Quinta-feira, 22 de Setembro, 2011


Kasabian, Switchblade Smiles

Parlamento, oposição critica a concurso de contratação de professores e acusa o governo de precarizar o vínculo laboral dos professores. Nuno Crato reafirma a legalidade do processo (ali pelo 1’00 entra em cena o algoritmo).

No fim, na visita de estudo à escola há uma curiosidade, quando o aluno diz que gostava mais de ter uma visita do Sócrates, há uma vozinha indignada que repete por duas vezes “É um mentiroso”.

De: Direcção (DREN) <drendirec@dren.min-edu.pt>
Data: 22 de setembro de 2011 17:24
Assunto: FW: Alunos Privado -> Público
Para:

Exmo(a) Senhor(a) Director(a) / Presidente da CAP / Gestora,

A Direcção Regional de Educação do Norte vem pedir a colaboração no preenchimento de um curto inquérito sobre os alunos que, tendo frequentado algum estabelecimento não público no ano lectivo anterior, se encontram matriculados numa escola pública no presente ano lectivo.

Ainda no decorrer do dia de hoje, o inquérito ficará disponível no Sistema de Informação da DREN, pelo que solicitamos o respectivo preenchimento e finalização até às 17 horas de sexta-feira, dia 23 de Setembro.

Depois de fazer o “login”, seleccione, por favor, o inquérito Alunos Privado -> Público, proceda à leitura do texto de apresentação e clique em Continuar >>> Alunos Privado -> Público.

O inquérito visa todas as escolas (não agrupadas e agrupadas), pelo que apenas será finalizado quando preenchidos os dados relativos a todas as escolas da respectiva Unidade Orgânica, seguidos da necessária operação de Gravar Dados.

Agradecemos a vossa colaboração no sentido de prestarmos um melhor serviço.

Com os melhores cumprimentos.

Aristides Sousa

Director Regional Adjunto
Direcção Regional de Educação do Norte
Rua António Carneiro, 98 – 4349-003 Porto
Tlf. 225191900

Alenquer, escola muda de direcção e é infestada de ratos, uma curiosa explicação do presidente da câmara.

Afinal, a tributação extraordinária não é só aplicável ao subsídio de Natal

Embora tenha sido amplamente divulgado que esta sobretaxa iria corresponder a uma tributação adicional sobre o subsídio de Natal, a verdade é que a opção do Executivo foi bem mais abrangente.

No dia 8 de Setembro do presente ano, entrou em vigor a Lei que aprovou a sobretaxa extraordinária de 3,5% sobre os rendimentos sujeitos a Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRS).

Embora tenha sido amplamente divulgado que esta sobretaxa iria corresponder a uma tributação adicional sobre o subsídio de Natal, a verdade é que a opção do Executivo foi bem mais abrangente do que inicialmente se esperava. Desde logo, a sobretaxa extraordinária de IRS irá incidir sobre todos os tipos de rendimento englobados em IRS, auferidos por residentes fiscais em território português.

Assim, serão sujeitos a esta tributação extraordinária os rendimentos do trabalho dependente, os rendimentos empresariais e profissionais, os rendimentos de capitais que sejam englobados, os rendimentos prediais, os incrementos patrimoniais e pensões. Esta sobretaxa incidirá também sobre alguns rendimentos sujeitos a taxas especiais, como as mais-valias de partes sociais.

… não consigo deixar de pensar que a foto corresponde à sustança. Para variar, o comentário que lá deixei está à espera que a senhora deputada se lembre de moderar.

 

Forget the US News College Rankings. Enroll Here and Actually Get a Job.

That obscure liberal arts degree you’re thinking about getting may not pay the bills. Here are nine cool yet practical degree programs.

Olhem um deles e a quem se recomenda:

Elementary-School Education
Inner-City Teaching Corps
This two-year certification program trains recent college graduates to work in Chicago’s toughest neighborhoods. Along with classroom experience, ICTC offers tuition discounts at Northwestern University’s school of education. A tip for getting in to this competitive program: Your undergrad major matters less than the year you spent tutoring fourth-graders.
Best bet for: Rugged idealists
Tuition: $11,650 before scholarships, though students earn a salary of $48,631

Neste momento, resta muito pouco…

Entre cortes e coisinhas fofas, os anti-crateses podem estar descansados.

A medida vai estar sobre análise (2’48″)? Ouvi bem?

Não me importo de conceder o prémio de simpatia e fotogenia, mas quanto ao resto… (destacaria ali pelos 4′oo” a indefinição quanto ao coiso e tal)

De nada adiantam. Para aferição de desempenho chegavam, então, as provas. Mais um recuo por demais evidente, para alívio de todos os que andavam com receio dos exames e desataram a espernear.

O Ministério introduziu o exame de 6.º ano. Quanto vai valer na nota final?

Para já vai ter um peso de 25 por cento para a nota final, durante um período inicial, enquanto a medida e o seu impacto estiver sob análise. Quando se introduziu exames no 9.º também começaram por valer 25%. Para avaliar a resposta dos alunos, dos professores, o impacto que tem na avaliação e aprendizagem dos alunos. É o primeiro ano e vamos começar com peso mais moderado e depois teremos possibilidade de incrementar ou não essa ponderação para a nota final.

Esse peso na nota final não dá para passar ou chumbar de ano…

Não introduz diferenças, mas ajuda que professores e alunos trabalhem para uma meta clara, tendo consciência que, mesmo que a nota final não seja determinada pela prova de avaliação externa, para todos os efeitos tem o seu peso. Já existe aqui um elemento de avaliação externa comum todas as escolas. O segundo aspecto é que, mesmo não contando, estamos a habituar os alunos a trabalhar sendo avaliados. A ideia de que o nosso trabalho é submetido a avaliação e que nos devolve, sob a forma de resultados, quais as áreas em que o aluno está a aprender o que é suposto ou onde apresenta dificuldades, é também muito importante. É um excelente momento para detectar a nivel nacional quais as áreas em que há mais dificuldades. É bom para o professor, para determinar o plano de trabalho mais adequado àquela turma, como é útil para o sistema educativo.

Se bem repararmos, esta segunda resposta é redondinha, faz pirueta sobre si mesma e roda a 720º.

Do exame fica o nome. Ou seja, as provas de aferição passam a contar 25%, o que de nada adianta em termos práticos. Um elemento comum de avaliação (com o nome de aferição) já existia. Isto é eduquês puro, na variante do vazio de conteúdo recoberto com excesso de conversa.

O que diria Nuno Crato há uns meses se lesse uma resposta destas?

Isabel Leite em entrevista.

Longe vão os tempos de criança, em que aos passeios e brincadeiras juntava horas de estudo e leitura. Gostava de o fazer. Era uma competição comigo mesma, testar os meus limites, ultrapassá-los. Não sei o que é uma negativa, nem na escola nem na Universidade. Basta perguntar a qualquer um dos meus professores e este facto ficará confirmado. Prémios de melhor aluno, cincos, média de dezanove no secundário, 18 e 19 nos exames nacionais, no tempo em que os 20 eram nulos ou uma raridade. Segue-se a Universidade do Minho, um estágio de 18 valores, média de curso de 17. No final, o Prémio Universidade do Minho, entregue ao melhor aluno de cada curso.

Longe de mim imaginar que a vida profissional se fecharia para alguém que tanto lutou para ultrapassar limites. Naquele que seria o meu primeiro ano de trabalho inventaram que os finalistas não podiam concorrer. É fácil saber o ano, pois foi o único em que esta medida vigorou. Nove meses depois consigo a minha primeira oferta de escola e em Setembro desse ano integro os docentes que estreiam as AEC. Nesse ano, devido a uma fórmula que entretanto foi alterada com a passagem de recibos verdes a contrato a termo (já não beneficiei da nova fórmula), 32 horas letivas semanais em três escolas deram direito à contagem de 220 dias de serviço. Parecia mentira. E assim se repetiria por mais 2 anos, conciliando AEC e formação, aproveitando o facto de ser solteira e sem filhos para poder trabalhar das 9h às 22h. Este trabalho em demasia acabaria por dar os seus frutos quando consigo a minha primeira colocação em bolsa, já em meados de Outubro, uns anos mais tarde. Nesse ano trabalho até ao dia 19 de Junho, último dia de aulas, a minha filha viria a nascer no Domingo, 21 de Junho.

Não me venham dizer que a classe docente só sabe ‘meter gravidez de risco’ para não dar aulas. Eu cumpri até ao final. No ano seguinte, em meados de Setembro já tinha colocação. Colocação essa que seria renovada por mais um ano, não fosse um destacamento. Voltei às bolsas, consegui em Outubro. Nessa bolsa, docentes menos graduados ficaram nas minhas primeiras opções. Tentei ligar, em vão, para a DGRHE. Nessa altura, as colocações em bolsa saíam à sexta-feira pelas 18 horas. Precisamente na altura em que os contactos da DGRHE já não estavam disponíveis. Teríamos de aceitar durante o fim-de-semana. Aceitei. Na segunda-feira de manhã, depois de estar em casa com a chamada em espera mais de uma hora, ligo para a DGRHE através de uma escola. Atenderam de imediato. Expus o meu caso. Ironicamente respondem: ‘ó colega, apesar de sair à sexta-feira, a colocação é feita logo que os horários são enviados. Ou seja, se pediram o horário onde ficou às 9 horas, é lógico que não vai ficar no que outra escola pediu às 10 horas’. Sistema totoloto, portanto. Com a vantagem de poupar uma semana de salário, visto que mesmo quem ficou à segunda, só sabe à sexta, para se apresentar à segunda seguinte. Por incrível que pareça, consigo contactar a docente que ficou com o horário que, por justiça de graduação seria para mim. Essa colega, residente na área para onde eu ia dar aulas, ia recusar o horário onde eu queria dar aulas, visto já ter ficado colocada em oferta de escola.

O tal horário voltou para a bolsa na semana seguinte, mas de qualquer forma não seria para mim, pois se recusasse este, saía da bolsa. Não havia saída. Já casada e mãe de uma criança de um ano, lá fui despender 350 euros mensais em viagens. Mas mais esse ano de sacrifício e a classificação de desempenho (que nem deveria ser contabilizada), dariam para este ano ficar numa posição mais confortável. Parece que me enganei.

Em resposta ao “psicodrama dos concursos” (http://www.profblog.org/2011/09/o-psicodrama-dos-concursos.html), para que a sociedade em geral não pense que os professores contratados precisam de tratamento psicológico face à desconfiança que têm demonstrado relativamente ao funcionamento dos concursos (até poderíamos precisar, visto que todos os anos tudo é stress, tudo é um mundo de caras novas, de alunos, de colegas, de burocracias que divergem segundo a máquina orgânica de cada estabelecimento de ensino), escrevo:

“Tirei o meu curso na Universidade do Minho com 17 valores. Não me parece que seja um estabelecimento de ensino inferior. O que é certo é que não falando da bolsa, onde se é ultrapassado porque os horários anuais surgem como mensais, posso muito bem falar das ofertas de escola. Será que as escolas estão de facto a selecionar bem? Será que o critério “serviço prestado no agrupamento de escolas de Matosinhos Sul no ano letivo 2010/2011″ diz algo sobre o valor de quem concorre? A mim só me diz que pretendem manter quem lá esteve, sem querer saber se quem concorre é melhor ou mais adequado à função. Eu sei que se criam laços entre as pessoas, eu também sei o que é estar um ano em cada escola e no final despedir de todos porque é mesmo uma despedida. Mas esses laços não deveriam dar azo a injustiças. Neste caso concreto de Matosinhos, eu, 4xx, fui ultrapassada e muito. Ficou colocado o 1xxx. Eu com 17, a outra pessoa com 13. E relembro que o meu 17 não é de uma qualquer universidade, como referi anteriormente. No Cerco ficou o 15xx e o 15xx. Com 12 e com 15. Mais nova do que eu, um terço do meu tempo de serviço. Em Baião fica o 1xxx. Em Sande o 7xx, em Cinfães o 8xx. Estes horários eram até 31 Agosto e de 22 horas. Os tais que surgiram em finais de Agosto. Gente com a vida tranquila. Agora o Ministério vem dizer que a culpa é das escolas. Não me parece que centenas de escolas possam estar a mentir.

Mas podemos facilmente resolver o problema desta ‘guerra’ que o Ministério pretende criar com os professores contratados. Somos ou não somos necessários? Anos e anos a fio a contrato? Sugiro, para mal dos alunos (mas parece que é o que o Ministério pretende) que se faça o que um docente sugeriu no Facebook: assinamos o tal contrato mensal que nos querem impor, e na hora de renovar, não renovamos. Vamos trocando de escola mês a mês. Pode ser que os alunos e os seus Encarregados de Educação gostem que eles tenham nove ou dez professores no mesmo ano. A qualidade do ensino, com esta medida do ministério, estará certamente assegurada. É o que dá inserir horários para um mês pelo motivo “Aumento de Turmas”. A turma aumentou esse mês, no seguinte possivelmente mandam os alunos de férias para casa. Inacreditável.”

Inacreditável mesmo. Como é inacreditável ter concorrido para as AEC e também não ter ficado, quando na lista do Ministério da Educação seria a primeira dos que lá constam. Mas parece que não trabalhei lá nos últimos dois anos. Ups.
Há escolas onde os critérios justos mandam mais que a “cunha”? Há. Há escolas onde as ofertas de escola são um concurso público e não um ‘concurso-fantasma/nomeação’. O problema é que os horários são raros e quase sempre de 6 horas. Aceitando esses, saímos da Bolsa de Recrutamento, pois temos um governo que acha que trabalhar 6 horas por semana é mais que suficiente.

Ficar resignada? Receber o subsídio mas perder o tempo de serviço? Ou fazer o que já devia ter feito há muito tempo? Deixar de ilusões, de querer fazer aquilo que gosto, e escolher outra profissão? Mais mês, menos mês… a decisão surge.
Cumprimentos aos docentes contratados deste país, aos meus colegas que partiram para a Madeira, aos que ficaram na segunda-feira em horários precários em Lisboa e Sintra, tendo casa para pagar no norte, à jovem que se atirou à tarefa e foi para o Algarve. Felizmente não têm filhos, dificilmente teriam uma vida familiar digna nestas condições. As minhas palavras finais vão para aqueles que, como eu, estando no início das listas de graduação, continuam improdutivamente em casa quando poderiam ser produtivos. Conheço muitos desses, professores excelentes que deram uma dinâmica às escolas por onde passaram, que deixaram marcas nos alunos e colegas de quadro. Alguns não sabiam ainda o que era estar desempregado. Mas anos extraordinários, com cortes a torto e a direito, geram situações extraordinariamente invulgares.

C.L. (sei lá se inventam o critério “só pode dar aulas quem é a favor de tudo o que se faz no Ministério da Educação”)

Recebido por mail com autorização de publicação.

(…)

Creio que uma parte do problema tem a ver com o facto de muita gente que concorreu e tem muita graduação ter feito escolhas limitadas, convencido que havia lugares e agora ter ficado por colocar.

Para provar problemas é preciso provar: fiquei por colocar e fulano x lugares abaixo que concorreu a um local ao qual eu também concorri e ficou lá colocado…

E convém levar em conta quantos DACL ficaram com horários de bolsa….

Conheço um caso mas também é indiciariamente explicável pelo problema que explico no parágrafo abaixo identificado com *

Depois os directores têm de provar os problemas dizendo se sim ou não a aplicação travou a indicação de horário anual. Eu não tive casos desses por isso não sei dizer  ….

E esse é outro problema: como é que tirando as TEIP ainda há horários completos anuais para colocar em 15 de Setembro…. Os directores andam a reter horários….. Se o serviço de distribuição estiver bem feito a 31 de Agosto completos anuais deveriam ser raros e sobrantes do 1º momento de colocação (nunca novos horários) ….

Tirando as TEIP porque o regime (era? é? já ninguém sabe …) diferente e tendo introduzido ofertas de escola ate 31 de Agosto estas desapareceram e foram para a 1ª Bolsa por iniciativa da DGRHE para colocar nessa bolsa DACL e por isso havia esses horários anuais….

Agora a questão pode ser mais funda….

As bolsas de recrutamento como funcionam internamente? Na aplicação informática, quero dizer. São um concurso no sentido em que informaticamente se faz corresponder uma lista de horários entrados na totalidade de uma semana por ordem da preferência dos candidatos face a sua ordem na lista?

* Ou os horários vão entrando e vão sendo adstritos a candidatos por ordem de aparecimento (isto é, a bolsa é uma lotaria….).

No 1º ano da bolsa (gostei muito que lembrasse a artista….) a segunda hipótese era feita dia a dia e há quem ache que isso passou a ser feito semana a semana por insuficiência informática…. Ha indícios nas colocaões que permitem pensar isso.

Concurso mal feito ou lotaria desde o inicio….eis a questão….

Vai ficar surpreendido mas a verdade e que nesta fase micro os mini-concursos eram melhor sistema se bem operacionalizados do que a bolsa de recrutamento….

Uma coisa de que se disse tão mal com ligeiras alterações funcionaria melhor que esta pessegada…..

Professores voltam às ruas!

A menos que se aplique aos políticos também. Checklist de promessas… à terceira por cumprir ou desrespeitada, sai fora…

Governo propõe despedimento por não cumprimento de objectivos ou quebra de produtividade

E quem define os objectivos? Em vez de Projecto Docente um projecto Laboral? Com grelhas e cruzinhas? Individual ou em equipa?

Independência, já?

Nâo me parece, determino devolução imediata - e pagamento de todas as rendas em atraso, ao que acrescem custas e juros - por alterações não autorizadas.

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