A combinação é neste momento explosiva.

A conjuntura de cortes, cruzada com os poderes enormes depositados nos directores, a indefinição da situação de muita gente nas DRE, a aparente incapacidade para a nova equipa ministerial dominar os meandros técnicos e jurídicos destas coisas sem o apoio de uma máquina pouco cooperativa com quem a quer implodir, a ida para banhos de muita gente que deveria representar os interesses e direitos dos lesados e a má formação ética de muita gentinha, está a produzir situações de permanente perturbação e ansiedade.

Mais uma chega entre obtem e hoje é a de professores do quadro de agrupamento mandados para DACL quando existem horas na escola para um horário, mesmo que incompleto. As Direcções preferem livrar-se dos velhos, dos incómodos, e contratar deppois carne tenra e barata em Setembro, contra o legalmente estabelecido. Em muitos casos mandam os serviços administrativos telefonar e negam-se a transformar em documento escrito a ordem dada.

Das DRE têm-se respostas telefónicas favoráveis aos docentes lesados, mas por escrito só daqui a uma ou duas semanas, por falta de pessoal. Só que há quem tenha de concorrer (ou arriscar uma desobediência) até 3ª feira.

O que eu aconselho sempre é a recolher todos os elementos possíveis e, para além de exposições para a respectiva DRE e para a DGRHE, ser feita queixa directamente à IGE.

Podem queixar-se muito do ME, do Governo, de uma conspiração global neoliberal, da Trilateral, da Troika, de Davos ou de Bildeberg, mas eu continuo na minha: os piores carrascos moram ao nosso lado, conviveram connosco durante anos mas, ao primeiro aperto, revelam-se em toda a sua mesquinhez.