Maio 2011


Ou o aparelho ideológico domina há 37 anos ou as coisas mudam a cada novo ME. As duas coisas ao mesmo tempo, não sendo impossível, é dificultoso:

A história da gestão do sistema de ensino é a história da incoerência e da falta de visão estratégica. Os diagnósticos correctos, que não faltam, foram sistematicamente pulverizados pela inépcia de um aparelho ideológico que há 37 anos domina o Ministério da Educação.

(…)

Com efeito, a insuficiente tentativa de obter consensos possíveis sobre esses temas e o fomento de climas de quase ódio entre correntes doutrinárias opostas e ideologias políticas diversas têm impedido que as decisões perdurem para além dos tempos políticos e mudem em função do livre arbítrio de sucessivos governos e ministros.

Ou há livre arbítrio ou há um aparelho ideológico triturador… No que ficamos? Página 20 ou página 24?

Governo adiou despesa pública para melhorar défice

A unidade técnica que dá apoio ao Parlamento diz que o Governo adiou o pagamento de despesas durante o primeiro trimestre.

Os técnicos do Parlamento detectaram que o Governo adiou o pagamento de compromissos assumidos pelo Estado no valor de 205,9 milhões de euros, só no primeiro trimestre deste ano. Com os atrasos nos pagamentos, a execução orçamental reportada pelas Finanças ficou beneficiada. A conclusão consta da análise da Unidade Técnica de Apoio Orçamental (UTAO) ao andamento das contas públicas nos primeiros três meses de 2011.

IEFP ignora circular de Novembro e limpa 164 mil inscritos dos ficheiros

Nova norma ainda não entrou em vigor por falta de aplicação informática embora esta rubrica tenha tido um orçamento de 9,1 milhões de euros.

A Escola pública e Estado democrático

A democracia parlamentar e a escola de massas, que convergiu na escola pública, constituíram-se como dois dos grandes mitos ideológicos forjados no seio das mais avançadas sociedades industriais do século passado.
À primeira era conferida a missão de criar uma sociedade fraterna, totalmente baseada na igualdade dos cidadãos. À segunda foi pedido que também ela se democratizasse, abrindo as suas portas a todas as crianças e jovens que a quisessem frequentar.
São, ainda hoje, dois projectos de uma generosidade indiscutível e que, apesar das fragilidades com que muitas vezes se defrontam, não encontraram ainda melhor alternativa, no respeito pela liberdade de escolha e no pleno exercício da cidadania.
Porém, temos que admitir que a democracia parlamentar não impediu que a riqueza se concentrasse em cada vez menos mãos e que o fosso entre os mais ricos e os pobres fosse cada vez maior. Como não conseguiu erradicar a maior das chagas sociais que nos envergonha: a da exclusão social, que engrossa a fileira dos que têm fome, dos que não têm abrigo, dos que não têm direito à saúde e dos que viram negado o direito a um trabalho.
E também temos que reconhecer que a escola de massas, a verdadeira escola pública, ainda não conseguiu que a igualdade do acesso se transformasse numa igualdade de sucesso; assim como tarda a que a escolaridade seja por todos vista como um valor de promoção social e de meritocracia.
O professor, que é simultaneamente cidadão e educador, vê-se confrontado, nesta segunda década do século XXI, com esse duplo dilema: o de ajudar a construir uma sociedade mais justa e o de erguer uma escola gratificante para quantos nela trabalham e nela se revêem: alunos, docentes, funcionários, pais e membros da comunidade local.
Confrontados entre o desejo de realizar cada vez mais e a míngua dos resultados alcançados, sentem frustrados e menorizados na sua profissionalidade. Sentem-se assim, não por incúria, mas porque são profissionais responsáveis e de dedicação para lá dos limites do imaginável.
Mas sentem-se assim também porque tardam em perceber que o seu desencanto é a medida resultante de uma indirecta e subjectiva avaliação das políticas educativas e dos responsáveis da educação que as protagonizaram.
Os professores são intelectuais livres. É certo. Mas num aparelho de Estado centralizador, como o é o nosso, também são chamados a serem dóceis funcionários executores de medidas de política educativa, das quais por vezes discordam e para as quais só episodicamente são chamados a opinar.
Daí resulta um estranho equívoco: muitos docentes assumem como derrota profissional a falência desta ou daquela medida de governo. Entendem que foram o problema,
quando, de facto, os normativos burocrático-administrativos não os deixaram ir em busca da solução.
Se querem que os professores assumam, em plenitude, toda a responsabilidade do que ocorre na escola, então revela-se indispensável que eles a si chamem a gestão integral dos destinos das instituições educativas. Não há responsabilidade total sem completa autonomia. Não deve ser exigida a prestação de contas a quem não foi autor dos objectivos a contratualizar e da missão a cumprir.
Por isso, antes de se julgar e avaliar os professores, antes de julgar e divulgar o ranking das escolas, urge avaliar e classificar as medidas educativas que estes e aquelas foram obrigados a protagonizar, muita das vezes contra natura.
O Estado e as famílias demitem-se todos os dias de objectivos educativos que só a eles deviam ser remetidos e dos quais contratual e socialmente se responsabilizaram.
Alguns jovens são levados a acreditar que a escola é terra de ninguém. Onde a ética e a deontologia fica à porta da sala de aula e onde todo o individualismo exacerbado pode substituir o trabalho honesto e colaborativo.
Muitos professores são apanhados em curvas mais apertadas da sua profissão porque são induzidos a julgar que foram formados para serem exclusivamente gestores de conflitos numa arena que, em algumas escolas, resvala o limite do bom senso e da decência.
O Estado e as famílias pedem à Escola que os substituam. E apontam o dedo acusador quando a máquina falha por excesso de carga profissional, emocional ou administrativa.
Assim não! É que mais cedo do que a razão aconselharia talvez haja muitos professores que já tenham percebido que mais vale pronto recusar que falso prometer.

João Ruivo
jruivo@almada.ipiaget.org

(c) Maurício Brito

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Com turbantes era mais bonito. Ou não.

..

Que é como quem diz, o Futre é que não sabia disso. E a Alçada ainda não descobriu.

Autorizada a usar iPod nos exames

Uma jovem aluna de uma escola privada de Edimburgo, Escócia, acaba de ganhar em tribunal um caso sem precedentes: o juiz reconheceu-lhe o direito a ouvir música no seu iPod durante os exames porque, alega a jovem, não se consegue concentrar sem música. O juiz determinou, porém, que o iPod só pode ser usado durante os exames se as músicas forem descarregadas por um professor, para evitar ‘auxiliares de memória’ escondidos

PSD dispara para 39,6%, PS cai para 33,2% e é desfeito o empate técnico

GNR promoveu 40 coronéis para travar mal-estar contra generais

Caros amigos, colegas e familiares,

Convido-os a todos a estar presentes na inauguração da exposição    FIGURAS, TRADIÇÕES E SOCIEDADE, que vai estar patente no Museu do   Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, entre 28 de maio e 18 de    setembro.

A inauguração é no sábado, dia 28 de maio, às 21.00.

Trata-se de uma exposição de palavras, imagens e ideias, que   compreende seis dezenas de obras, entre pintura, fotografia, escrita    experimental, diaporamas e instalações, que interagem com as peças, os    espaços e os ambientes do museu.

Gira em volta de algumas figuras de projeção nacional e algumas   internacional, que contribuem para divulgar de forma positiva o nome    da cidade, da região e do país. Algumas tradições próprias da    identidade local e nacional são também abordadas.

Lá os espero,

António Galrinho

(c) Francisco Goulão

Black Kids, I’m Not Gonna Teach Your Boyfriend How To Dance With You

Não consegui ler no DR se fui nomeado.

Nem do meu centro comercial.

Ou do meu governador civil.

Vou chamar o Juvenal Paio. E vou!

Escreveu, mail. Eu, recebi. Respondi. Quase sem vírgulas,,,,,,,,,,,,,

Sou um bocado desconhecedor destas economias paralelas, mesmo que haja quem não acredite, embora tentem mudar a Feira da Ladra do Relógio para a Liberdade.

Sem tentar convencer os incréus, vai aqui o preço:

… uma figura feminina hiper-estilizada do Bloco para um cargo que afinal não era para ser assim? Não! Isso só se pode quando se tem um cargozinho no Executivozinho…

Paulo Campos sublinha «falta de experiência» de Passos

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