Exames: documentos confidenciais disponíveis para a análise da reapreciação das provas
Os professores que vão analisar os pedidos de reapreciação de provas de exame vão ter acesso aos documentos confidenciais que o Gabinete de Avaliação Educacional distribuiu aos docentes que classificaram as provas, garantiu ontem ao PÚBLICO o presidente do Gave, Hélder de Sousa. O seu conteúdo, porém, não pode ser utilizado nas argumentações que apoiam os pedidos de reapreciação.
A argumentação do presidente do GAVE sobre a confidencialidade dos documentos é algo caricata, para não dizer pior. E substituir reuniões para aferição de critérios entre classificadores, por motivos de poupança, por documentos deste tipo é algo que… enfim…
Julho 23, 2011 at 11:40 pm
A reapreciação das provas não poderia ser feita de outra forma.
Julho 24, 2011 at 1:03 am
Parece que se estão a esquecer que os professores que vão ver as reapreciações são os mesmos que classificaram as provas… logo já estão em posse dos documentos “confidenciais” do GAVE!!
A “bolsa de professores” é sempre a mesma!!
Julho 24, 2011 at 1:19 am
Retomo o que tinha escrito antes. Nos últimos anos nem todos os agrupamentos tinham acesso a estes esclarecimentos prestados aos classificadores. O argumento utilizado era que os supervisores tinham conhecimento e, por isso, a equidade estava garantida. Infelizmente, nem todos os “acertos” chegavam a todos os supervisores do país e havia agrupamentos onde as classificações não contemplavam todos os cenários de resposta. As diferenças eram pouco significativas mas existiam.
O erro foi querer manter confidencial uma, mais do que evidente, deficiente aferição de critérios por força da poupança em convocar os classificadores para reuniões como em anos anteriores. Substituir reuniões por contactos por mail é potenciar o erro na aferição e na aplicação de critérios. Os documentos produzidos pelo GAVE eram necessários. Não havia nenhuma necessidade de andar a enviar mails para manter a confidencialidade. Colocou o JNE e os responsáveis dos agrupamentos mal na fotografia e minou a confiança no processo de classificação.
Continuo sem perceber porque não se pode fundamentar a reapreciação nestes documentos. Juridicamente qualquer pedido indeferido ganhará uma reclamação.
A inversão do GAVE deve-se, sem qualquer dúvida, à divulgação dos documentos neste blogue.
Julho 24, 2011 at 1:25 am
No artigo, sobre Português: “Na minha escola estão a chover pedidos de reapreciação da prova. Nunca houve tantos como este ano.”
Ora isso não será mesmo por causa das más notas?
Não vejo problemas em existir um documento escrito resultante das conversas e dúvidas dos correctores e nem parece pior que a reunião de correctores. esta sempre a vi como tentativa pura de influenciar as correcções dos colegas. Na minha disciplina todos sabiam que uma professora chegava à reunião com uma agenda do estilo “vejam lá se alguém responder isto devem contar”. Certamente não teria nada a haver com os seus alunos
. E naturalmente que cada zona teria as suas interpretações o que não abonava em nada ao sistema.
Também não vejo problema que o documento seja secreto enquanto seja provisório, isto é, até ao fim da correcção pois deve ser entendido como documento em construção e nesta fase quanto menos ruído público melhor. Mas ao terminar a correcção devem ser públicos e servir para recurso (se algum corrector não seguiu as recomendações é como se não tivesse seguido os critérios iniciais!). Manter secreto faz nascer a desconfiança!
Discordo do detalhe dos documentos (exagero no determinismo e sem valorizarem o corrector). As explicitações adicionais devem ser mesmo por necessidade especial e não quase por piada como se deduzem de muitas já lidas!
Por outro lado, acho que um corrector precisa de um tempo para estabilizar a correcção, não pode estar a receber instruções até ao último dia. Isso só se consegue perguntas claras e bem feitas mais critérios de quem sabe corrigir (e não de quem só pensa em fazer o enunciado).
Julho 24, 2011 at 1:52 am
o autor do blog vai ser processado por divulgacao de docs X
Julho 24, 2011 at 2:08 am
Inacreditável.
Julho 24, 2011 at 3:41 am
Era importante ler o que se passa nesta escola sobre a ADD
http://www.esas.pt/files/ESAS_ADD_aplica_quotas.pdf
Julho 24, 2011 at 4:16 am
Não vejo inversão de marcha da parte do GAVE.
1- “Os professores que vão analisar os pedidos de reapreciação de provas de exame vão ter acesso aos documentos confidenciais”.
Os professores que analisam as reapreciações já foram classificadores, portanto, já estavam na posse dos documentos.
2- “O seu conteúdo, porém, não pode ser utilizado nas argumentações que apoiam os pedidos de reapreciação.”
Obviamente. Numa reapreciação o que tem de ser tido em conta (pelo menos nas questões “alvo” do pedido) é a fundamentação apresentada pelo “aluno”, considerando a resposta efectivamente dada e o texto da pergunta.
Os documentos confidenciais têm, nesta fase, a mesma (única) utilidade que tinham antes. E só após serem impressos em papel macio (preferencialmente de folha dupla).
#3

“havia agrupamentos onde as classificações não contemplavam todos os cenários (…)”
“Os documentos produzidos pelo GAVE eram necessários.”
Eram e talvez ainda o sejam, desde que, como escrevi acima. Impressos no papel adequado.
“Continuo sem perceber porque não se pode fundamentar a reapreciação nestes documentos”
Porque em qualquer país “civilizado” os recursos são apreciados com base na fundamentação do recorrente.
#4
“não pode estar a receber instruções até ao último dia”
Eu iria um pouquinho mais longe, corrector que precisa de instruções devia ocupar-se de outra tarefa. Ou o colega pertence, conjuntamente com o comentador antecedendo, ao “enorme” grupo dos que viam alguma utilidade (além da oportunidade de convívio) nas ditas reuniões de aferição?
Julho 24, 2011 at 9:25 am
# 8 por acaso vejo utilidade nas reuniões de aferição. Pelo menos, nessa altura não vi nunca acontecer o que vi numa prova de exame de F.Q. deste ano: um aluno ter uma classificação 26 pontos inferior à que devia.
Julho 24, 2011 at 11:20 am
#9
também é certo que levar com 60 provas e classificá-las no tempo estipulado, com os esclarecimentos a aparecerem uns atrás dos outros não ajuda a que se faça um trabalho de qualidade.
Esta decisão do GAVE de sobrecarregar os mesmos na 1ª e 2ª fase dos exames é INCOMPREENSÍVEL e devia ser INTOLERÁVEL!
Julho 24, 2011 at 1:19 pm
Absolutamente de acordo com #4 e #9
Completamente em desacordo com a presidente da associação de professores de português (que em ocasião nenhuma ouvi referir-se à enormidade de provas que os professores da região de Lisboa e vale do tejo tiveram, por exemplo; apenas ouvi a solicitar mais reuniões, mas provas intermédias, mais trabalho e burocracia; também, é certo, mais aulas no secundário – única exigência em que, do meu ponto de vista, é certeira face ao tempo que agora os professores têm que disponibilizar para a avaliação da oralidade)…
As reuniões de aferição são genericamente inúteis e dispensáveis; pura perda de tempo – o que quinze professores estão a aferir numa sala de um agrupamento, outros quinze podem, noutra sala, noutro ou até no mesmo agrupamento, estar a aferir exactamente ao contrário. Por isso de nada serve decidir num sentido se o GAVE decide que há-de ser noutro.
Criaram-se mecanismos de os professores por mail esclarecem as suas dúvidas junto do supervisor (sem nenhuma necessidade de estarem fisicamente numa reunião em que muitas vezes o que se fazia era ler, comunicar essas novas directivas) e o único entrave a essa operacionalidade é terem os professores tantas provas para classificar que quando chega a data limite para colocar dúvidas ainda não tiveram tempo para corrigir senão uma pequena parte das provas, e, portanto, para chegarem a todas as dúvidas (mas o mesmo acontecerá, se se mantiverem o mesmo número de provas, em qualquer reunião intermédia de aferição)…
E, convenhamos, se forem esclarecedores e bem redigidos, qualquer professor(a) saberá decifrar os critérios de correcção da prova ou uma instrução escrita posterior que corrija ou condicione esses critérios, ou não? É texto, está escrito, tem que ser também dito – numa reunião? Para quê?
Porque gostam tanto as pessoas de reuniões quando se procura agilizar, e bem, o processo?
Queixam-se se há; queixam-se se não há.
E falham o alvo: se os resultados foram tão maus, procurem razões noutras origens (por exemplo: tanta competência por desenvolver, assimilar, assentar, reassentar – ler, escrever, falar, interpretar, conhecer autores, obras, regras gramaticais, etc. – para tão pouco tempo de aulas; provas nem sempre equilibradas ou demasiado vagas, imprecisas, dispersas; certos condicionalismos nos critérios de correcção – que podem ser corrigidos e melhorados mas, atenção: muitos domínios do Português nunca permitirão uma objectividade absoluta, como é óbvio, a não ser que se faça provas inteiramente de cruz, e isso seria outra coisa mas não um Exame de Português; tantas provas por classificador; etc, etc.) e, por favor, não carreguem baterias em frivolidades que exijam mais e mais reuniões.
Julho 24, 2011 at 1:20 pm
correcção: abolutamente de acordo com #4 e #10.
Julho 24, 2011 at 2:44 pm
#9
“Pelo menos, nessa altura não vi nunca acontecer o que vi numa prova de exame de F.Q. deste ano: um aluno ter uma classificação 26 pontos inferior à que devia.”
Esta tipo de situações (pelo menos a FQ A) era (e penso que este ano também o será) frequente. Bastava ver o número de pedidos de reapreciação e recurso, em cada agrupamento. Só eu e mais dois colegas ajudávamos a fundamentar meia dúzia, todos os anos. Muitos correctores tendem a seguir “à letra” os critérios específicos (meramente indicativos), desconsiderando os gerais.
Julho 24, 2011 at 2:58 pm
Acreditem que em várias provas de português há reapreciações que ultrapassam os 40 pontos da avaliação inicialmente atribuída.
Julho 24, 2011 at 3:16 pm
#8
“havia agrupamentos onde as classificações não contemplavam todos os cenários (…)”
Rísivel se não fosse prejudicial para os alunos. O facto é que durante o período de classificação a dinâmica de alguns grupos de classificadores e supervisores suscitava novos cenários de resposta e, em alguns casos, isso não foi contemplado antes da entrega das provas classificadas. Aconteceu chamarem classificadores de volta para refazer a classificação. É para isso que existe também o JNE, evitar discrepâncias.
“Os documentos produzidos pelo GAVE eram necessários.”
Eram e talvez ainda o sejam, desde que, como escrevi acima. Impressos no papel adequado.
No seguimento do que escrevi os esclarecimentos eram necessários, uma vez que não existiram reuniões de aferição de critérios como em anos anteriores. Não perceber esta necessidade é não entender como em duas salas no mesmo agrupamento de exames a aferir critérios surgem dúvidas diferentes e se interpretam os critérios do GAVE.
“Continuo sem perceber porque não se pode fundamentar a reapreciação nestes documentos”
Porque em qualquer país “civilizado” os recursos são apreciados com base na fundamentação do recorrente.
Num país “civilizado” os recorrentes podem fundamentar o seu pedido de reapreciação em todos os documentos produzidos para a classificação de provas.
Julho 24, 2011 at 3:30 pm
#15,
Bem haja pela sinceridade das suas palavras.
Há quem insista em esconder algo – resta saber com que propósito …
Julho 24, 2011 at 4:56 pm
#8
Sou a favor de agilizar o processo mas, de facto, quem conhece o processo de exames sabe que o número de reapreciações diminuiu e a discrepância entre classificador e relator também desde que se implementaram as reuniões de aferição de critérios. Agrade ou não, é incontestável.
Quem conhece o processo sabe também que ainda existe outro mecanismo de verificação da divergência entre classificadores de provas da mesma escola que evita o (eventual) erro. Não é normal (às vezes é) que de 200 alunos de uma escola 50 tenham média de exame de 8, 50 tenham 10, 50 tenham 11 e 50 tenham 14, sendo a média CIF da escola de 11. Os extremos estarão, aparentemente, errados, uma vez que não estamos a falar de turmas mas de ordenação alfabética. Assim, os classificadores nos “extremos” eram confrontados com esta realidade e assumiam que tinham seguido a aferição de critérios (em vez de terem participado num alegre convívio) ou refaziam a sua classificação. De milhares de provas revistas (Português é um exemplo) desceu-se para números marginais. Os secretariados de exames sabem muito bem disso quando recebiam as provas com as classificações rasuradas.
Realço ainda que as grandes discrepâncias em anos anteriores apareceram em Português e História, o que aponta para a especificidade das disciplinas e para os critérios do GAVE e menos para o “convívio”.
Confesso que estou curioso para ver o vai acontecer este ano. Na minha escola os pedidos de consulta duplicaram e até 2ª feira entrarão as reapreciações.
Julho 24, 2011 at 5:02 pm
[...] fora a capacidade do Paulo Guinote em furar estes esquemas e teriam ficado mesmo confidenciais, para espanto de muitos, incluindo o [...]
Julho 24, 2011 at 10:25 pm
Do que tenho lido sobre os exames, quase ninguém abordou questões que considero pertinentes serem levantadas, discutidas e sintetizadas à mistura com algum humor e ironia:
1-Porquê classificar exames gratuitamente?!! É disso mesmo que se trata, classificação gratuita, trabalho extra lectivo que o deixa de ser por um subterfúgio legal como é o despacho que transforma essa tarefa nas actividades funcionais do professor. Perdoem a imagem mas é como se o condenado tivesse de agradecer/pagar ao seu algoz antes deste aplicar a sentença… Não há problemas, fazes isso mesmo assim e és nomeado secretário de estado…
2-Mudanças e alterações na organização da classificação dos exames. Todo um ano para preparar os exames e é em Abril/Maio (a pouco mais de um mês dos exames) que se produz legislação para criar a «bolsa de correctores/classificadores», que se criam as (pseudo) acções de formação para os professores correctores, usando-se aliciantes como a honorabilidade da função (honorável desde que gratuita e sem possibilidade de dizer não a essa tarefa, pois que, de despacho em despacho e emenda em emenda lá se passou a tarefa de designar os classificadores para as mãos dos directores(as) (autênticos comissários políticos ou os novos governadores civis das escolas Sócrates/lurdianas)… Não há problemas, fazes a formação que te oferecem e estás no caminho para o mérito do reconhecimento social da tarefa que vais fazer…Aliás, é com esse reconhecimento que alimentas a família em casa acrescido dos 50% a menos no “subsídio” (que nunca foi subsídio mas dinheiro ganho por dias de trabalho feito) de natal!!!
3-50 provas no mínimo para cada corrector classificar. Quando eram pagas nunca recebi mais de 25 para corrigir/classificar… prazo de 48 horas para ler todas as respostas e colocar dúvidas por e-mail á supervisão, imagine-se que a prova é da área das Ciências Sociais, História por exemplo, e que tenha 7 ou 8 perguntas, são no mínimo 350 ou 400 respostas de tamanho invariável que podem ir de duas a três linhas a duas ou três páginas…e 48 horas para colocar dúvidas sobre a classificação a fazer. Não se pode dormir. Vejam bem, gratuito, sem sono e o mais que nos espera… aguardem-se pelos resultados e vão ver… Também não há problemas, que é isso de ler 400 respostas em 48 horas para quem tem o hábito de devorar livros, houvesse tempo para isso, que cada vez é menos… Uma brincadeira, pois claro!!!
4-Discrepâncias nas correcções, confidencialidade nos critérios de correcção e resultados abaixo do desejado/esperado. De quem é a culpa de tudo isto? Minha, porque sou professor e não posso almejar um lugar na administração da Caixa Geral de Depósitos. Fiz uma correcção de uma prova, a pedido de uma aluna, e juro a pés juntinhos que me limitei a aplicar na correcção os critérios gerais e específicos propostos pelo GAVE, e a aluna, na minha correcção passa de 53 pontos para 95 pontos!!! Isto é o quê??? PPC ainda não me descobriu, pois quando me descobrir tira de lá o NC e põem-me a mim…
Conclusão: mas esperávamos o quê? A responsabilidade é das escolas e dos professores que não sabem preparar os alunos para os exames. POR ISTO TUDO, É CHEGADA A HORA DE COMEÇARMOS A PREPARAR OS NOSSOS ALUNOS PARA O EXAME LOGO NO 10º ANO… Qual 10º, qual quê, já a partir do 5º ano pelo menos e mais nada…Então não é?! Façamos isto e vão ver como as notas sobem… Mas afinal, eu ensino-os e educo-os ou preparo-os para o exame? Como é? Em que ficamos? Olhem já não sei a quantas ando, daqui a pouco em vez de setôr dou mas é em doido..
Julho 24, 2011 at 10:28 pm
Por favor, quem critica os professores “correctores”, poderia dizer o que acha dos professores classificadores?
Julho 24, 2011 at 11:19 pm
#20
Julho 25, 2011 at 12:54 am
#20 Para o GAVE não há diferença, ou há?!
O Corrector não pode corrigir porque na folha da prova não pode colocar nada para além da cotação que atribuiu à resposta;
O Classificador limita-se a pegar na caixa dos rebuçados e a distribui-los;
Se juntarmos corrector/classificador talvez fique próximo de pau mandado…
Julho 25, 2011 at 1:48 am
#17
“Sou a favor de agilizar o processo mas, de facto, quem conhece o processo de exames sabe que o número de reapreciações diminuiu e a discrepância entre classificador e relator também desde que se implementaram as reuniões de aferição de critérios. Agrade ou não, é incontestável.”
É provável que a discrepância entre classificador e relator tenha diminuído, pois a ambos é aplicada a mesma pala.
Acredito que saiba (mas relembro-lhe) que o argumento da incontestabilidade é sempre muito contestado.
Quanto ao resto, não defendi este método (aplicado este ano) face ao anterior (das reuniões de aferição). O que tentei dizer (parece que não fui claro) é que ambos são idiotas e inúteis.
O Martim acha que é possível prever todas (ou mesmo parte significativa) (d)as possibilidades de resposta? Pelo antigo método já se previam cenários (4 ou 5 por cada questão) e já se constatava que havia discrepâncias entre os correctores. Por este novo método, o GAVE continua a prever cenários e a uniformizar as cotações, no entanto, o problema de base permanece. Antes, como agora, quem pega em 40 ou mais provas para corrigir encontra, em cada pergunta, 1 ou 2 dos cenários previstos pelo GAVE e 5 ou 10 cenários diferentes (não previstos), pelo que as discrepâncias mantêm-se. Multiplique-se isto por dezenas de milhares de exames e talvez se perceba da inutilidade de “inventar” meia dúzia de cenários (independentemente de haver reuniões ou critérios pseudo-coiso-confidenciais).
Além disso, esta tentativa de “prever cenários” e indicar a cada classificador como deve cotar é um atestado de incompetência passado pelas luminárias do GAVE/JNE aos classificadores. Esquecem-se os supra-sumos que também são professores e que o atestado lhes assenta como uma luva, pois as disparidades nas classificações atribuídas resultam fundamentalmente da metodologia “eduqesa” imposta pelos critérios específicos e da má qualidade dos enunciados das questões. Regra geral o otário tende sempre a achar-se o iluminado.
Julho 25, 2011 at 1:53 am
“O Corrector não pode corrigir porque na folha da prova não pode colocar nada para além da cotação que atribuiu à resposta;”
Nos anos anteriores, este ano não sei se foi assim porque “caí fora” (para facilitar a percepção do(s) erro(s) por parte dos alunos) a FQ-A (julgo que era prática generalizada) sublinhava-se tudo o que estava incorrecto. Correcção (propriamente dita), de facto, não há.
Julho 25, 2011 at 7:10 pm
#23
Como se costuma dizer o problema está a montante…A elaboração dos testes e os critérios são propiciadores de discrepâncias e nisso estamos de acordo. Quanto à aplicação, a “pala” é o único meio de evitar o desvio e permitir alguma equidade. Digamos que é um mal menor.
Quanto a prever todos os cenários é impossível quando as questões são abertas e mal elaboradas. Apresentar um sem número de páginas de cenários é ridículo e confirma que algo está mal. Neste sentido a reunião continua a ser um mal menor pois a experiência de anos anteriores aponta para que as diferenças entre classificação e reapreciação fossem residuais, com a grande maioria a subir poucas décimas. Este ano duvido.