Paulo,A situação é particular (na minha escola) mas penso que se passa em mais escolas. No meu departamento, 8 professores pediram a reforma, algumas já em Novembro. Claro que não sabemos quando vem, portanto, vamos ter que dar horários a todos. Com isto, três professores (da minha idade e com muitos anos de escola) vão ter que concorrer e acho que pode não ficar por aíQuando a reforma vier, vão ficar à deriva muitas turmas para contratados que ninguém conhece, em oferta de escola. Enquanto isso, bons professores da escola tiveram que sair. Nada disto faz sentido, devia haver algum mecanismo para pôr esta gente a fazer outros serviços e não prejudicar os miúdos, porque eles são os mais prejudicados. Algumas das professoras até teriam continuidade das turmas, uma delas iria dar 12ºs anos, portanto é todo um trabalho que é interrompido..
Julho 2011
Julho 27, 2011
Muitas Secundárias À Beira De Um Ataque De Nervos
Posted by Paulo Guinote under Choque e Pavor, Escolas, O Caos Já Chegou![47] Comments
Julho 27, 2011
Pela Blogosfera – Pérola De Cultura
Posted by Paulo Guinote under Blogosfera, Sugestões[7] Comments
Julho 27, 2011
… o trabalho de recolha, organização, inventariação e tudo o mais de uma das pessoas que com maior dedicação alimenta o Umbigo de materiais a um ritmo diário.
Chegou hoje a caixa, que percorreu muitos quilómetros pelo país com 11 DVD e centenas de vídeos sobre Educação desde Março de 2010 até agora, mais alguns de 2008, a acrescentar aos que já recebera em encomenda anterior, há uns meses.
Quando penso em parar, é ao lembrar-me de coisas como esta que me impeço a mim mesmo.
Um imenso obrigado… na ausência do nome próprio, ao Calimero Sousa/Mvaz e ao seu canal do Blogdocão.
Julho 27, 2011
E O SNS, Pá?
Posted by Fafe under Não Resisti, O Dia do Diploma, Pelotão de Fuzilamento | Etiquetas: Isto É Uma Experiência! |[52] Comments
Julho 27, 2011
Julho 27, 2011
Algures Nos Jardins De Pedra
Posted by Fafe under No Campo é um Descanso | Etiquetas: Espaço Não-Troiko |[19] Comments

Julho 27, 2011
De Que Se Ri Este Deputado Da Nação?
Posted by Paulo Guinote under Conversa da Treta, Cromos da República, Deixam Entrar Toda a Gente?, Parlamento[31] Comments
Uma espécie de Bravo Nico do CDS, a precisar de farinha Maizena para ganhar consistência e não ser apenas moço de recados:
Nada disto faz sentido, a começar pelo início do segundo semestre. Do que fala o rapaz? De algum semestre bolonhês? A votação no dia 25 de Março de 2011 foi no início do segundo semestre?
E a conversa do esforço? Quererá Seufert (ler Sóiferte) dizer que, por exemplo, eu não me esforcei só porque não quis ser distinguido num modelo de ADD que sempre critiquei?
Os quadros do CDS são curtos. A maioria foi para o governo. Restou isto. Que objectivamente considero uma afronta, colocar este ser parlamentar falante a responder sobre questões relativas à Educação. Um zero à esquerda, mesmo vindo da direita.
Arranjem-lhe qualquer coisa na CGD.
Eis o blog com ideias em construção. Muito apropriadamente. Por enquanto serve para transmitir as de outros.
Julho 27, 2011
E Se?
Posted by Paulo Guinote under Agenda, Avaliação, Docentes, Doutor em Spin, Parlamento[26] Comments
Muita gente anda por aí ao engano. Alguns conseguiram iludir a opinião pública dizendo que iam servir lebre bravia e saborosa, mas depois optaram por coelho de coelhário, sempre insípido e a carecer de muito tempero.
Vejamos parte da agenda parlamentar do plenário de hoje:
Projecto de Resolução n.º 29/XII/1.ª (PCP) sobre suspensão do regime de avaliação de desempenho dos docentes e anulação da produção dos efeitos resultantes do ciclo 2009/2011.
Projecto de Resolução n.º 22/XII/1.ª (BE) que recomenda ao Governo que proceda à suspensão do actual modelo de avaliação do desempenho docente.
Conclusão óbvia: a votação não vão estar projectos de lei para a suspensão da ADD, mas meros projectos de resolução nesse sentido. Lendo o seu conteúdo, percebe-se que, na prática, a sua aprovação pouco ou nada muda. Mesmo se forem respeitadas pelo Governo, apesar de não serem vinculativas.
Perante estas propostas, são óbvios os votos favoráveis do Bloco e do PCP.
Em relação ao PSD e CDS, em coerência, também deveriam votar favoravelmente, quer pelo passado, quer porque os projectos apresentados, nestes termos e agora, nada mudam. Em moderada incoerência poderão abster-se, lavando daí as suas mãos, embora ficando com elas algo manchadas.
Do PS espera-se que vote contra.
Mas…
Mas…
E se as coisas até se passassem de outro modo?
E se António José Seguro, que funcionou como orelhão durante um par de anos para grupos de professores animados com a sua inação (embora nunca tenha alinhado com os alegristas, desempatando a coisa e permitindo a suspensão da ADD), ganhasse um pouco de coragem e, em coerência com a forma como manteve esses grupos de professores na esperança de qualquer coisa, indicasse à actual direcção do grupo parlamentar para se abster? Com base no argumento pragmático que nada disto conduz exactamente a nada?
Com uma tripla abstenção (CDS, PS, PSD), os projectos de resolução seriam aprovados.
E… seria giro.
Pensem nisso.
Se é que esta ideia vai a tempo de alguma coisa.
Julho 27, 2011
Fogo De Artifício – 2.0
Posted by Paulo Guinote under Doutor em Spin, Grande Jornalismo, Nevoeiro[31] Comments
O I continua a trilhar um caminho curioso sob a nova gerência. Colado à agenda do Governo, faz lembrar aquelas CCAD que decidiram retorcer a avaliação do desempenho até ela própria gritar de dor.
O título de hoje é bombástico, mesmo se um aluno de 6º ano mediano em Matemática consegue perceber alguns disparates aritméticos básicos nesta forma de apresentar as coisas:
Há 4 mil professores destacados e a maioria vai voltar às escolas
Três em cada dez docentes estão a trabalhar nos serviços tutelados pela Educação.
Se três em cada dez docentes estão a trabalhar em serviços tutelados pela Educação, isso significa qualquer coisa a rondar os 45.000 docentes destacados (se é verdade que estão cerca de 140.000 no activo).
Mesmo que consideremos apenas 100.000 professores do quadro, chegamos a 30.000.
Se usarmos o cálculo de professores do quadro nas escolas mais esse valor de destacados voltamos aos 45.000.
Se afinal são apenas 4.000 os destacados quer dizer que temos 15.000 professores no activo?
Grande baralhação…
Mas não é nada disso que interessa.
O que interessa é promover a confusão.
Conhecendo os meandros da coisa jornalística e lendo a peça de Kátia Catulo, não tenho dúvidas que o título sensacionalista e o destaque na 1ª página têm outra dedada.
António Ribeiro Ferreira, um homem pragmático para todas as estações.
Adenda: em vários comentários escreve-se que não é bem assim, que o artigo até explica as coisas. Correcto. Ao que parece algumas pessoas não terão entendido que comentei o título e o destaque, assim como a forma como se tenta dar a entender o que não é verdade. O que mantenho.
Julho 27, 2011
Julho 26, 2011
Aztec Camera, Oblivious
Julho 26, 2011
Transparência/Opacidade
Posted by Paulo Guinote under Mascaradas, Más Práticas, Mediocridade, Medo, Nevoeiro[7] Comments
Um conflito complicado, demorado, com vítimas, mas que deve ser travado a todos os níveis, do local ao global, para usar um chavão pós-moderno, muito anos 80-90 do século que passou. No caso da Educação, cada pequeno clarão parece arrancado a ferros e contra os interesses. Cansa.
Glasnost sim, mas só para os outros?
Julho 26, 2011
As Fontes Correm De/Em Todas As Direcções…
Posted by Paulo Guinote under Informação, Liberdade?, Vocês Não Sabem De Quem Estou A Falar, Vocês Sabem De Quem Estou A Falar[33] Comments
… pelo que fica mal andarem em caças às bruxas só porque os vossos papéis apareceram aqui no blogue. Afinal, têm vergonha ou orgulho d(n)o que fizeram?
Julho 26, 2011
A Tal Coisa Da Accountability Não Se Aplica Nestes Casos?
Posted by Paulo Guinote under A Coisa da Accountability, A Culpa Fenece Sempre Virgem, É de Génio![6] Comments
Julho 26, 2011
A Fabricação De Horários Como Principal Mecanismo De Domesticação
Posted by Paulo Guinote under Horários, Perturbações, Perversidades[65] Comments
Nas escolas. Não apenas a produção dos chamados horários-zero mas até principalmente os jogos com a distribuição das turmas e das manchas horárias.
Não me vou alongar em considerandos que todos conhecem. Ou quase todos e afortunados são os que desconhecem. Ou então são distraídos. Ou…
Conheço vários métodos de elaborar horários: só pelo PCE(antigamente)/Director(agora), por uma comissão para o efeito que se perpetua no tempo, pelos delegados(antigamente)/coordenadores (agora). Mas nunca conheci nenhum modelo em que a elaboração de horários não fosse a tarefa mais intimamente ligada ao Poder dominante nas escolas. Directamente pelo soberano ou pelos mais estimados cortesãos.
O poder sobre o tempo alheio, sobre a forma de organizar a vida de outrem. A volúpia do favor concedido ou negado. O êxtase de poder fazer ou não fazer.
Felizmente, nem sempre é assim. Mas é em muitos lados. Mais agora, quando nem sequer a velha graduação profissional é critério a respeitar, muito menos as minudências de continuidades pedagógicas ou outros ditames despejados em regulamento interno para usar apenas quando interessa e não perturba a superior conveniência do serviço.
Por estes dias fazem-se e desfazem-se vidas ao sabor dos humores, amores e rancores.
É triste de ver e explica porque nem sempre 100.000 são 100.000.
Julho 26, 2011
Já sabia de escolas onde não iam abrir turmas novas, mas ao que parece – pelo menos na zona de Lisboa – hoje chegou uma coisa qualquer a dizer que acabaram todos os nocturnos, excepto numa espécie de escolas de referência.
Consequência directa: Secundárias com dezenas de ordens de DACL para pessoal com horários nocturnos…
Julho 26, 2011
Tenho sentimentos mixados acerca disto. Por um lado, sei que há quem nas DRE e no ME e respectivas Direcções-Gerais ou Específicas faça um excelente trabalho e deva lá continuar.
Por outro, sei que há quem tenha ido para lá e, apanhando-se sem dar aulas, fez da profissão de professor mera memória e pretexto.
Não há regra universal. Deveria haver uma avaliação específica. Das efectivas necessidades. Do efectivo desempenho. Não na base da dança de cadeiras, dos cartões coloridos, de meros amiguismos ou encostanços.
Havendo necessidade de um determinado número de funcionários nos quadros da administração central ou regional do ME abriam-se as ditas vagas para concurso externo e interno e quem quisesse ficar, ficava, mas deixava o vínculo às escolas de origem. Isto não impediria a existência de consultores externos, mas em regime de acumulação semelhante ao da acumulação da docência, ponto final. Ou situações excepcionais de um ano, no máximo dois.
Assim, há quem tenha sempre um pé cá e outro lá, quem tenha feito da regra dos quatro anos uma anedota e se tenha instalado para a vida. De preferência, uma vida descansada, só perturbada pela mudança dos horários do cafézinho da manhã.
Agora, a ordem para regressar tem efeitos dramáticos e presta-se a muita coisa, a muito jogo, a muito nepotismo e a muito dramatismo. Mudem-se as regras, clarifiquem-se os critérios, definam-se as necessidades. E, perante isso, que cada um assuma o que quer continuar a fazer.
Julho 26, 2011
Coisas da Educação:
A (Re)educação de Portugal
Da Nação:
Novas de Nuno Crato
Educação em Foco:
As aulas de Inglês e a Educação Infantil
O que é o Jantar?
Qual o verdadeiro problema da educação em Portugal?
PiaR:
Educação, pilar básico do desenvolvimento
Com diversos sabores (até do carteiro do bigodim
), cortesia do Livresco.
Julho 26, 2011
As Actualidades Televisivas Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Educação, TV[7] Comments
Os professores destacados vão regressar às escolas, segundo a SiC, regressam 320 professores que estão das direcções regionais.
Aumento na procura do ensino público e das fraudes nas inscrições para as melhores escolas.
Julho 26, 2011
Estado De Graça, Sorry, De Anestesia
Posted by Paulo Guinote under Ponto da Situação, Portugal Ainda Existe?, Portugal Profundo [21] Comments
Não sei se repararam mas há um governo de Centro-Direita em Portugal que, mal chegou ao poder fez grande parte daquilo que tinha dito não fazer. A começar pela coisa fiscal que é uma espécie de graal dos liberais. Continuando por não culpar o passado, que afinal se descobriu colossal, mesmo já se sabendo que era. E outras coisas, como nomeações manhosas, com base num critério muito subjectivo de quem serão os melhores.
No fundo, fizeram como Barroso, mas com linguado em vez de cherne.
Mas, mais complicado para um governo de Centro-Direita, desbastou o subsídio de Natal do pessoal sem dó nem piedade ne o Carmo continuou como estava e a Trindade também ficou calma.
No Parlamento, o programa do governo passou sem moção de rejeição e a Esquerda – a (na altura ainda não muito) segura e a radical – ficou quietinha, dizendo apenas o q.b. para fazer prova de vida. O PCP assumiu a liderança do protesto – o António Filipe e o Honório Novo apresentam sempre uma consistência interessante – enquanto o Bloco tentava perceber se eram necessários apenas dois táxis ou se, para evitar multas, levavam três. Dizendo alguns deputados que gostam de transportes públicos e de bicicletas, optaram por dois. O Partido de Sócrates a ser quase de Seguro optou por discutir qual a melhor laca no mercado numa perspectiva de relação ambiental/preço.
A seguir ao programa de governo veio o corte no 13º (ou 14º?) mês e os decibéis ficaram a um décimo do que seria habitual num Parlamento de outros tempos. Moção de censura? Não que de nada serve.
Os sindicatos mantiveram-se cordatos e o povo até respondeu em sondagem que compreendia os rodopios e o facto de lhes irem ao bolso para pagar os milhões do BPN e os disparates das PPP que quase faliram o Estado e a Banca.
Um pouco à moda do Antigo Regime, foram-se os brioches e ficou apenas pão, com a manteiga escassa e em alguns casos esparramada no chão.
O país mostra como o deixou Sócrates, sugadinho até ao tutano de ânimo, de alma e de desesperança. Portugal está quase em estado de coma. Está anestesiado. Não é o governo que está em estado de graça, o país é que interiorizou a desgraça.
E aquietou-se. Já só quer que o deixem dormir a sesta, na esperança de que o pesadelo desapareça um dia. E sonha com isso.




















