Olá, caro Paulo Guinote.
Penso que Nuno Crato foi uma excelente escolha para a pasta da Educação, a começar pelo que diz respeito àquilo que é o pensamento dele sobre o Eduquês.
Contudo, penso serem necessárias algumas ponderações e não fecharmos os olhos a elas. Por exemplo, ele defende abertamente a extinção do concurso nacional.
Eis um excerto de uma entrevista recente:
“Depois há uma série de outras coisas: os professores são colocados centralmente, pelo Ministério da Educação – imagine o que se passava no jornalismo, que houvesse um ministério central do jornalismo que dissesse: este jornalista agora vai para o Diário de Notícias, este vai para a televisão, este vai para a Antena 2. Isto é absurdo, mas é o que se passa no Ensino: há um ministério que controla a colocação dos professores.”
É até estranho que pareça ignorar que as pessoas manifestam opções, escolhas no âmbito do concurso nacional e o que se passa ao nível das ofertas de escola, em termos de processos menos transparentes…
Seria interessante que o Paulo colocasse este tema aberto ao debate no seu blogue.
http://educaraeducacao.blogspot.com/2011/06/entrevista-de-nuno-crato-agencia.html
Abraço!
Pedro Miguel Almeida
Junho 23, 2011 at 10:53 pm
Acho bem que acabe, isto não têm sido concursos. Além dos compadrios, como é que se pode concorrer no escuro?
Junho 23, 2011 at 10:57 pm
Lá vou eu para o desemprego !
Junho 23, 2011 at 11:00 pm
Pois .. é que os filhos dos Directores de Agrupamento têm Muito Bons Curriculos… Devem querer contratar pelo Curriculo…
Junho 23, 2011 at 11:00 pm
Subscrevo inteiramente as preocupações do Pedro.
As ofertas de escola são, na generalidade, feudo do compadrio.
Há uma opacidade enorme nas escolhas que são feitas. Aproveito para deixar uma outra questão. As TEIP como é que ficam? Alguém sabe se acabam ou não?
Junho 23, 2011 at 11:07 pm
Este povo não sabe o que é a transparência. O compadrio está instalado e, por isso, um concurso nacional faz muito menos estragos.
Junho 23, 2011 at 11:07 pm
#4
Se acabarem , vou a Fátima !
Até o genro , que não tempo de serviço , foi colocado por um elemento da Direção .
Junho 23, 2011 at 11:09 pm
#5
Porque não um mundial?
Junho 23, 2011 at 11:09 pm
Não entendo o paralelismo entre os professores e os jornalistas. Os professores do ensino público têm o mesmo patrão.
Junho 23, 2011 at 11:10 pm
# 7
Boa ideia ! Concorria para a Finlândia
Junho 23, 2011 at 11:11 pm
#7
Até que iria de bom grado para a Finlândia. Parece que lá se pode ser balda. Não há a tal da avaliação que premeia o mérito!
Junho 23, 2011 at 11:12 pm
#9 Na mouche!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Junho 23, 2011 at 11:14 pm
Esta é, sem dúvida, uma das várias questões que suscitam perplexidade. Se os concursos, a nível nacional desaparecerem, qual será o modelo alternativo que não ponha em risco a eficiência e a imparcialidade das colocações?
Li, muito por alto, a entrevista e parece-me haver várias questões muito complicadas que não sei muito bem como se resolverão.
Bem, se a solução começar pela implosão do ME, Nuno Crato durará muito pouco tempo no governo…
Junho 23, 2011 at 11:14 pm
Oh, diabo!
Questões complicadas a esta hora da noite!…
Então o Nuno Crato disse isso e ninguém nos avisou?…
Bom, mas se calhar são só ideias, e como dizia o outro, vamos melhorar isso…
Junho 23, 2011 at 11:17 pm
Engraçado…
Se NC tivesse especificado os canais da TV, o seu discurso tinha sentido, pois só nomeou meios de comunicação estatal: DN, Antena 2,…
Por outro lado, parece-me um tanto … colocar, no mesmo concurso, profissionais da imprensa escrita, do áudio-visual, …
Se calhar NC queria afirmar que era ridículo abrir um concurso para jornalistas do Canal 1, da 2, da RTPN, da RTP memória, da … para os estúdios de Lisboa e do Porto.
Bem, eu desculpo-o porque ele é de Ciências e portanto não pode ser bom em comparações.
Alô, magalhães fresquinho, ande marrar!
Junho 23, 2011 at 11:20 pm
#13
Ainda bem que estás bem como estás.
Eu ia mais longe, acabava com os “carreiristas” da educação e somente considerava quem tivesse o fulcro do ensino.
Junho 23, 2011 at 11:20 pm
A acreditar no excerto da entrevista, o nosso chefe não sabia lá muito bem como eram os concursos.
Junho 23, 2011 at 11:22 pm
#15
Boa, Fafe. Eu diria mais. Só considerava “quem tivesse o fulcro do ensino” bem no centro do olho do cuzinho.
Junho 23, 2011 at 11:25 pm
#15
Não te preocupes que eles acabam com isso tudo. Com os carreiristas e com as carreiras. Se os deixarmos, é o que temos de mais certo. Fica tudo a contrato que sai mais barato. Rima e é verdade.
Junho 23, 2011 at 11:28 pm
#17
Foi o comité central que disse? Quando imprimem os cartazes?
Junho 23, 2011 at 11:29 pm
Qualquer país desenvolvido, e não em vias de subdesenvolvimento como o nosso, tem um sistema de colocação a nível das escolas ou, nalguns casos, a nível regional.
O nosso sistema, se explicado a um inglês, francês, holandês, parecerá pura anedota!
Concordo em absoluto com o fim dos concursos nacionais. Sou professor do quadro de escola há mais de 15 anos e não tenho qualquer receio de perder a regalia (sim, regalia!), de ter lugar cativo nos quadros do ME. Faço bem o meu trabalho e sei que não existe sistema educativo sem professores, pelo que serei um deles, enquanto assim entender.
Com o devido respeito (mas não mais), Tenho pena é que a esmagadora maioria dos meus colegas, bem instalados no sofá do funcionalismo público, não entendam (ou não queiram entender porque lhes é desconfortável) que os princípios subjacentes aos concursos nacionais (espécie de boiada) não é garantia mínima da manutenção de um quadro docente decente, pois que pois que coloca os professores em função de factores que pouco ou nada têm que ver com as suas verdadeira competências profissionais.
Contrariamente à maioria dos meus ‘colegas’, que não têm a coragem de o dizer, eu sei muito bem os nossos quadros estão cheios de ‘professores’ que não duravam uma semana em Inglaterra – porque intocáveis no seu ‘mini-tacho’, são de uma incompetência e negligência atrozes.
Há que saber crescer e exigir ser tratado como gente crescida e responsável!
É uma pena (vergonha) ver os meus colegas, invariavelmente, falarem de cunhas e favoritismos quando se fala de concursos, directores o gestão autónoma das escolas – cresçam um pouco e participem denunciando oficialmente essas situações (como eu faço).
Os ingleses, alemães, holandeses não se queixam assim desse fenómeno porque não se limitam às mesas de café. Fazem mesmo queixa dos casos que detectam sem receio de serem vistos pelos seus (maus) colegas como maus colegas – o corporativismo em excesso é um enorme defeito e sinónimo de subdesenvolvimento…
Junho 23, 2011 at 11:32 pm
#18
Isso é que seria interessante. Mais não digo, quero salvar-te duma apoplexia.
Junho 23, 2011 at 11:35 pm
Pois ele (NC) pensa e diz essas coisas. Por tudo o que quem anda nesta vida sabe os concursos mais justos sao os nacionais, sem a avaliaçao a alterar posiçoes. As contrataçoes para Teips e ofertas de escola sao, na maioria dos casos, muito duvidosas e serao tanto mais quanto maior for o desemprego. Alem do mais ainda ha muita gente dos QE (obrigados a concorrer para longe) que ainda nao regressaram a casa. Em alguns grupos ainda estao a cerca de 100 Km de casa, com tudo o que isso representa na conjuntura de vencimentos/ carreira/ congelamentos /reduçao remuneratoria/ preço dos combustiveis e afins … Muita gente do “Movimento dos Desterrados” ainda nao regressou as suas localidades de origem. So os destacamentos de aproximaçao a residencia vao disfarçando o problema … que por acaso teve inicio no ultimo governo do PSD/CDS (embora com legislaçao anterior, de aplicaçao diferida) e so resolvido pela MLR – contra a vontade do VL, diga-se.
Junho 23, 2011 at 11:36 pm
#20
É professor ?
Trabalha numa escola pública ?
Onde é que faz essas denúncias ?
Cumps
Junho 23, 2011 at 11:36 pm
#20 Deve ser de outro planeta.
Já agora, se “os nossos quadros estão cheios de ‘professores’ que não duravam uma semana em Inglaterra – porque intocáveis no seu ‘mini-tacho’, são de uma incompetência e negligência atrozes”, deve fazer o que diz – DENUNCIAR. Com certeza que se resumiriam a muitíssimos poucos.
Conversa de treta.
Junho 23, 2011 at 11:41 pm
Ó Nuninho, não comece a baldar-se…
Se descentralizar vai parecer que quer diminuir o seu trabalho e a sua responsabilidade…
Junho 23, 2011 at 11:44 pm
#24
É verdade. Todos sabemos que é verdade.
Podes gritar que não, mas é essa uma das evidências.
Junho 23, 2011 at 11:44 pm
#23
Sou professor com 20 anos completos nas escolas públicas, mais uns meses em Inglaterra durante uma licença sem vencimento.
As denúncias fazem-se nas instâncias e pela ordem adequada, incluindo Dir., CP, CE, DR, IGE…
Os documentos a que temos direito e que nos são recusados conseguem-se através do CADA.
O problema é que as estruturas decorrentes desta organização burocrática e a legislação que as regula é absolutamente ‘grega’, mas espero que isso comece a passar em breve.
Junho 23, 2011 at 11:46 pm
#25
Descentralizar a responsabilidade costuma mostrar quem é responsável.
Junho 23, 2011 at 11:47 pm
#20
Essa conversa já tem barbas e cai sempre mal. E não é por causa do malfadado corporativismo. É sobretudo por uma questão de decência. Há muitos professores que se acham a si próprios o melhor professor do mundo. E dizem-no despudoradamente. Há professores maus, mas são sempre os outros. Venha a avaliação a sério, que a mim não me apanham. Mais depressa eu lixo o meu colega do que me apanham a mim em falta…
Quem é assim pode ser bom em muita coisa, mas tem certamente défice de algumas qualidades humanas próprias do bom professor.
Junho 23, 2011 at 11:50 pm
Uma questão a abater é este modelo de gestão antidemocrático que existe nas escolas.
Junho 23, 2011 at 11:50 pm
#29
…E ALGUNS dizem-no despudoradamente…
Junho 23, 2011 at 11:51 pm
#29
Ah!
Junho 23, 2011 at 11:51 pm
#24
Sou deste planeta sim, e não de um rectângulozinho um bocado esquecido à beira-mar plantado.
Faça a estatística, apenas como exemplo: Um dos CT de 12º a que pertenci este ano contém dois prof’s que passam 80% a 90% dos seu tempo de aula no facebook e no tweeter e outro gasta metade das suas aulas a falar da sua vida pessoal.
Uma prof’a da casa há mais de 20 anos ensina o plágio descarado aos seus alunos, que expõe no átrio da escola, não cumpre nenhuma das suas obrigações extra-curriculares (CGR e DI), etc.
Tenho visto disto em todas as 9 escolas por onde passei.
Infelizmente, somos poucos os que não têm medo de dizer que, tal como temos muitos professores de excelência (a salvação do nosso sistema de ensino), temos muitos bons e razoáveis, mas também temos demasiados péssimos profissionais (estar cheio de foi uma questão de ‘força de expressão’)…
Junho 23, 2011 at 11:51 pm
#27
Lido assim, até parece que resulta !
Junho 23, 2011 at 11:54 pm
Cheira-me a milu …
Será que passou por aqui ?
Junho 23, 2011 at 11:55 pm
#29
Felizmente, os meus alunos e os seus encarregados de educação falam por mim.
Apesar de ser um disparate, bem preferia ser avaliado por eles!
Trabalhem, dediquem-se e ajudem os colegas que necessitam, mas não confundam relações profissionais com relações pessoais – há coisas mais importantes que sermos bons colegas, apesar disso ser fundamental…
Junho 23, 2011 at 11:55 pm
#30
Mas, segundo o #29, devemos conviver com os fascistas, os que fazem de contam que são professores e não particioam na “produção quinquenal”.
Junho 23, 2011 at 11:56 pm
gosto de ver o “espírito da coisa” a emergir.
Tá a ficar giro.
Junho 23, 2011 at 11:56 pm
#34
Já tentaste?
Junho 23, 2011 at 11:57 pm
Junho 23, 2011 at 11:59 pm
#40
Fuga precipidada.
Junho 23, 2011 at 11:59 pm
Já agora, para que não se confunda, a Milu foi a maior desgraça que caiu sobre a Educação em Portugal. Secundada pela tótó hipócrita seguinte.
O Sócrates foi o pior pesadelo que este país teve e, apesar de criticável o processo, o levar à sua demissão o melhor que nos poderia ter acontecido.
Todavia, veremos.
Quanto ao N Crato, apesar de alguma ingenuidade quanto à avaliação de professores (indissociável de uma ‘revolução’ no sistema educativo), no geral, concordo totalmente com ele, que tem a coragem de dizer o inconveniente!
Junho 24, 2011 at 12:01 am
Um sistema de avaliação formativa elimina os constrangimentos mencionados em #20.
Há evidências de que há problemas com este ou aquele professor?
Formação nos pontos fracos, aulas assistidas, avaliação. Ou fica, ou sai.
Junho 24, 2011 at 12:03 am
#33
Devo então ter andado estes anos todos por escolas “muntaboas” pois nunca vi nada dessas coisas.
Como já aqui disse várias vezes, somos todos diferentes e não é a diferença que deve levar um a considerar-se melhor do que os outros. Que quase todos, com a motivação certa, com lideranças e condições de trabalho xpto conseguiríamos provavelmente fazer melhor do que fazemos actualmente, concordo.
Mas a chave das boas organizações não é o constante pôr a cabeça a prémio dos seus trabalhadores. Não é pela insegurança ou pelo medo que, sobretudo em profissões intelectuais, se formam e mantêm por muitos anos bons profissionais.
Junho 24, 2011 at 12:04 am
#40
Nada disso !
Não gosto de música “requentada ” :
Inté := fui (à buli )
Junho 24, 2011 at 12:06 am
#33,
Em vez da denúncia esporádica e individual, que tal o detectar pela escola desses problemas, através da formação formativa ?
Mais justo, mais honesto e menos conflituoso.
Junho 24, 2011 at 12:07 am
Será verdade que o Pedro Martins vai ser um dos Secretários de Estado da Educação?
Se sim, temos mais uma razão para festejar.
Junho 24, 2011 at 12:08 am
#44
Não se deve confundir uma boa organização com o comité central. Bem, se calhar, até pode…
Se não viste é porque…
Junho 24, 2011 at 12:09 am
Ó Fafe, está na altura de explicares aquela coisa de seres melhor do que todos os professores de Matemática. Que ensinas aos putos em 5 minutos o que os outros andam não sei quantos anos e nada.
Mostra lá que isto em vindo uma avaliação a sério, qualquer professor de Matemática saltava e qualquer fafe entrava para o seu lugar…
Junho 24, 2011 at 12:09 am
reb
É do emprego !
Junho 24, 2011 at 12:10 am
#47
Não era má ideia. Mas é demasiado… coiso.
Junho 24, 2011 at 12:13 am
#44
Argumentava uma colega de português há uns 18 anos, em acesa discussão na sala prof’s, do género: na frase ‘eu fui à praça’ escreve-se ‘à’ com ‘h’ (há);
Muitos dos meus colegas de artes visuais não sabem (e recusam) que a cor seja uma propriedade da luz;
Um colega de mecânica com muitos anos de experiência não sabia aplicar uma regra-de-três-simples numa coisa de ‘receita de cozinha’;
Uma colega da minha escola ensinou a tratar o volume de um cubo através das diferenças de valor (claro/escuro) como se faz numa esfera;
Um colega de geometria ensinou uma argolada tipo 2+2=5 e, chamado à atenção não repôs;
E podia continuar por aí, escrevendo um daqueles livros de anedotas que se fazem a respeito das respostas risíveis de muitos dos nossos alunos…
Isto para falar apenas de questões de ordem científica!
Andou mesmo o sortudo do colega por escolas de excelência…
Bem haja!!!
Junho 24, 2011 at 12:14 am
É o maior!
Junho 24, 2011 at 12:18 am
#52,
Se assim acontece, avaliem-se!
Até prova em contrário, os restantes professores têm mérito.
Junho 24, 2011 at 12:19 am
Temos turista acidental?
Junho 24, 2011 at 12:21 am
Há colegas competentíssimos que têm o azar de se cruzarem sempre com outros totalmente incompetentes.
Imagino o sofrimento!…
Junho 24, 2011 at 12:22 am
Já agora, não me considero melhor que todos, mas certamente melhor que muitos.
E todos os anos aprendo qualquer coisa com colegas meus, com alunos e mesmo com funcionários.
Não me escondo é atrás da doce ideia de que, dadas simpáticas oportunidades, todos poderemos ser bons. Diferentes (indispensável), mas bons.
Aliás, na minha área, necessariamente diferentes.
E os + – 57% de insucesso a GD 11º (na minha escola, de um colega com uns 20 e tal anos de serviço) em simultâneo com o professor sentado na secretária a ouvir música de auriculares postos enquanto os alunos fazem, sozinhos, exercícios? Também vai lá com acções de formação formativa?
Ensinar os alunos a fotocopiar trabalhos de outros, ou baixar da internet, para acetato, projectar com o retro-projector e passar por cima, instrumento didáctico de uma colega à beira da reforma também lá vai assim?
Que bons corações esses…
Junho 24, 2011 at 12:22 am
Vou começar a dizer mal de outras profissões.
Tive necessidade de um canalizador. Vieram cá 4, só o 5 me resolveu o problema.
Junho 24, 2011 at 12:23 am
#49
É verdade. Não ando com o x para trás e para a frente. Experimenta explicar, fazendo, como se faz uma roda dentada e que os cálculos associados áquilo apenas produzem mais cálculos.
Ou como se esculpe um poema. Idealiza um robot. Faz um estudo de fiabilidade, já que de Matemática se trata, com as tuas turmas. Ensina CNC duas semanas antes de teres ouvido falar. Ensina…
Escreves muito, mas não me alegras…
Junho 24, 2011 at 12:24 am
#57, o colega devia candidatar-se já a avaliador. Corria com uma mão cheia de incompetentes do ensino.
Junho 24, 2011 at 12:24 am
Eu cá sou muita boa!
Junho 24, 2011 at 12:25 am
Caros professores
Cuidem-se. Nós, os baratos, estamos a contra-atacar porque contamos com com o bom-senso da procura.
Junho 24, 2011 at 12:26 am
É que estas avaliações inter-pares trazem sempre água no bico. É a velha história do competentíssimo que acha que o colega não presta e como tal devia ir para a rua e ficar o competente com o lugar dele.
Não passam de uns “inbejosos”, mas em mais fino…
Junho 24, 2011 at 12:27 am
#60
Não são muitos, são demasiados.
Junho 24, 2011 at 12:29 am
#63
Não mudes de assunto, não é disso que se trata aqui.
Junho 24, 2011 at 12:30 am
#57,
Continuo a avançar com a ideia seguinte: a ser assim ( como sabe, com tanto pormenor, o que se passa nas aulas dos outros professores?)penso que a escola deve avançar com aulas observadas, digamos que durante 1/2 anos. Simultâneamente existirão acções de formação durante esse período. Chegados ao fim, toma-se uma decisão. Ficas ou sais.
Não é mal pensado, pois não? E não tem a ver com o ser simpático, amigo ou com bjs, bjs.
Junho 24, 2011 at 12:30 am
Eu também tenho um colega que passa a vida a fazer perguntas, mas só quem é néscio ou recém-chegado é que ainda não percebeu que ele apenas questiona sobre o que conhece, na tentativa de apanhar alguém em falta.
Junho 24, 2011 at 12:31 am
#59
Não te conheço, estás hoje muito sério. E a escrever demasiado. O assunto não dá para a pilhéria?…
Junho 24, 2011 at 12:32 am
#63
A avaliação inter-pares é uma péssima ideia. Essa sim, coloca as relações pessoais (muito) à frente dos pressupostos de uma avaliação profissional.
Já agora, o conceito professor titular, nos termos em que foi aplicado, é também revoltante, no mínimo…
A solução tem de ser outra e o NC está no caminho certo. O problema é a proposta de aplicação (quase impossível).
Junho 24, 2011 at 12:32 am
Buscar-se este argumento para acabar com os concursos a nível nacional parece-me incorrecto, pelo que sabemos das regras do jogo. Ou a falta delas.
Junho 24, 2011 at 12:36 am
#68
Continuas em fuga. Interessante a referência à pilhéria – como fuga de não entenderes algoritmos.
Junho 24, 2011 at 12:38 am
Não sei se ainda seremos os 140 mil de há uns tempos atrás. Partindo do princípio que haverá muitos incompetentes, serão quantos? Alguém tem uma ideia?
É que nestas coisas é essencial saber a dimensão da praga. Se forem meia-dúzia, a coisa resolve-se bem. Mas se for metade, ou mais, se calhar temos mesmo que aprender a conviver com eles…
Junho 24, 2011 at 12:38 am
Outro que é o máior
Junho 24, 2011 at 12:38 am
#66
Ora aí está o que me parece uma ideia sensata – formação, mas selecção!
Quanto ao saber do trabalho dos colegas, se a conversa extra-aula ultrapassar o futebol e a telenovela, vai-se vendo umas coisas.
E eu passo o meu tempo enfiado na minha sala a preparar material ou a criar condições para os meus alunos…
Na minha escola as portas das salas são de vidro e as portas entre as salas de artes também, e eu dou aulas de portas abertas (no UK, Holanda, USA, etc., uma das paredes da sala é de vidro e fica tudo transparente…).
Junho 24, 2011 at 12:39 am
Só uma à la palice: os nossos concursos nacionais são do tamanho dos de muitas regiões doutros países…
Junho 24, 2011 at 12:41 am
#71
Se queres que te entendam, tens de te explicar.
Junho 24, 2011 at 12:44 am
#74,
Estava aqui aos pulos a dizer isto há que tempos!
Já estou cansada de tanto teclar.
(temos de dar 1 certo desconto às conversas na sala de profs ou mesmo entre alunos, ensina a experiência)
PS: Com a remodelação da parque escolar todas as janelas vão ser de vidro, as portas e as paredes tb. Como o Oceanário. Se o problema é esse, vai ser tudo em vidro.
Junho 24, 2011 at 12:45 am
#72
A minha experiência pessoal (e o mundo não se explica através da experiência pessoal), entre incompetentes por falta de preparação, negligência estrutural ou adquirida por ‘amolecimento’, deve andar aí pelos 10%, se não quisermos ser muito exigentes…
Quando entrei para o ensino era um número. Nada se sabia de mim.
Nem do livro do ponto me falaram antes da primeira aula, nem programa, nem nada. E foi assim com muitos da minha geração.
Fiz uma formação profissional da treta onde muito pouco aprendi, como muitos dessa época. E essas coisas têm consequências…
Junho 24, 2011 at 12:47 am
#72
Vai-se saber – basta que a formação de professores não seja de velhas oportunidades. É por isso que há tantos (m/f) em pânico, refugiavam-se por detrás do eduquês; mas alguns também se refugiavam contra.
Junho 24, 2011 at 12:48 am
#75
Os UK, Holanda e USA, que eu saiba, entre outros, não têm concursos regionais – são a nível de escola.
Junho 24, 2011 at 12:49 am
#74
Há uma realidade a que é difícil escapar. Os professores mais velhos entraram no sistema numa época em que ainda havia carência de profissionais habilitados, pelo que a selecção em muitos casos nem sequer se fazia. Era quem aparecesse, e muitas dessas pessoas foram ficando. Por outro lado, verificamos que os cursos de formação de professores têm sido dos menos atractivos, o que significa que não atraem os melhores estudantes. Não podemos esperar então que os jovens professores sejam os que melhor dominem, cientificamente, a sua área profissional. Se queremos profissionais com elevado potencial temos de os atrair à profissão e criar condições para os manter e estimular o seu bom desempenho.
Junho 24, 2011 at 12:51 am
Este é o tipo de considerações que temo por parte de NC, que podem invalidar todas as suas ideias reformistas, muito válidas. Os professores não podem ficar nas mãos de qualquer cromo. Temos que ser realistas. Não existe maturidade democrática (como está largamente demonstrado) para ser suprimido o concurso público e nacional, como garante de que são suprimidos todo o tipo de corrupção, de amiguismo e tudo o mais que conhecemos todos.
Não estou a ver outra forma de contornar esta questão, das mais complicadas, a não ser por concurso público e bem longe dos grupos “locais”.
Era o fim de tudo.
Junho 24, 2011 at 12:53 am
#74
portas? Nem me fales disso, pá! Há mais do que uma – uma de entrada e outra de saída?
Uma parede de vidro e fica tudo transparente? E as outras 3, pá? E o tecto? E o chão?
Se o fafe não concordasse já tinha mandado a boca de que era aquela “coisa” com paredes de vidro.
Junho 24, 2011 at 12:55 am
#81
Já leste o que escreveste? É no que dá a escrita automática…
Mas é verdade, muitos nem concluíram o curso ao domingo.
Junho 24, 2011 at 12:57 am
Mas, o que é que um holandês, ou a cultura/escola holandesa, tem a ver com um português, ou com a cultura/escola portuguesa ?
Que treta de macaquearmos os outros.
Nada tem a ver. Nada.
Um português vive de amiguismo , de coiso e tal . Lixa-se se tem mérito, se é bom profissional, etc.
Um holandês vive de profissionalismo, de autocontrole. Etc.
Junho 24, 2011 at 1:00 am
Sintetizando, e como já tenho dito por aqui, estas questões são complexas e a pior maneira de as discutir é reduzi-las à dicotomia do professor-bom e do professor-mau. Todos somos melhores numas coisas e piores noutras. E o sistema educativo é uma área de trabalho intensivo, o que significa que precisa de muitos profissionais. Não pode por isso ser demasiado exigente com quem quer entrar, senão não preenche os lugares.
A questão-chave, aqui, parece-me ser a da organização escolar. Deve ser regularmente avaliada e é nesse contexto que a avaliação dos professores se deve articular. Muitas vezes melhorar o desempenho de um professor passa por uma distribuição mais equilibrada ou adequada do serviço, por exemplo. As boas organizações motivam os seus trabalhadores e tentam criar as condições de trabalho em que eles podem ser mais eficazes e criativos. É esse caminho que as escolas também devem seguir.
Junho 24, 2011 at 1:02 am
É por causa dessa brincadeira das paredes de vidro que algumas escolas intervercionadas duplicaram a factura energética. Pelo vidro, entram o calor e o frio…
Junho 24, 2011 at 1:03 am
#83
Não estou a ver qual é o problema, licenciei-me numa universidade onde não havia portas nas salas – porque ainda não havia dinheiro para isso. E fui o único licenciado do meu curso nos idos de 78.
E não era por sermos cegos.
Junho 24, 2011 at 1:04 am
#81
- Reformar os cursos de formação de professores (sem temer exames de acesso no plano científico);
- Não temer provas de prestação de conhecimentos aos actuais prof´s com
base num estudo sério e não precipitado (nós, que apresentamos várias provas de conhecimentos aos nossos alunos por anos, porque haveriamos de temer prestar provas?);
- (re)formar os actuais professores com acções de formação sérias, particularmente no plano científico;
- Seleccionar os que não cumprem os requisitos mínimos e ‘convidá-los’ a mudarem de profissão…
Junho 24, 2011 at 1:06 am
#88
Junho 24, 2011 at 1:06 am
#85
E portanto, deixemos assim estar… ou não, busquemos inspiração nos piores (lembram-se da Milu e do processo ADD?)!
Será essa a sua filosofia educativa na sua casa?
Junho 24, 2011 at 1:06 am
#87
Admiro-me que o frio entre.
É isso que educas aos teus alunos? E ainda és professor?
Junho 24, 2011 at 1:07 am
# 1
Nem pertences ao quadro . Mais uma razão para ser concurso público, com regras todas definidas, para vagas de escolas. Sempre funcionou bem.
Nestes seis anos e tal, foi a total bagunça. Mas são conhecidas as razões.
Junho 24, 2011 at 1:08 am
#86
As boas organizações, depois de tudo isso, não enterram a cabeça na areia do politicamente correcto e excluem a pequena margem dos claramente inadequados….
Junho 24, 2011 at 1:09 am
Todos os directores que conheço fizeram o (im)possível para que os professores mais críticos do seu desempenho saíssem da “sua ” escola, independentemente da sua competência.
NC não pode ser um romântico (logo ele que aponta tantos de românticos…) e acreditar na imparcialidade dos directores.
Lamento, mas estamos em Portugal.
Junho 24, 2011 at 1:12 am
#93
“Nem pertences ao quadro”.
Paradigmas. Estigmas. Nem sei como ouso – agora sim – usar A PILHÉRIA.
Junho 24, 2011 at 1:13 am
#87
Na Holanda faz bem mais frio e eles não têm o desequilíbrio dos nossos custos energéticos.
O nosso caso (PE) prende-se com incompetência de muitos eng. e arq. dos que foram ‘convidados’ a recuperar as nossas escolas – assunto já muito esclarecido por que sabe e é idóneo.
Mas quanto a isso… era uma outra conversa com pano para muitas mangas (um quadro de giz e um bom professor fazem mais que todos os quadros interactivos instalados nas nossas escolas…)
Junho 24, 2011 at 1:13 am
E não, não vou chibar.
Junho 24, 2011 at 1:14 am
#88
78-22= 56
tens 53/54 anos, pá? E ainda contratado? Então… e nos entretantos?
Junho 24, 2011 at 1:14 am
#89
Concordo, mas não vejo muita viabilidade em algumas das medidas.
Aumentar as habilitações de entrada nos cursos de professores significaria que muitos ficariam às moscas.
E formação científica de qualidade custa muito dinheiro…
E depois tem sempre o problema de fundo: os alunos não podem ficar sem professor… se não for dos melhores, será dos piores, mas alguém tem de ir dar as aulas.
Ou seja, as suas propostas seriam viáveis se houvesse vontade de investir em educação. Se entendessem que esse é o verdadeiro investimento! Não entendem…
Junho 24, 2011 at 1:17 am
#95
É lutar contra isso… e isto é um bocado romântico (eu que o diga, ameaçado 3 vezes por escrito e 4 pessoalmente com um PD pelo meu), mas há que lutar contra isso, senão nunca sairemos disto!
Exemplo exageradíssimo (e quase ofensivo) a respeito: recentemente, centenas de pessoas têm perdido a vida na luta pela liberdade por esse mundo fora.
Há que lutar, no caso, pela Educação e não só pelos nossos interesses pessoais, caso contrário, a logo prazo, perdemos todos, especialmente os nossos filhos (que eu não tenho).
Junho 24, 2011 at 1:18 am
Tem que se acabar o mais urgentemente com essa palhaçada dos directores. Da (in)gestão.
Concordo com as propostas do Guinote.
Professores de carreira com diferenciação funcional. Por selecção rigorosa para a gestão, por exemplo.
Recrutamento e selecção…por gabinetes/empresas de psicólogos : CV, provas e testes psi e de grupo (liderança); cultura geral, outras provas ligadas à educação.
Formação especializada (nada da palhaçada da administração escolar «eduquesa»).
Junho 24, 2011 at 1:19 am
#99
88
Cruzes!
Junho 24, 2011 at 1:20 am
# 96
Reformulo. Não tens concorrido em concursos, com esse nome. Creio.
Junho 24, 2011 at 1:22 am
Voltando ao assunto: concursos; o que é isso?
Junho 24, 2011 at 1:22 am
103
ah!!
Junho 24, 2011 at 1:23 am
José Hermínio Oliveira: concordo em absoluto com o que tem vindo a redigir, e louvo o seu “mau feitio”. Sou professor contratado e desgosta-me constatar que tanta gente se acomodou, persistindo em erros grosseiros. Sem tretas: não se trata de pretensiosismo, mas de mostrar a realidade. Por isso candidatar-me-ei a um mestrado que, espero, me permita mudar de carreira. Estou farto de desperdiçar o que resta do meu talento em escolas onde reina a incompetência, o “arranjinho”, e o “assim serve”. Queiram desculpar-me a frontalidade. Desmotiva trabalhar para chegar a Agosto sem saber o que virá depois.
Junho 24, 2011 at 1:24 am
#89
Nota: Posição ainda um bocado radical
Entro de férias dia 7 de Julho e já lá vão muitos dias que nada me é dado a fazer a bem da Educação (e da minha formação).
Ou seja, se sou consciente e dedicado, vou fazendo umas coisas. Se não, vou pró Brasil passar uns dias sem estar de férias (como uma colega que vou substituir no dia 27 – e já nem faço queixa porque sou o único e sou olhado com desdém pela maior parte dos meus colegas, como os que aqui tanto me criticam).
As vezes acho engraçado – preocupo-me mais com a Educação, sem ter descendência e num país de rastos, do que muitos dos meus colegas (professores) que são pais…
Junho 24, 2011 at 1:29 am
#102
(quase)Totalmente de acordo. Todavia, é fundamental alguma cara que identifique a instituição e que com ela a instituição se identifique.
Uma das coisas mais importantes a esse respeito, acho, são vias fáceis e directas de participação dos superiores quando eles cometem erros graves – talvez mais importante do que saber como eleger um director é saber como o depor…
Junho 24, 2011 at 1:33 am
Fazer 1 mestrado para mudar de carreira?
Junho 24, 2011 at 1:34 am
#107
Bem haja!
Quando falo de maus profissionais, e são demasiados, falo de professores que agem de forma aberrantemente errada, num plano ou noutro. E, tal como com os alunos, há alguns que ‘não têm solução’. Isso cá e também nos países com os melhores sistemas educativos – é condição humana.
É minha convicção que o sistema de acesso (e afastamento) dos professores é fundamental na manutenção da qualidade dos mesmos e, portanto (central), na qualidade da Educação de um país.
Acho piada ver alguns colegas tão zangados coma as minhas posições (identificadas – ES Domingos Sequeira, Leiria), mas depois escolhem os médicos para si e para os seus filhos não em função de um concurso nacional, mas a dedo!!!
Junho 24, 2011 at 1:38 am
Bem, meus caros, vou a outras vidas.

Foi um prazer, mas fartei-me de rir com a constatação do esperado – para a maioria dos meus colegas que aqui escrevem (e sindicalistas e políticos em oratórias ‘lambe-rabo’ aos prof’s) não há maus professores e os dados do PISA, OCDE e de outros estudos transversais revelam que a culpa é toda do ME, dos ME’s e dos pais (que não estão nas nossas salas de aulas nem na escola…). Nós, os prof’s, somos os melhores, e o nosso sistema educativo também (mesmo que não façamos a menor ideia de uma diversidade enorme de experiências educativas que grassam por esse mundo fora!).
É uma pena, mas o combate a todos esses factores, absolutamente exógenos aos excelentes prof’s que somos, e que conduziram à desgraça educativa que temos, está nas mãos exclusivas dos políticos, pelo que nada podemos fazer.
Temos esperança, hoje, no novo ME, apenas para, mais adiante, o culparmos do que não conseguiu fazer nada de bom, pois que a ele e só a ele compete.
A nós pouco mais que exigir…
Sejam felizes e até um dia.
Junho 24, 2011 at 1:38 am
#104
Tens que cuidar da respiração – ou não há vírgulas que te valham. Aproveita enquanto o António Duarte me prepara dúvidas sobre CNC. Ou como demonstrará que a tabuada explicada em menos de cinco minutos é uma agressão aos professores de Matemática. O tipo nem dá para começart.
Disse!
Junho 24, 2011 at 1:40 am
Hoje andaram por cá os enviados da Milu? Nem S. João os motivou? Valhósdeus!
Junho 24, 2011 at 1:41 am
Carreira docente única, com diferenciação de funções.
Para as funções de gestão , por exemplo.
A única diferenciação actual reside na Educação Especial.
Os inspectores da IGE tem procedimentos diferentes- são uma outra carreira, que não a docente.
Junho 24, 2011 at 1:41 am
SEM PALAVRAS..
Junho 24, 2011 at 1:43 am
SEM PALAVRAS 2..O RESTO SÃO TRETAS METAFISICAS …FUI…VOU DEITAR O PUTO..VEM FARTO DE DAR Marteladas…reparem, na inovaçºao pedag+ogica ..coisa nunca vista e na parafernália tecnológica…
Junho 24, 2011 at 1:44 am
Resumindo, há maus professores. E há quem queira evitar dar lugar às evidências.
Junho 24, 2011 at 1:47 am
O CROMA AQUI DEVE TER TAMANHO EGO QUE ATÉ O EISNTEIN DEVE PARECER UM MONGO AO PÉ DELE…
SÃO OS CONVENCIDOS DA VIDA….
Todos os dias os encontro. Evito-os. Às vezes sou obrigado a escutá-los, a dialogar com eles. Já não me confrangem. Contam-me vitórias. Querem vencer, querem, convencidos, convencer. Vençam lá, à vontade. Sobretudo, vençam sem me chatear.
Mas também os aturo por escrito. No livro, no jornal. Romancistas, poetas, ensaístas, críticos (de cinema, meu Deus, de cinema!). Será que voltaram os polígrafos? Voltaram, pois, e em força.
Convencidos da vida há-os, afinal, por toda a parte, em todos (e por todos) os meios. Eles estão convictos da sua excelência, da excelência das suas obras e manobras (as obras justificam as manobras), de que podem ser, se ainda não são, os melhores, os mais em vista.
Praticam, uns com os outros, nada de genuinamente indecente: apenas um espelhismo lisonjeador. Além de espectadores, o convencido precisa de irmãos-em-convencimento. Isolado, através de quem poderia continuar a convencer-se, a propagar-se?
(…) No corre-que-corre, o convencido da vida não é um vaidoso à toa. Ele é o vaidoso que quer extrair da sua vaidade, que nunca é gratuita, todo o rendimento possível. Nos negócios, na política, no jornalismo, nas letras, nas artes. É tão capaz de aceitar uma condecoração como de rejeitá-la. Depende do que, na circunstância, ele julgar que lhe será mais útil.
Para quem o sabe observar, para quem tem a pachorra de lhe seguir a trajectória, o convencido da vida farta-se de cometer «gaffes». Não importa: o caminho é em frente e para cima. A pior das «gaffes», além daquelas, apenas formais, que decorrem da sua ignorância de certos sinais ou etiquetas de casta, de classe, e que o inculcam como um arrivista, um «parvenu», a pior das «gaffes» é o convencido da vida julgar-se mais hábil manobrador do que qualquer outro.
Daí que não seja tão raro como isso ver um convencido da vida fazer plof e descer, liquidado, para as profundas. Se tiver raça, pôr-se-á, imediatamente, a «refaire surface». Cá chegado, ei-lo a retomar, metamorfoseado ou não, o seu propósito de se convencer da vida – da sua, claro – para de novo ser, com toda a plenitude, o convencido da vida que, afinal… sempre foi.
Alexandre O’Neill, i
Junho 24, 2011 at 1:47 am
Grande conclusão! Ao fim de 117 comentários.
Junho 24, 2011 at 1:49 am
Durmam bem..afinal existe vida para além da educação..julgo eu…
Junho 24, 2011 at 1:50 am
Não ao milho aos pombos.
Junho 24, 2011 at 1:51 am
Lirismos.
Umbiguismos.
Junho 24, 2011 at 1:52 am
O tipo vai fazer o “mestrado” (não é?) e vai zarpar. Óptimo.
Vai experimentar “a diversidade enorme de experiências educativas que grassam por esse mundo fora!).”
Vai-lhe fazer bem!
Junho 24, 2011 at 1:53 am
Então o Nuno Crato não era um blue print?
Junho 24, 2011 at 1:57 am
Nós somos uma classe?
Nem hoje, nem nunca…
Apenas um saco de gatos, com uns a gritar “eu sou “muita”" bom” e os outros são uma nulidade…
Junho 24, 2011 at 1:59 am
O tempo que passam a olhar para o olho do cu…
Qualquer dia zarpo, já faltou menos…
Junho 24, 2011 at 2:06 am
Relatório PISA2006:
Os alunos norteamericanos têm resultados muito próximos dos alunos portugueses!!! ENA!
O que NC não disse: Portugal tem uma subinvestimento secular crónico no sector da Educação – o pior investimento europeu durante 150 anos (!). E continua. No relatório PISA2006 consta que os EUA (ainda) gastavam o DOBRO E MEIO mais por aluno do que Portugal!!!!!!!
http://www.youtube.com/watch?v=mOms6TdHl5I&feature=player_embedded
Junho 24, 2011 at 2:06 am
e também fazes o mestrado antes?
Junho 24, 2011 at 2:07 am
Relatório PISA2006:
Os alunos norteamericanos têm resultados muito próximos dos alunos portugueses!!! ENA!
O que NC não disse: Portugal tem uma subinvestimento secular crónico no sector da Educação – o pior investimento europeu durante 150 anos (!). E continua. No relatório PISA2006 consta que os EUA (ainda) gastavam o DOBRO E MEIO mais por aluno do que Portugal!!!!!!!
Plano Inclinado
http://www.youtube.com/watch?v=mOms6TdHl5I&feature=player_embedded
Junho 24, 2011 at 2:15 am
#129 estás a falar para quem?
O tempo para aí (Sintra) como está?
Junho 24, 2011 at 2:15 am
Parece que o MAT recuperou e veio até aqui mascarado.
Junho 24, 2011 at 2:16 am
José Hermínio Oliveira
Os meus parabéns, bem haja!
Junho 24, 2011 at 2:20 am
#107 tem toda a razão
Junho 24, 2011 at 2:32 am
É embrulhar para ir buscar
Tribunal atribui nota a professora
Docente recebe ‘insuficiente’ por ter faltado a três aulas, duas das quais ao serviço do sindicato. Ministério foi obrigado a dar avaliação de ‘excelente’.
* 0h30
* Nº de votos (1)
* Comentários (0)
Conheça todos os pormenores deste caso na edição papel do jornal ‘Correio da Manhã’.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/exclusivo-cm/tribunal-atribui-nota-a-professora005418403
Junho 24, 2011 at 2:34 am
#132 Porque é que sempre que alguém tem um pensamento estruturado e o apresenta, indo contra a corrente, se levantam logo tantas vozes de recriminação? Por acaso eu também concordo com quase tudo o que o José Hermínio Oliveira apresenta. E sim, há muito maus professores, demasiados.
Junho 24, 2011 at 2:36 am
Junho 24, 2011 at 2:42 am
#136:
Não digas m€rd@!
De presunção e água benta está o inferno cheio…
Gostava era de saber o que vocês andaram a fazer estes anos todos pela Educação?
A salivarem pelo Excelente?
Metam o Excelente no cu.
Junho 24, 2011 at 2:53 am
Junho 24, 2011 at 2:54 am
Junho 24, 2011 at 2:55 am
Fui.
Junho 24, 2011 at 3:14 am
# 114
É o pessoal dos “mestrados”.
Vão todos para Paris.
Junho 24, 2011 at 3:30 am
Se fosse ontem nao me meteria nesta discussao, mas vou partilhar o que VI hoje no caderno de miudo do 4º ano
VI um recado para o pai da criança.
Demorei a perceber a indignaçao/furia do pai pois nao entendi o recado. Percebi que se tratava de “qualquer coisa” que tinha ocorrido no proprio dia.
A minha dificuldade e a furia do pai: a palavra “ouje” escrita pela professora no caderno.
Fiquei para morrer!
Junho 24, 2011 at 3:41 am
#92
“Admiro-me que o frio entre.
É isso que educas aos teus alunos? E ainda és professor?”
E eu admiro-me que tenha criticado isto: “Pelo vidro, entram o calor e o frio…” a #87 e tenha deixado passar isto: “Muitos dos meus colegas de artes visuais não sabem (e recusam) que a cor seja uma propriedade da luz” a #52.
Mais a sério. Não me parece que nenhum deles seja professor de Física pelo que este tipo de erros é frequente. Convém não empregarmos futuramente apenas professores de Física e Química, senão até o Fafe se arrisca a ir para a fila do Centro de Emprego.
#87
“Pelo vidro, entram o calor e o frio…”
António, o frio não entra nem sai, fisicamente não existe. É uma comparação estabelecida pelo nosso tacto. Se tiver dois alguidares, um com água a 30 °C e outro com água a 45 °C e meter (simultaneamente) uma mão em cada um deles, percebe que o que está a 30 °C está mais frio. Se substituir o alguidar com a água a 45 °C por outro com a água a 15 °C e colocar, de novo, simultaneamente uma mão em cada um, perceberá que o que tem a água a 30 °C é, agora, o que está mais quente (e não foi preciso aquecer a água).
O frio é uma percepção que temos quando comparamos corpos a temperaturas diferentes, é subjectivo.
O calor é a energia que transita do corpo a uma temperatura mais baixa para outro a uma temperatura mais alta (até que ambos fiquem à mesma temperatura).
O correcto seria, portanto, ter escrito, “pelo vidro, o calor tanto entra como sai”.
#52
Todos cometemos erros, o que distingue os maus dos bons professores é que aos primeiros isso não os incomoda.
Um exemplo de que todos erramos é esta sua afirmação: “Muitos dos meus colegas de artes visuais não sabem (e recusam) que a cor seja uma propriedade da luz”.
Se entendermos propriedade como sinónimo de posse, o que diz é que a luz (radiação visível) possui uma determinada cor. Acontece que, os nossos olhos captam um intervalo contínuo de comprimentos de onda do espectro electromagnético, que vão (sensivelmente, variando um pouco de pessoa para pessoa) desde os 380 (violeta) aos 750 nanómetros (vermelho). Pelo que, como sabe, a luz que vemos é uma “mistura” de feixes monocromáticos de cores diferentes. No entanto, não é correcto (sequer) dizermos que a cor de um feixe monocromático é uma propriedade do feixe. Dir-me-á que não é uma propriedade do objecto, pois um dado objecto iluminado por luzes de cor diferente apresenta cores diferentes. Respondo-lhe que tem razão. A cor não é uma propriedade do objecto. Mas também não é uma propriedade do feixe monocromático, porque varia conforme o meio onde ele se propaga. A frequência é que é uma propriedade de uma onda electromagnética. O comprimento de onda (associado à cor, no visível) varia conforme o meio de propagação, porque varia a velocidade de propagação. Por exemplo, o Sol, visto daqui da Terra é amarelo alaranjado mas visto do espaço (para lá da atmosfera) é verde amarelado. Só enquanto se propaga num mesmo meio, a “luz” mantém a cor, mudando de meio, a cor muda.
A cor não é, portanto, nem uma propriedade da “luz” nem do objecto onde ela se reflecte (parcialmente), é o resultado da interacção entre ambos.
Junho 24, 2011 at 4:06 am
#138 A sua postura só confirma aquilo que eu afirmei. De facto não vale a pena visitar estas caixas de comentários autofágicas.
Junho 24, 2011 at 5:34 am
Fui fazer um xixizinho e, antes da deita decidi dar aqui uma voltinha.
#144
Caro Apache.
Não sou professor de Física, mas entendo claramente a sua explanação.
Já agora, a ‘cor’, na verdade, é uma ‘interpretação’ que o nosso cérebro faz dos estímulos luminosos que o aparelho visual recebe – uma coisa é a frequência da luz e outra a cor propriamente dita (a que até os cegos de nascença atribuem significados). Ou seja, ‘cor’, num sentido mais abrangente e em boa verdade, é uma representação humana (e de alguns animais superiores) das frequências electromagnéticas visíveis.
Por isso que uma parede branca, à noite, iluminada por uma lâmpada incandescente amarelada (na casa dos 3800ºK), nos parece branca como a veríamos de dia.
Como sabe, os três tipos de cones de que dispomos são sensíveis às três frequência da luz correspondentes ao RGB, e os bastonetes somente à intensidade da luz. Como sabe também, são diversas as aberrações ópticas que acontecem dentro do olho humano, seja devido a deformações da córnea, do cristalino, do humor aquoso, ou até da retina, e algumas delas alteram a percepção da cor. Por outro lado, o processo de reposição da rodopsina, por exemplo, entre outros (como a visão descontínua) conduz a aos efeitos de contraste simultâneo e de pregnância cromática.
E a percepção visual depende, logo à partida, do aparelho visual. Por isso que os touros não distinguem cores (não têm cones na retina). A percepção visual depende também de factores genéticos (espécie), culturais e pessoais, e a percepção da cor é uma parte do processo da percepção visual, apesar de pouco aprofundada na Teoria de Gestalt.
Na visão, tal como em todos os nossos sentidos (abordagem muito superficial, porque também não sou professor de ciências) nada mais se trata que interpretações que o nosso cérebro faz de alterações do meio em que se ‘move’ – tudo começa com receptores (células sensíveis), transmissores e neurónios.
E por aí a diante…
Desculpe discordar totalmente do colega quanto à benevolência para com a ignorância de alguns nossos colegas a respeito, mas se os meus alunos de 7º ano (disse bem, sétimo ano) conseguem entender o essencial da questão e, alguns deles, responder no teste que um objecto vermelho iluminado apenas por uma luz verde fica negro (não se vê) sem que nunca tal particularidade lhes tenha dita, também os meus colegas (que não era suposto terem cristalizado após os seus cursos – ai de nós se os médicos assim o fizerem!) deveriam entender o elementar que referi a respeito (sem qualquer desenvolvimento porque reservo as aulas para as salas de aula). Pobre de um professor do secundário que não é capaz de aprender matéria da sua área disciplinar que é central e consta dos manuais do 7º ano (e tenho encontrado alguns!). É verificar…
Mas alguns não só não o fazem como não aprendem quando se lhes ensina (e esse é um tema que abordei frequentes vezes, agora já por piada!).
Eu formei-me em Design geral em 1984 (sem bem me lembro) e não aprendi na faculdade nada sobre fotografia, serigrafia, cerâmica, gravura, escultura, informática, e muito pouco mesmo sobre geometria (área de eleição, seja qual o sistema projectivo) etc., etc. etc., matérias que lecciono com grande sucesso faz muitos anos!
É muito simpático condescender à mediocridade dos outros, mas lesivo de um mínimo de qualidade, no caso, da Educação.
E quanto à nossa própria mediocridade, saiba o colega que nada me pesa nas costas o que vou aprendendo de novo. E nada me custa também sublinhar numa aula de geometria que um dado processo me foi ensinado por um aluno meu numa aula minha.
A malta ri e até aprende com mais gosto.
Que não sei tudo, claro que não!
Mas que eu aprendo e uso o que vou aprendendo… julgo que seja o que se espera de um professor. Se não, porque raio um professor com 20 anos de experiência há-de ganhar mais do que um com 5? Porque raio a progressão profissional dos professores (por exemplo) sempre esteve relacionada com o passar do tempo?
Porque é suposto que 20 anos de experiência não seja 1 ano repetido 20 vezes! Ou estarei enganado!?
Todavia, a mediocridade científica de muitos colegas nossos, na sua área específica, é só uma parte do problema…
Quanto à história do ‘frio passar’ pelos vidros, se é verdade que o vidro não tem grande inércia térmica, é verdade também que os vidros duplos têm no seu interior um meio (gás) de muito baixa densidade e a uma muito baixa pressão, pelo que ‘passa’ muito mais ‘frio’ por uma parede de ‘tijolo de onze + caixa de ar + tijolo de sete’, sem isolamento térmico, que por uma janela de vidro duplo… ou calor, ou energia térmica (como disse, o frio não existe; o frio é ausência de calor, tal como o escuro ausência de luz e o silêncio ausência de ruído).
Bem haja, todavia, a sua boa-vontade.
Junho 24, 2011 at 6:19 am
Mais um xixizinho, insónias e pica de principiante…
#144
Caro Apache,
É com todo o gosto que aprenderei consigo tudo o que tiver por aí para me ensinar, por isso mande.
Sabe porquê? Porque gosto de aprender.
E gosto de aprender por dois motivos:
1- Para saber;
2- Para depois ensinar!
E já agora, ainda quanto aos concursos, sabem os colegas porque há alguns professores (demasiados) que são negligentes, ignorantes e maus profissionais? Por uma razão muito simples: porque podem!
E estou mesmo convencido que o sistema de ingresso (concursos) que temos é um dos factores que conduzem a isso, pelo que deve mudar.
Tal como o anterior processo de avaliação, pelo que se tentou mudar. Todavia, o processo escabroso, ridículo e tristemente burocrático que se conseguiu (apesar de todo o nosso processo de luta, em que participei sempre e que levou a que eu fosse avaliado somente um mês depois de findo o prazo para entrega da auto-avaliação e por pressão do anterior PCE – era eu o único prof da ES S Pedro, Vila Real, que não o tinha entregue) é tão permissivo aos interesses e relações pessoais que mais valia o anterior: nenhum!
E não vi a minha (falta de) classe profissional apresentar quaisquer propostas dignas desse nome. De facto, de início, muitos professores o que não queriam mesmo era serem avaliados… e eu julgo que entendo porquê.
Neste momento todos os elementos da estrutura vertical do meu processo de ADD (relator, coordenador de departamento e director) me desprezam e têm a pior das más-vontades a meu respeito. Se pudessem, ‘punham-me na rua’, mas nem por isso eu deixo de entender que um processo de avaliação é essencial nem que a figura de um Director (ou semelhante) são essenciais. Eu não confundo os meus interesses pessoais circunstanciais com as minhas convicções. Não adapto a minha ‘ética’ ao que me convém a cada momento. Não ajuízo a justeza do mundo com base nos precauços que me surgem…
Bom dia e boa continuação.
Junho 24, 2011 at 7:53 am
Ó meu rico S João
este povo não tem emenda
se acabam com o concurso nacional
vamos todos dormir numa tenda
Junho 24, 2011 at 8:35 am
#144
«O calor é a energia que transita do corpo a uma temperatura mais baixa para outro a uma temperatura mais alta (até que ambos fiquem à mesma temperatura).»
Gralha termodinâmica: em vez de “temperatura mais baixa para outro a uma temperatura mais alta” –> deve ser “temperatura mais alta para outro a uma temperatura mais baixa“.
Junho 24, 2011 at 9:11 am
Nuno Crato deu uma entrevista à Agência Ecclesia.
http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=84407
A Agência Ecclesia é a agência de notícias da Igreja Católica em Portugal.
A Igreja Católica domina grande parte do ensino privado.
Nuno Crato promete-lhe mais.
Junho 24, 2011 at 10:29 am
Por favor não comparemos o incomparável.
Para a dimensão desses países nós somos ums região e com região temos autonomia, logo concurso regional (nacional).
O tamanho conta
Junho 24, 2011 at 11:07 am
“mas depois escolhem os médicos para si e para os seus filhos não em função de um concurso nacional, mas a dedo”
Para quem acha que essa é a solução para o ensino:
1.º- Lembrar o que ontem se soube sobre a fraude, na prescrição
2.º- Ter em conta o número de mortos (ou quase que…), por negligência médica
3.º- Pensar na dimensão das listas de espera (muitos médicos responsáveis por elas são os mesmos seres humanos- olha a ética- que trabalham na clínica privada que faz o mesmo serviço)
4.º- Ter presente o número de reclamações por mau atendimento
5.º – Não esquecer a diferença de tratamento que nos é dada pelo mesmo médico consoante está no consultório ou no hospital/clínica
6.º- Recordar todas as conversas com familiares e amigos sobre as falhas no disgnóstico e no tratamento de médicos a quem pagamos , por exemplo, 75 € por uma consulta e nos achamos “roubados” ou demos uns milhares por uma operação que não surtiu o efeito previsto, mas já não podemos reaver a “massa” (os tribunais são o que se sabe e depois há sempre a velha desculpa médica de que…)
7.º- Não esquecer de referir os casos de assédio, em consultório, não denunciados (ou porque ainda impera a vergonha, ou porque….)
8.º- Reflectir na probabilidade de termos feito exames que não eram necessários, só porque…
9.º ….
(reconheço que o meu dedo escolheu, muitas vezes, mal. A culpa deve ser minha…)
Estou com pressa, mas queria partilhar um ensinamento que tenho sempre presente:
Nunca dizer mal dos médicos, nem dos juízes pois, um dia, podemos apanhá-los pela frente e a nossa vida depender deles…
Junho 24, 2011 at 11:17 am
#152:
Pois, a nossa classe é a única que se auto flagela.
Em público.
Como os cristãos na arena de um circo romano.
Mas já agora: nós somos uma classe?
(A minha escrita é assim, quando quero, não obedeço as cânones religiosos)
Junho 24, 2011 at 11:20 am
O TAL DE Hermínio está numa destas escolas ..existir existe..e deve ter feito o curso no IADE julgo eu…
O presente concurso destina-se exclusivamente a alunos da Escola Secundária Domingos Sequeira e da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo.
O júri do concurso será constituído pelos seguintes elementos da comunidade escolar: professor José Hermínio Oliveira, de Artes (presidente do júri)
JULGAR OS OUTROS SEGUNDO A SUA BITOLA É ALGO DE ERRADO..SER BOM NO QUE SE FAZ E GABAR-SE OK..AGORA TOMAR A PARTE PELO TODO REVELA ANTES DE TUDO SOBERBA…INDEPENDENTEMENTE DA VALIA QUE O PRÓPRIO TENHA ..
http://fotografiaap12.blogspot.com/2011/01/regulamento-do-concurso-de-fotografia.html
Junho 24, 2011 at 11:36 am
#149
Correcto, Américo (devia ser da hora tardia).
Cá está o que eu dizia, todos erramos. Obrigado pela correcção.
Junho 24, 2011 at 11:56 am
#144
Evidentemente que sei que é o calor e não o frio que circula de uns corpos ou ambientes para os outros; estava a comentar outro assunto e fiz aquela referência numa linguagem coloquial que obviamente não é a linguagem cientificamente correcta. Mas julgo que, primeiro, não estava a fazer uma prelecção de física, embora esteja sempre disponível para ler atentamente as explicações que os colegas da área quiserem aqui fazer; segundo, que toda a gente percebeu, até o comentador, que na falta de argumentos, implicou com a imprecisão da linguagem.
É que o discurso científico é lixado, pois não admite erros, falhas, lapsos. Repare que me corrigiu a mim mas também se enganou, como foi assinalado pelo #149. Digamos que é um discurso pouco adequado a uma caixa de comentários, o que não quer dizer que não nos esforcemos por sermos rigorosos na nossa escrita.
O outro é que a sabe toda: escreve pouco, saem menos asneiras…
Junho 24, 2011 at 12:00 pm
Meninos chega de Física, oK? Ou enganaram-se no blog?
Junho 24, 2011 at 12:07 pm
Santos populares, olhai pró que vos digo
Vamos comer receita velha em novo prato
Mas concordo que merecemos este castigo,
cozinhado pelo Nuno Crato.
Junho 24, 2011 at 12:17 pm
José Hermínio Oliveira porposto para professor do ano …
JÁ JÁÁÁÁAÁ´
José Hermínio Oliveira sou teu fã
Junho 24, 2011 at 12:17 pm
Honestamente, acho que todos conhecemos os maus professores que existem na nossa escola. Até podem não ser muitos, mas existem em toda a parte.
E não façamos confusões: um mau professor não é aquele que esporadicamente dá erros científicos; não somos máquinas, também erramos. Um bom professor depressa compreende o que correu mal e tenta melhorar(-se). Um mau professor é aquele que passa aulas no Facebook, manda sms, atende chamadas, chega sistematicamente atrasado, tira os testes e fichas da net, etc. Não me digam que não existe UM professor com algum destes comportamentos na vossa escola…
Junho 24, 2011 at 12:18 pm
Errata: proposto
ops … lá ia eu parar à lista do José Hermínio Oliveira
Junho 24, 2011 at 12:44 pm
Isto é o sistema no seu pior:
«Tribunal atribui nota a professora
Docente recebe ‘insuficiente’ por ter faltado a três aulas, duas das quais ao serviço do sindicato. Ministério foi obrigado a dar avaliação de ‘excelente’.», in C da Manhã
Esta colega será das que, entretanto, foi ultrapassada, no concurso?
Junho 24, 2011 at 12:47 pm
#14
«é de Ciências e portanto não pode ser bom em comparações»
1. A soma dos antecedentes de uma proporção está para a sua diferença assim como a soma dos consequentes está também para a sua diferença.
2. Dois está para cinco assim como quatro está para dez.
Esclareça-me, se o quiser fazer, se são comparações ou não.
Sendo-o, digo-lhe que estão bem feitas; mais, são exactas.
Se não forem comparações, tenho de arranjar outro exemplo.
Estudei Ciências.
Junho 24, 2011 at 12:50 pm
Se o Nuninho se “desembaraçar” dos concursos, os colegas que tiverem filhos para empregar na docência, não se esqueçam de bajular o senhor director e de se esforçarem por conhecer as suas preferências (nem todos gostam de robalos).
Junho 24, 2011 at 12:55 pm
163,
Eu estava a ser irónica (como quando meti o DN, nas empresas estatais) e referia-me à comparação, como recurso expressivo, ou de retórica.
Se pretende defender o as ideias do Nuninho, ajude-o explicando-lhe que também tem ideias românticas quanto à elaboração dos tempos lectivas para cada disciplina. Numa escola há toques e mais não explico.
Junho 24, 2011 at 12:55 pm
PARA SI É FÁCIL É SÓ IR AOS LENÇÓIS DO SEU HEADMASTER…
PRESUMO QUE A ALUSÃO AOS ROBALOS É UMA METÁFORA PARA DIZER QUE NEM TODOS GOSTAM DE FELLATIO…
Junho 24, 2011 at 12:58 pm
Na minha escola não existem toques…fui….vou…
Junho 24, 2011 at 1:00 pm
#165
Esclarecido quanto ao 1.º parágrafo. Quanto ao 2.º, só defendo aquilo que conheço bem. Obrigado.
Junho 24, 2011 at 1:02 pm
Junho 24, 2011 at 1:13 pm
#156
“Repare que me corrigiu a mim mas também se enganou”
Há um ditado popular que diz que “quem anda à chuva, molha-se”
Já agora, a sua imprecisão pareceu-me normal no contexto. “Corrigi-o” , apenas, porque me pareceu “pouco justo” o comentário do Fafe (em #92).
#160
“Não me digam que não existe UM professor com algum destes comportamentos na vossa escola…”
Não me diga que não conhece nenhum mau profissional em cada uma das outras profissões?
#146
“Desculpe discordar totalmente do colega quanto à benevolência para com a ignorância de alguns nossos colegas”
Não precisa pedir desculpa, não devemos prescindir do “direito” à discordância.
“É muito simpático condescender à mediocridade dos outros, mas lesivo de um mínimo de qualidade…”
De acordo. Mas não se trata de simpatia, trata-se de avaliar mais profundamente a dita “mediocridade”. Há professores que cometem muitos erros, nas suas lições, não por desleixo ou por não fazerem formação (esses sim, são maus profissionais) mas por serem (de)formados por maus formadores (um erro nosso, numa aula, forma mal (também, ou principalmente) os que querem aprender e estão atentos. Ou seja, o problema, em muitos casos, está a jusante, na formação de professores (no ensino superior). E isto acontece em todas as profissões. No caso dos médicos, que cita (a propósito da formação) quantos erros cometem? Nunca ouviu um médico dizer que a radiação emitida pelos telemóveis provoca cancro no cérebro? Claro, voltamos à tal questão, não sabem Física.
Há uns dois meses (sensivelmente) a delegada de saúde concelhia (médica, portanto, e já em fim de carreira), numa das palestras que faz regularmente na minha escola, dizia que o Sol, hoje, fazia pior à pele que há 20 anos atrás, por causa do buraco do ozono. Uma vez mais, a senhora não tem que saber Física, portanto, não tem que saber que a quantidade de ozono na atmosfera é tão residual que o seu papel é insignificante e que o único gás que conta, em termos de absorção de radiação UV é o oxigénio. Mas devia saber que “um buraco” na atmosfera, por cima do Pólo Sul, não deixa chegar mais luz solar ao chão, em Portugal. E note-se que a senhora me parece uma profissional bastante dedicada.
Serve isto tudo para dizer que concordo que sempre que detectamos um erro, num colega, lhe devemos dizer, mesmo que ele não goste de ouvir, mas devemos ter cuidado com a forma como generalizamos e rotulamos, porque caímos facilmente em rótulos injustos.
Quanto ao mais importante, gostei da forma como manteve com o António Duarte uma discussão interessante.
Junho 24, 2011 at 1:22 pm
#148 – Mude de vocação: algumas quadras populares têm erudição, outras saber popular (empírico), outras observações simplistas (então, se o processo não for concurso nacional temos ensino sem professores – alunos em auto-gestão? – ou somos pagos a preço de senhora da limpeza? Não é o que se passa no UK, USA, Holanda, etc.).


#150 – Ensino privado vs ensino público – outro assunto que aqui não abordo. Comiam-me vivo!
#151 – No UK e nos EUA (entre outros) as contratações são directas escola a escola.
#152 – “Nunca dizer mal dos médicos, nem dos juízes pois, um dia, podemos apanhá-los pela frente e a nossa vida depender deles…”. Ou seja, os nossos interesses pessoais sempre à frente dos nossos princípios – filosofia conveniente! (o resto são não mais que argumentos de circunstância, que perdem algum valor com o remate final, não!?)
#153 – Corporativismo cego é um dos maiores defeitos de qualquer classe profissional – um problema tão português.
#154 – Não sei de que concurso fala. Esclareça, por favor. (E, se quiser, veja o resultado do concurso de alunos 99% da minha autoria e responsabilidade em: http://linkarte.blogspot.com/2010/11/arte-na-escola-secundaria-domingos.html e em: http://fernandoguerra.com/bfj2/ fotos 101 em diante).
E leia o que eu escrevi, e não outras coisas que não lá estão – um pouco de honestidade intelectual fica sempre bem! E, já agora, que discorre tanto sobre a minha vida e situação profissional ‘pessoal’, identifique-se – ou não está habituado a assinar as opiniões que debita? (Coisa feia!).
#155 – Todos erramos. Alguns aprendem com isso. Outros não… e muitos porque (podem) não querem.
#159 – Obrigado pelo elogio, mas não o mereço. Existem por aí profissionais da Educação muito melhores e mais merecedores do que eu, tanto do ponto de vista estritamente profissional como humano – e eu, felizmente, conheço alguns.
#160 – Bolas, estava a ver que tinha a capacidade de ver o invisível! Se assim é, felizmente não sou o único…
#161 –
#162 – Pois é…
Isto está mesmo a ficar giro! Ainda o Paulo G. me vem desancar por aborrecer algumas ‘ovelhas’ do seu ‘rebanho’ (não que ele se ache ‘pastor’ nem que todos os que aqui debatem sejam ‘ovelhas’).
Bjs e abraços.
Junho 24, 2011 at 1:30 pm
#171
Ah bom, afinal sempre concordamos em algumas coisas. A grande diferença está na forma – eu arrogante e desbocado, o colega comedido e ponderado…
Todavia, como fui tendo oportunidade de ir esclarecendo, algumas generalizações que fiz (um erro e um defeito) são resultado também da ‘escrita automática’.
Teve essa minha postura, todavia, a virtude (discutível) de chegarmos a 171 comentários. O PG deve estar a esfregar a barriga!!!
Junho 24, 2011 at 1:34 pm
#170,
“Não me diga que não conhece nenhum mau profissional em cada uma das outras profissões?”
Não me diga que parte do pressuposto que, como há maus profissionais em todo o lado, é deixá-los estar, que não há problema.
Junho 24, 2011 at 1:35 pm
O anterior era para o colega Apache, no #170, e não para o #171 (meu).
Peço desculpa
Junho 24, 2011 at 1:38 pm
#170 (ainda) Se a delegada de saúde concelhia que refere ler esse seu comentário e continuar a dizer o que disse, que tem a dizer a respeito?
É a isso que me refiro – colegas com 20 anos de experiência (ou mais) que pouco mais fazem que repetir o seu primeiro ano 20 vezes (que, por princípio, e em termos comparativos, é sempre muito fraquinho – o meu foi).
Junho 24, 2011 at 1:43 pm
#100 António, felizmente para a Educação (eventualmente, infelizmente por outros motivos), hoje há mais oferta do que procura (de prof’s).
Um dos motivos pelos quais a Educação no UK tem passado maus bocados (mas não o central – excesso de eduquês) é exactamente porque existe mais procura do que oferta (de prof’s).
Junho 24, 2011 at 1:45 pm
Meu caro é-me indiferente a sua vida privada ou não apenas pretendi demonstrar que existia….e quanto à soberba os tais 99% dizem tudo…bem na Coreia do Norte são 99,9% ok..
Só me identifico a quem me apetece várias pessoas aqui conhecem.me…a personna só se tira a pessoas de confiança……e desculpe que lhe diga mas a sua forma de escrever blasé não me inspira confiança…quanto à Holanda e Inglaterra sim senhor belos exemplos…andam carentes de professores como o “caraças”"..
POR VEZES NÃO É O QUE SE ESCREVE É A FORMA COMO SE ESCREVE É O SUBLIMINAR …MAS SENDO PORTADOR DE UM QI ACIMA DOS “550″ DEVE ENTENDER ISSO..FUI.. vou ver o sol e os espaços azuis entre as nuvens….ver as expressões e faces que flutuam por aí.as mesmas dizem mais do que qualquer forma de escrita…
Junho 24, 2011 at 1:52 pm
#172
“A grande diferença está na forma – eu arrogante e desbocado, o colega comedido e ponderado.”
Cá está, generalização precipitada.
#175
“Se a delegada de saúde concelhia que refere ler esse seu comentário e continuar a dizer o que disse, que tem a dizer a respeito?”
Diria que a cegueira maior é de quem se recusa a ver.
Junho 24, 2011 at 2:02 pm
No “anterior regime”, as aulas tinham 45 ou 90 m e disseram -nos que íamos poder optar. Era claro que, como todos achamos que 45 era pouco, “decidiríamos” pelos horrorosos 90.
NC acha ridículo o ME impor, mas a verdade é que numa escola, não pode haver uma aula de 50, outra de 60, outra de 70 ou de 90, porque mesmo não havendo toques, há os alunos a entrar e sair das salas, com o correspondente ruído. E a autonomia levaria a que os grupos de pressão de cada disciplina se começassem a guerrear. Já conheci essa experiência, não vale a pena insistir no erro.
Haja sensatez!
As escolas devem elaborar os horários, com base em orientações bem definidas por parte da tutela.
Ainda não chegámos à maioridade!
Junho 24, 2011 at 2:09 pm
171,
Confirmo que em 172 só pretendi lançar alguma poeira, para mostrar que o governo tem muito para fazer.
Mas continuo a achar que se pensam que acabando com os concursos, acabam com os maus profissionais estão completamente enganados.
Aliás, por um ou dois professores que use a net indevidamente, não vale a pena tanto esforço. Haverá caminhos menos tortuosos.
Parece-me que se deve trabalhar-se em função de uma maioria e não de uma minoria.
Junho 24, 2011 at 2:17 pm
#179 – E, assim, nunca lá chegaremos (à maioridade). A tutela que tutele – lembra-se do Salazar!?
Vejam-se outras experiências e aprenda-se com elas. Com o bom e com o mau.
Por princípio, o NC tem razão.
Junho 24, 2011 at 2:21 pm
#171 – Nunca foi dito isso. Diminui-se o nº de maus profissionais através de vários instrumentos. Os concursos podem ser um deles (mais preventivo), e não o têm propriamente sido…
A avaliação docente e das escolas (inseparável) é bem mais importante.
Junho 24, 2011 at 2:28 pm
#171 (ainda) Estive uma semana numa das melhores escolas da Holanda (escola artística, em Haarlem).
Lá, durante o intervalo, ninguém trabalha, mas ninguém mesmo. Durante os tempos de aula,os prof’s que estão na sala de prof’s estão todos a trabalhar.
Costuma passar pelas salas de prof’s das nossas escolas durante os tempos lectivos (eu nem por isso, tenho sempre muito trabalho na sala de aulas – disciplinas práticas)?
Já agora, do ponto de vista ‘puramente arquitectónico’, essa escola, lindíssima e mto bem equipada, não chega nem aos calcanhares da minha e dos seus 10.000.000€ (‘parabéns’ à PE e ao governo anterior)…
Junho 24, 2011 at 3:19 pm
Doutora Maria Campos,
Está tão amarga… Acabou-se o tacho?
Junho 24, 2011 at 3:40 pm
…pois eu se não tivesse filhos ou se fosse do quadro também não me importava que acabassem os concursos….se não tivesse lugar aqui pegava na mala e ia para qualquer lado..
Junho 24, 2011 at 3:41 pm
Discussão muito, mas mesmo muito interessante.
E desculpem mas não tinham percebido que no «embrulho» das ideias estava o fim dos concursos nacionais? Quando se diz que se quer acabar com o ME e se quer dar maior autonomia às escolas esta-se a dizer que o ME só vai ter um serviço para a definição do «core» curriculum (o desenvolvimento fazem as escolas sem programas definidos centralmente) e a Inspecção (sim porque é autonomia e não independencia e portanto a contrapartida é responsabilidade a averiguar pela IGE).
E aposto que no pacote vai estar a gestão profissionalizada das escolas, que aliás nem é uma novidade legislativa (embora não tenha entrado em vigor – em 2003 foi aprovada uma alteração à LBSE que consagrava isso mesmo mas foi vetada pelo PR Jorge Sampaio. O cavaco agora não vai vetar).
Junho 24, 2011 at 3:45 pm
Não vou ler tudo, lamento.
O que sei é que – e é um projecto transversal a boa parte do PS e PSD – o futuro da contratação dos professores passará por uma combinação entre direcções e autarquias, provavelmente através de entrevistas pelo Conselho Geral.
Essa decisão, em nome da autonomia e responsabilização, é um erro enorme se for para ser aplicada a todas as novas contratações, incluindo para so quadros de agrupamento.
E digo-o já, para que não digam que não avisei ou que disse outra coisa.
Junho 24, 2011 at 3:59 pm
Os quadros de escola já não existem …! Os professores do quadro passaram ao estatuto de trabalhadores com contrato por tempo indeterminado …!? Não é assim? Ouvi isto no sindicato há já um ano.
Junho 24, 2011 at 4:06 pm
Partindo do princípio optimista de que continuará a haver quadros de pessoal…
Tenho muitas dúvidas. O projecto neoliberal que congrega estas direitas que aqui e em quase toda a Europa tomaram o poder, mais as esquerdas envergonhadas que em dois ou três países ainda lhes fazem os fretes, parece-me caracterizar-se pelo fim das carreiras na maioria das profissões.
Se um professor faz o mesmo ao longo de toda a vida profissional, para que é que há-de ir ganhando progressivamente mais? Para o motivar a progredir, para recompensar o aumento da experiência e da competência, tem sido a resposta. Digamos que é estimular pela positiva. Mas estes senhores liberais que mandam agora têm descoberto, talvez pelos chineses ou por outros, que também podem estimular pela negativa, pelo medo de ter uma avaliação negativa e ir para o desemprego. É para o que serve a tal “cultura da avaliação”…
Discutia-se aqui há uns dias neste blogue a propósito de elites. Talvez esteja aí uma definição de elites tendo em conta o futuro que nos estão a preparar: aqueles que terão direito a uma carreira profissional: políticos, empresários, gestores, juízes e poucos mais…
Junho 24, 2011 at 4:09 pm
Sou a favor de concursos nacionais tendo como critério de ordenação a nota do curso base, (nada de complementos) mais o tempo de serviço.
Concursos nacionais, apesar de tudo são mais transparentes que entrevistas pelo diretor ou pelos conselhos gerais.
Excepcionalmente, TEIPs.., deveriam ser locais os concursos.
Junho 24, 2011 at 4:11 pm
Depois do exemplo da Finlândia parece que vem aí a China e o Japão.
Para quando, governarmos, pensando em Portugal?
Junho 24, 2011 at 4:28 pm
#187
Caro Paulo, bem vindo ao que é seu!
O facto de existir uma diversidade de modelos de contratação eventualmente errados e/ou perigosos não significa que o presente não esteja profundamente errado também.
Independentemente do modelo a encontrar, é necessário que quem contrata tenha instrumentos para avaliar minimamente os conhecimentos e competências (para o efeito) de quem contrata. e um modelo centralizado não me parece ser mesmo a melhor via.
Um dos problemas que a Ordem dos Médicos há muito aponta no processo de selecção dos alunos que acedem às universidades de medicina está exactamente num sistema ‘quadrado’ que conduz a que os que entram não sejam muitas (mas muitas) das vezes os mais indicados para exercer medicina junto das pessoas – tipicamente, os ‘génios’ dão bons teóricos e investigadores, não são, necessariamente, os melhores a lidar com as doenças dos outros (um aluno com média geral de 17,82 val. no secundário, provavelmente, não vai com grande satisfação para um ermo tratar de velhotes!).
Claro que nada pode ser analisado de forma isolada, mas o recrutamento de professores pode ser um instrumento (preventivo) para melhorar o nível geral dos mesmos, e também para estabelecer prioridades nos processos de mudança de quadros (ou lugares) de escola.
Claro, a ADD (nunca esta nem a anterior!) pode ser uma ferramenta muito mais valiosa nesse processo, especialmente no âmbito formativo (se com alguma exigência), mas também como ferramenta fundamental para afastar os que são claramente incompetentes – e que os há, há… e demasiados.
O facto de tal ocorrer também noutras profissões indica que este tipo de processos que refiro aí também deveriam ser aplicados (ai do réu que se justificar ao juiz: mas o outro também roubou! – passo o exemplo grosseiro…).
Dizer que nós somos um povo de cunhas e compadrios e que, por isso, o sistema que temos (concursos) é o melhor será enterrar a cabeça na areia (muito confortável e ‘correcto’), mas também admitir que os povos não podem evoluir. Ora a história de qualquer povo contraria isso (salvo muitos episódios vergonhosos, alguns por demais conhecidos), e a história recente (últimos 30 anos) do nosso mostra-o particularmente.
É necessário ter coragem para mudar, mas de forma pensada.
E,cuidado com a ‘democracia’ e a opinião da maioria – ainda o Sol giraria à volta de Terra e Galileu (e Copérnico) seria um ilustre desconhecido.
Peço desculpa pela minha participação neste exagero de mais de 187 intervenções!
Bem haja.
Junho 24, 2011 at 4:37 pm
Mudasti…MUITA COISA MUDOU REALMENTE NESTES ÚLTIMOS 150 ANOS…
«O país perdeu a inteligência e a consciência moral. Os costumes estão dissolvidos, as consciências em debandada, os caracteres corrompidos. A prática da vida tem por única direcção a conveniência. Não há princípio que não seja desmentido. Não há instituição que não seja escarnecida. Ninguém se respeita. Não há nenhuma solidariedade entre os cidadãos. Ninguém crê na honestidade dos homens públicos. Alguns agiotas felizes exploram. A classe média abate-se progressivamente na imbecilidade e na inércia. O povo está na miséria. Os serviços públicos são abandonados a uma rotina dormente. O desprezo pelas ideias aumenta em cada dia. Vivemos todos ao acaso. Perfeita, absoluta indiferença de cima a baixo! Toda a vida espiritual, intelectual, parada. O tédio invadiu todas as almas. A mocidade arrasta-se envelhecida das mesas das secretarias para as mesas dos cafés. A ruína económica cresce, cresce, cresce. As falências sucedem-se. O pequeno comércio definha. A indústria enfraquece. A sorte dos operários é lamentável. O salário diminui. A renda também diminui. O Estado é considerado na sua acção fiscal como um ladrão e tratado como um inimigo. Neste salve-se quem puder a burguesia… explora. A ignorância pesa sobre o povo como uma fatalidade. A intriga política alastra-se. O país vive numa sonolência enfastiada.»
( transcrição do início do primeiro livro das Farpas, escrito por Eça de Queiroz e Ramalho Ortigão e publicado no dia 17 de Junho de 1871)
Junho 24, 2011 at 4:40 pm
#190
Vamos então aplicar essa ordem de princípios ao acesso ao ensino superior e o que temos é a palhaçada que temos: nós, professores do ens. secundário, é que ‘sabemos’ quem deve estar na sala de aula dos nossos colegas do superior, muitos deles com doutoramentos e afins.
Fale por si, mas eu não me sinto (genericamente) a esse nível. Que sei ‘eu’ sobre medicina, direito, arquitectura mais que os professores do ens superior para ‘decidir’ quem se senta nas suas aulas? Não saberão eles melhor do que eu?
É apenas um exemplo, com enormes lacunas, mas que ilustra bem que a ‘ditadura’ dos sistemas traçados a ‘régua e esquadro’ (quase) nunca são os melhores…
Junho 24, 2011 at 4:43 pm
#193

Ora aí está, até Eça e Ortigão me dão razão
Bem vindo, ‘ifigénio obstruzo’! Na minha pica de iniciante já tinha saudades suas.
Junho 24, 2011 at 4:51 pm
Sem querer ser determinista DIGO: os genes não se mudam..quando muito levam pequenos retoques…e esses retoques levam pelo menos umas centenas de anos a ter algum efeito significativo…mudar mentalidades é muito mais difícil do que separar átomos como disse um tolinho qualquer cujo nome não me ocorre agora…
TAMBÉM DEVE EXISTIR RECESSÃO GENÉTICA …JULGO EU …É VER O CASO GREGO…VOU SAIR…CARPE DIEM…
Junho 24, 2011 at 4:56 pm
#192,
Só um detalhe: a questão do Galileu não tem qualquer relação com democracia, mas exactamente com a apropriação da definição de Verdade por um pequeno grupo (elite?) detentor da capacidade de impor a sua visão do mundo, com base na Fé e não numa demonstração racional articulada com a observação dos factos.
Por isso, não professo qualquer Fé, religiosa ou política, de forma acrítica e sem me basear na observação de uma realidade que, ela mesma, é plural.
Também por isso, me abstraio de discussões entrincheiradas.
Junho 24, 2011 at 4:57 pm
http://www.educ.fc.ul.pt/docentes/opombo/seminario/escher/vida.html
Junho 24, 2011 at 4:57 pm
#189
“Se um professor faz o mesmo ao longo de toda a vida profissional, para que é que há-de ir ganhando progressivamente mais? Para o motivar a progredir, para recompensar o aumento da experiência e da competência, tem sido a resposta. Digamos que é estimular pela positiva. ”
Pois é, mas então porque é que esse sistema não tem dado os resultados esperados?
Porque é que, por vezes, vemos colegas mais novos (que muitas vezes nem pertencem ao QE) a trabalhar mais e melhor que tantos outros com anos e anos desses estímulos, e a ganhar metade? Nunca viu!?
Eu, por exemplo, deixei o ensino (licença se vencimento) e fui para o UK tentar outra sorte profissional. Ao fim de um ano estava no ensino de novo porque, entre outros, é o que sei e que gosto de fazer. Aí voltei – para educar educo os ‘meus’…
Sabe porque fui? Exactamente pelas desilusões que fui amealhando, sendo essa uma delas – tenho dado ao ensino muito mais que muitos (lá está o gabarolas!!!) e reconhecimento nenhum! Perdi um escalão porque tinha mais que fazer (na escola) do que aturar as antigas acções de formação da treta e, por essas e por outras, ganho bastante menos que muitos colegas com o mesmo tempo de serviço, e a alguns deles tive que ‘ensinar’ coisas elementares da sua área profissional (lá está o gabarolas!!!).
Gostei de ver um colega formado em sociologia(?) (sem lugar de quadro) um ano inteiro, dia após dia, a ensinar os seus colegas de filosofia(?) na sala de prof’s as podas da disciplina para que pudessem fazer um trabalho minimamente decente (ES dos Casquilhos, Barreiro, faz uns 15 anos). Que ganhava ele com isso!? Que incentivo tinha para o fazer?
Confiar o sucesso dos profissionais simplesmente à sua boa formação moral não chega!…
Junho 24, 2011 at 5:08 pm
#196
Boa, a cultura de um povo é geneticamente determinada. Essa é forte!
Nós, os gregos e os italianos somos uns vândalos…
Mas é engraçado, eles, os Vândalos (povo do norte da Europa militarmente desorganizado), que levaram uma enorme coça do império romano, uma das civilizações berço da racionalidade e da organização, são hoje os Alemães…
E agora olhe-se para a Grécia, Itália, Portugal, Espanha…
Os povos mudam porque podem mudar.
Uns ‘querem’ fazê-lo num sentido… outros noutro.
Ou seja (com um exemplo em-cima-do-joelho), a cultura de um povo não decorre de determinações genéticas (que disparate!!!), mas sim da ‘sua vontade’…
Junho 24, 2011 at 5:09 pm
#200,
É melhor estudar um pouco essa parte dos Vândalos…
Junho 24, 2011 at 5:18 pm
#197
Exactamente, daí ter escrito ‘democracia’ e não democracia.
Ou seja, há coisas em que cuja maioria de razão não está na maioria…
O uso do termo prende-se com a facilidade com que muitos colegas o usam para explicar que um dado grupo tem razão por ser uma maioria, o que, no seu entender, é democrático. Uma coisa é a legitimidade, outra é estar-se certo ou errado.
Por exemplo, a escola democrática, para muitos, é aquela em que tudo tem de ser decidido por todos – isso não é democracia, é desperdício de recursos…
Congratulo-me em saber que também não é facilmente doutrinável.
Junho 24, 2011 at 5:19 pm
#200
Realmente, faltou lá na sala de professores alguém que explicasse aos colegas, no tempo de um intervalo, as voltas que deram os vândalos pelo Império Romano. É que disse muitas, mas não acertou uma…
Junho 24, 2011 at 5:20 pm
Meu caro os genes sem determinarem tudo-um destes dias se calhar ainda chegam quase a essa conclusão -são fundamentais nas características de um povo.. isto além do clima…claro que o meio e a vontade podem ter um peso per si…a pergunta é até quando..? Nos states existem já bancos de esperma de dadores com QI acima da média pessoas brilhantes..aí casais que querem ter filhos brilhantes podem escolher se querem um atleta um músico um cientista..num documentário recente feito sobre esse tema mostram alguns desses filhos com quase 20 anos e que se salientam nessas áreas de ma forma acima da média…vale o que vale mas faz reflectir sobre um admirável mundo novo num futuro próximo muito elitista…para alguns…
http://topdocumentaryfilms.com/the-genius-sperm-bank/
Junho 24, 2011 at 5:23 pm
UMA AJUDINHA..
http://www.infoescola.com/povos-germanicos/vandalos/
Junho 24, 2011 at 5:32 pm
#201
Pois tenho. Foi ao correr da pena.
Mas fica a ideia.
(E dizem, alguns acima: É pá, o gajo muita-bom meteu uma argolada!)
Youpiii
Junho 24, 2011 at 5:36 pm
Hoje, nenhuma organização, empresa ou mesmo chafarica, contratará um colaborador olhando apenas para um diploma e para a nota de conclusão do curso. Até porque poderia suceder que acabasse por contratar alguém com dificuldades de relacionamento interpessoal, pouca vontade de trabalhar, hábitos de higiene pouco recomendáveis, etc., etc., e até problemas mentais graves.
Junho 24, 2011 at 5:46 pm
#206
#Muita-bom”?
Isso é a treinar para o autodiagnóstico?
Junho 24, 2011 at 6:04 pm
#152
A questão nem é tanto deixar de menosprezar e de denegrir, de forma generalizada, os médicos. Pois o mal reside em desconhecer a vida de inferno que leva um médico. No caso de se tratar da mulher médica tudo piora porque nem direito tem de dedicar-se aos filhos. Não há dinheiro que pague o exercício da profissão médica. O médico é que nunca pode deixar de estudar e de se actualizar, e fá-lo continuamente.
Não se pode, de modo algum, comparar a vida do médico com a do professor. O professor pôde pedir-lhe, num período de longos anos, “n” atestados e voltar ao serviço quando bem entendeu. Porém, o médico é obrigado a fazê-lo se tem um cancro, um AVC, etc., mas no caso de se ausentar por um tempo x qualquer perde o seu lugar de trabalho. Assim, tem mesmo de precaver-se e não pode confiar, no lugar certo, no hospital.
É verdade que o médico não é infalível e o facto de causar danos em qualquer paciente que o procure é duro de aceitar. É do conhecimento geral que existe uma grande percentagem de suicídios na classe médica. Sabe-se que esta classe desempenha a sua profissão sob grande pressão e o stress é a causa de suicídio de imensos médicos.
Evidentemente que cometem erros e nem sempre cumprem com o seu dever tal como os professores. Eles até são bons conhecedores de química e nem sequer têm tempo para se dedicarem a outras matérias, contudo, lêem muito.
Esperar que o médico ainda domine as ciências da física e não possa errar causa espanto …! Era ver então o físico a dissertar sobre temas da área da especialidade do respectivo médico …!
Ao longo dos anos, assisti a tanto conselho de turma e olhei para centenas ou mesmo milhares de pautas de exame afixadas. Os professores também têm contribuído para a asfixia e morte lenta de muito indivíduo. Eu respeito a profissão de médico e a de professor, todavia, tenho consciência que a actuação do médico é mais dura e exigente do que a minha.
Junho 24, 2011 at 6:58 pm
Há alguém que vá para Medicina ou Enfermagem obrigado? Não sabem as exigências da profissão? Não falo nas dificuldades dos cursos, mas nas da profissão. Sei que há casos de suicídio nas profissões da saúde e noutras, também exigentes; a dos Professores, é uma delas. Não sei é comparar, nem com a de engenharia, que foi a minha.
Junho 24, 2011 at 7:07 pm
#208
Não Paulo, é a meter-me com os autores de muitos comentários acima, os que não leu. Se ler os meus (santa paciência!) verá que não concordo com muito (a maioria) do que aqui dizem eu defender.
Estou a trabalhar, pelo que ‘continuam as festividades mais logo’
Junho 24, 2011 at 8:44 pm
#197. Paulo: o paradigma geocêntrico era o dominante e o paradigma heliocêntrico foi-se impondo gradualmente e não de forma repentina, até porque nem tudo era suficientemente claro. O próprio Galileu era católico e continuou a sê-lo até ao fim da vida. Mas abriu a porta à hermenêutica moderna (de interpretação da Bíblia), como é patente na Carta a Cristina de Lorena.
Junho 24, 2011 at 10:31 pm
Ai os concursos nacionais!!!
Esse exemplo de transparência: médias de curso que diferem de universidade para universidade e tempo de serviço que até se pode comprar.
Quero ver quando o Crato aplicar o exame de acesso à profissão. Lá se irá o estado de graça.
A propósito dos concursos nacionais: falava ontem com um primo que é professor numa das Escolas Artísticas mais prestigiadas deste país referiu-me o problema provocado, este ano, por 3 professoras que lá foram parar na roleta nacional: uma de Artes Visuais que não sabe ensinar Geometria Descritiva!!!, tiveram de colocar um segundo professor na sala, e duas de história que julgam estar a dar aulas ao ensino básico, com métodos que por lá nunca se viram, chegando ao propor votação de notas no caso dos alunos com mais de 2 negativas (com 3 e 4), esquecendo-se que estão numa escola onde só lá estuda quem quer.
Junho 24, 2011 at 10:55 pm
Seria um gravíssimo erro acabar-se com o concurso nacional! As contratações pelas escolas são a porta aberta à CUNHA, AO COMPADRIO e há “professores” a lucrarem com isso! O modelo adequado é o do concurso nacional interactivo (com participação das escolas), pautado por critérios objectivos!
Junho 25, 2011 at 2:55 am
A docência é uma profissão autoregulada pela dupla formação inicial: formação de nível superior para o grupo disciplinar de lecionação; formação profissional para o nível e/ou ciclo de docência. Com esta dupla certificação qualquer docente tem os requisitos exigidos. É bom. Está apto.
No decurso do seu trajecto profissional tem provas imensas de carreira e no trabalho diário com os alunos.
Quem não tem aptidão, sai mais dia menos dia da profissão , como é o caso de praticamente todos os ex-actuais-recem-governantes e “as comentadeiras” de serviço. Ou, assim que lhes surge a primeira oportunidade, zarpam da sala de aula e fazem tudo para não mais a ela voltarem. Onde estão? Ei-los nos serviços administrativos do ME, ei-los na (in)gestão, nos sindicatos ..!
Nestes seis anos de terror descobriram-se mais uns tantos : os dos “cargos” e afins.
Inferir os menos bons professores do sistema seria, pois, uma tarefa, actualmente, muito simples: quem adesivou mais, quem defendeu esta estupidez toda – é dos mais incompetentes dentro das escolas. Facílimo.
Mas, creio, que o melhor é perdoar.
São todos bons, até prova em contrário.
Até porque todos têm carta de condução, com NOTA, meus senhores. E dantes as notas tinham MUITO PESO em termos de carreira para toda a vida e eram coisa séria.
As pessoas esquecem-se que a nota de um professor marcava-o durante toda a vida profissional. E deveria continuar assim, nao fosse a total desregulação o caos) do ensino superior, não é verdade meus senhores?
Ninguém fala do essencial! Livra.
Junho 25, 2011 at 2:59 am
Os professores têm notas !!!
Há uns anos, a simples diferença de um valor de nota de uma das habilitações poderia significar ter colocação ou não, durante anos.
Já vêm para o exercício da profissão com dupla avaliação/classificação , já vêm seriados.
Junho 25, 2011 at 4:35 am
# 214
Seria o descalabro total..
Acabava-se com o que ainda resta do ensino ..
Seria o enterro definitivo.
Junho 25, 2011 at 4:38 am
# 213
Por existir uma aberração, não se vai criar uma outra aberração, essa sim que espatifaria com o que ainda existe
Média nacional por universidade, como existiu, como existia “no meu tempo”.
Junho 25, 2011 at 4:50 am
«O que sei é que – e é um projecto transversal a boa parte do PS e PSD – o futuro da contratação dos professores passará por uma combinação entre direcções e autarquias, provavelmente através de entrevistas pelo Conselho Geral.
Essa decisão, em nome da autonomia e responsabilização, é um erro enorme se for para ser aplicada a todas as novas contratações, incluindo para so quadros de agrupamento.
E digo-o já, para que não digam que não avisei ou que disse outra coisa.» Paulo Guinote
Se Nuno Crato subscrever isto, enterra o ensino. Contradiz toda a sua teorização sobre devolver a credibilidade aos professores. Se a centralidade é perniciosa, esta cetralidade de proximidade é cem vezes pior. Só mesmo quem não conhece o país onde vive, pode defender algo deste tipo. Ou quer espatifar com o que ainda resiste.
Coloca ainda mais o professorado nas mãos de um qualquer poder caceteiro, corrupto, incompetente.
Este país chama-se Portugal (e não EUA, Holanda ou seja lá o que for).
Estou apreensiva.
Junho 25, 2011 at 10:29 am
A acreditar que o nome José Hermínio Oliveira não é nick, aguardemos para verificar se este “trabalhinho” ,aqui desenvolvido, deu resultado favorável para ingresso na repartição… Sim, é óbvio que este não é um bom professor pois não contribui de forma positiva para o “clima de escola”.
Junho 25, 2011 at 12:49 pm
# 209
Tretas.
Junho 25, 2011 at 12:56 pm
# 209
Tem de apurar a “subtileza”, para se fazer passar por professor(a)
Junho 25, 2011 at 3:17 pm
Subtle is the Lord, but malicious He is not. (Raffiniert ist der Herrgott, aber boshaft ist er nicht.)
- Albert Einstein
http://en.wikiquote.org/wiki/Albert_Einstein#1920s
Junho 25, 2011 at 4:26 pm
[...] Leia mais: Questões A Debater « A Educação do meu Umbigo [...]
Junho 25, 2011 at 4:53 pm
#216 (anahenriques)
Pois… vêm certificados de fábrica, mas de fábricas não certificadas…
Junho 25, 2011 at 8:21 pm
#220
Caríssima ‘senhoradoutora’, já tenho relator, obrigado (e já estou mal servido que chegue!).
É espantoso que algum professor a sério possa entender que os relacionamentos pessoais (“é óbvio que este não é um bom professor pois não contribui de forma positiva para o ‘clima de escola’) na profissão docente são os mais importantes.
Na minha opinião, os conhecimentos científicos são o pilar central.
Depois vêm a pedagogia e os processos didácticos.
Depois vêm as relações interpessoais com os alunos.
E, só depois, as relações com os colegas. Estas últimas são também essenciais, mas são as últimas da lista que apresento. Aliás, tenho conhecido bastantes colegas EXCELENTES PROFESSORES que, por questões de carácter, simplesmente não se relacionam com quaisquer colegas seus…
A colega, pelos vistos, tem estas ordens invertidas (como os extremistas do ‘eduquês’)!…
Cara colega, deixe-me dizer-lhe fez uma figurinha triste, ignorante e muito pouco profissional com esse seu comentário, o que deixa grandes dúvidas, aqui sim, sobre as suas qualidades profissionais (e pessoais, pois que tecer esses comentários sobre alguém em particular e pessoalmente identificado que a colega desconhece em absoluto não é coisa de gente com um mínimo de dignidade!)…
Se é mesmo assim que vê as prioridades que um professor deve ter, faça um ‘favor à nação’ e mude de Emprego*…
* Eu tenho uma Profissão!
Junho 25, 2011 at 8:32 pm
#220
Caríssima ‘senhoradoutora’, até me esqueci:
E quem lhe disse a si que eu não contribuo para o bom ambiente da minha escola!?
De onde conhece o meu trabalho para tirar tais conclusões!?
Olhe, se quiser, dê uma espreitada em http://linkarte.blogspot.com/2010/11/arte-na-escola-secundaria-domingos.html e em http://fernandoguerra.com/bfj2/ (a partir da foto 101) e diga-me lá V. Exa. se é este o tipo de ‘relacionamento’ que a colega costuma ter no primeiro ano em que chega a uma escola?