado, tornar o CG um verdadeiro órgão de direcção e não de ornamentação. Sou da opinião de que o/a presidente do CG deveria ser o representante da escola. Como é que isto se resolvia de uma forma democrática? Deixar que a comunidade educativa escolha o modelo de administração e gestão. Se quiserem um Director, então que venha o Director. Se quiserem colegialidade na gestão, então que venha um Conselho executivo (nunca directivo). Por mim, não mexia na composição do CG, mas repensava a necessidade de representação dos pais no CP, além do mais trata-se de um órgão técnico. Os pais só devem estar representados no órgão de direcção e/ou político, isto é, o Conselho Geral.
Outubro 1, 2011 at 11:02 pm
Trenguice!
Tudo seria diferente, se inssistisse a entrega da candidatura nos serviços administrativos, com comprovativo. Qualquer documento, mesmo que seja efectuado “fora de prazo”, não ser recusada a sua recepção, contudo, alerta-se o “utente”. (código do procedimento administrativo)
Teria de receber uma resposta obrigatoriamente via formal, sempre…
Assistente Técnico da Administração Escolar…
Outubro 1, 2011 at 11:03 pm
Na “minha” escola os pais só são chamados a reuniões de secção do C Pedagógico, por norma não aprticipam nas reuniõesdado o carácter eminentemente técnico deste órgão.
Fá fui presidente de conselho directivo e de pedagógico e já tive a experiência de estar na direcção e a presidencia do CP estar entregue a outro docente ( nos tempos do 115). E gostei dessa repartição de poderes e segregação de funções.
Outubro 1, 2011 at 11:07 pm
sistema muito parecido com o da Rússia de Putin….Ora vais tu para Presidente ora vou eu para 1º ministro….
Outubro 1, 2011 at 11:42 pm
Mais megas…
Agora é que os resultados vão melhorar…
Outubro 2, 2011 at 1:43 am
Isto parece o Médio Oriente, sucedem uns aos outros!! Portugal no seu melhor!!
Outubro 2, 2011 at 10:48 am
“Descubra as diferenças…”
… entre o publicado ontem… e o que aparece… hoje.
Enfim: “transparências” ou mais “takes de bastidores”?
Outubro 2, 2011 at 11:18 am
O Conselho Geral é uma caixa de ressonância do Director.
Nem FENPROF nem FNE querem mexer no DL 75 porque os seus filiados são Directores.
Só a constante denúncia/publicação das atrocidades cometidas nas escolas pode levar à revogação deste modelo de gestão.
Outubro 2, 2011 at 11:38 am
#18
Joana, de ressonância e de ressonanço.
Outubro 2, 2011 at 12:08 pm
Ora aí estão os perigos da autonomia.
Não há autonomia sem: reforço do controlo interno (Conselhos Gerais cujos membros não estejam sujeitos a subordinação hierárquica e disciplinar ao director, nem por este sejam avaliados [embora haja sempre forma de lixá-los nos horários...] e do controlo externo (inspecção).
Todos os processos eleitorais deveriam estar sujeitos a alguma forma de ratificação externa (Ministério Público, por exemplo, como se passa com as associações nos termos do Código Civil) tal como os Regulamentos Internos, os quais na sua esmagadora maiora têm disposições ilegais.
É ver a composição dos CG, os quais em muitas escolas têm como membros assessores dos directores, adjuntos, etc.
Outubro 2, 2011 at 1:12 pm
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Dou por mim a pensar o que espera o Nuno Crato fazer, quando deixar de ser ministro.
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Outubro 2, 2011 at 3:58 pm
Os blogs são neste momento os arautos da cidadania, docente e não só.
Denunciar as irregularidades que se passam na escola e a dependencia do Conselho Geral face ao Diretor é um serviço que se presta à escola pública e à educação.
Onde será que está o M.E. e os Sindicatos?
Outubro 2, 2011 at 4:17 pm
#17,
Respeito pelo pedido da autora do texto, que solicitou a remoção das identidades referidas, até por serem bem conhecidas em Lagos.
Janeiro 28, 2012 at 5:48 pm
[...] post original está aqui, Chegou agora o [...]