… cumpre-me assinalar o estranho caso do ex-autarca Daniel Campelo e a nomeação cenográfica de Cecília Meirelles (com dois elles) para o Turismo. Ao que parece, conjugada Teresa Caeiro com o MST, haveria que colocar todas as parlamentares do CDS num cargo qualquer.
O resto parecem ser pessoas com perfil tecnocrático e não político, destinadas a executar políticas com o rigor possível, mas sem grande margem de iniciativa, uma espécie de apoio técnico sólido aos ministros.
No caso da Educação, há a surpresa da SE do Ensino Básico e Secundário que tem a vantagem de não gerar anticorpos em lado nenhum, mas também não se perceber se terá alguma ideia clara (ou obscura) sobre o sector que vai tutelar. Adivinha-se um primeiro encontro interessante com as delegações de sindicalistas façanhudos prontos a intimidar, graças ao seu calo negocial.
No entanto, muita coisa passará, em primeiro lugar, pelo outro SE, já com alguma tarimba de gabinete e umas ideias curiosas de seguir.
Para o Ensino Superior, claramente alguém com perfil e competência, mas curta margem de manobra perante os reitores.
Agora… nada como aguardar as primeiras medidas… e, para o bem e o mal, todos nos recordamos das promessas deixadas no final da anterior legislatura pelo que se espera um par de sinais para os próximos dias sobre, a saber, reforma do Ensino Básico e ADD.
Junho 27, 2011 at 7:51 pm
Parece-me que o SE do Ensino e Administração Escolar vai ter um papel bem mais relevante do que a SE do E Básico e Secundário. O primeiro, vai ocupar-se das carreiras, da gestão das escolas, do estatuto do aluno (…); a segunda, mais tranquila e demoradamente, vai tentar trabalhar nos currículos.
O primeiro vai ter uma maior exposição e um papel negociador com os sindicatos; a segunda, estará mais na rectaguarda. Estarei enganado? (Sublinho que nem conheço a Isabel SS…)
Junho 27, 2011 at 7:52 pm
Teste: fui bloqueado?
Junho 27, 2011 at 7:52 pm
Olá Paulo
Estou de acordo contigo : é necessário aguardar pelas primeiras medidas. Lembra-te contudo que a Maria de Lurdes quando foi nomeada para o Governo nem foto tinham dela … e vê os estragos que causou. Isto de não ser conhecido ou de ter perfil mais ou menos técnico não quer dizer nada.
Um Abraço
PS: O post de baixo continua a não aceitar comentários …
Junho 27, 2011 at 7:52 pm
Aqui… parece que não… :/
Junho 27, 2011 at 7:57 pm
Nós cá estamos, disponíveis para apoiar e aplaudir, ou para malhar se necessário for!…
Junho 27, 2011 at 7:59 pm
Não se avizinha nada de bom para o Básico e Sec. uma secretária de estado com um nome destes, a lembrar tempos e vozes passadas.
Junho 27, 2011 at 8:04 pm
Académicos, advogados e políticos cabem na categoria de tecnocratas agora?
Junho 27, 2011 at 8:05 pm
O Bairrão sumiu-se…
Junho 27, 2011 at 8:06 pm
E a Maria de Lurdes tinha um perfil técnico?
E o que interessa é serem desconhecidos ( o que não abona em favor de quem não os conhece) ou o facto de virem dos lobbys do costume?
Junho 27, 2011 at 8:09 pm
Confesso que estou completamente expectante mas não grandemente confiante! Veremos…
Junho 27, 2011 at 8:10 pm
Gato escaldado…
Junho 27, 2011 at 8:16 pm
Junho 27, 2011 at 8:16 pm
Junho 27, 2011 at 8:23 pm
Tanto secretário de estado…
O CDS fica com o secretário dos dinheiros e do planeamento da rede. As escolas privadas devem estar satisfeitas.
Junho 27, 2011 at 8:31 pm
O SE João Casanova Almeida é licenciado em Ciências da Educação.
http://www.rebides.oces.mctes.pt/Rebides00/rebid_m3.asp?CodD=21512&CodP=4074
Junho 27, 2011 at 8:31 pm
E diziam que era para serem 25…tá-se a ver…são 35 ou 37?
Junho 27, 2011 at 8:33 pm
Junho 27, 2011 at 8:34 pm
Perfil da SEEBS (Lusa)
“Isabel Maria Santos Silva é professora auxiliar no departamento de Psicologia da Universidade de Évora, sendo doutorada em Psicologia, pela mesma universidade, sobre os processos cognitivos e conhecimentos envolvidos nas etapas iniciais da aprendizagem da leitura.
Desde 2009, a nova secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário integra o grupo de trabalho responsável pelo estudo psicolinguístico para “Estabelecimento de níveis de referência na aprendizagem da leitura e da escrita do 1.º ao 6.º ano de escolaridade”, realizado no âmbito do programa de acompanhamento e de monitorização do Plano Nacional de Leitura.”
…????…
Junho 27, 2011 at 8:35 pm
#15
Em Administração e Gestão Escolar… para sermos mais precisos!
Junho 27, 2011 at 8:40 pm
As ideias do senhor estão todas aqui no comentário 17..fui…
Junho 27, 2011 at 8:41 pm
Nome de baptismo. Isabel 2ª.
Vem também do PNL.
http://www.arlindovsky.net/2011/06/27/perfil-de-isabel-maria-santos-silva-isabel-segunda/
Junho 27, 2011 at 8:43 pm
Governem! Poupa-se nos ministros e gasta-se em secretários…
Junho 27, 2011 at 8:43 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2011/06/27/as-ideias-do-novo-secretario-de-estado-da-educacao-joao-casanova-de-almeida-em-debate-a-31-de-maio-de-2011-a-odivelas-tv/
Junho 27, 2011 at 8:44 pm
Se for um tal Casanova, é um novo desastre.
O tipo é completamente «eduquês», nem o consegui ouvir até ao fim …
AQUI
http://aventar.eu/2011/06/27/video-joao-casanova-de-almeida-em-debate-pre-eleitoral/
É mais um «cientista» da Educação.
Péssima escolha.
Junho 27, 2011 at 8:47 pm
#1,
Concordo.
Mas um dos dossiês mais sensíveis, o tal que pode limpar dezenas de milhar de lugares, passa por ela.
Junho 27, 2011 at 8:48 pm
#3,
Está feito para não aceitar.
Apenas fiz auto-terapia, para compensar a hetero-terapia…
Junho 27, 2011 at 8:48 pm
Gostava de saber como é que um ministro que inventou o termo «eduquês», vai conviver com um seu secretário de estado no sector que o criticou completamente «eduquês».
Mais. O tal “pessoal” do me pode dormir completamente descansado.
Nunca tal vi !!!!
A menos que o NC se converta em «eduquês«
Junho 27, 2011 at 8:49 pm
Total desastre. Continuação.
Junho 27, 2011 at 8:50 pm
O NC endoidou?
Junho 27, 2011 at 8:51 pm
#24
Ah é desses?…
Não irá ter problemas com o chefe?…
E a Isabel Silva, é das “psicopedagogias”? Hum…
Enfim, aguardemos…
Junho 27, 2011 at 8:53 pm
Maria Campos
Parece que tb secretários de estados estão em menor número que no anterior governo.
Junho 27, 2011 at 9:01 pm
Biba.
A montanha terá parido um rato, na educação?
bem eu disse, tal como S. Tomé, , ver para crer.
Estou à espera.
Já temos pelos vistos uma psicóloga para nos tratar da saúde, se for a que aparece na procura….
Junho 27, 2011 at 9:08 pm
# 15
AHAHAHAHAHAHHHHHHHHHHHHHHH
Completamente ridículo !!!!
Junho 27, 2011 at 9:08 pm
Teste de Geologia
P. Em que era geológica integra o o fóssil da Administração Escolar?
1. Paleozóico
2. Cenozóico
3. Autenticozóico
4. Mesozóico
Junho 27, 2011 at 9:08 pm
Será anedota, para os professores se rirem?
Junho 27, 2011 at 9:14 pm
(Psico)linguística ????? De Évora???????????!
Deus nosso senhor nos valha!!!!
A montanha … pariu um rato.
Junho 27, 2011 at 9:18 pm
Estou um pouco desapontada. Falou-se de Helena Damião ou Carlos Fiolhais. Até Rosário Gama ou Paulo Guinote. Por mim seriam nomes muito bem vindos na secretaria de estado. Esta senhora tem um nome que ressoa outras figuras sinistras de um passado recente e até me assutei. Quem é?
Junho 27, 2011 at 9:18 pm
http://o-vento-que-passa.blogspot.com/2011/06/os-erros-de-casting-de-ppc.html?spref=fb
Se o ministro da educação fosse SANTANA CASTILHO, como devia!!! , este modelo de ADD já estava suspenso (como prometido!), logo no dia seguinte à tomada de posse!
.
.
De resto, (e isto é a resposta a um comentário a um post anterior), tudo para a Educação (E. básico, secundário, superior) já estava pensado, posto em livro, pronto para implementar!!
Junho 27, 2011 at 9:19 pm
Como diz o Paulo, é melhor esperar pelas ideias políticas do governo.
Porém, pelos nomes, não me parece que estejamos no bom caminho.
Junho 27, 2011 at 9:20 pm
http://o-vento-que-passa.blogspot.com/2011/06/add-cronologia-de-uma-suspensao.html
Junho 27, 2011 at 9:21 pm
É curioso o contraste de muitas reacções à nomeação de NC e dos SE… O futuro da Educação parece que passou de bestial para horroroso!
Junho 27, 2011 at 9:21 pm
Junho 27, 2011 at 9:23 pm
#31
Já os contou tantas vezes, na esperança de algum primo afastado – que lhe parecem muitos.
Junho 27, 2011 at 9:27 pm
Este governo faz-me lembrar o de Santana Lopes. Com uma diferença, porém. É que Passos Coelho é menos inteligente que Santana.
Junho 27, 2011 at 9:34 pm
Junho 27, 2011 at 9:36 pm
Bem dizia o DN de ontem que as ideias de Nuno Crato estavam a passar por muitas mudanças.
Não se previa era que fosse tão rápido.
Mas, será mesmo?
Junho 27, 2011 at 9:36 pm
Eu querer aqui dizer que fiquei bem impressionada por algumas atitudes de Passos Coelho.
1- Não quis receber a pensão vitalícia de deputado.
2 – Extinção do governos civis.
3 – Opção pela económica nas viagens de avião.
4 – Governo mais pequeno.
Mesmo que se diga que é populismo ou que as medidas não tenham efeito imediato, o que conta é a atitude.
Junho 27, 2011 at 9:36 pm
Concordo com a análise do PG expressa no segundo parágrafo. A ser verdade, espera-se mais burocracia e controlo sobre a profissão e menos poder e autoridade para os professores. Portanto, secretários de estado ajudantes do ministro já que não se conhece deles uma ideia sequer sobre a educação (falo por mim).
Esperemos, e vejo que muita gente já passou para o partido da expectativa!
Junho 27, 2011 at 9:37 pm
…quero…
Junho 27, 2011 at 9:39 pm
#38,
Adoro essa aliança algum PSD/algum BE/algum PCP em torno de D. Sebastião.
Então a autora desse blogue é um exemplo de coerência.
Junho 27, 2011 at 9:41 pm
A julgar pelos comentários, estas nomeações foram um balde de água gelada no umbiguismo.
Do Êxtase à Agonia, parodiando o filme de Carol Reed.
Junho 27, 2011 at 9:41 pm
Junho 27, 2011 at 9:42 pm
Confesso… sou sensível a pessoas que me chamam “traidor”…
Junho 27, 2011 at 9:45 pm
Também à primeira vista e muito apressadamente: 35 Secretários de Estado é um n.º exagerado. A ideia não era reduzir significativamente o número de governantes? Na Educação, o PS tinha dois Ministros e 3 Secretários de Estado, o PSD apresenta um Ministro e 4 Secretários de Estado, onde está a “poupança”?
Quanto a nomes, os que já tinham sido adiantados pelo Expresso: João Queiró e Leonor Parreira, parecem-me boas escolhas (sendo que, não me importava que o 1.º fosse SE do Básico e Secundário) mas os outros dois nomes são um enorme balde de água fria. João Casanova foi Chefe de Gabinete de Diogo Feio e era o elemento mais “eduquês” do Gabinete, com grande influência nas acções do antigo SE. Ou muito me engano ou vai influenciar (e de que maneira) o Nuno Crato. Quanto a Isabel Santos Silva, não conheço, pelo que, dou-lhe o benefício da dúvida, mas o currículo não augura nada de bom e, de Évora dizem-me que é uma habitué dos corredores do ME.
Estou um pouco pessimista, acho que o “combate às políticas eduquesas” acabou antes de ter começado.
Junho 27, 2011 at 9:45 pm
ORA VEJAMOS…
Traição, como uma forma de decepção ou repúdio da prévia suposição, é o rompimento ou violação da presunção do contrato social (verdade ou da confiança) que produz conflitos morais e psicológicos entre os relacionamentos individuais, entre organizações ou entre indivíduos e organizações. Geralmente a traição é o ato de suportar o grupo rival, ou, é uma ruptura completa da decisão anteriormente tomada ou das normas presumidas pelas outros
Junho 27, 2011 at 9:47 pm
Atenção à última parte…deve ser por aí que te põem o cognome…supuseram esse facto…
Junho 27, 2011 at 9:47 pm
# 50 Paulo Guinote
Não a conheço, nem a si.
Não vamos falar de coerências, pois… Por aqui também tem havido muita falta de coerência.
Junho 27, 2011 at 9:49 pm
Não comecem já a criticar antes de ver obra feita. Aguardemos o que vem por aí.
Junho 27, 2011 at 9:50 pm
No Superior, “independentes” laranja
No Não-Superior, um de cada:
Secretário de Estado do Ensino Superior
João Filipe Rodrigues Queiró (ind. PSD). Professor Catedrático no Departamento de Matemática da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC).
Secretária de Estado da Ciência
Maria Leonor Parreira (ind. PSD). Era até agora a directora do Instituto de Histologia e Biologia do Desenvolvimento da Faculdade de Medicina de Lisboa.
Secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar
João Casanova de Almeida (CDS). Chefe de Gabinete do Grupo Parlamentar do CDS e da comissão política nacional do CDS
Secretária de Estado do Ensino Básico e Secundário
Isabel Maria Santos Silva (PSD). É professora auxiliar no departamento de Psicologia da Universidade de Évora, sendo doutorada em Psicologia. Integra o grupo de trabalho responsável pelo estudo psicolinguístico para “Estabelecimento de níveis de referência na aprendizagem da leitura e da escrita do 1.º ao 6.º ano de escolaridade”.
E qual é o cimento que une tão diferentes criaturas?
Qual?
Aguarde pelo Programa de Governo e dissipará todas as dúvidas.
Junho 27, 2011 at 9:52 pm
Flik-Flak em frente ou a Genuflexão na chegada ao solo:
pois e tal, eu ia lá saber, o ministro até que é anti-eduquês e vai limpar tudo com detergente, não foi bem o que eu quis dizer, nunca disse isso…
Com estas genuflexões, ainda vou ver o pessoal a pedir perdão pelo ido 5 de Junho.
Junho 27, 2011 at 9:53 pm
JÁ AQUI O ESCREVI…MAIS ALGUNS EXAMES…MAIS UNS RETOQUES NO ESTATUTO DO ALUNO E NO NOSSO.ALGUMA REESTRUTURAÇÃO DO CURRÍCULO E ACABARAM-SE OS FLOREADOS..
Ao menos acabem com a papelada BUROCRÁTICA e esta fedorenta Add reforcem a autoridade do professor e apertem o crivo mais do que nos exames nas transições dos alunos nas escolas…se fizerem “só isso” abro uma cerveja CHIMAY…
Junho 27, 2011 at 9:55 pm
#57,
A sério?
Exemplifique, por favor…
(mais um que acredita que eu devo fidelidade ao Bloco?)
#60,
Com tanta genuflexão, está a um passo de sair de órbita e ir para o limbo.
Não é por delito de opinião.
É mesmo porque sim.
Junho 27, 2011 at 9:55 pm
BB, que cerveja é essa que vais abrir brevemente?
Junho 27, 2011 at 9:55 pm
A ser verdade, existe uma total incongruência nesta equipa. NC vai conviver com secretários de estado que sempre criticou? Seus secretários de estado? Puros «eduqueses»?
É anedota?
Junho 27, 2011 at 9:57 pm
Deus te ouça…E SOU AGNÓSTICO…ESTA…
Junho 27, 2011 at 9:57 pm
#64,
Não conheço o suficiente de nenhum para afirmar isso.
Se assim for, temos complicações pela frente…
Junho 27, 2011 at 9:58 pm
Junho 27, 2011 at 9:58 pm
Agora a foto da nova secretária.
Sorriso bonito, não postiço como da outra megera.
É o 29 da fotogaleria:
http://aeiou.expresso.pt/a-nova-equipa-de-secretarios-de-estados-fotogaleria=f658040
Junho 27, 2011 at 10:00 pm
# 62 Paulo Guinote
Booooooooooooooooooooooooo.
Nem sequer pensei que fosse do Bloco, por isso não me deve nada ou não nos deve nada.
Só a quem “induziu” em “votar” numa certa tendência eleitoral. Quanto a mim, continuo cá.Mal ou bem, não enganei ninguém, mas ainda espero que o NC suspenda a ADD.
Junho 27, 2011 at 10:04 pm
Assim à 1ª vista, todo o benefício da dúvida em relação à nova equipa do M.E.
Confio, até prova em contrário.
Não acredito que o Crato tenha convidado gente de Boston.
A Isabel S.S. ( maldito apelido) não é uma psicopedagoga, pelo que li, mas sim uma Psicóloga com doutoramente em psicolinguística, o que é bem diferente.
Pode ser uma pessoa interessada nos 1ºs ciclos de aprendizagem, o que seria muito bom!
Junho 27, 2011 at 10:05 pm
#69,
Induzi?????
Isto cada vez fica melhor…
Enganei quem, já agora???
Adoro quando estas coisas acontecem e se percebe que…
Junho 27, 2011 at 10:05 pm
Suspensão da ADD : Amanhã longe demais.
Junho 27, 2011 at 10:06 pm
Tollwut, estás-te a passar? Achas que o Paulo induziu alguém a votar em alguém? Este blogue não é frequentado por pessoas adultas e informadas?
Junho 27, 2011 at 10:08 pm
Tu é que andaste sempre a fazer campanha nos comentários e a fazer copy past de textos de propaganda do BE. Ninguém tem culpa que o teu partido esteja a desintegrar-se e que estejam frustrados com isso. Agora despejar para cima do Paulo Guinote, é demais.
Junho 27, 2011 at 10:09 pm
Final da conversa.Induzir…enganei – estou a falar de mim.
revejam os postes antes da eleições.
Fui.
Junho 27, 2011 at 10:12 pm
Tollwut e que tal ir dormir um bocadinho?
Junho 27, 2011 at 10:12 pm
#69
lol
Induziu? Agora somos todos… totós!?
Junho 27, 2011 at 10:14 pm
Está muito calor…pode andar a fazer estragos.
Junho 27, 2011 at 10:15 pm
(já agora: fui induzido a votar em quem? É só para saber se não traí a indução…
)
Junho 27, 2011 at 10:17 pm
Nelson, parece que somos uns totós sem cabecinha e sem experiência de vida…
Junho 27, 2011 at 10:17 pm
Não tem nada a ver com o post, mas por pura curiosidade, como ficará o Conselho de Escolas? Será extinto?
Junho 27, 2011 at 10:22 pm
A confirmar-se, não creio que NC tenha escolhido dois eduqueses para o sector dos ensinos básico e secundário.
Logo, o fim último desta pretensa mudança é “o outro” … o “tal” …
E é muito grave.
Etc.
Junho 27, 2011 at 10:26 pm
Há “eduqueses” e há… “eduqueses”! vamos esperar?
Junho 27, 2011 at 10:27 pm
Não conheço as pessoas, mas retenho a evolução dos números…
Primeiro ia ser um governo pequeno, com 24-25 secretários de estado. Depois já se falava mais razoavelmente em 30. Afinal ficámos com 35. Quase todos homens, a maioria, ao que parece, terceiras e quartas escolhas…
Pouparam nos ministros para esbanjar nos “ajudantes”…
Junho 27, 2011 at 10:28 pm
O Casanova é um eduquês puro! Ele é projectos disto e daquilo, gabinetes de apoio e coisa e tal, mais a “comunidade educativa” … Não há pachorra!
Junho 27, 2011 at 10:31 pm
OUÇAM-NO AQUI..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/06/27/as-ideias-do-novo-secretario-de-estado-da-educacao-joao-casanova-de-almeida-em-debate-a-31-de-maio-de-2011-a-odivelas-tv/
Junho 27, 2011 at 10:33 pm
A Influência das Ilusões nas Nossas Vidas..GOSTAMOS..SEM ELAS A VIDA ERA INSÍPIDA..ILUSÃO DESILUSÃO…
Traçar o papel das ilusões na génese das opiniões e das crenças seria refazer a história da humanidade. Da infância à morte, a ilusão envolve-nos. Só vivemos por ela e só ela desejamos. Ilusões do amor, do ódio, da ambição, da glória, todas essas várias formas de uma felicidade incessantemente esperada, mantêm a nossa actividade. Elas iludem-nos sobre os nossos sentimentos e sobre os sentimentos alheios, velando-nos a dureza do destino.
As ilusões intelectuais são relativamente raras; as ilusões afectivas são quotidianas. Crescem sempre porque persistimos em querer interpretar racionalmente sentimentos muitas vezes ainda envoltos nas trevas do inconsciente. A ilusão afectiva persuade, por vezes, que entes e coisas nos aprazem, quando, na realidade, nos são indiferentes. Faz também acreditar na perpetuidade de sentimentos que a evolução da nossa personalidade condena a desaparecer com a maior brevidade.
Todas essas ilusões fazem viver e aformoseiam a estrada que conduz ao eterno abismo. Não lamentemos que tão raramente sejam submetidas à análise. A razão só consegue dissolvê-las paralisando, ao mesmo tempo, importantes móbeis de acção. Para agir, cumpre não saber demasiado. A vida é repleta de ilusões necessárias.
Os motivos para não querer multiplicam-se com as discussões das coisas do querer. Flutua-se então na incoerência e na hesitação. «Tudo ver e tudo compreender», escrevia Mme. de Stael, «é uma grande razão de incerteza». Uma inteligência que possui o poder atribuído aos deuses de abranger, num golpe de vista, o presente e o futuro, a nada mais se interessaria e os seus móbeis de acção ficariam paralisados para sempre.
Assim considerada, a ilusão aparece como o verdadeiro sustentáculo da existência dos indivíduos e dos povos, o único com que se possa sempre contar. Os livros de filosofia esquecem-no por vezes.
Gustave Le Bon,
Junho 27, 2011 at 10:43 pm
Na minha maneira de ver a comunidade umbiguista tem insistido num erro de análise para o qual eu tenho inúmeras vezes alertado.
Acham que o “eduquês” é de esquerda, e que nada como a direita no poder para lhe acabar com a raça. Ora a realidade das últimas décadas não demonstra nada disto.
1. Não eram eduqueses, ou seja, facilitistas, palavrosos, burocráticos e ineficazes os sistemas educativos dos países onde a esquerda esteve mais tempo no poder. Nem a esquerda ditatorial dos regimes da Europa de Leste nem as sociais-democracias nórdicas criaram esta palhaçada que se desenvolveu entre nós.
2. A política “eduquesa” desenvolveu-se sob a responsabilidade política do PSD e do PS, sendo que a maioria das medidas estruturantes foram tomadas por aquele partido, e este, quando no poder, seguiu uma política que no essencial não se distinguiu substancialmente das políticas da direita. Nem na educação nem noutras áreas. Conseguiram foi por vezes ser mais eficazes do que a própria direita na sua implementação.
Caros colegas, o eduquês é de direita!!!…
Junho 27, 2011 at 10:47 pm
#88,
Eu poderia remeter para um post muito curto sobre a aliança blogosférica eduquesa.
Tinha várias cores.
O “eduquês” é transversal.
Raios: lembrem-se do Gualter Lemos, desde o especialista do IIE do CDS ao governante do PS.
E depois eu é que sou sectário?
Benzósdeus!
Junho 27, 2011 at 10:48 pm
Não seria melhor deixá-los governar e criticar depois ? Pelos vistos, pessoalmente, ninguém os conhece, mas têm logo que ser “eduqueses”…acalmem-se !!!!!
Junho 27, 2011 at 10:53 pm
MARGARIDA ATÉ PODE SER VERDADE MAS AS PESSOAS ANDAM ESCALDADAS E PELO PASSADO DE ALGUNS…JÁ OUVISTE O CASANOVA NO VÍDEO? NO MEIO DE ALGUMAS COISAS ACERTADAS -NÃO MUITAS-O DISCURSO PODIA SR O DA ALÇADA OU DO VENTURA…
Junho 27, 2011 at 10:57 pm
#88,
Homessa!
O eduquês é dos palermas. Que os há, na esquerda, na direita ou no centro.
Os seguidores de Rousseau, esse grande tão grande pedagogo quanto pai, é que são todos de esquerda, os bons selvagens!
Junho 27, 2011 at 10:57 pm
#89
E porque é que o eduquês é transversal, como dizes? Porque a direita foi terrivelmente eficaz (tiro-lhes o chapéu) em embrulhar com uma roupagem ideológica pretensamente de esquerda uma política cuja direcção e objectivos essenciais sempre foram determinados à direita: promover o sucesso escolar sem grandes investimentos nem contrapartidas, ampliar o sector das ciências da educação para alargar a oferta do ensino superior de papel e caneta e da formação contínua para aproveitar financiamentos europeus a fundo perdido e por aí fora.
Claro que sempre piscando o olho às escolas modernas, às escolas da ponte, às escolas dos afectos e a todas as outras que ajudaram a consensualizar políticas e a compor o ramalhete do sucesso educativo…
Junho 27, 2011 at 10:58 pm
BB, deixa lá o vídeo, pode ter sido feito num dia em que estava mal disposto
Junho 27, 2011 at 11:00 pm
#90
Deixá-los governar, que remédio! Ganharam as eleições…
Mas estes apelos lembram-me sempre a outra, a sinistra, que também teve o seu estado de graça alargado para fazer o que quisesse. Os sindicatos e um ou outro colega mais crítico é que eram uns exagerados…
Junho 27, 2011 at 11:00 pm
OLINDA POR FAVOR…O DISCURSO NÃO ENGANA MUITO..MAS PODE TER SIDO UM HETERÓNIMO…!!
Junho 27, 2011 at 11:02 pm
Junho 27, 2011 at 11:03 pm
Quantos aos SE da educação, não sei, não conheço. O mais sensato será esperar para ver, ainda que o espaço de manobra seja curto, com ou sem eduquês (sem eduquês é capaz de ser ainda mais curto).
Agora, uma coisa garanto, nas florestas e no desenvolvimento rural vai correr tudo bem…
Junho 27, 2011 at 11:04 pm
#92
O pessoal sabe lá quem foi o Rousseau… Nem tem página no facebook! A malta guia-se mais pelos valteres e outros “pedabobos”, que nas ESEs, nos livros e comunicações e nas estruturas ministeriais foram propagando o direito ao sucesso e outros princípios que criaram a cultura eduquesa em que hoje nos movimentamos.
Junho 27, 2011 at 11:06 pm
fui..continuem a sonhar…
Saber não ter ilusões é absolutamente necessário para se poder ter sonhos. Atingirás assim o ponto supremo da abstenção sonhadora, onde os sentimentos se mesclam, os sentimentos se extravasam, as ideias se interpenetram. Assim como as cores e os sons sabem uns a outros, os ódios sabem a amores, e as coisas concretas a abstractas, e as abstractas a concretas. Quebram-se os laços que, ao mesmo tempo que ligavam tudo, separavam tudo, isolando cada elemento. Tudo se funde e confunde.
Fernando Pessoa
Junho 27, 2011 at 11:08 pm
# 86
AHAHAHAHAHAHHHHHHHHHH
O homem é um idiota.
Junho 27, 2011 at 11:09 pm
# 86
Cheguei a meio do vídeo, completamente a bocejar.
E a dizer : NÃO É POSSÍVEL! ESTE PAÍS ENLOUQUECEU, DE VEZ.
Junho 27, 2011 at 11:10 pm
#88
Você acaba por cair no erro sectário que pretendia denunciar. O eduquês é transversal ao sistema político, está implantado há tanto tempo que se disseminou por todo o lado. É uma ideologia que criou a sua nomenklatura no ME e a sua influência e poder – através dos aparelhos ideológico-administrativos – estendeu-se a todas as escolas do país. Se fosse, simplesmente, uma questão de “esquerda” ou de “direita”, não tinha a força e a implantação que tem – nem um efeito tão duradouramente nefasto.
Uma coisa, porém, não pode ser escamoteada: tem sido a esquerda (onde se tem que incluir o PS, sejamos bons jogadores…) a dar-lhe guarida política e desenvolvimento institucional de forma mais acentuada. Vejam-se, entre outras, as questões da (falta de) autoridade dos professores, das NO.
A força, a eficácia simbólica e real da ideologia eduquesa encontra na fórmula pessoana a sua melhor e lapidar expressão: primeiro estranha-se, dpois entranha-se.
Junho 27, 2011 at 11:12 pm
depois
Junho 27, 2011 at 11:14 pm
Então um ministro, que supostamente foi nomeado pelas ideias que publicamente defendeu, tendo criado até o termo de «eduquês», tem como SEUS secretários de estado DOIS REPRESENTANTES DOS LOBYS EDUQUESES, um do loby “ESE/s” e outra do loby “departamentos de eduquês das universidades”?
Isto é a loucura total !
Quem está a querer enganar, quem?
Junho 27, 2011 at 11:16 pm
#103
Concordo. É evidente então a ingenuidade de pensar que a escolha de um ministro supostamente “anti-eduquês” irá acabar com uma coisa tão solidamente implantada no nosso sistema educativo…
Junho 27, 2011 at 11:19 pm
A completa «eduquesa» do BE, Cecília Honório, na última intervenção na anterior legislatura na AR em defesa das “gandas” NO, consegui, provavelmente, a proeza de “desafectar” a possibilidade do BE ter mais um a dois deputados na AR.
Pelo seu “trabalhinho”, reconheceram-a: ficou com o c* sentado na AR, e fez sair uma Helena Pinto e um J. Manuel Pureza !
A população começa a abrir a pestana…
Junho 27, 2011 at 11:19 pm
Ah…que saudades tenho eu do velho ensino! Do tempo em que não havia ESES, que não havia os “bolonheses”…Isso é que era ensino! Senão vejamos: Quem formou/ensinou/passou conhecimento aos políticos que nos trouxeram até aqui, até ao ponto onde nos encontramos? Pois! Foi este sistema de ensino que passa e passa e passa e passa! Eu ainda sou do tempo em que quem estudava, estudava e passava, quem não estudava, não estudava e não passava! Paciência! É a vida! Se não aprendiam era porque não queriam! Ah…(é um suspiro!)
Junho 27, 2011 at 11:26 pm
Para mim decepção total…
Junho 27, 2011 at 11:26 pm
#27 anahenriques
Não foi Nuno Crato quem inventou o eduquês. Foi Marçal Grilo, na altura Ministro da Educação, e a propósito de um determinado tipo de linguagem muito em voga mo seu próprio ministério. Eduquês não é sinónimo de Ciências da Educação e muito menos de ADD, que só veio depois. É mais uma forma de psitacismo a que nem o Umbigo está imune.
Infelizmente o que se vê poor aqui por vezes até ultrapassa isso (falo dos comentários, de que alguns destes são exemplos). Processos de intenções, juízos superficiais, avaliações das pessoas a partir da sua formação académica (e até pelo nome(?)), vacuidade intelectual, ofensas vulgares quando se discorda… são apenas alguns exemplos. O Paulo Guinote merecia melhores seguidores (naturalmente que há algumas e honrosas ) excepções.
Junho 27, 2011 at 11:28 pm
Mais do que avaliar a natureza de uma política pela cor política dos seus executores, acho preferível fazer essa avaliação pelos resultados que se obtêm.
E o que nós temos é o abaixamento progressivo dos níveis de exigência nas escolas públicas, em especial naquelas que servem os meios socio-económicos mais desfavorecidos. Facilitando uma educação de base para todos, mas dificultando a progressão para níveis mais elevados de aprendizagem. Reservando para uma elite os percursos educativos de qualidade e dificultando dessa forma a mobilidade social por via da educação.
Isto é a política de direita no seu melhor, promovendo a desigualdade sob a capa da igualdade no acesso ao direito à educação.
Junho 27, 2011 at 11:34 pm
[...] É o que dizem. E gente esclarecida. [...]
Junho 27, 2011 at 11:34 pm
Quanto aos nomeados (secretário e secretária de Estado), até podiam estar cobertos de ouro, que há sempre quem critique! Se é desconhecido é porque é desconhecido, se não é, é porque não é e assim por diante!
Junho 27, 2011 at 11:34 pm
Espero que façam um bom trabalho:
- O país precisa.
Até porque, para mim, esta história do “este é que era bom”, “aquele não presta”, “a outra foi segunda escolha”, já virou conversa de chacha.
Tal como a lenga-lenga dos ressabiados.
- Esta atitude de já ter os pregos e o martelo na mão só porque os Cristos são de direita, para mim, já fede. Já mete nojo.
Eu quero ver é as medidas. E o trabalho.
- Os julgamentos deixo para depois.
…
E, por falar em trabalho, caríssimo Nuno Crato:
……………………………………………………………………………………………..
- Seria possível acabar com esta pseudo-avaliação até ao fim desta semana?
……………………………………………………………………………………………..
Obrigado.
…
Junho 27, 2011 at 11:42 pm
Aguarda-se qualquer coisa de bom. Mas tarda. Especialmente a ADD de quem todos troçam.
Junho 27, 2011 at 11:43 pm
#111
Seguindo essa enviesada (e mais uma vez, sectária…) linha de argumentação, poderíamos acrescentar que a “esquerda”, para compensar, criou as NO, ensino fast-food, com uma tão paternalista quanto hipócrita perspectiva de ensino à medida dos “menos favorecidos (“coitados, tambem têm direito ao seu ensinozinho”), que, subjectivamente, lhes dá a ilusão de uma promoção pessoal e social, e, objectivamete os deixa ficar no mesmo patamar de indigência – só que, agora, agradecidos ao sistema por esta nova oportunidade…
Ver a realidade pela óptica de posições ideológicas cristalizadas é a maneira mais segura de não a compreender e, ainda menos, de a poder transformar…
Junho 27, 2011 at 11:44 pm
Pelo que se lê nos comentários, muito boa gente passou a parte das expectativas e saltou directamente para a avaliação final, com base no nome, no aspecto, nas apostas defraudadas.
A ver vamos. É muito cedo. Parece haver quem tenha raiva à mera hipótese de alguma coisa poder vir um dia a correr bem.
Junho 27, 2011 at 11:54 pm
#116
Seguindo a linha de argumentação que usei em #111, ou seja, analisar os resultados, que são exactamente os que descreve, e não a cor política ou o emblema partidário dos governantes, as NO são uma política educativa de direita.
Podemos dar as voltas que quisermos, mas quem defende a desigualdade social é de direita. Ainda por cima de uma forma cristalizada, ou seja, tentando manter os pobres na pobreza e na ignorância, de forma a que as classes dominantes mais facilmente transmitam aos seus o poder e a riqueza que sempre possuíram.
Junho 28, 2011 at 12:08 am
#118
Então, desse modo, além do PS, toda a Esquerda andou a defender as NO -fazendo o jogo da direita, é isso?…
Analisar as políticas pelos resultados pode trazer resultados surpreendentes…
Junho 28, 2011 at 12:12 am
#117, Brownie,
Exacto.
É quase uma atitude de “espero que corra tudo mal só pelo facto de serem de direita”.
Até compreendo este tipo de raiva/receio em tipos acéfalos como o Vargas-Maverick.
Mas custa ler certos comentadores, que tanto lutaram aqui neste espaço contra as anteriores políticas socretinas, chegarem ao ponto de dizer que o Paulo “induziu” alguém a votar fosse em quem fosse ou que “quem defende a desigualdade social é de direita”.
Enfim: uma tristeza.
Para não chamar outra coisa.
Junho 28, 2011 at 12:16 am
#114
Eu também posso pedir?
Por favor Senhor Nuno Crato pode acabar com esta avaliação? Vamos começar a nossa relação sem nuvens do passado? Pode ser?
Obrigada
Junho 28, 2011 at 12:23 am
Temos de pedir com muita força:
ACABE COM ESTA ADD ATÉ AO FIM-DE-SEMANA!
Junho 28, 2011 at 12:31 am
As NO…
Será assim tão difícil perceber que a maioria da população adulta portuguesa que deixou a escola no 4.º ou 6.º ano, não pode regressar à escola e levar com os currículos clássicos?
Tem de ser algo que parta dos seus contextos familiares e profissionais. Basta relembrar os níveis de abandono que os antigo recorrente tinha.
Mas já falta pouco para as NO fazerem parte da história, os fundos estão a acabar e cada são cada vez menos as turmas EFA, CEF, etc.
Junho 28, 2011 at 12:59 am
#119
Farpas, uma parte da esquerda defendeu as novas oportunidades, sim. Mas eu considero-me de esquerda e nunca o fiz. Defendo a existência de oportunidades de escolarização para quem abandonou precocemente a escola, mas não aquela coisa…
#120
Maurício, lamento que assim seja, mas a verdade é que “quem defende a desigualdade social é de direita”. É uma das linhas de demarcação clássicas entre esquerda e direita. A direita acredita que as diferenças entre os indivíduos e as liberdades individuais levam a que a desigualdade natural se exprima também em termos materiais. Uma sociedade de ricos e pobres. E remediados, vá. Já o combate histórico da esquerda se fez em torno do combate às desigualdades económicas e sociais. Com vista à construção de uma sociedade sem classes.
Podem-me dizer que estes conceitos estão hoje fora de moda, ou que as “terceiras-vias”, os “fins-do-comunismo”, a “China-capitalista” e outros fenómenos baralharam isto tudo. Mas as ideias-base são estas, e não as devemos ignorar…
Junho 28, 2011 at 1:23 am
#114
Cristo está ao centro…
Junho 28, 2011 at 1:30 am
“Já o combate histórico da esquerda se fez em torno do combate às desigualdades económicas e sociais.”
Tenho que reprimir o riso de combate em toda a linha, camarada chefe.
Junho 28, 2011 at 11:16 am
Se Paulo Guinote induziu, induziu muito bem…
Junho 28, 2011 at 12:42 pm
#124, António,
A sério: lê “Ascenção e queda do comunismo”, do Archie Brown.
http://www.fnac.pt/Ascensao-e-Queda-do-Comunismo-Archie-Brown/a330172
E lê “Revelações”, do João Pedro Martins.
http://www.fnac.pt/Revelacoes-Joao-Pedro-Martins/a321024?PID=5&Mn=-1&Ra=-1&To=0&Nu=1&Fr=0
Depois tenta fazer uma análise, isenta de preconceitos ideológicos, e vê lá se não chegas à conclusão de que não é a “esquerda” ou a “direita” que defende a igualdade ou desigualdade social:
- O responsável foi, é e sempre será o famigerado bicho-homem.
Estes animais imperfeitos que nós somos, cheio de virtudes e defeitos e, principalmente, tão diferentes entre si.
E onde alguns parecem ver uma imperfeição, eu encontro uma das dádivas da natureza: a riqueza da variedade.
A todos os níveis.
- Ainda bem que não somos todos iguais!
E, transpondo esta multiplicidade de formas de pensar, sentir e agir para aquilo que tu dizes “sobre o que defende quem é de direita”, eu deixo-te uma pergunta:
- Achas, enquanto professor e sabendo que existem melhores e piores alunos, que todos devem chegar ao final do ano e “ganhar” a mesma classificação?
Não achas que o mérito deve ser recompensado?
- Achas que “tornas-te de direita” quando classificas um aluno estudioso e empenhado de uma “família rica” com 19 valores “em detrimento” de um aluno desinteressado e nada empenhado “de uma família pobre” que acabas por classificar com 8 valores?
O que é a desigualdade social para ti? Como é que ela começa, se desenvolve e amplia? Achas que é o “contributo da direita” que deseja a desigualdade entre as pessoas? Mas, pergunto-te então se por esse mesmo raciocínio não estarás tu a contribuir para o desenvolvimento dessa tal desigualdade quando dás o tal 19 ao aluno aplicado e o 8 ao aluno nada empenhado.
Não achas isso, pois não, António? Claro que não.
- Porque isso é uma parvoíce.
Da mesma forma que não aceitar que a desigualdade social não é fruto de outra coisa que não das acções do próprio homem, e não da “direita ou da esquerda”.
- É fruto das suas deficiências, insensibilidades e falta de valores.
-É fruto da falta de formação, de cultura e de educação.
Do bicho-homem, António, e não dos “excessos” da direita ou das “carências” da esquerda.
Mas esqueçamo-nos por momentos desses defeitos do ser humano e foquemos-nos na questão do mérito e da diferença:
- Devemos ou não premiar, distinguir os melhores?
Sei que virás com as teorias das “mesmas possibilidades para todos, das mesmas condições, da defesa dos que têm mais dificuldades”, mas, e respeitando tudo isso, tu não achas que o esforço, o trabalho e a dedicação devem ser recompensados?
Eu defendo um sistema em que a igualdade de condições seja a mesma para todos.
- Mas que os melhores, os que mais trabalham, os que mais se empenham sejam os vencedores. Sejam os primeiros!
E se isso quer dizer que quem mais se esforça fica à frente dos que menos se esforçam – logo, que assistimos à desigualdade no sentido de que assumimos que a diferença deve existir – então, meu caro, eu, que não me considero nem de esquerda nem de direita, defendo a desigualdade. Não defendo as injustiças e os abusos que, por norma, surgem acopladas à ela. Mas defendo a diferença.
- Porque defendo a meritocracia.
O Carvalho da Silva é líder da CGTP porque, certamente, merece ser.
…
Junho 28, 2011 at 3:47 pm
Maurício, li atentamente o teu texto e no essencial concordo.
Mas julgo que não me entendeste ou que não me fiz entender. Não neguei de forma alguma as diferenças entre indivíduos, nomeadamente ao nível de capacidades físicas, intelectuais ou emocionais. Claro que não há duas pessoas iguais e é essa variedade que faz a riqueza da espécie humana.
A questão é se queremos ou não que essas diferenças se traduzam em desigualdade económica e social, ou seja, numa sociedade em que os mais inteligentes ou com mais iniciativa, ou simplesmente com melhores heranças ou recursos familiares, se possam apropriar de uma parte substancialmente maior da riqueza que é produzida. Ou seja, uma sociedade de ricos e pobres.
E aqui é que a esquerda e a direita clássicas dão respostas diferentes. Uma associa acumulação de riqueza ao mérito, e como tal considera-a legítima, enquanto a outra pretende a anulação ou o esbatimento dessas diferenças económicas.
Agora claro que há economias capitalistas que prosperaram de tal forma que permitem que o cidadão médio, mesmo não sendo rico, viva confortavelmente, assim como certas experiências socialistas só conseguiram foi socializar a miséria. Não nego nada disto, apenas coloquei a questão noutro plano, o ideológico, que me interessou discutir porque não acredito numa política de falso pragmatismo, ou seja, desprovida de ideais.