Julho 2011


 

Tem estado a ser a aberração mais recente deste processo todo. Relatores, CCAD e “júris de avaliação” têm recusado relatórios e grelhas de evidências com base em critérios altamente subjectivos.

Já nem falo dos que só querem em papel, enquanto outros só querem em digital. Falo da recusa de conjuntos de evidências ou de algumas específicas, só porque não se percebe bem o quê. Já aqui referi a recusa em aceitar a obtenção do grau de mestre como evidência de valorização profissional, mas há coisas tão ou mais mais giras como, por exemplo, ser recusada pura e simplesmente a entrega das evidências, por não ser preciso para ter Bom, enquanto em outros casos, para o mesmo Bom recusam-se evidências que não documentem o processo da evidência, mas apenas o poduto. Há ainda quem recuse algumas evidências quando se remete para documentos já produzidos anteriormente ou arquivados e disponíveis online. Há quem obrigue a apresentação de matrizes, grelhas e planificações, mesmo quando são comuns a um grupo disciplinar, enquanto há quem recuse estes materiais, exactamente por serem individuais.

Há de tudo um pouco.

Teria a sua graça, numa perspectiva de teoria do caos, caso não se olhasse para muitas das pessoas que são responsáveis por esses abusozinhos de poder, esses delíquios de sapiência pura, e não encontrássemos quem nunca seria capaz de distinguir uma evidência por muito evidente que ela fosse e quem só sabe fazer uma referência bibliográfica se a copiar de um guia qualquer. Mas o poder foi-lhes entregue para o poderem exercer, transformando em autoridade administrativa o que não passa de mediocridade intelectual.

Aliás, esta ADD tem algo em comum com as Novas Oportunidades pois permitiu que se elevasse a auto-estima de muito boa gente, certificando como competentes para algo quem só sabe contar estórias.

Versão (pouco) longa da síntese publicada hoje na pá. 14 do Diário Económico. Como se calcula, não é possível fazer um tratado exaustivo em poucas centenas de caracteres.

1 – Quais são os principais problemas do actual modelo de avaliação?

É um modelo que privilegia a representação da prática docente e não a própria prática. Ou seja, valoriza bastante a produção de registos, papéis e evidências e não tanto a prática pedagógica. As duas aulas assistidas programadas não permitem perceber até que ponto a prática é melhor ou pior.
O facto de ter um ritmo de apenas dois anos, concentra muito trabalho burocrático num espaço de tempo muito curto.
Para além disso, na prática, tem-se prestado a apropriações indevidas e excessivas por parte das CCAD que definem critérios muito díspares entre agrupamentos.

2 – Quais são as alterações mais urgentes para o novo modelo?

A distensão dos ciclos de avaliação. A sistematização das aulas assistidas, numa fórmula em que as primeiras sejam observadas com objectivos mais formativos do que de classificação. A adequada formação dos avaliadores. O aligeiramento da carga burocrática. A uniformização dos critérios de classificação. O controle dos abusos por parte dos poderes instituídos nas escolas. E é imperativo que o modelo recompense as boas práticas dos docentes, independentemente de critérios administrativos. Isto significa que as classificações mais elevadas devem depender exclusivamente do desempenho dos docentes e não de quotas.

3 – Concorda com uma avaliação feita entre 3 a 4 anos? Porquê?

Sim, porque permite que o processo se desenrole com um ritmo mais adequado, acompanhando um ciclo de escolaridade completo ou mesmo mais, o que aligeira a concentração de tarefas em períodos de tempo curtos e, em algumas fases, em evidente sobreposição com tarefas importantes para alunos e professores (final dos ano lectivo).

4 – Os sindicatos pedem para que o actual modelo não tenha efeitos para concursos. Concorda?

Concordo e há muito o defendo, pois esta avaliação, pela forma desconexa como tem sido implementada, pelos seus sucessivos remendos, pela disparidade de critérios de avaliação entre escolas e agrupamentos, nunca deveria funcionar como factor de graduação profissional, permitindo a uma minoria subir a sua posição na lista ordenada para provimento de vagas.

5 – Qual é a sua expectativa para futuro em relação à avaliação?

Espero que o novo modelo seja claro, mais justo do que o actual, e que sirva para premiar efectivamente os melhores professores, não sobrecarregado as escolas com trabalho burocrático excessivo e que em nada ajuda à promoção das aprendizagens dos alunos.

Embora acredite que alguns, a acontecer, conseguissem achar defeito numa qualquer vírgula.

Crato pondera anular efeitos da avaliação nos contratados

Sindicatos dizem que Crato está “receptivo” a cancelar resultados da avaliação.

A avaliação dos docentes, aprovada pelo anterior Governo e ainda em vigor, está em vias de ser neutralizada nos concursos para professores contratados. Esta foi uma das principais reivindicações dos sindicatos de professores durante as primeiras reuniões com o novo ministro da Educação, Nuno Crato, segundo a Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional da Educação (FNE).

Em causa estão cerca de 35 mil professores contratados, que concorreram ao próximo ano lectivo, e que foram avaliados no actual sistema. Este modelo prevê que os professores com um resultado “muito bom” ou “bom” consigam um lugar à frente na lista nacional, sendo assim mais fácil a colocação numa escola.

Só um remoque final: não adianta a muita gente afirmar-se publicamente contra a ADD e contra a sua inclusão na graduação final mas depois, em privado, moverem-se como podem para que tudo continue.

Não esqueçamos o que aconteceu no ano passado e a forma nebulosa como certas coisas aconteceram e certos protagonistas se moveram.

Consta que este ano está pior e que a coerência e a decência na cara estão a um preço proibitivo.

 

… como sabemos nada disso se passa fora das escolas públicas.

A agenda colaborante entre a imprensa e certos desígnios políticos do momento começa a ganhar os contornos a que estamos habituados, só que agora em outras paragens. Aliás, o actual director do I é garantia de capacidade camaleónica, desde que lhe cheire a firmeza. MLR ofereceu-lhe bolachinhas, o que o converteu de imediato ao rodriguismo. Duvido que Crato o faça, mas… há quem nos territórios fronteiriços da Educação tenha uma agenda (demonstrar que há liberdade de escolha no privado, uma falácia bem construída, pois é aí que as pressões e seduções mais imperam) a desenvolver e há quem a a colha em nome da sobrevivência…

Pais que procuram a melhor educação para os filhos só podem ser trafulhas

Falsificar documentos, arrendar casas, abdicar da tutela dos filhos ou pressionar directores são esquemas usados para escolher a escola pública,

… isso significa que é errado dirigir quase todos os esforços para a inclusão e sucesso num sentido…

“Ensino normal não chega para os alunos como eu”

Miguel Santos, aluno do 10.º na Escola Secundária de Alcanena, sobre medalha de ouro nas Olimpíadas de Matemática.

Correio da Manhã – Esta medalha de ouro nas Olimpíadas indica que o País não está assim tão mal a Matemática?

Miguel Santos – Estes resultados são mais consequência do esforço individual de um grupo pequeno de alunos de topo apoiado pelo projecto delfos. No sistema de ensino ainda há um longo caminho a percorrer.

Não deixa de ser curiosas a forma como o herói não tem quaisquer pruridos em destacar um nicho vocacionado para a excelência, o projecto delfos, dizendo que o trabalho da escola regular não lhe serve.

Sendo ele a dizer acredito que não desperte as reacções acaloradas e contraditórias que despertaria se fosse outra pessoa a dizê-lo. Desde logo a acusação de elitismo. Gostaria de saber a opinião de certos sectores político-eduqueses a estas declarações…

Cee Lo Green, I Want You

Boa noite Paulo
(…), aproveito para solicitar que traga, se assim o entender, o tema da mobilidade docente a discussão pública.
Refiro-me não ao post “a mobilidade do mobiliário”, mas ao facto do Artº 69º do ECD não permitir que após 4 anos (com início em 2007), os docentes continuem em mobilidade.
Em CERCIs, APPCs e muitas IPSS, como Lares de acolhimento de crianças e jovens em risco, as relações de confiança, as vinculações e afiliações construídas ao longo de anos, são deitadas ao lixo de um momento para o outro, com a saída em simultâneo de todos os docentes destacados nessas instituições (pois a maioria já lá está desde 2007, ou antes).
Infelizmente, como se trata, em muitos casos, de pessoas carenciadas, a sua voz não se faz ouvir e por vezes chega-se a confundir mobilidade em DREs e serviços semelhantes, com funções docentes junto de pessoas que necessitam muito de criar relações duradouras.
Saudações académicas/docentes e sportinguistas :)
João Pedro Gaspar

Porque somos seres imperfeitos. Não somos, vamos sendo. A filosofia alentejana é a a melhor do mundo, é um verbo: “ir sendo”. E estamos sempre em transformação. As pessoas atordoam-se com ídolos, atordoam-se com realizações de nada, fixam-se, não viajam. A vida é mística, e o místico é aquele que nunca pode parar porque o seu desejo é mesmo de infinito. As pessoas chegam a determinada altura, incorporam esse desejo e transformam o infinito numa porcaria. De serem ministro, de serem presidente. Não em estilo de serviço – isso acho bem, a política deve ser reabilitada. O que é que há de mais importante para nós? O que é que nos realiza mais? As pessoas perdem-se. Idolatram coisas que não valem um corno, como dizem na minha terra, e pronto. (Frei Bento Domingues, Pública, 24 de Julho de 2011, p. 30)

Ao que parece ninguém perdeu.
Nem Assis, nem o Governo.
Até porque isto só serve para empatar.
Ainda se fosse o Professor Pardal…

 

A crónica de Daniel Sampaio na Pública de hoje, com a sua explícita conversão a Nuno Crato e ao discurso do rigor e exigência, soa a deserção das fileiras em que nos habituámos a vislumbrá-lo. Verdade se diga que está sempre nas fileiras da Situação, seja ela mais ou menos assim.

Bom dia,

A pedido da Prof. Teresa Rita Lopes e de um grupo de alunos  que realizaram a prova referida no “assunto”, bem como dos respectivos encarregados de educação, venho submeter para divulgação na rede
“A Educação do meu Umbigo”
um texto, da autoria de Teresa Rita Lopes, em que exprime a sua opinião sobre este exame. O texto, que segue em anexo, já foi publicado nos blogues jornadasiemo2011.blogspot.com e protestoexame2011.blogspot.com

. Para melhor apreciação do assunto, envio também em anexo o enunciado do exame que motivou este parecer.
agradecido pela atenção
Pedro Lima

Comentário à Prova Escrita de Português

(12º ano de escolaridade – Julho 2011)

Pediram-me a minha opinião sobre a “Prova Escrita de Português”, a que os alunos do 12º ano de escolaridade foram recentemente submetidos. Hesitei em pronunciar-me publicamente mas a minha antiga costela de militante (sem Partido), obrigou-me a aceitar fazê-lo, perante a constatação de que os resultados obtidos foram catastróficos: alunos que tinham tido altas classificações durante o ano lectivo saíram do exame com negativa. O pior é que isso, para muitos deles, representa a impossibilidade de se habilitarem a entrar nos cursos para que se sentem vocacionados por ficarem, com essa  nota a Português, com uma classificação inferior à requerida para o seu acesso. E isso é grave, porque está em jogo o futuro desses jovens. Por isso, arregacei as mangas e pus-me a analisar (como aliás sempre gostei de fazer com os meus alunos e espero que os professores o façam com os seus) o poema de Álvaro de Campos que lhes coube em sorte: um do penúltimo ano de vida, de 16.6.1934, que começa “Na casa defronte de mim e dos meus sonhos”.

A escolha do poema foi infeliz: o seu bom entendimento implicaria um conhecimento aprofundado da poesia de Campos que não pode ser exigido a alunos deste nível. Além do mais, as perguntas não estão bem formuladas nem são as que conduziriam ao entendimento do poema que se quer averiguar se o aluno teve (e que duvido os próprios examinadores tenham tido, perante tais perguntas e os “cenários de resposta” que apresentaram).

A primeira pergunta, sobre “as duas sensações representadas nas quatro primeiras estrofes”, distrai da verdadeira compreensão do poema, que é, do princípio ao fim, a taquigrafia de um monólogo a que Campos se entrega, como em muitos dos seus outros poemas. Através dele, vamos assistindo à marcha do pensamento do Poeta e ao desfilar dos sentimentos que desencadeia. Porque é de sentir sentimentos e não “sensações” que o poema essencialmente trata. Quer o examinador, nesta primeira pergunta, que o aluno fale “das sensações visuais e auditivas” presentes nas quatro primeiras estrofes do poema. É ter em pouca conta a sua inteligência querer apenas fazê-lo provar que o Poeta não é cego nem surdo, porque diz “que viu mas não viu” e que ouve vozes no interior da casa (como se explicita no “cenário da resposta”). Nada nos diz que o Poeta não está à sua secretária, a evocar apenas o que habitualmente vê e ouve: não assistimos a uma verdadeira reacção a um estímulo sensorial. Das pessoas que moram em frente diz, com um verbo no passado (portanto, evocando uma visão, não vendo): “vi mas não vi”. Também as ouve, aparentemente  da mesma forma: das “vozes que sobem do interior doméstico” diz que “cantam sempre, sem dúvida”, o que mostra que não as está a ouvir mas a imaginar (logo, é imaginação, não sensação). O verso seguinte “Sim, devem cantar”, reforça a suposição. Seria preciso, ao formular as perguntas, respeitar o facto indesmentível do poema ser um monólogo que o Poeta murmura por escrito enquanto contempla, talvez só com a imaginação, “os outros”– esses vizinhos que vê sem ver porque lhe são inteiramente estranhos.

O que seria preciso entender – e sobre isso sim, questionar o aluno – é que o Poeta olha (ou se imagina olhando) para a casa fronteira à sua como um menino pobre para uma montra de brinquedos: tudo o que aí vê e ouve é uma manifestação dessa “felicidade” que ele não sabe o que é mas cobiça: crianças, flores, cantos, festas. “Que felicidade não ser eu!” Falando várias vezes o Poeta de “felicidade”, seria pertinente questionar o examinando sobre o sentido desse sentimento (bem mais importante do que as sensações ver e ouvir que querem que ele referencie).

Pedir para caracterizar o tempo da infância tal como é apresentado na terceira estrofe do poema, e esperar, como se vê no “cenário da resposta”, que o aluno apenas fale “do ambiente de despreocupação feliz, sugerido pelo acto de brincar”é de uma profunda  superficialidade …

Quanto à pergunta seguinte sobre “a relação que o sujeito poético estabelece com os outros” percebe-se, pelo “cenário da resposta”, que o examinador quer que o aluno fale apenas da “diferença”que o Poeta sente que o separa dos “outros”, porque «os “outros” são felizes».  O facto do Poeta exclamar “São felizes porque não são eu” mostra que essa “felicidade” é, não um verdadeiro sentimento que os outros experimentem mas o sentimento que o Poeta tem de que é uma sorte ser outra pessoa qualquer, que o verso seguinte “Que grande felicidade não ser eu!” exprime plenamente.

Seria interessante, isso sim, fazer o aluno falar sobre o papel e o significado das interrogações súbitas, nomeadamente “Quais outros?” porque são elas que traduzem e nos fazem assistir ao evoluir do pensamento do Poeta, que se põe em causa a si próprio, isto é, ao que está pensando no decurso do seu monólogo interior. Assistimos, assim, à transição, desencadeada por essas perguntas, de um “eu” para um “nós”: do sentimento inicial de solidão total, de ser apenas um “eu”, uma ilha de solidão, ao de pertencer a um “nós” – a humanidade: “Quem sente somos nós, /Sim, todos nós” – embora cada um a sós consigo. Cada um sente e sofre sozinho mas isso não o impede de fazer parte de um “nós”. Seria demais esperar que o aluno soubesse dizer que é esta uma característica da atitude de Campos: o sentimento de que é uma ilha de solidão, quando diz “eu”, mas de que pertence a um arquipélago, quando pronuncia “nós”. Mas não seria excessivo esperá-lo do examinador.

A última questão presta-se a muitas respostas, não apenas à que é indicada no “cenário de resposta”, que espera referências à “dor” e ao “vazio” “expressos na última estrofe, particularmente no verso «Um nada que dói…»”. Os examinadores não perceberam a sua subtilíssima ironia: depois de afirmar que “já” não está sentindo nada, o Poeta corrige-se, com um sorriso de vaga ironia triste: “um nada que dói”. Se o aluno conhecesse razoavelmente Campos – o que seria demais exigir-lhe mas não ao examinador– referiria que esse incómodo, essa vaga dor é o que, noutro poema, o Poeta chama “o espinho essencial de ser consciente”.

Só uma nota: não estou a querer pôr ninguém em causa: não sei nem quero saber quem elaborou esta “prova”. Estou apenas a obedecer ao meu velho tropismo de querer ser útil. (Que, diga-se de passagem, muitos dissabores me tem trazido ao longo da minha já longa vida.)

Teresa Rita Lopes

Até gosto de ler o historiador e o cronista é interessante. O político, ainda não percebi se é complexo, se é oportunista, se é qualquer coisa.

“É preciso um plano caso a Europa não se resolva”

É um dos eurodeputados mais independentes entre os que foram escolhidos na última eleição para o Parlamento Europeu. Tão livre que o próprio Bloco de Esquerda o expurgou, acabando por ser notícia por este facto pouco habitual entre os que ganham um bilhete para o coração da União Europeia.

Rui Tavares quer um continente federalizado e soluções rápidas para as dívidas nacionais. Não quer que se perca tempo. Até porque, diz, “Portugal precisa de um plano caso a Europa não se resolva”.

Pedindo responsabilidades ao Governo, que “tem de dizer o que pensa porque não o fez na campanha eleitoral”, Rui Tavares não deixa de também de apontar o dedo aos deputados à Assembleia da República: “É extraordinário que no corte do 13.º mês nenhum deputado da maioria diga ‘não voto assim’”.

O fascínio de Bruxelas e Estrasburgo continua a notar-se muito nos nossos europarlamentares paroquianos. Há os das jotas que foram para lá arrumar a vida (os seguros, os coelhos, as jamilas, os sousaspintos).

Depois há os que lá voltaram depois dos exílios dourados da juventude e se sentiram muito europeus, em especial quando arranham o francês de brel.

Sempre pensei de Rui Tavares outra coisa que não a euroconversão.Herança intelectual de outras utopias (falsamente) colectivistas?

Governo convidou o “superespião”

O Governo convidou o ex-director do SIED (Serviço de Informações Estratégicas de Defesa) e actual assessor da Ongoing, Jorge Silva Carvalho, para secretário-geral do Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP).

Só falta acabar na administração de um Banco…

Da Escola Secundária Alberto Sampaio (Braga):

Solicitação de esclarecimento em matéria de procedimentos no âmbito da Avaliação de Desempenho Docente

Supergrass, Pumping on your Stereo

« Página anteriorPágina Seguinte »

Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.

Join 293 other followers