Tribunal atribui nota a professora
Docente recebe ‘insuficiente’ por ter faltado a três aulas, duas das quais ao serviço do sindicato. Ministério foi obrigado a dar avaliação de ‘excelente’.
O Ministério da Educação foi condenado pelo tribunal a dar uma avaliação de ‘excelente’ a uma professora do 3º ciclo do Ensino Básico do Centro do País que tinha faltado a três aulas, duas das quais devido a serviços do sindicato. A docente tinha recebido ‘insuficiente’ porque não revelou “empenho em compensar as aulas previstas”.
Junho 25, 2011
Outros Processos
Posted by Paulo Guinote under Avaliação, Docentes, Justiça Mínima, Tribunais[19] Comments
Junho 25, 2011 at 12:13 pm
A notícia está algo confusa, mas parece que fica claro que este é um caminho a seguir. Enquanto nos quiserem submeter a uma avaliação injusta e burocrática, cheia de incoerências e ilegalidades, que abre caminho a todo o tipo de arbitrariedades e prepotências, temos de reclamar.
Entupir de reclamações os serviços – querem papelada, aguentem-se com ela! – rebentar com esta porcaria toda nos tribunais, enquanto não houver da parte do poder político a clarividência necessária para perceber que por aqui não vamos a lado nenhum.
Junho 25, 2011 at 1:47 pm
E os avaliadores, como foram avaliados?
Junho 25, 2011 at 1:48 pm
Este é um exemplo da arbitrariedade criada pela actual ADD. É por isso que eu não acredito na autonomia das escolas porque este tipo de fenómenos passariam a ser o pão nosso de cada dia e a maioria dos professores não tem rendimentos para contratar um bom advogado.
Junho 25, 2011 at 2:09 pm
# 2
O problema não está nos avaliadores e/ou avaliados.
Tal como é referido na sentença, a % é apenas 1 dado estatísco. O que está em causa é o modelo de avaliação…
Junho 25, 2011 at 2:11 pm
#4
Absolutamente de acordo.
Mas os avaliadores foram assim um bocado….
Junho 25, 2011 at 2:15 pm
#4
Modelo de avaliação que nos estamos todos, encarneiradamente, a aplicar.
Espectáculo!…
Junho 25, 2011 at 2:17 pm
nós
Junho 25, 2011 at 2:59 pm
#3 Plenamente de acordo! E por isso, entro já em pânico, só de pensar que o novo Ministro da Educação, quer atirar tudo para as comunidades locais e para as escolas! Grandes panelas! Horrível! Não sei como sair disto!
Junho 25, 2011 at 3:31 pm
Por falar em ADD, não era o Paulo Guinote que dava até dia 27 de Junho para o novo M.E. suspender o actual modelo de ADD ou, pelo menos, os seus efeitos?!?
Hoje é dia 25.
Lamentavelmente, acho que vai decepcionar-se, tal como eu e tantos outros.
E a “festança” dos méritos a distribuir vai começar…
Credo!
Junho 25, 2011 at 5:20 pm
Pois.
Tudo bem cá na quinta…
Junho 25, 2011 at 5:28 pm
# 9
A decisão poderá (?) estar a ser adiada pelo atraso da constituição e apresentação ministerial (SE).
Junho 25, 2011 at 5:40 pm
O juiz é mais um iletrado sobre esta ADD.
Este colega nunca poderia ter excelente por ter dado uma!
falta por conta do período de férias.
Mas foi bem feito para a máfia dessa escola.
Junho 25, 2011 at 5:47 pm
Hehehehe….não, a sério…. hehehehehehhehehe….. ehehhehe
Junho 25, 2011 at 5:50 pm
Tb tenho um dia por conta do periodo de ferias (na verdade so faltei dois tempos nao lectivos a uma reuniao pos laboral) …. ja me deram a notificaçao a dizer que nao tenho 100% ….. pois; esqueceram-se foi das reunioes Intercalares e outras, em que na mesma semana se fez 8 horas extras nao contabilizadas. Esqueceram-se que fizemos vigilancia de exames e aferidas, cumprindo ainda todo o horario semanal (lectivio e nao lectivo)
Junho 25, 2011 at 6:04 pm
#12 António
Pelo que percebi, o que o juíz alterou foi a avaliação do parâmetro do empenho.
Junho 25, 2011 at 6:30 pm
Professores e juízes…
O estudante de Filosofia em Paris bem quis tratar do assunto, mas fez muito pouco.
Junho 25, 2011 at 6:33 pm
Esperemos que agora o Nuno Crato e a Paula Teixeira da Cruz tratem mesmo desses assuntos!
Junho 26, 2011 at 12:05 am
Esta decisão é só um sinal, pois no meu caso no ano de 2008/2009, sou avaliado em duas escolas com avaliação de Muito Bom e Regular, e neste caso nunca existiu horário ou seja não passava de um mero tapa buracos. Vamos ver o que decide o TAF do Porto.
Junho 27, 2011 at 7:33 pm
Quem ganhou com este edifício legislativo foram os advogados. Quem sabe se já não foi construído para isso mesmo…