Exame nacional, suspeitas de trafulhice, grande escândalo e… aconteceu em França
Não foi com licenciados mas com liceais, e ninguém tentou preservar a reputação deles. O culpado é outro.
Onde já ouvimos isto? Num exame escolar ministrado a gente com idade para ter juízo, descobre-se que poderá ter havido trafulhice. Os examinandos eram adultos (ou quase), a prova tinha certa importância, o exame era nacional. Na impossibilidade de identificar rapidamente os eventuais infratores, anula-se a prova. Muita gente protesta.
Uma diferença da situação agora em causa relativamente à que aconteceu em Portugal: no tal exercício problemático, ninguém levou nota. Pura e simplesmente, anulou-se o exercício. Para compensar, subiu-se a cotação de outros que contribuem para o apuramento do resultado do exame.
Junho 25, 2011
Junho 25, 2011 at 12:22 pm
Comentário deixado por ‘manel007′ no site do Expresso:
“Os alunos devem fazer um exame especifico de admissão que cada faculdade impuser feito na mesma, o modelo de exame será o AMERICANO, e terá de ser seguido com uma entrevista de aptidão na Faculdade.
Acabar com as médias porque as médias muitas vezes são enganadoras. Eu poderei dar um exemplo, um aluno que frequente uma escola “pouco exigente” têm médias altíssimas de Secundário, mais a aptidão para uma profissão não se mede pela média mas sim a meu ver e muito melhor numa entrevista de aptidão pessoal na própria faculdade que se pretende frequentar.
Aprendam alguma coisa com os Anglosaxónicos…e deixem se de tretas”.
Não podia estar mais de acordo!
Junho 25, 2011 at 12:28 pm
Claro..enganar eugenia-anos 20 EUA -serviço de saúde e solidão…coca cola fast food and the america way of life…
http://2.bp.blogspot.com/-RM73iN5_lM0/TcL6sl1eqNI/AAAAAAAAAKU/1Ic7QJ9524k/s1600/way.jpg
http://intlxpatr.files.wordpress.com/2008/07/image001.jpg
Junho 25, 2011 at 12:29 pm
Correcção:
Não podia estar mais de acordo, excepto a particularidade do modelo de exame ser americano, assunto que me parece mesmo discutível…
Junho 25, 2011 at 12:36 pm
Todavia acho que os exames na universidade era algo de benéfico..sempre fui a favor…tirava o peso que as médias TÊM E A INFLAÇÃO DAS MESMAS …. ACABAVA TAMBÉM COM MUITOS CENTROS DE EXPLICAÇÃO..vou ao M Donald…..inté…
Junho 25, 2011 at 12:36 pm
#1
O caminho será esse, possivelmente. Há contudo alguns entraves:
1. Mais trabalho para os profes do superior. Está-se tão bem assim, os exames do secundário substituem as provas de admissão, os professores do secundário corrigem-nos, o ME e as escolas tratam de toda a logística, desde a concepção das provas até a saída dos resultados finais, para que hã-de os senhores doutores estar-se a chatear?
2. Quando começarem a decidir por entrevista quem entra e quem fica à porta, em algumas faculdades mais “coiso” a endogamia, as dinastias de doutores e candidatos a, vão aumentar e muito…
Junho 25, 2011 at 3:30 pm
Aqui como em terras de França, não há volta a dar. Em caso de evidências de fraude generalizada deve haver anulação. Mas, mais do que castigar o justo pelo prevaricador, deve-se responsabilizar as instâncias que permitiram que tal situação ocorresse: os vigilantes, as estruturas intermédias e centrais na base da sua nomeação e exigir responsabilidade política.
Junho 25, 2011 at 7:48 pm
“Pura e simplesmente, anulou-se o exercício. Para compensar, subiu-se a cotação de outros que contribuem para o apuramento do resultado do exame.”
Esta história de anular o exercício em questão (já usada por cá) será um ‘mal menor’, mas não deixa de prejudicar os que a resolveram honestamente (perderam tempo ‘honesto’ com ela que pode ter feito falta noutras).
Aldrabices nos exames é impossível evitar em absoluto, mas pode ser minimizada, pelo que tal solução não deve substituir a busca e penalização individual dos prevaricadores, se tal se verificar possível.
O que foi verdadeiramente espantoso (e vergonhoso), no caso recente que ocorreu por cá, mais que a fraude em si, foi a primeira decisão da direcção do do CEJ (10 para todos). E, segundo MFM (Expresso hoje), nem foi a primeira vez…
Ainda segundo MFM (Expresso hoje), no caso do CEJ, “os que copiaram deveriam ter sido expulsos e, mais importante, demitida a direcção do CEJ.”
Na minha opinião, ambos, de imediato e ‘sem apelo nem agravo’!