De um lado cantava o sol,
do outro, suspirava a lua.
No meio, brilhava a tua
face de ouro, girassol!
Ó montanha da saudade
a que por acaso vim:
outrora, foste um jardim,
e és, agora, eternidade!
De longe, recordo a cor
da grande manhã perdida.
Morrem nos mares da vida
todos os rios do amor?
Ai! celebro-te em meu peito,
em meu coração de sal,
Ó flor sobrenatural,
grande girassol perfeito!
Acabou-se-me o jardim!
Só me resta, do passado,
este relógio dourado
que ainda esperava por mim…
Maio 30, 2011 at 9:27 am
Se calhar eu e o Fafe haviamos de ir tirar uma formação (com créditos) desta coisa…cá em casa andam sempre a criticar as minhas…pois que critiquem…
Maio 30, 2011 at 9:51 am
E nós, os comentadeiros, podiamos ir para uma acção de apreciação …
Maio 30, 2011 at 10:00 am
Um verdadeiro pequeno cosmos!
Maio 30, 2011 at 10:14 am
Bonita, perfeita e plena de brilho!
Ao primeiro olhar, poderia ser um conjunto harmonioso de zircóias, brilhando sobre o meu indicador …
Maio 30, 2011 at 10:38 am
Com medo de o perder nomeio o mundo,
Seus quantos e qualidades, seus objectos,
E assim durmo sonoro no profundo
Poço de astros anónimos e quietos.
Nomeei as coisas e fiquei contente:
Prendi a frase ao texto do universo.
Quem escuta ao meu peito ainda lá sente,
Em cada pausa e pulsação, um verso.
Vitorino Nemésio
Maio 30, 2011 at 10:57 am
Maio 30, 2011 at 10:58 am
DE UM LADO CANTAVA O SOL
De um lado cantava o sol,
do outro, suspirava a lua.
No meio, brilhava a tua
face de ouro, girassol!
Ó montanha da saudade
a que por acaso vim:
outrora, foste um jardim,
e és, agora, eternidade!
De longe, recordo a cor
da grande manhã perdida.
Morrem nos mares da vida
todos os rios do amor?
Ai! celebro-te em meu peito,
em meu coração de sal,
Ó flor sobrenatural,
grande girassol perfeito!
Acabou-se-me o jardim!
Só me resta, do passado,
este relógio dourado
que ainda esperava por mim…
Cecília Meireles
Maio 30, 2011 at 11:01 am
Maio 30, 2011 at 11:08 am
Maio 30, 2011 at 11:33 am
Maio 30, 2011 at 11:41 am
Maio 30, 2011 at 3:16 pm
Estas cheiram a maracujá.
Maio 30, 2011 at 3:31 pm
Desta, gosto.
Faz-me lembrar uma rosácea de catedral.
E o canto gregoriano (até pela cor).
Maio 30, 2011 at 3:45 pm