Maio 2011


Agora que está a chegar o crunch-time:

E agora um que é um must, pelos participantes, pelas prosas… curiosamente editadas só agora:

Clicar nas imagens para uma abordagem transformadora

SIC, RTP e TVI condenadas a realizar debates com todos os partidos que o desejem até dia 3

Vamos apostar em como os grandes não vão ter tempo na agenda?

O relatório das PPP (II)

(c) Antero Valério

Post em causa própria e algo confessional quanto a um certo enviesamento do olhar relativamente a uma reforma dos ciclos de escolaridade.

Estamos a caminho do final do ano lectivo e de um percurso de (apenas) dois anos com algumas turmas. Neste caso uma turma de PCA que teve os seus momentos baixos e alguns altos.

O balanço, no caso de LP, chegará daqui a um par de semanas com os resultados das provas de aferição.

Da minha parte e da deles já se sabe que é o fim de um trajecto que, contra o que todos pensámos de início, foi curto. Seis horas semanais o ano passado e oito este ano (LP+TIC, outras vezes LP+HGP+EA). Muitas vezes com a necessidade de recorrer a todos os truques do livro para nos aguentarmos mutuamente. Horas e momentos de conflito a par de horas e momentos de descompressão.

Uma belas discussões, uns bons momentos de trabalho em conjunto.

Uma relação algo disfuncional, que foi encaixando.

Agora, a sensação que está algo a meio de se fazer alguma coisa a sério.

O 2º CEB é o parente pobre do sistema de ensino, herdeiro do velho Preparatório, dois anos entalados à saída da Primária e a caminho do antigo Secundário.

Uma espécie de fóssil educacional vivo. Que persiste porque está desajustado o desenho dos ciclos de escolaridade com o modelo de formação de professores. Tudo misturado com demasiados preconceitos ideológicos.

Há quem queira anexá-lo ao 1º CEB e, seguindo alguns modelos externo, deixar um ciclo de escolaridade inicial, imenso, de seis anos. Para além disso, a formação dos professores que leccionam o 2º CEB é a mais heterogénea de todas, confluindo antigos professores que entraram na carreira com o 9º e 12º ano, completando as habilitações mais tarde com CESE e DESE, e outros que fizeram o curso universitário regular, com profissionalização posterior, passando pelos formados pelas ESE. É um mundo onde cabe tudo. Um microcosmos das heterogeneidades da classe docente. O que leva a problemas administrativo-burocráticos quanto à sua redistribuição em caso de redefinição dos ciclos de escolaridade. E a possibilidade de leccionarem desde o 5º ano não agrada a muitos colegas que estiveram habituados a leccionar o próprio Secundário. Eu sei, passei por esse ajustamento de leccionar o 12º ano e, em dois anos, passar a leccionar o 5º no início da década de 90. Sobrevive-se. Até com alguns ganhos em termos de flexibilidade pedagógica.

Mas essas questões têm sido um problema. Que a entrada dos professores-generalistas no mercado de trabalho ali por 2013 só vai agravar.

Eu acho que não faz sentido, numa escolaridade de 12 anos, manter os 2º e 3 º CEB separados. Discordo da extensão do 1º CEB para 6 anos porque implica um prolongamento desnecessário de um ciclo que, com quatro anos, está em condições de fornecer as bases fundamentais para o percurso posterior dos alunos. Manter os alunos seis anos em monodocência é um erro no estado em que estamos.

Um 2º ciclo de estudos de 4 ou 5 anos permitiria o desenvolver e diversificar de um trabalho que, como está, fica partido sem grandes vantagens. Na maioria das disciplinas, a fusão dos dois ciclos permitiria reorganizar o currículo e os programas de uma forma mais racional e progressiva, evitando-se repetições e sobreposições nem sempre dividamente articuladas.

Eu sei que estou a escrever isto porque hoje estou 4 horas com este alunos que demorei meses a entender e a aprender a gerir. Tal como os meus colegas de Conselho de Turma. E porque sei que eles vão passar para um novo CT que vai reiniciar todo um processo de conhecimento mútuo que implica um ou dois períodos lectivos que podem correr bem ou menos bem.

E isso poderia ser evitado.

Mesmo em turmas de tipo regular.

Era importante que em vez da opção repetidamente apresentada de estender o primeiro ciclo para seis anos, se considerasse a hipótese de segmentar os ciclos de escolaridade de outra forma. Início, desenvolvimento e conclusão da escolaridade obrigatória. De forma equilibrada. Não tem sentido uma introdução tão grande quanto o resto.

A partir dos gabinetes pode parecer lógico, olhando para relatórios de outros países e outras experiências.

A partir do terreno – mesmo que assumidamente a partir de um um ponto particular, de um observador interessado no processo – o que se sente é outra coisa.

Como o PS preparou a privatização do ensino

Almeida Santos: “Se PS perder as eleições Sócrates quererá sair até para simplificar uma solução de Governo”

Teatro na Educação – AProTED

[aqui]

Professores do Norte interpõem acção judicial

O Sindicato dos Professores do Norte avançou esta quinta-feira com uma acção judicial no Tribunal Administrativo e Fiscal por considerar “inconstitucional” a existência de docentes com mais tempo de serviço retidos em escalões inferiores a outros com menos tempo.

WikiCiências: A enciclopédia científica em língua portuguesa

 

Nova componente do Portal Casa das Ciências – O Portal Gulbenkian para Professores.

www.casadasciencias.org

A WikiCiências é fruto de uma necessidade sentida e explicitada pelos professores no sentido de poderem ter à sua disposição um instrumento de consulta em língua portuguesa credível, certificado, e ao qual possam recorrer no domínio da Ciência.

Sendo a Casa das Ciências um portal de natureza colaborativa, com uma grande utilização pelos professores do Ensino Básico e Secundário, a WikiCiências nasce das solicitações de muitos professores.

Nesta primeira fase, as entradas foram elaboradas por professores das Faculdades de Ciências das Universidades do Porto, Lisboa, Coimbra e Minho que, conjuntamente com alunos, sobretudo de doutoramento, construíram uma primeira base de informação útil.

Características da WikiCiências:

1.         É a única enciclopédia científica em língua portuguesa de base colaborativa e permanentemente citável na internet; Revista WikiCiências ISSN 1647-8762 (online);

2.      O seu público-alvo é constituído pelos professores e alunos do ensino básico e secundário, servindo também professores e alunos dos primeiros anos das Universidades;

3.         Espera-se que cresça no sentido de abranger matérias relevantes para a formação universitária geral e alguns temas mais relevantes para a sensibilização do público para a Ciência;

4.      São públicas as identidades de todos os autores e editores, sendo estes os responsáveis pela avaliação e autorização de publicação, possuindo já um corpo editorial com 15 professores universitários e um corpo de autores próximo das quatro dezenas;

Mais informações: José Ferreira Gomes, Fac. de Ciências, Universidade do Porto, 966497366

 jfgomes@fc.up.pthttp://fc.up.pt/pessoas/jfgomes

Bourgeon, A Menina de Bois-Caimann

Casualidade, causalidade

Talvez tenha visto mal mas não me apercebi de que, como vem sendo feito na Net, algum jornal se tenha ainda interrogado sobre a sucessão de três notícias em pouco mais de dois meses que, isoladas, talvez só tivessem lugar nas páginas de Economia mas que, juntas, e com um director ou um chefe de redacção curiosos de acasos, até poderiam ter sido manchete.

A primeira, de 16 de Março, a da renúncia – dois anos antes do termo do seu mandato – de Almerindo Marques à presidência da Estradas de Portugal (para que fora nomeado em 2007 pelo então ministro Mário Lino), declarando ao DE que “no essencial, est[ava] feito o [s]eu trabalho de gestão”.

A segunda, de 11 de Maio, a de uma auditoria do Tribunal de Contas à Estradas de Portugal, revelando que, com a renegociação de contratos, a dívida do Estado às concessionárias das SCUT passara de 178 milhões para 10 mil milhões de euros em rendas fixas, dos quais mais de metade (5 400 milhões) coubera ao consórcio Ascendi, liderada pela Mota-Engil e pelo Grupo Espírito Santo. Mais: que dessa renegociação resultara que o Estado receberá, este ano, 250 milhões de portagens das SCUT e pagará… 650 milhões em rendas.

E a terceira, de há poucos dias, a de que Almerindo Marques irá liderar a “Opway”, construtora do Grupo Espírito Santo.

O mais certo, porém, é que tais notícias não tenham nada a ver umas com as outras, que a sua sucessão seja casual e não causal.

Brian Setzer, This Cat is on a Hot Tin Roof

quem é quem?

Apetece-me agora embirrar com o meu serviço de net/tv/telefone. Estou em dia de política doméstica e combate de proximidade.

A coisa é assim: os senhores pensantes lá da gestão empreendedora da empresa decidiram oferecer – para cativar clientela – o mesmo serviço que eu tenho por uma valor razoavelmente inferior aos novos assinantes.

E não disseram nada a ninguém que, como este tanso aqui, já nem reclamara quando ao fim de um ano passou a pagar pela box que tinham prometida vitalícia ou mais.

Pelo contrário, em vez do meu serviço melhorar, a banda fica estreitinha, estreitinha, mal o sol se põe.

Só que a palavra se espalhou, foi-se sabendo e começaram os protestos e os telefonemas.

Eu fiz o meu a 13 de Abril e o assistente que me assistiu disse que sim, era já a seguir que me ia mudar o tarifário e ainda na factura de Abril eu sentiria a diferença.

Duas semanas depois nada senti, mas pensei que era porque tinham usado o truque de cobrar até ao fim a mensalidade pelo valor antigo.

Esperei. Hoje veio a factura de Maio e foi como se nada tivesse acontecido. Tudo na mesma. Decidi telefonar. Um primeiro assistente passou-me, em segundas núpcias e após curtos preliminares, para outra assistente do serviço técnico competente.

Que foi em busca do meu pedido no sistema. E achou-o. Mas depois disse-me algo como: o sistema não assumiu! Note-se que foi o mesmo sistema que registou e permitiu detectar o meu pedido.

Mas não assumiu.

Ora bem, eu não quero saber se o sistema tem problemas em assumir(-se), não quero saber a sua verdadeira identidade de género ou se vive em união de facto com outro sistema.

Apenas gostava que, tendo registado, tivesse feito algo, cumprido a promessa, executado a ordem de enter.

Mas não.

A menina assistente disse-me que desta vez seria a sério e que a factura de Junho já seria processada correctamente. Eu ri-me um pouco. Ela disse que seria com retroactivos. Eu não lhe quis dizer que a conversa retrocoisa já me estava a deixar meio assim. Disse-lhe apenas que esperava daqui a um mês voltar a ser atendido por ela. Não que tivesse voz especialmente maviosa ou com aquela rouquidão que indica problemas vocais, mas há quem ache sexy.

Apenas porque não gosto de chatear muitos funcionários inocentes nisto tudo e que apenas cumprem um protocolo.

Protocolo esse que o meu serviço de net/tv/telefone deveria rever. Ou assumir. Sei lá…

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