Há o claro incumprimento de uma promessa pré-eleitoral. Que foi bem explícita. O crédito de confiança atribuído por muitos professores a este Governo vai esboroar-se e o muito crédito atribuído a Nuno Crato corre o risco de não durar até ao fim da primeira semana de governação.
O que foi prometido, foi a mudança de modelo de avaliação, não mais um remendo numa coisa já mais do que enxertada.
Ou é explicado com clareza o que se pretende fazer, ou começamos com dois pés esquerdos e a luta continua.
O Governo de Pedro Passos Coelho não vai suspender o actual modelo de avaliação de desempenho dos professores, como pediam a FNE e a Fenprof, mas vai reformar o modelo “de forma a desburocratizar o processo”.
Nuno Crato falava à saída da tomada de posse dos novos secretários de Estado.
O ministro da Educação, Nuno Crato, admitiu este processo de avaliação tem de ser revisto. «Vai tudo ser discutido no programa do Governo», disse à saída da tomada de posse dos novos secretários de Estado, que decorreu esta terça-feira, no Palácio de Belém.
«Nós precisamos de uma avaliação de professores, alunos, escolas e temos que arranjar um processo para que ela funcione bem».
Cerca de uma dezena de alunos da Escola Secundária Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa, dispôs ontem de três horas e meia para realizar o exame de Matemática de 12º ano, ao invés das três horas estipuladas.
Não acho – nem desacho, cada um sabe das suas NO. Outros, consideravelmente menos sem etiquetas, justificarão melhor. Para a estória. Que, por ser verdade, só pode ser única.
Não sei se hei-de levar à discussão o caso do Bairrão, talvez igualmente induzido – ou o do baixinho procurador encarregue de procurar a República – recortando o que não lhe interessava, um escultor.