Tem 19 valores só com aulas teóricas
Uma aluna do 10º ano da Escola Dr. João de Brito Camacho, em Almodôvar, viu a nota de Educação Física subir de 17 para 19 valores, após ter recorrido. A estudante é filha da vice-presidente da direcção da escola. A decisão da subida de nota deixou indignados vários professores, que denunciam pressões sobre a docente de Educação Física. Edite Sousa, vice-presidente, garante ao CM que não fez “qualquer pressão” e que se limitou a recorrer, “tal como prevê a lei”. “A minha filha é uma aluna como outra qualquer”, diz.
Ginástica mental…
Julho 28, 2011 at 10:59 am
Como asmático crónico desde tenra idade e bastante conhecedor dos tratamentos, limitações(?), sintomatologia etc etc, não entendo esta aberração dos “asmáticos” terem dispensa da prática de desporto e educação física.
Só se for atestado a pedido e bem pago…em termos médicos, a prática do desporto AJUDA a combater a própria asma, desde que os aerossois sejam tomados na altura certa, as vacinas dadas na altura certa, o acompanhamento em esforço na altura certa.
Cheira-me a atestado-para-a-menina-tirar-boa-nota-sem-merecer. É que é mais fácil tirar 19 em aulas teóricas do que em aulas prática, n’est-ce pas?
Um país de aldrabões compulsivos é o que temos.
Julho 28, 2011 at 11:14 am
Mas porque é que tem de ser sempre Educação Física???
Julho 28, 2011 at 11:22 am
A exigência posta na avaliação da disciplina, muitas vezes ao nível da alta competição, leva a situações como esta, embora indesculpáveis. Não se entende porque é que, quase sempre, os melhores alunos saem prejudicados. Se calhar devia haver duas disciplinas. Educação Física A e B.
Julho 28, 2011 at 11:25 am
É esta a educação que alguns pais transmitem aos seu filhos? A corrupção começa aqui. Depois ficam admirados quando consideram o nosso país como corrupto e mal visto lá fora.
A escola é que não pode admitir situações como estas. Esta manipulação cria situações de injustiça. Que dirão outros alunos com o mesmo problema e que não recorreram a estes meios para ter boas notas?
É assim que querem entrar na universidade, e depois também vão entregar um atestado ao patrão? Esse manda-os dar uma volta.
Já agora, quem legitimou essa subida de nota? Esta situação tem que ser averiguada, porque como contribuinte e encarregada de educação, neste país, quero ver esta situação esclarecida!
Julho 28, 2011 at 11:30 am
#3
Portugal A e B.
Julho 28, 2011 at 11:37 am
Se o post está correcto, das duas uma, ou a professora de Ed.. Física se enganou na atribuição da nota inicial ou cedeu mesmo a pressões. Mas foi o conselho de turma que aprovou esta avaliação, cuidado!
Julho 28, 2011 at 11:39 am
Os recursos estão a ser usados como mais uma arma contra os professores. Tive dois recursos de alteração de 3 para 4 ( um deles no segundo período) e nada me restou senão subir a nota. Penso muitas vezes que as pressões que são feitas são de tal forma subtis e ardilosas que só significam que quem dirige as escolas (algumas delas) têm como alvo a abater os professores que inovem seja no que for ou não partilhem da cultura de escola ( ou da ausência dela). Grave, muito grave. Sobretudo quando quem me dirige além de falar e ler mau português, tem com habilitações lierárias o antigo 7º ano do liceu. Desculpem o desabafo mas estou farta de ser dirigida por gente desta laia. Quando quem me dirige merece respeito a minha máxima será sempre: ” manda quem pode, obedece quem deve”. Actualmente só posso dizer: ” Não, não vou por aí”, em silêncio. Adoro dar aulas, odeio a ideia de trabalhar numa escola que está a perder o rumo.
Julho 28, 2011 at 11:39 am
É mais um exemplo prático da autonomia das escolas! A docente de Educação Física, caso tenha sofrido pressões para levantar a nota, solicita apoio a quem?! Na escola?
Estes não são casos isolados, são apenas os casos quem se tornam públicos…
Este modelo de gestão escolar não serve. O C, Pedagógico não pode ser nomeado pelo director!
Julho 28, 2011 at 11:49 am
Sob a acusação de que eu não leccionaria composições, uma EE sujeitou a minha nota a recurso. O aluno teve sempre 4 e a mãe achava que ele merecia 5. O conselho de turma reuniu e ratificou a minha nota, foi a CP que fez o mesmo. Respondi ao recurso da EE pormenorizadamente. Tudo isto me tomou bastante tempo numa altura em que eu estava cheia de trabalho e extremamente cansada.
Creio que se aceitam recursos sem critério. Uma direção insegura e receosa é muito má para os profissionais que trabalham nas escolas e para os alunos.
Julho 28, 2011 at 11:50 am
Há sempre pais que se metem demasiado nas questões de avaliação dos seus filhos. Claro que devem participar no seu processo educativo de forma activa, mas sem pressionar os professores.
Deixo aqui um conselho muito útil. Qualquer professor que se sinta pressionado por parte dos pais no processo de avaliação, deve denunciar o caso por escrito, por exemplo em acta de conselho de turma.
Também sou encarregada de educação e conheço os meus limites. Haja bom senso
Julho 28, 2011 at 11:50 am
#8
Concordo absolutamente.
Julho 28, 2011 at 11:51 am
Serão estes que nos vão governar? Ou já estamos há muito tempo a ser governados por gente do mesmo tipo?
Deve ser…
Julho 28, 2011 at 11:54 am
De facto, há direcções que deixam passar recursos sem fundamento algum, desconhecendo todo o trabalho que dá à escola este processo. Penso que alguns EE metem recurso só para chatear.
Julho 28, 2011 at 11:56 am
310
Desde janeiro que fui sujeita a esta espécie de bullying por parte destes EEs, mantive-me com firmeza mas apreensiva e desgastada. Qualquer encarregado de educação pode, com ou sem razão, dificultar a vida de um professor. É absolutamente inadmissível
Valeu-me o facto de ter um registo da turma, de não ter nada digno de reparo e de o CT estar comigo. Esta senhora é conflituosa e reincidente nos conflitos. .
Julho 28, 2011 at 11:58 am
Há “gostos” para tudo…
Numa escola secundária conhecida, a maioria dos professores de Educação Física atribui classifcações muito baixas a alunos com médias de 18 e 19…
Resultado: os pais levam os filhos para o estabelecimento ao lado que, sendo privado, não obriga os alunos à EF e atribui-lhes automaticamente 20!
Assim, no sentido de mostrar que “esta é uma disciplina muito importante” fazem-se imensas maldades para todos os lados!
Julho 28, 2011 at 12:05 pm
off topic
“Modelo de avaliação já devia ter sido suspenso”
Julho 28, 2011 at 12:10 pm
Esta política do facilitismo na progressão e da ânsia pelos “bons resultados” tem culpa no processo. Não podem servir como principal argumento “o aluno é bem comportado, pontual e assíduo”. Mas isto não é uma obrigação de qualquer aluno? E o resto? Resultados nos testo, trabalhos práticos…
Julho 28, 2011 at 12:12 pm
Bom post …
Posso relatar a minha situação familiar:
- o meu filho vai candidatar-se ao ensino superior com média superior a dezanove valores, mas a classificação a Educação Física destoa das demais…
- esta disciplina foi sempre o seu calcanhar de Aquiles e, no Ensino Secundário, devido à complexidade de algumas aulas práticas, produziu reflexos na classificação;
-acompanhei de perto a situação, estive muito atenta aos critérios de avaliação da disciplina e, diariamente, procurei que o meu filho desse o seu máximo – tal como para as restantes disciplinas – mesmo que, pontualmente, tivesse havido necessidade de eu o conduzir aos HUC para resolver problemas ocorridos durante as aulas práticas;
- nunca contactei com os seus professores de Educação Física ( ou qualquer outro elemento da escola) e compreendo que tenham de aplicar os critérios que, confesso, me parecem demasiado rígidos, porque não têm em conta certas “limitações naturais” de alguns alunos;
- não vou comentar, em particular, o título da notícia do post, porque não quero ser injusta…. mas posso dizer que uma das medidas que estavam para a discussão, neste novo Governo, era precisamente sobre este assunto …
(… houve um passarinho que se aproximou de mim, encostou o seu biquito no meu ouvido e, muito baixinho para ninguém ouvir, disse-me que os Sindicatos não aceitaram a ideia …)
Julho 28, 2011 at 12:15 pm
Vergonha
Julho 28, 2011 at 12:19 pm
Errata : para discussão…
Julho 28, 2011 at 12:22 pm
#19
Vasco se quiser ir ali ao outro post
Julho 28, 2011 at 12:24 pm
# 7
Recursos no 2º período?
Julho 28, 2011 at 12:42 pm
Esta situaçao para mim, infelizmente, e´ muito corrente.
Das duas uma:
ou se assume que a disciplina e´ igual `as outras e ai´, os alunos e principalmente EE terao que aceitar que nao se pode ser MB a todas as disciplinas e o que conta e´ a media de todas as disciplinas ( como se fosse 1 prova de pentatlo)
Ou entao, que se torne a disciplina como 1 actividade extra e se tire do curriculo.
A Rosa Mota tb tinha asma, tal como e´ dito na peça, e nao deixou de ser campea da maratona.
Aqui o que esta em causa e´: O CHICO-ESPERTISMO e a injustiça aos restantes alunos
Julho 28, 2011 at 12:51 pm
Bom seria que a EF não entrasse na média final do secundário, mas atenção, só nos cursos de ciências e tecnologias, porque assolados por uma estranha inflação. E também dava jeito que as notas das disciplinas sujeitas a exame não entrassem nessa média. Não fica nada bem borrar um CIF de 19/20 com nota de exame de 12 ou menos.
Julho 28, 2011 at 1:03 pm
Esta questão é simples:
- a EE meteu um atestado médico só para poder elevar a nota da menina
- Se os critérios dos alunos com atestado médico forem justos, é quase tão difícil tirar 19 na prática como com aulas teóricas
- O CT é o culpado da situação ( o CP que altere a nota e justifique!)
- Só os melhores entram na faculdade e esses são os melhores no total
- querem tirar e EF da média de acesso? Existe uma solução: de todas as notas, sai a mais baixa
- os melhores alunos a EF não podem ser prejudicados
Julho 28, 2011 at 1:08 pm
#26
“Não fica nada bem borrar um CIF de 19/20 com nota de exame de 12 ou menos.”
Claro, não fica nada bem colocar em causa a promiscuidade das notas atribuidas no CIF quando os alunos não a merecem! É que aumentar as notas artificialmente aos nossos alunos só porque são nossos, não é só na EF, acontece, tou a vêr, frequentemente.
Julho 28, 2011 at 1:09 pm
#24
“Não fica nada bem borrar um CIF de 19/20 com nota de exame de 12 ou menos.”
Claro, não fica nada bem colocar em causa a promiscuidade das notas atribuidas no CIF quando os alunos não a merecem! É que aumentar as notas artificialmente aos nossos alunos só porque são nossos, não é só na EF, acontece, tou a vêr, frequentemente.
Julho 28, 2011 at 1:19 pm
Alexande – é sempre a EE por causa daqueles que precisam de média para serem os nossos futuros médicos!
Julho 28, 2011 at 1:22 pm
Hmmm…análise de sensibilidade oblige. Pergunta-se, alguém já fez uma análise de sensibilidade a sério relativo a estas variações da nota EF?
É que eu, fazendo assim umas contas de cabeça, diria que diferenças de 2 ou 3 valores na nota de exame de acesso é bem mais relevante do que uma diferença de 10 valores na EF.
E isso faz toda a diferença. Até no senso comum dos mortais pouco dados às matemáticas
Julho 28, 2011 at 1:25 pm
Atencao, que ha asmas e asmas.
No caso aqui presente pode-se dar o caso da pratica desportiva ser prejudicial.
Nao se pode fazer juizos , sem saber a historia medica da aluna.
Julho 28, 2011 at 1:32 pm
Este e outros procedimentos são velhos de anos… muda o local, o grau de parentesco… mas, mesmo não sendo sempre os mesmos a passá-los, há quase sempre atestados médicos, redigidos sob compromisso de honra, “metidos” nestas tristes histórias!
Para que conste, há muitas outras profissões, para além da docente, a necessitar de investigação e de acção condizentes…
Na minha escola não foi possível alterar a nota de um aluno com média de 19 (obtida com 19 a todas as disciplinas) por causa da de EF… E se o aluno a merecia!
Julho 28, 2011 at 1:34 pm
“Nao se pode fazer juizos , sem saber a historia medica da aluna.”
Só no caso de problemas cardíacos(raros) ou no caso de alguma dificuldade psicomotora em usar aerossois. O que numa minina com aquela idade não é de todo verosímel a segunda. Ou se for, estamos vem aviados com a futura “m3dic4″(convém saber o nome da dita cuja que é para nunca por os pés no consultório da gaija, não vá colocar o estetóscopio ao pé do esfenoidal).
Declaração de interesses: tenho um primo Alergologista (helas!) que sabe mais do que o comum dos mortais e não, ele não passa atestados a pedido, sorry.
Sobre a análise de sensibilidade, uma variação de 10 valores corresponderá a 10% da classificação final do secundário. Ora, nda que uma excelente nota de exame não colmate.
Julho 28, 2011 at 1:38 pm
#32,
A notícia não refere que a aluna pretende candidatar-se ao curso de Medicina.
Julho 28, 2011 at 2:01 pm
# 29
Não percebeu a mensagem…
O que está em causa, não é saber em que medida a aluna fica prejudicada com a variação ou não das notas e trabalhar essa variação…
O que está em causa em a questão moral. é o valer tudo para se atingir os fins.
Leituras diferentes, mesmo entre profs de Matemática.
Julho 28, 2011 at 2:03 pm
Não refere, my mistake. Mas os exemplos mais comuns desta “negative pressure” são de alunos candidatos a esses cursos. Fui vítima do diz-que-disse
Julho 28, 2011 at 2:06 pm
Eu percebi a questão moral(sou um mero sucedãneo mas ainda percebo tudo), não percebo é o que motiva a pessoa que pediu a reavaliação. Ou seja, o aumento de uma nota para acesso ao ensino superior tem um impacto ligeiro na nota de acesso. E que é perfeitamente compensada com uma nota de exame bem conseguida.
Julho 28, 2011 at 2:09 pm
Gotta go mas fica uma recomendação musical à mamãe da aluna em causa
Julho 28, 2011 at 2:10 pm
Voltando á “vaca fria/quente”:
http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=34&doc=5746
Julho 28, 2011 at 2:11 pm
“à” ,raios!
Julho 28, 2011 at 2:20 pm
Numa coisa a mãe tem razão: é uma aluna igual às outras e tem direito a recurso. Se houve outras coisas … não sei.
Agradecia que algum colega que saiba disto (talvez de EF) me informasse se há qualquer tipo de legislação ou critérios para avaliar os alunos de EF que, não estando proibidos pelo médico de fazer EF, têm no entanto limitações físicas e não podem ter o desempenho de um aluno “normal”. Do que conheço, estes alunos são avaliados pelos critérios definidos no programa de EF para a Disciplina, tal como os outros.
Ou cabe ao grupo de EF, ou ao próprio professor definir esses critérios e actuar como bem entender?
Como resolvem estes casos nas vossas escolas?
Julho 28, 2011 at 2:23 pm
Demasiado simples de resolver….
1. que saia a nota mais baixa de todas no final do 12º ano;
2. o c. turma é o responsável por esta situação;
3. sim, há professores de EF mais papistas que o papa;
4. sim, há professores de todas as outras dicplinas no CT que são…..
Decisivo: que se passem a fazer provas de acesso aos cursos e aí as médias do secundário deixam de ter relevância.
O resto é corrupção moral e folclore.
Julho 28, 2011 at 2:25 pm
#40
Está na legislação.
Obviamente que são avaliados por critérios diferentes.
Julho 28, 2011 at 2:32 pm
A Rosa Mota é asmática. A minha filha também. Os médicos sempre lhe prescreveram exercício físico como forma de fortalecer o aparelho respiratório e de controlar os ataques de asma.
Julho 28, 2011 at 2:33 pm
vamos ca ver…1ª a pressao foi sobre o conselho de turma..como todos sabemos a nota é de todos e nao do prof da disciplina.2º se por mero acaso o ameu filhote nao tiver queda para a matematica solicito que esta nao conte para a media pois o raio do puto nao tem capacidade e apetencia para a dsiciplina pois o raio dos criterios sao demasiado rigidos quase ao nivel dos gajos que ganaham medalhas nas olimpiadas da amtematica.
Julho 28, 2011 at 2:34 pm
Obrigada, António. Suponho que se soubesse que legislação é me diria …
Julho 28, 2011 at 2:37 pm
Convém não perder de vista o aspecto central da notícia: foram as pressões exercidas sobre a docente de EF para alterar a classificação que indignaram os colegas (e que provavelmente fizeram despoletar esta situação). A questão até poderia ter ocorrido com outra disciplina, independentemete do seu “estatuto curricular”.
Já falei com alguns colegas que conhecem aquela escola e dizem que ela é dominada há anos por uma nomenklatura socretina.
Abstraindo as questões pontuais ou particulares, casos como este devem fazer-nos reflectir sobre um problema crucial que a discussão sobre a ADD tem deixado na sombra: a falta de democraticidade do actual modelo de gestão escolar, principalmente se for (ainda mais) potenciada – como parece ser uma das intenções de NC – por ideias de pseudo-autonomia que pretendem dar maior poder de intervenção à “comunidade”, autarquias e “forças locais”.
Só num quadro de gestão democrática das escolas é que a questão da autonomia pode ser devidamente tratada e aprofundada. Caso contrário – conhecendo-se a realidade do país, que é a daquela escola e de muitas mais -, temos que ter consciência de que se está a escancarar uma porta ao caciquismo e ao despotismo.
(Já agora, convém também ter em atenção a perigosa ligação deste modelo de direcção unipesssoal com a ADD, à mistura explosiva aí presente, quando se equacionar a questão do novo modelo de ADD).
Julho 28, 2011 at 2:46 pm
# 45
Não estou em local onde possa referir o nº do despacho.
Mas essa informação ser-lhe-á dada em qualquer escola organizada ou no próprio ME.
Julho 28, 2011 at 2:48 pm
Para Rosa Medina
Sim, no 2º período. E com ordem de se resolver o assunto rapidamente. Em 33 anos de serviço foram os primeiros recursos que tive. Curioso também que é a primeira escola onde não exerço cargos; onde sou chamada ao director quase mensalmente com queixas dos alunos qua afinal não existem o que me obrigou a guardar registo de tudo e de todos. Curioso também que estou pela primeira vez fora da zona norte.
Julho 28, 2011 at 2:53 pm
# 47
Obrigada, outra vez, António.
Julho 28, 2011 at 2:59 pm
#40
Se o atestado médico não indica as limitações físicas do aluno e a sua origem, a avaliação do aluno é igual à dos outros. Se o atestado médico apresentado indica as limitações, será feito um plano adaptado quer para a realização das tarefas em aula quer para a sua avaliação. Assim procedemos na minha escola e reforço, um aluno de atestado médico para ter 19 a EF tem a mesma dificuldade que um aluno “normal” em ter o mesmo 19: justiça!
Julho 28, 2011 at 3:26 pm
Para mim, o melhor seria excluir da média a nota mais baixa, desde que não fosse específica do curso.
Seria viável?
Julho 28, 2011 at 3:29 pm
Sou Professor de Educação Física. No ano transacto tive um aluno (12º ano) que vinha de trás com historial idêntico de nota que a DRE mandou alterar.
Filho de professor. De outra escola.
Foi um ano difícil, mas pedi para estar presente em reunião com a Enc. de educação e expliquei-lhe que para todos os efeitos estava a prejudicar o filho por não deixar que ele tivesse acesso à prática da actividade física.
Disse-lhe mesmo que na minha opinião não estava a ser boa mãe, já que há vida para além das notas. E se ele precisava dessa vida…..
Há até grandes desportistas com asma grave.
Um dia faltei para acompanhar alunos em actividade de desporto escolar.
O aluno andou alegremente a fazer a aula de substituição com os outros. Correu que se fartou…. e sei que estava feliz.
Talvez mais feliz do que em dias normais que em que não hesitava a manifestar o seu ódio para com os avós e outras coisas….
O rapaz terminou com 15, tendo sido aplicados os critérios estabelecidos para alunos com estas características, Nas aulas foi confrontado entre outras, com situações de observação, da prática dos seus colegas, sendo obrigado a pronunciar-se sobre questões de ordem técnica e tática de acordo com as características das unidades didáticas.
Sou de opinião que a Direcção da escola deverá, nestas situações, exigir junta médica…..mas estou a imaginar o que seria….
Julho 28, 2011 at 4:12 pm
Oh! Ainda se fosse uma disciplina “estruturante”…!!
Julho 28, 2011 at 4:48 pm
Amigo #53:
Os meus parabéns. Essa cala qualquer um!….
Julho 28, 2011 at 5:07 pm
Isto não é de agora e não é só em Ed. Física que as notas sobem em Conselhos de Turma: há pais , especialmente mães muito persuasivas… e mais não digo!!! Deviam fazer exames de ingresso à faculdade onde querem entrar e mais nada… acabava-se esta treta…
Julho 28, 2011 at 5:09 pm
Relendo alguns comentários, dá ideia que algumas pessoas ou são ingénuas ou andam distraídas: em todas as escolas acontecem coisas semelhantes por causa das médias, em particular, para entrar em medicina, mas ninguém fala a não ser à mesa do café, desta vez, falaram ao jornal…
Julho 28, 2011 at 5:18 pm
As pressões dos EEs são constantes, embora possam atingir intensidades diferentes.
Turma de 10º Ano- Ciências e Tecnologias – Na reunião com EEs no final do 2º Período, as notas não correspondiam às expectativas. Duas ou três EEs perguntaram-me de caras, se eu ainda não tinha percebido que havia ali muitos alunos que queriam ir para Medicina. A questão era que com aquelas notas estariam em causa as médias necessárias para o referido curso, Estavam muityo desiludidos com as notas de Matemática, Bio e Geol e FQ.A e assim teriam mesmo de pensar em mudar para outra escola onde alguns antigos colegas do 3ºciclo estavam a ter notas de 18, 19 e 20!Por respeito, não vou indicar o nome das escolas em questão. Seguiram-se ainda alguns “ataques” às metodologias de trabalho dos profs em causa e pretenderam que eu fosse, obviamente, o veículo transmissor desses recados.
Confesso que não tinha uma gota de saliva na boca, mas respondi-lhes:
- as notas não são dadas pq. os alunos querem ir para Medicina. Os alunos têm de merecer essas notas para depois pensarem que podem seguir Medicina. O processo é exactamente ao contrário!!
- todos os pais devem defender os interesses dos seus filhos. Se a mudança de escola for a defesa dos interesses dos alunos, então têm o direito e o dever de o fazer.
Depois de conversar com os colegas que dão as “fatídicas” disciplinas sobre o que se passou e foi dito na reunião, fui agradavelmente surpreendida com a sugestão de uma das 3 profs. postas em causa pelos EEs – e se os EEs fossem convocados para uma Reunião Extraordinária com a presença dos professores das disciplinas? Teremos a oportunidade de lhes explicar quais são as estratégias, quais as metodologias, como se aplicam os critérios de avaliação, quais os conteúdos e nível de dificuldade, como é que os meninos “trabalham”, como é que os meninos “se empenham” nos trabalhos das aulas, e tudo o mais que for necessário.Resumindo:
- a convocatória foi feita – reacção dos alunos: ” Isto agora é que vai ser! Isto é mesmo mau!”
- alguns alunos perguntaram se poderiam estar presentes – a resposta foi afirmativa, pois afinal de contas, eles eram os principais interessados;
- presentes – representados 23 dos 28 alunos ( nalguns casos estavam o pai e a mãe)- sala a abarrotar;
- professores – todos com excepção de Português e Ed. Fís – em formação;
- resultado: espectacular- não houve conversa de encher – objectivos e directos ao assunto – problemas são as notas. Por que razão as notas são o que são? E depois disciplina a disciplina cada professor cumpriu o seu papel – dar a informações sobre aquilo que os pais efectivamente desconhecem!!!!!! Os pais fizeram perguntas e tiveram as respostas sempre que possível. E até foi possível dizer que os alunos não têm todos as mesmas capacidades de compreensão ou de trabalho e que essas diferenças existem e têm reflexos no seu desempenho. E até foi possível questionar se a opção de estar naquele curso era a opção certa, ou era o tal “sonho” de seguir a profissão ” de sonho”?
Não houve uma falta de educação de ninguém!
Não houve uma incorrecção! Houve um grupo de pessoas que se congratularam por aquela oportunidade de falarem com todos os professores dos filhos – nunca lhes tinha acontecido, claro! Perceberam que o trabalho dos professores não é fácil, mas que estavamos igualmente interessados no sucesso dos miúdos eperceberam tb. que lhes compete mais trabalho e responsabilidade enquanto EEs
O ano acabou ; 2 alunos pediram mudança de escola; 3 alunos mudaram de curso; 1 aluno reprovou mas mantém a mesma opção de curso.
Os professores consideraram que valeu muito a pena!
Julho 28, 2011 at 5:23 pm
#57 Ora ainda bem… esperemos que esta moda da Medicina passe, porque muios alunos vão para Medicina por pressão dos Pais, quando podiam ser bons profissionais noutra área qualquer…
Julho 28, 2011 at 5:40 pm
“A minha filha é uma aluna como outra qualquer”, diz.
Pois mas não é bem assim… o meu filho também anda no 10º ano, numa escola ao “lado” dessa, fez as aulas todas, práticas e teóricas, e apenas tirou um 18…
Julho 28, 2011 at 5:47 pm
# 53
É efectivamente estruturante…
Julho 28, 2011 at 5:51 pm
Nem seria notícia se a Mãe da aluna em questão tivesse a possibilidade de colocar os rebentos num dos muitos privados que inflacionam notas (a EF o 20 é garantido). Mas como está em Almodôvar não há essa opção.
Julho 29, 2011 at 3:11 am
Penso que é já tempo de decidirem se a EF conta on não como outra qualquer disciplina. E se decidíssemos “retirar”a disciplina que cada aluno não gosta?! Espectacular!!!
Julho 29, 2011 at 1:13 pm
Na minha escola os alunos fogem para o colégio ao ao lado quase sempre por causa da EF .