Quinta-feira, 28 de Julho, 2011


The Farm, Groovy Train

(ainda chegarei aos Duran Duram e Wham, mas não esperem por Ibizas Mix…)

Lamentamos, mas só se for de Inverno e madrugada dentro!

O mar, o sal, as garinas, pá!

Podia, mas não era a mesma coisa e perderia mais uma hipótese de irritar os do costume, o que é sempre uma cereja adicional, mesmo se o bolo não agrada muito.

Atentemos em algumas passagens do comunicado da Fenprof sobre a reunião de amanhã com o MEC:

Na reunião que amanhã terá lugar no MEC, pelas 15 horas, e em que a FENPROF participará, terá início o processo de revogação e substituição do actual modelo de avaliação dos docentes.

Nessa reunião a FENPROF defenderá as seguintes posições:

(…)

4. Fixação de um calendário negocial que não incluirá o mês de Agosto, por se tratar de um período de férias para os docentes.

(onde está o espírito de sacrifício dos representantes que não se incomodaram de ficar a negociar até à madrugada de 8 de Janeiro de 2010? preferem que em Setembro ainda não se tenha novo modelo, é isso?)

A FENPROF manifesta disponibilidade para que, nesta negociação, uma das referências seja o modelo de avaliação que vigora no Ensino Particular e Cooperativo e recorda que essa disponibilidade é também manifestada pelo Governo no programa que recentemente apresentou na Assembleia da República.

(é comovedora esta adesão às posições do CDS sobre esta matéria, mas eu preferia que a maior federação sindical de professores do país conseguisse ter uma proposta própria e não revelasse tamanha preguiça… ao fim de uns anos, quem andou a fazer ficheiros com textos de blogues não conseguiu alinhavar mais de um folha A4 sobre esta matéria? Ou têm medo de apresentar a – falta? – de ideias?)

Nota final: se o coiso tivesse ficado calado, tinha-se evitado este post…

Embora já se estivesse a perceber que iria dar nisto, mais tarde ou mais cedo, em certos coutos e senhorios… Ao contrário do que é alegado isto NÂO ESTÀ DE ACORDO COM A LEI. Mas enquanto se mantém o equívoco das bonificações para concurso há quem se aproveite…

Caro Paulo Guinote,
Quero informá-lo que tenho lido o seu blog diariamente e que admiro e concordo com muito do que lá escreve.
Sou professora na Escola Secundária de *************, Braga onde há muito o caciquismo local se instalou através de uma CCAD imbuída de ideais de excelência, sem dúvida questionáveis, e de um director que a seu gosto decide sem dar cavaco a mais ninguém, longe do ideal de leader democrático e cooperativo.
A última medida foi a derradeira gota de água num país onde a gestão das escolas revela agora a sua verdadeira face: a lista graduada dos grupos disciplinares que serviria para efeitos apenas de escolha de níveis veio preenchida…já com a nota de 1 para os que “milagrosamente” haviam tido uma avaliação de muito bom e excelente na anterior fase avaliativa e que milagrosamente também haviam dado o salto “à vara” passando à frente dos colegas que por terem tido um bom, foram contemplados com um 0 na referida lista. Critérios que o directivo justificou por,  “estar de acordo com a lei”. Desconfio que a lei apenas serviu para a escola se auto-justificar. A avaliação suponho conta apenas para progressão e concursos de professores, não?
(…)
Obrigada
Uma professora indignada

Mas o decoro impede-me de desenvolver a estória. Em defesa do(s) coitadinho(s) que se pretendem mais habilitados, vá-se lá saber porquê.

O Governo não tem tido pressa na nomeação dos novos directores dos organismos do Estado na região. Isso causa alguma agitação no interior do seu partido?

É natural que quando há eleições e os poderes partidários mudam na governação do país haja agitação no sentido de saber se há algum lugar político para quem ambiciona lá chegar. Admito até que nalguns casos há actores políticos que apresentam currículos ou fazem exteriorizar currículos políticos que não correspondem aquilo que têm.

Tem sido confrontado com pedidos?

Só digo que se ouve muita coisa na política e portanto é natural que os aparelhos partidários tendam a mover-se e a ter as suas ambições. Por vezes nem são militantes dos partidos, mas pessoas que gravitam em torno deles. Aquilo que o Governo está a fazer pode ser um bom caminho no sentido de moralizar o acesso aos cargos públicos da administração central e regional do Estado. Há necessidade de moralizar e ser exigente. As pessoas devem ter competência para o exercício dessas funções e não serem nomeadas por terem botões de punho, por terem um currículo artificial ou um cartão de militante.

O concurso para DACL. Será o (ante)(pen)último prazo?

Vá lá… confessem… querem entalar este ME como fizeram ao David Justino?

Porque neste simpático país todos estamos sempre ligados a todos. Nem há os tais seis graus de separação. Com três ou quatro chegamos a toda a gente.

Ex-director do SIED entrega hoje queixa-crime por violação de correspondência

O ex-director do Serviço de Informações Estratégicas de Defesa vai entregar hoje uma queixa-crime por violação de correspondência e utilização indevida da mesma, depois do jornal Expresso ter noticiado que Jorge Silva Carvalho cedeu informações confidenciais à Ongoing.
Fonte próxima do ex-diretor do SIED indicou à agência Lusa que essa queixa será entregue ao Ministério Público pelo seu advogado Nuno Morais Sarmento.

No domingo, o advogado considerou que “a notícia do Expresso revela a eventual existência de situações de violação de correspondência privada, de utilização indevida da mesma e ainda acesso indevido”.

Pelos vistos Nuno Morais Sarmento (e o seu representado) não concebem a hipótese de um mail ter remetente e…. destinatário(s).

Só se espera que não use o espaço de comentário na televisão para comentar o caso…

(se me violarem o correio, por favor, arrumem-no, porque tenho duas caixas a 99% e não tenho pachorra para colocar etiquetas, cores e etc…)

Não é anedota nem ficção, é a pura realidade dos factos.

Ao fim de 12 anos de leccionar na Escola Básica Integrada da Quinta do Conde e pertencer ao quadro desta escola, recebo de uma funcionária a noticia que teria que me submeter ao concurso de docentes 2011/2012. Escusado será dizer a que directora desta escola, nem se dignou a dar-me tamanha noticia. Após ter consultado a legislação em vigor, posso concluir que não tenho que me submeter ao referido concurso, pois existe um horário para o meu grupo de recrutamento de sete horas (duas turmas e uma direcção de turma).

Entenda-se que, conforme indica na legislação basta uma turma para que o docente permaneça na mesma escola e não tenha que concorrer. Não satisfeito, liguei para a DGRHE, onde me transmitiram que não tinha que me submeter ao referido concurso, na exposição da referida situação. Dirigi-me à directora e informei-a que estaria a cometer um lapso mas, não obtive sucesso, manteve a sua opinião, ou seja, teria de concorrer.

Perante isto devo concluir que, nem nas minhas merecidas férias estou tranquilo e em paz com o mundo. Acrescento ainda que, não fui daqueles professores que cumpria exclusivamente o meu horário, fazia muito mais do que me era solicitado como docente (ensaios ao fim de semana, criação de uma orquestra) e outras aventuras que alguns “Tótós” como eu fazem em escolas do nosso pais.

Eis o meu dilema, CONCORRO OU NÃO CONCORRO?

CONTINUO O MEU CAMINHO EM BUSCA DA CALMA E DO SOSSEGO DE UMAS FÉRIAS MERECIDAS.

José R.

Mail que me foi reencaminhado:

Na sequência da prova da disciplina de Biologia e Geologia da 2º fase dos exames nacionais deste ano, realizada no dia 26 de Julho, foram lançados os respectivos critérios de correcção pelo GAVE, a entidade responsável por este processo de avaliação.
No entanto, os critérios apresentados apresentam uma incorrecção numa questão do Grupo III da prova, considerando que a resposta correcta é “convergência entre limites litosféricos oceânicos”, o que não está correcto. A associação portuguesa de professores de Biologia e Geologia emitiu um parecer (http://www.appbg.pt/index.php?menu=18&language=pt&tabela=geral) no qual refere que a referida questão (5 do grupo III) tem como resposta certa outra diferente daquela que é considerada nos critérios de correcção.
Esta pergunta vale 5 pontos e até ao momento o GAVE não se pronunciou sobre o assunto. Caso este erro não seja reconhecido, os alunos vão ser bastante prejudicados no acesso ao ensino superior, pois o mesmo é feito à centésima.

Atenciosamente
António Simão

A combinação é neste momento explosiva.

A conjuntura de cortes, cruzada com os poderes enormes depositados nos directores, a indefinição da situação de muita gente nas DRE, a aparente incapacidade para a nova equipa ministerial dominar os meandros técnicos e jurídicos destas coisas sem o apoio de uma máquina pouco cooperativa com quem a quer implodir, a ida para banhos de muita gente que deveria representar os interesses e direitos dos lesados e a má formação ética de muita gentinha, está a produzir situações de permanente perturbação e ansiedade.

Mais uma chega entre obtem e hoje é a de professores do quadro de agrupamento mandados para DACL quando existem horas na escola para um horário, mesmo que incompleto. As Direcções preferem livrar-se dos velhos, dos incómodos, e contratar deppois carne tenra e barata em Setembro, contra o legalmente estabelecido. Em muitos casos mandam os serviços administrativos telefonar e negam-se a transformar em documento escrito a ordem dada.

Das DRE têm-se respostas telefónicas favoráveis aos docentes lesados, mas por escrito só daqui a uma ou duas semanas, por falta de pessoal. Só que há quem tenha de concorrer (ou arriscar uma desobediência) até 3ª feira.

O que eu aconselho sempre é a recolher todos os elementos possíveis e, para além de exposições para a respectiva DRE e para a DGRHE, ser feita queixa directamente à IGE.

Podem queixar-se muito do ME, do Governo, de uma conspiração global neoliberal, da Trilateral, da Troika, de Davos ou de Bildeberg, mas eu continuo na minha: os piores carrascos moram ao nosso lado, conviveram connosco durante anos mas, ao primeiro aperto, revelam-se em toda a sua mesquinhez.

Publicada com autorização:

Venho por este meio expor uma situação e solicitar o vosso esclarecimento quanto à legalidade da mesma:

Sou professora QZP de nomeação definitiva e estou colocada em regime de plurianualidade. Este ano recebi a indicação para concorrer a DACL por ‘aparentemente’ não haver na minha escola componente lectiva para me ser atribuída. Porém, parece-me tratar-se de uma situação irregular por entender que fui preterida a favor de uma colega, a quem foi atribuída componente lectiva, nas circunstâncias que vos passo a explicar:

A colega em questão, QA da minha escola que se encontrava destacada noutra escola, deixou de ter componente lectiva aí. Procedendo de acordo com o estipulado, a professora contactou a sua escola de provimento (a minha) tendo sido informada que teria componente lectiva pelo que não teria que se apresentar a DACL. Na minha óptica, esta situação viola o previsto pelo Aviso de Abertura (Aviso nº 9514-A/2011) que refere no Capítulo XVI, ponto 1, alínea c) que a docente se deveria apresentar a DACL já que se trata de uma ” docente de carreira de agrupamento de escola que se encontrava deslocada do seu lugar de origem e que regressa para o ano escolar de 2011-2012, porém não há horário para lhe atribuir, por na escola se encontrar um docente de carreira em colocação plurianual (eu)”. Refiro ainda que esta colega esteve em comissão de serviço na escola de destacamento para exercer funções na direcção, o que, de acordo com o Director, lhe dá preferência sobre mim aquando da distribuição de serviço. Uma vez que esta particularidade não está prevista no Aviso de Abertura nem na Nota Informativa sobre a aplicação informática da indicação da componente lectiva disponibilizada pela DGRHE, caso haja legislação de referência que legitime a decisão do Director, por favor, queiram indicar-ma.

Obrigada e aguardo a vossa resposta tão brevemente quanto possível.

Tem 19 valores só com aulas teóricas

Uma aluna do 10º ano da Escola Dr. João de Brito Camacho, em Almodôvar, viu a nota de Educação Física subir de 17 para 19 valores, após ter recorrido. A estudante é filha da vice-presidente da direcção da escola. A decisão da subida de nota deixou indignados vários professores, que denunciam pressões sobre a docente de Educação Física. Edite Sousa, vice-presidente, garante ao CM que não fez “qualquer pressão” e que se limitou a recorrer, “tal como prevê a lei”. “A minha filha é uma aluna como outra qualquer”, diz.

Ginástica mental…

Nogueira Leite e Norberto Rosa nomeados vice-presidentes da CGD

Os 25 mais ricos de Portugal aumentaram fortunas para 17,4 mil milhões

A validação do monstro

Fazendo o follow-up da situação abordada aqui, há cerca de cinco meses:

Mais detalhes na página 4 da publicação.

Por um lado, temos a ordem para muitos professores saírem das escolas públicas por falta de horários, por outro…

Falta de vagas nas escolas públicas, um caso. Escolas D. Filipa de Lencastre e Pedro Nunes.

Associação dos Estabelecimentos de Ensino Particular reuniu-se com o secretário de estado da educação. Escolas privadas em risco de encerrar, associação pede um aumento do financiamento do estado às famílias.

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