Nota-se muito por onde passou o assúcre? Gosto muito do aroma de café no meu assúcre.
Agosto 2011
Agosto 27, 2011
Schlep…
Posted by Paulo Guinote under A Vidinha, O Estômago É O Meu 3º Órgão Favorito, Sai-me Da Frente[8] Comments
Agosto 27, 2011
Passeando (Mas Apenas) Por Portugal
Posted by Paulo Guinote under Construções Escolares, Portugal Profundo, Rede Escolar[6] Comments
Câmara de Torres Vedras corta despesas com transportes escolares
Vendas Novas queixa-se de dívida do Ministério da Educação
Câmara de Abrantes comunica encerramento de Jardins-de-Infância
Falta de mobiliário adia abertura de nova escola
Agosto 27, 2011
Pela Blogosfera – Marx No PS
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Deixa-me Rir, Sugestões[3] Comments
Agosto 27, 2011
Não é para todos. Há que representar qualquer coisa.
Agosto 27, 2011
Direitos humanos: os mínimos éticos para a sociedade intercultural, de hoje
As grandes concepções teóricas para a vida e a organização social há muito que deixaram de responder a um mundo cada vez mais aberto e multicultural. Uma racionalidade pós-moderna invade tudo, instala-se um relativismo que deixa pouca margem para a crença em dias melhores, ao mesmo tempo que a globalização e seus efeitos, seja qual for o contexto para que olhemos, parecem inexoráveis. Crescem os desenraizamentos e as exclusões, já não somos verdadeiramente de lado nenhum, embora vivamos com a sensação de que somos de todos os lugares. Este sentimento de insegurança e de não pertença faz toda a diferença, quando se trata de pensar as questões da convivência entre as diferentes culturas.
Em meu entender, essa convivência é possível a partir de um compromisso com os direitos humanos e a solidariedade mundial, de que as organizações internacionais são parte integrante. Os direitos humanos não são abstracções; legitimam práticas sociais e cívicas concretas, enquadram leis e definem políticas e planos de acção, envolvendo pessoas reais – grupos sociais, culturais, étnicos, religiosos, linguísticos…
Quando os colocamos como pano de fundo, vêm-nos de imediato, à mente, conceitos como dignidade humana, justiça, democracia, primado da lei, tolerância, pluralismo, respeito, interdependência, cidadania… sem os quais, dificilmente, podemos enquadrar e conceber o diálogo e a acção entre as culturas. Aliás, talvez tenha sido a ausência de alguns destes valores que levou os modelos anteriores, quer os etnocêntricos quer os multiculturais, a darem respostas insuficientes, quando não criticáveis, nalguns dos seus aspectos.
Aponta-se, hoje, para um modelo de convivência intercultural que considere, ao mesmo tempo, a existência de valores comuns a todos os seres humanos (a dignidade da pessoa e os seus direitos inalienáveis) e a existência de valores relativos a cada uma das culturas (língua, história, costumes, tradições…). Esta fundamentação, em valores universais e particulares, permite pensar uma espécie de terceira via, entre o universalismo e o relativismo, conciliando o melhor dos modelos referidos.
Terceira via que não é uma síntese ou um consenso simples, mas, antes, um compromisso, em que as diferentes culturas reconhecem a existência de uma base comum, para a convivência e a organização sociais, consagrada na Declaração Universal dos Direitos Humanos (1948), no Pacto dos Direitos Civis e Políticos e no Pacto dos Direitos Civis Económicos e Sociais (1966), entre outras declarações e convenções internacionais – e se empenham em construir juntas, em pé de igualdade, uma sociedade aberta e plural.
Trata-se, por isso, de um compromisso dinâmico e complexo, de natureza ética (envolvendo a decisão e a responsabilidade de cada indivíduo), de natureza política (envolvendo a decisão e a responsabilidade dos Estados e das instituições) e de natureza educativa (envolvendo a aquisição de competências culturais). É neste último ponto que o papel da educação, em geral, e não apenas da escola em sentido restrito, se torna fundamental, sensibilizando para a protecção e a vivência dos direitos humanos – esses mínimos de acção ética que todos os indivíduos e todas as sociedades se devem reciprocamente exigir.
Maria Rosa Afonso, professora
Agosto 27, 2011
A entrevista de Mário Nogueira ao DN (sem link, mas ocupando demasiado espaço para me apetecer digitalizá-la) Nem dá para embirrar com nada de especial, tamanha a etiqueta e punhos de renda. As tiradas sindico-eduquesas contra os exames, enfim… podiam ser ditas por qualquer responsável governamental pré-Nuno Crato. Um Valter Lemos, por exemplo. Ou mesmo um burocrata de sucesso como Luís Capucha. Depois da fracassada entrada a matar com Maria de Lurdes Rodrigues e do apoio carinhoso a Isabel Alçada, ficamos num meio termo em relação a Nuno Crato, esperando que ele seja consumido (um pouco como David Justino) nas lutas contra parte da máquina e respectivos interesses instalado no ME.
Agosto 27, 2011
Algures Nos Jardins De Pedra
Posted by Fafe under No Campo é um Descanso | Etiquetas: Eco-Fafe |[8] Comments
É hora de preparar o Teixo. Um acto simples para vinte séculos.

Agosto 27, 2011
… como São Tomé:
Agosto 27, 2011
O Problema É Fora Delas!
Posted by Paulo Guinote under Escolas, Fome, Perturbações, Sociedade[5] Comments
Agosto 27, 2011
“Ainda é cedo para avaliar o desempenho do ministro”
É dos rostos mais conhecidos na contestação às políticas dos ministérios da Educação. Não guarda boas lembranças de Maria de Lurdes Rodrigues, nem do peso do Ministério das Finanças no mandato de Isabel Alçada. Pela frente tem mais quatro anos com um novo ministro…
Mário Nogueira em entrevista ao DN. Compro e leio daqui a bocado.
Agosto 27, 2011
Reb, este podes ver este em busca de respostas para as perguntas de ontem sobre patriarcado e matriarcado. Se as encontrares…
Agosto 27, 2011
Vem, Vento, Varre
Vem, vento, varre
sonhos e mortos.
Vem, vento, varre
medos e culpas.
Quer seja dia,
quer faça treva,
varre sem pena,
leva adiante
paz e sossego,
leva contigo
nocturnas preces,
presságios fúnebres,
pávidos rostos
só cobardia.Que fique apenas
erecto e duro
o tronco estreme
de raiz funda.Leva a doçura,
se for preciso:
ao canto fundo
basta o que basta.Vem, vento, varre!
[Adolfo Casais Monteiro]
Agosto 26, 2011
Aerosmith, Jaded
Quanto isto chega à fase de eu colocar a bocarra do pai da Arwen é porque a imaginação começa a faltar…
Agosto 26, 2011
Aquilo das 72 horas era verdade, agora resta buscar se as leis do universo não mudam nem evoluem em tão curto espaço.
Agosto 26, 2011
Disciplina, Autodisciplina…
Posted by Paulo Guinote under (In)Disciplina, (In)Sucesso, Inglaterra[10] Comments
GCSE results 2011: ‘These results would compare with any private school in the country’ – video
Despite 29% of students being on free school meals and 65% having English as a second language, pupils at Sacred Heart Roman Catholic school in Camberwell, south London, once again topped the London borough of Southwark’s league tables
The headteacher, Serge Cefai believes the good results are down to the school’s strong emphasis on discipline.
Agosto 26, 2011
Pois… Estas Coisas Não São Só Flores e Coisas Fofas
Posted by Paulo Guinote under Guerra, Mundo, Ponto da Situação[4] Comments
As guerras, as rebeldias, as revoluções, em especial em países com forte tradição autocrática e com fortes clivagens étnicas, artificialmente disfarçadas (como na Jugoslávia) são complicadas, muito complicadas…
Amnistia Internacional denuncia execuções e tortura de prisioneiros na Líbia
As forças de Khadafi executaram vários detidos em dois campos militares em Trípoli usados pela brigada Khamis Katiba, dirigida por um dos filhos e Khadafi, denunciou a Amnistia Internacional. A organização publicou relatos de tortura e maus tratos cometidos pelas duas partes em conflito.
Agosto 26, 2011
… you can’t always get what you want.
Muitos alunos não conseguiram lugar na escola que queriam
Fuga de alunos do ensino privado para o público aumentou a procura de vagas nos estabelecimentos com melhores classificações nos rankings.
Há muito boas escolas fora dos tops.
Agosto 26, 2011
Para aferir das características dos frequentadores mais regulares do Umbigo, ainda em período de interrupção lectiva, em matéria de afinidade sindical. Não pretende ser mais do que uma amostra da tendência de quem passa por este blogue. Na opção Fenprof é óbvio que devem votar tanto os da corrente ortodoxa (direcção da própria, do SPRC, SPZS, etc), quer da mais heterodoxa (direcção do SPGL e SPN). As opções são apenas estas, estão por ordem alfabética e prontos.
Agosto 26, 2011
Todos Temos Direito A Umas Parvoíces
Posted by Paulo Guinote under Citações, Coisas da Silly Season, Colete de Forças[21] Comments
Carlos Abreu Amorim, alguém por quem tenho admiração quanto à forma como defende as suas opiniões e muitas vezes pelo próprio conteúdo, tem hoje no Sol um par de declarações que entram na quota dos disparates que se podem dizer na silly season:
A saber:
Jardim é o político mais injustiçado de Portugal
A Madeira tem sido bem governada ao contrário do país
Isto só se explica por muito sol na moleirinha ou por um qualquer indeterminado factor desvinculante e incapacitante do raciocínio.
ou então foi um vírus par(a)lamentar.
Agosto 26, 2011
Dos brandos costumes à banalização do mal
Nos últimos anos, nebulosas luminárias inscreveram no espírito dos portugueses duas espantosas teorias: todos somos responsáveis pela crise; e Portugal é um país de brandos costumes.
Ora, permitam-me aqui discordar de ambas.
A primeira generalização, engendrada por certos políticos e opinantes encartados dos nossos media, é imoral. Alguém no seu perfeito juízo pode admitir que um cidadão que cumpra escrupulosamente os seus deveres cívicos tenha agora de partilhar a responsabilidade da crise e do actual destino trágico de Portugal com aqueles que, pelo menos nos últimos 20 anos, desempenharam mediocremente (leia-se: através de uma ardilosa «navegação de cabotagem») funções de comando na vida política, económica e financeira do país? Alguém acredita que todo e qualquer cidadão que respeite as leis da República, seja um trabalhador empenhado e competente, viva do seu módico salário, pague os seus impostos escrupulosamente, não tenha contraído qualquer empréstimo bancário, ou então que salde religiosamente a mensalidade do seu empréstimo pela compra da sua casa ou carro possa também ser agora culpado pela depressão e falência nacional?
A segunda teoria, fabricada pela propaganda do Estado Novo autoritário, que instituiu a censura e a repressão, não é menos risível. Não será preciso recuar ao tempo áureo dos aterrorizadores autos de fé da Inquisição (séculos XVI a XVIII) para a rebater. Quem tiver conhecimentos elementares sobre História Contemporânea do país saberá, certamente, que os portugueses viveram no século XIX duas sangrentas guerras civis (1828-34 e 1846-47). Que, entre 1908 e 1921, foram aqui assassinados um rei (D. Carlos), um príncipe (D. Luís Filipe), um presidente da República (Sidónio Pais), e barbaramente executados um primeiro-ministro e dois aclamados «heróis» da Primeira República (António Granjo, António Machado Santos e José Carlos da Maia). Que entre 1910 e 1926, o país foi fustigado por sucessivas revoluções, golpes militares, motins e rebeliões, os quais, em bom rigor, perpetuaram a violenta desordem oitocentista e provocaram centenas de mortos e feridos.
A propagação destas duas falaciosas teorias visa inculcar nas massas sociais mais proletárias e nas classes médias — invariavelmente, as grandes vítimas da inépcia prospectiva e/ou do oportunismo pragmático dos sempre anafados e inimputáveis ministros, secretários de Estado e directores-gerais que nos governaram (e se governaram) — um complexo de culpa piedoso e recriminatório. Mais: estes mitos coevos pretendem, enfim, inculcar nos mais desventurados portugueses a peregrina ideia de que a sua histórica brandura fleumática associada ao seu nobre sentido cívico os impedirá de reagir com violência aos sacrifícios ainda mais insuportáveis que os esperam.
E o que pode, afinal, esperar essa massa popular desempregada ou coagida a trabalhar mais horas com piores remunerações e precários direitos laborais, imoralmente taxada pelo fisco, espoliada nos seus salários, sem esperança de reforma, com acesso mais incomportável à saúde e a todos os bens essenciais do quotidiano? O purgatório — esse limbo fétido e ultrajante que, como aconteceu na Europa dos anos 20 e, sobretudo, após a Grande Depressão de 1929, serviu de incubação para a descida ao inferno: leia-se, o triunfo do nazismo e de outros totalitarismos, a eclosão da II Guerra Mundial e a execução da «solução final». Esse habitat derradeiro, onde, outrora, emergiu a «banalização do mal» que a politóloga judia Hanna Arendt tão bem demonstrou nos títulos As Origens do Totalitarismo (1951) ou Eichmann em Jerusalém (1963), e, mais recentemente, Jonathan Littell ficcionou, de forma tão brutal quanto genial, no livro As Benevolentes (2006).
Na entrada do campo de concentração de Auschwitz, onde judeus e outros prisioneiros eram escravizados, gaseados e cremados, lia-se: «O trabalho liberta». Ora, antes que o tempo e o modo desta cínica máxima atormentem o corpo e a alma dos digníssimos leitores, sugiro-lhes a leitura pedagógica das obras atrás mencionadas. E, presunçosamente, sugiro também este exercício cívico aos nossos irmãos humanos apparatchiks (termo que se aplicava aos diligentes funcionários comunistas na ex-URSS) do neoliberalismo e coveiros da já defunta democracia social europeia, mais a sua horda de kapos (eram os prisioneiros seleccionados dentro dos campos de concentração nazis para fiscalizar os outros reclusos) zeladores do satus quo.
Suponho que as boas leituras podem constituir uma das melhores panaceias contra a ignorância ou o esquecimento. Deviam mesmo constituir uma boa ferramenta de sensibilização e combate contra este mundo liberal ameaçador mas celestial, mega-burocrático mas desregulado, ultra-tecnológico mas inumano, desigual mas mais desprovido de serviços públicos fundamentais, propagandeado por uma garbosa nomenclatura linguística, onde emergem amiúde palavras ocas, como «empreendedorismo» e «excelência».
Oxalá que os homens alterem a rota do presente, para que o devir da humanidade não termine num outro «Holocausto».
Luís Filipe Torgal

















