Já tinha reparado nesta habilidade… mais uma do engenhocas! Por exemplo, na praça do Giraldo, em Évora, aquilo que em tempos seria uma praça a transbordar de gente, eram meia dúzia de turbantes “enjaulados” numa estrutura (a mesma do vídeo deste post) para parecerem mais. E depois, muito aparato, câmeras em gruas para filmar a populaça e a tentar incentivar com as imagens reproduzidas em ercã gigante… O gajo continua habilidoso!
A “cegueira” dos jornalistas ou uma comunicação social manipulada(ora), as reacções ao comício que decorreu neste espaço:
- Jornal de Notícias: “No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente”
- Jornal i: “A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes.”
- Expresso: “Num comício, ontem à noite, em Coimbra, o ex-candidato presidencial fez levantar o pavilhão da Académica por várias vezes.”
- Sol: “no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.” (noutro local lê-se que o “estádio-portátil” tem 700 lugares sentados; 8 autocarros cheios são cerca de 500 pessoas)
- Público: “Dentro do pavilhão, que estava lotado de apoiantes”
- Diário de Notícias: “Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha)”
Adenda, 29/5/2011:
- SIC: “Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha; Coimbra dá ao PS o maior comício dos últimos dias”
- TVI24: “o histórico socialista insuflou de energia o Pavilhão da Académica, que esteve lotado”
- As Beiras: “Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral”
- Diário de Coimbra: “José Sócrates falava no final do comício socialista que encheu o Pavilhão da Académica”
- como se vê neste vídeo e nestas fotos (agradecimentos aos Blogs “Mocho-III” e “O Rouxinol de Pomares”), há uma zona reservada aos jornalistas, que vêem o comício do lado de dentro. O número de lugares sentados dificilmente chega aos 700 e deixa pouco espaço para lugares em pé. O mesmo esquema foi usado pelo PS no mesmo pavilhão nas legislativas de 2009.
- O pavilhão dispõe de mais de 1500 lugares sentados, que davam e sobravam para sentar confortavelmente todos os presentes, sem gastar um tostão.
Um amigo meu( ex- PS, by the way) tem s seguinte tese quanto às sondagens:o PSD só aparece à frente porque a “máquina bem oleada” da propaganda Sócrates bem tenta, mas não consegue colocá-lo atrás.
Que há algo de estranho com as sondagens face ao que ouve na rua,lá isso há.
#9:
Partida de autocarros para Lisboa após o comício do PS em Coimbra, Pavilhão do OAF, 27 de Maio de 2011. Uma percentagem muito significativa (mais de metade?) dos presentes no comício voltaram em autocarros (6, no mínimo, embora nem todos apareçam no vídeo).
Sábado, Maio 28
“Querida, encolhi o pavilhão”
Depois de usar indianos, paquistaneses, moçambicanos e chineses “pagos” para encher comícios (ver o vídeo), o PS passou a usar… lisboetas. Passei há pouco no pavilhão do OAF (Académica) na Solum em Coimbra, onde foi esta noite o comício do PS, e vi um rodopio de autocarros (vídeo1, vídeo2) a encherem-se de pessoas com bandeiras do PS. Perguntei para onde iam e responderam-me: para Lisboa. Vi 6 a 8 autocarros naquele momento (não tenho a certeza do número porque alguns estavam em movimento em torno do pavilhão).
Pouco antes tinha entrado no pavilhão. Na televisão, onde se falava de um “mar de gente”, o fundo negro por trás das bancadas deixou-me curioso: o que se esconde por detrás daquelas cortinas? A resposta correspondeu ao que eu esperava: mais bancadas, como se pode ver no vídeo abaixo.
Se se marca um comício para um pavilhão que dispõe de bancadas, para quê ter o trabalho de montar e depois desmontar outras bancadas (e cortinas, etc) transportadas em grandes camiões? O contribuinte português tem mesmo de andar a pagar subsídios aos partidos para montarem estas campanhas megalómanas que desperdiçam carradas de dinheiro, só para não parecer demasiado mal na TV a incapacidade de um grande partido encher um pavilhão desportivo de média dimensão?
Não seria mais honesto (e barato!) deixar este aparato artificial e reservar o comício para uma sala de reuniões que se pudesse realmente encher, com gente realmente de Coimbra?
E os socialistas revêem-se nesta palhaçada de aparências?
Adenda, 28/5/2011:
- Jornal de Notícias: “No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente”
- Jornal i: “A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes.”
- Expresso: “Num comício, ontem à noite, em Coimbra, o ex-candidato presidencial fez levantar o pavilhão da Académica por várias vezes.”
- Sol: “no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.” (noutro local lê-se que o “estádio-portátil” tem 700 lugares sentados; 8 autocarros cheios são cerca de 500 pessoas)
- Público: “Dentro do pavilhão, que estava lotado de apoiantes”
- Diário de Notícias: “Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha)”
Adenda, 29/5/2011:
- SIC: “Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha; Coimbra dá ao PS o maior comício dos últimos dias”
- TVI24: “o histórico socialista insuflou de energia o Pavilhão da Académica, que esteve lotado”
- As Beiras: “Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral”
- Diário de Coimbra: “José Sócrates falava no final do comício socialista que encheu o Pavilhão da Académica”
- como se vê neste vídeo e nestas fotos (agradecimentos aos Blogs “Mocho-III” e “O Rouxinol de Pomares”), há uma zona reservada aos jornalistas, que vêem o comício do lado de dentro. O número de lugares sentados dificilmente chega aos 700 e deixa pouco espaço para lugares em pé. O mesmo esquema foi usado pelo PS no mesmo pavilhão nas legislativas de 2009.
- O pavilhão dispõe de mais de 1500 lugares sentados, que davam e sobravam para sentar confortavelmente todos os presentes, sem gastar um tostão. http://abaheisenberg.blogspot.com/2011/05/querida-encolhi-o-pavilhao.html
Há já algum tempo que vos digo no “Bom Dia” isto:
Sócrates e o PS vão perder as eleições.
No pavilhão Rosa Mota (O “Palácio de Cristal” – que soa como uma grande enchente), no Porto é mais fácil disfarçar o vazio, do que no Académico que é onde habitualmente o PS faz os seus comícios na cidade invicta.
“(…)“Compreendo o descontentamento dos portugueses”, continuou Alegre, defendendo que “tudo será muito pior” se o PSD vencer as eleições legislativas. A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes. “É a hora de voltar a dizer a palavra socialismo”, defendeu.(…)” http://www.ionline.pt/conteudo/126447-se-excluem-socrates-excluem-me-mim-diz-manuel-alegre
LOGO O QUE QUER QUE SAI DE 5 DE JUNHO…RESTA-NOS RASTEJAR…NADA MAIS…FUI MESMO…
Converter em realidades os nossos sentimentos e propensões individuais, transformar as nossas disposições de ânimo em medidas do universo, acreditar que, porque desejamos justiça ou amamos a justiça, a Natureza terá necessariamente de ter o mesmo desejo ou o mesmo amor, supor que, porque uma coisa é má, ela pode ser tornada melhor sem a piorar, estas são atitudes românticas e definem todos os espíritos que se revelam incapazes de conceber a realidade como algo situado fora deles próprios, como crianças implorando por luas nesta Terra.
Quase todas as modernas reformas sociais são concepções românticas, um esforço para acomodar a realidade aos nossos desejos. O aviltante conceito da perfectibilidade humana.
“(…)No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente -, o líder socialista pegou no que tinha mais à mão. Ou seja, ainda as frases de Passos Coelho sobre a Lei da Interrupção da Gravidez e um eventual novo referendo. (…)” http://www.jn.pt/eleicoes/legislativas2011/Interior.aspx?content_id=1863604
“(…)«O PS não pode ser pau de cabeleira de um governo formado pelo PSD e CDS», defendeu Alegre, no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.(…) http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=20341
“(…) Esta sexta-feira o comício nocturno realiza-se em Coimbra. Manuel Alegre, ex-candidato presidencial e histórico do PS é o orador mais aguardado.
O ‘estádio-portátil’, com 700 lugares sentados, que viaja pelo país com Sócrates, está montado no Pavilhão da Académica, que regista uma enchente. Há uma alteração no visual, porque dezenas de bandeiras nacionais foram distribuídas pelas bancadas misturando-se com as habituais bandeiras socialistas. (…) http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=20338
A campanha do PS resume-se a um ‘estádio-portátil’ e meia dúzia de autocarros – como diz a velhota – pago pela Junta de Freguesia, que é como quem diz: com o meu dinheiro.
Estará nesta imagem, porventura, uma metáfora do socretinismo. Do socretinismo enquanto “ideologia”. Nada de substancial, pois; apenas uma ideia ligeira, esquemática
Um vazio, aqui espacial, formal, que é preciso esconder, prencher através do lubrídio, da manipulação. Por detrás da cortina não há nada, nenhum conteúdo substancial, latente; tudo o que se passa está do lado de cá, eis tudo o que o espectador consegue ver: um alucinante baile de máscaras.
A imagem que nos chega vem já retocada, encenada até à exasperação, não sabendo nós se vemos somente aquilo que querem que nós vejamos ou se somos nós que só vemos aquilo que queremos: jogo de simulacros em que a aparência está em todo o lado e a verdade em lado algum.
Fotógrafos rigorosamente vigiados no Congresso do PS
Na manhã seguinte à abertura do Congresso do PS, em Espinho, um assessor socialista mostrava-se radiante com a estratégia seguida para não terem deixado entrar os fotógrafos na zona reservada aos congressistas, na grande área do pavilhão. O que até hoje, em democracia, sempre aconteceu em todos os congressos de todos os partidos.
O resultado estava estampado nas páginas dos jornais da manhã de sábado: ali estavam as imagens neutras, bonitas, todas iguais, que davam a ver de frente o chefe projectado no grande vídeo-hall, a dimensão espectacular do congresso, sem haver fotografias intencionais que pudessem pôr em causa a solenidade da abertura.
Os fotógrafos, guardados por um assessor, foram autorizados a deslocarem-se ao meio do pavilhão, junto a uma câmara que dava de frente Sócrates a discursar. Puderam lá estar três rigorosos minutos, e voltaram escoltados de novo pelo assessor, para o lado mais distante do palco. No futebol está-se mais perto da baliza oposta do que ali durante a oratória de Sócrates.
A domesticação da imprensa visual funcionou. O Congresso foi visto de costas, não havia expressões de militantes enfadados, não se sabia onde estavam ministros e companhia, não havia retratos de conversas aos ouvidos, de olhares, de bocejos. Visto do alto da bancada, a mais de 100 metros de distância, Sócrates mal se via, encandeados que estavam os fotógrafos pela imagem gigantesca reflectida pelo video-hall. Melhor do que na Coreia do Norte, onde Kim Jong II consegue transformar a sua ridícula pequenes num homem aumentado a pantógrafo, de imagem fixa em tecnicolor comunista.” Março 02, 2009
Ao ser introduzido o euro em 1999, ficou expressamente proibido ao Banco Central Europeu ou a qualquer banco central nacional fnanciar os défices dos respectivos governos. Isto implicou que nenhum banco da zona euro pudesse fazer aquilo que fazem os bancos centrais britânico e dos EUA, desde que foram criados: ceder crédito monetário aos bancos domésticos para distribuição pelo público em geral. O sector público passou a ficar dependente dos bancos comerciais e seus accionistas. Foi a bonança para estes…
A actividade política passou a estar financiada, enquanto a economia foi sendo privatizada. A estratégia financeira passa por afastar a economia dos centros de decisão democraticamente eleitos, ficando o planeamento centralizado nas mãos de gestores financeiros. Aquilo que Benito Mussulini chamou “corporativismo” em 1920 (para usar um nome polido) foi agora alcançado pelos maiores bancos europeus e instituições financeiras – ironicamente sob o lema de “economia de mercado livre. Michael Huson
Presidente do BCI, Fernando Ulrich:
• 29 de Outubro de 2010 – A entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade
• 26 de Janeiro de 2011 – Portugal não precisa do FMI
• 31 de Março de 2011 – Porque é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI?
Presidente do BCP – Santos Ferreira:
• 12 de Janeiro de 2011 – Portugal deve evitar o FMI
• 2 de Fevereiro de 2011 – Portugal deve fazer tudo para evitar o FMI
• 4 de Abril de 2011 – A ajuda externa é urgente e deve pedir-se já
Presidente do BCP, Ricardo Salgado:
• 25 de Janeiro de 2011 – Não recomendo o FMI para Portugal
• 29 de Março de 2011 – Portugal pode evitar o FMI
• 5 de Abril de 2011 – É urgente pedir apoio… já
Maio 29, 2011 at 10:47 pm
Por falar em sondagens:
http://www.acepolls.com/polls/1206998-a-sondagem-independente—em-quem-vai-votar-nas-eleies-legislativas-2011
Maio 29, 2011 at 10:51 pm
Já tinha reparado nesta habilidade… mais uma do engenhocas! Por exemplo, na praça do Giraldo, em Évora, aquilo que em tempos seria uma praça a transbordar de gente, eram meia dúzia de turbantes “enjaulados” numa estrutura (a mesma do vídeo deste post) para parecerem mais. E depois, muito aparato, câmeras em gruas para filmar a populaça e a tentar incentivar com as imagens reproduzidas em ercã gigante… O gajo continua habilidoso!
Maio 29, 2011 at 10:55 pm
A “cegueira” dos jornalistas ou uma comunicação social manipulada(ora), as reacções ao comício que decorreu neste espaço:
- Jornal de Notícias: “No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente”
- Jornal i: “A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes.”
- Expresso: “Num comício, ontem à noite, em Coimbra, o ex-candidato presidencial fez levantar o pavilhão da Académica por várias vezes.”
- Sol: “no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.” (noutro local lê-se que o “estádio-portátil” tem 700 lugares sentados; 8 autocarros cheios são cerca de 500 pessoas)
- Público: “Dentro do pavilhão, que estava lotado de apoiantes”
- Diário de Notícias: “Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha)”
Adenda, 29/5/2011:
- SIC: “Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha; Coimbra dá ao PS o maior comício dos últimos dias”
- TVI24: “o histórico socialista insuflou de energia o Pavilhão da Académica, que esteve lotado”
- As Beiras: “Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral”
- Diário de Coimbra: “José Sócrates falava no final do comício socialista que encheu o Pavilhão da Académica”
- como se vê neste vídeo e nestas fotos (agradecimentos aos Blogs “Mocho-III” e “O Rouxinol de Pomares”), há uma zona reservada aos jornalistas, que vêem o comício do lado de dentro. O número de lugares sentados dificilmente chega aos 700 e deixa pouco espaço para lugares em pé. O mesmo esquema foi usado pelo PS no mesmo pavilhão nas legislativas de 2009.
- O pavilhão dispõe de mais de 1500 lugares sentados, que davam e sobravam para sentar confortavelmente todos os presentes, sem gastar um tostão.
http://abaheisenberg.blogspot.com/2011/05/querida-encolhi-o-pavilhao.html
Maio 29, 2011 at 10:57 pm
Um amigo meu( ex- PS, by the way) tem s seguinte tese quanto às sondagens:o PSD só aparece à frente porque a “máquina bem oleada” da propaganda Sócrates bem tenta, mas não consegue colocá-lo atrás.
Que há algo de estranho com as sondagens face ao que ouve na rua,lá isso há.
Maio 29, 2011 at 10:57 pm
Maio 29, 2011 at 10:58 pm
Maio 29, 2011 at 11:00 pm
O Paulo Futre em directo na SIC disse:
“A classe baixa em Portugal está a passar fome”
Maio 29, 2011 at 11:00 pm
Leni Riefenstahl.
Maio 29, 2011 at 11:05 pm
O jornalista da RTP afirmou que o pavilhão estava completamente cheio!!!…
Maio 29, 2011 at 11:06 pm
Há que pendurar todos esses “jornalistas”!
Maio 29, 2011 at 11:07 pm
#9:
Partida de autocarros para Lisboa após o comício do PS em Coimbra, Pavilhão do OAF, 27 de Maio de 2011. Uma percentagem muito significativa (mais de metade?) dos presentes no comício voltaram em autocarros (6, no mínimo, embora nem todos apareçam no vídeo).
Maio 29, 2011 at 11:07 pm
O Pavilhão da Académica/OAF é pequeno.
Maio 29, 2011 at 11:12 pm
É para divulgar por todos os meios possíveis:
Sábado, Maio 28
“Querida, encolhi o pavilhão”
Depois de usar indianos, paquistaneses, moçambicanos e chineses “pagos” para encher comícios (ver o vídeo), o PS passou a usar… lisboetas. Passei há pouco no pavilhão do OAF (Académica) na Solum em Coimbra, onde foi esta noite o comício do PS, e vi um rodopio de autocarros (vídeo1, vídeo2) a encherem-se de pessoas com bandeiras do PS. Perguntei para onde iam e responderam-me: para Lisboa. Vi 6 a 8 autocarros naquele momento (não tenho a certeza do número porque alguns estavam em movimento em torno do pavilhão).
Pouco antes tinha entrado no pavilhão. Na televisão, onde se falava de um “mar de gente”, o fundo negro por trás das bancadas deixou-me curioso: o que se esconde por detrás daquelas cortinas? A resposta correspondeu ao que eu esperava: mais bancadas, como se pode ver no vídeo abaixo.
Se se marca um comício para um pavilhão que dispõe de bancadas, para quê ter o trabalho de montar e depois desmontar outras bancadas (e cortinas, etc) transportadas em grandes camiões? O contribuinte português tem mesmo de andar a pagar subsídios aos partidos para montarem estas campanhas megalómanas que desperdiçam carradas de dinheiro, só para não parecer demasiado mal na TV a incapacidade de um grande partido encher um pavilhão desportivo de média dimensão?
Não seria mais honesto (e barato!) deixar este aparato artificial e reservar o comício para uma sala de reuniões que se pudesse realmente encher, com gente realmente de Coimbra?
E os socialistas revêem-se nesta palhaçada de aparências?
Adenda, 28/5/2011:
- Jornal de Notícias: “No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente”
- Jornal i: “A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes.”
- Expresso: “Num comício, ontem à noite, em Coimbra, o ex-candidato presidencial fez levantar o pavilhão da Académica por várias vezes.”
- Sol: “no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.” (noutro local lê-se que o “estádio-portátil” tem 700 lugares sentados; 8 autocarros cheios são cerca de 500 pessoas)
- Público: “Dentro do pavilhão, que estava lotado de apoiantes”
- Diário de Notícias: “Num pavilhão cheio (embora diminuído pelo cenário montado pela máquina de campanha)”
Adenda, 29/5/2011:
- SIC: “Foi até ao momento o maior comício dos socialistas nesta campanha; Coimbra dá ao PS o maior comício dos últimos dias”
- TVI24: “o histórico socialista insuflou de energia o Pavilhão da Académica, que esteve lotado”
- As Beiras: “Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral”
- Diário de Coimbra: “José Sócrates falava no final do comício socialista que encheu o Pavilhão da Académica”
- como se vê neste vídeo e nestas fotos (agradecimentos aos Blogs “Mocho-III” e “O Rouxinol de Pomares”), há uma zona reservada aos jornalistas, que vêem o comício do lado de dentro. O número de lugares sentados dificilmente chega aos 700 e deixa pouco espaço para lugares em pé. O mesmo esquema foi usado pelo PS no mesmo pavilhão nas legislativas de 2009.
- O pavilhão dispõe de mais de 1500 lugares sentados, que davam e sobravam para sentar confortavelmente todos os presentes, sem gastar um tostão.
http://abaheisenberg.blogspot.com/2011/05/querida-encolhi-o-pavilhao.html
Maio 29, 2011 at 11:14 pm
Há já algum tempo que vos digo no “Bom Dia” isto:
Sócrates e o PS vão perder as eleições.
No pavilhão Rosa Mota (O “Palácio de Cristal” – que soa como uma grande enchente), no Porto é mais fácil disfarçar o vazio, do que no Académico que é onde habitualmente o PS faz os seus comícios na cidade invicta.
Maio 29, 2011 at 11:14 pm
Sondagens, jornalistas e pavilhões…
Convencem pouco.
Dia 5 de Junho é que é!
Maio 29, 2011 at 11:14 pm
AR ISSO- APESAR DE TUDO -ERA ARTE SUBLIME….
Maio 29, 2011 at 11:15 pm
#1
Ana, já votei e gostei de ver os resultados
Estas imagens não deixam dúvidas.Há truques que são por demais conhecidos.
Maio 29, 2011 at 11:15 pm
com 800 mil eleitores fantasmas….
Maio 29, 2011 at 11:16 pm
“A ética parece que se evaporou deste país”, está a dizer Maria José Morgado, numa interessante entrevista na TVI24.
Maio 29, 2011 at 11:17 pm
Financial Apocalypse Preacher, N. Roubini: “Greece is Insolvent. Portugal Will Fail”
Read more: http://newsflavor.com/world/europe/financial-apocalypse-preacher-n-roubini-greece-is-insolvent-portugal-will-fail/#ixzz1NmZXrhhY
Maio 29, 2011 at 11:18 pm
“(…)Num pavilhão da Académica/OAF muito bem composto de público – nas hostes socialistas dizia-se mesmo que o comício conimbricense foi, até ao dia de sexta-feira, o melhor da campanha eleitoral(…)”
http://www.asbeiras.pt/2011/05/socrates-alerta-em-coimbra-para-conflitos-sociais-caso-psd-ganhe-eleicoes/
Maio 29, 2011 at 11:20 pm
“(…)“Compreendo o descontentamento dos portugueses”, continuou Alegre, defendendo que “tudo será muito pior” se o PSD vencer as eleições legislativas. A aparição de Alegre em Coimbra foi bastante aplaudida por um pavilhão cheio de apoiantes. “É a hora de voltar a dizer a palavra socialismo”, defendeu.(…)”
http://www.ionline.pt/conteudo/126447-se-excluem-socrates-excluem-me-mim-diz-manuel-alegre
Maio 29, 2011 at 11:20 pm
LOGO O QUE QUER QUE SAI DE 5 DE JUNHO…RESTA-NOS RASTEJAR…NADA MAIS…FUI MESMO…
Converter em realidades os nossos sentimentos e propensões individuais, transformar as nossas disposições de ânimo em medidas do universo, acreditar que, porque desejamos justiça ou amamos a justiça, a Natureza terá necessariamente de ter o mesmo desejo ou o mesmo amor, supor que, porque uma coisa é má, ela pode ser tornada melhor sem a piorar, estas são atitudes românticas e definem todos os espíritos que se revelam incapazes de conceber a realidade como algo situado fora deles próprios, como crianças implorando por luas nesta Terra.
Quase todas as modernas reformas sociais são concepções românticas, um esforço para acomodar a realidade aos nossos desejos. O aviltante conceito da perfectibilidade humana.
Fernando Pessoa
Maio 29, 2011 at 11:22 pm
“(…)No dia em que teve mais ouvidos para o escutar – a “arruada” em Barcelos, a meio da tarde, foi a mais longa e concorrida até agora, e o comício da noite, em Coimbra, também teve uma enchente -, o líder socialista pegou no que tinha mais à mão. Ou seja, ainda as frases de Passos Coelho sobre a Lei da Interrupção da Gravidez e um eventual novo referendo. (…)”
http://www.jn.pt/eleicoes/legislativas2011/Interior.aspx?content_id=1863604
Maio 29, 2011 at 11:25 pm
“(…)Se o PS perder, “deve ir para a oposição”. “Não pode ser pau-de-cabeleira de um governo desta direita, que é a direita mais radical que vimos desde o 25 de abril”, explicou Manuel Alegre, levando o pavilhão da Académica a explodir em aplausos. (…)”
http://aeiou.expresso.pt/manuel-alegre-o-ps-nao-pode-ser-pau-de-cabeleira-de-um-governo-desta-direita=f651806
Maio 29, 2011 at 11:26 pm
“(…)«O PS não pode ser pau de cabeleira de um governo formado pelo PSD e CDS», defendeu Alegre, no ‘mini-estádio’ montado dentro do Pavilhão da Académica, falando perante mais de mil pessoas.(…)
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=20341
Maio 29, 2011 at 11:26 pm
Ps..PS..Ps..Psd..Psd…Psd…
Maio 29, 2011 at 11:31 pm
“enchente”?
“mais de mil pessoas”?
“(…) Esta sexta-feira o comício nocturno realiza-se em Coimbra. Manuel Alegre, ex-candidato presidencial e histórico do PS é o orador mais aguardado.
O ‘estádio-portátil’, com 700 lugares sentados, que viaja pelo país com Sócrates, está montado no Pavilhão da Académica, que regista uma enchente. Há uma alteração no visual, porque dezenas de bandeiras nacionais foram distribuídas pelas bancadas misturando-se com as habituais bandeiras socialistas. (…)
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=20338
Maio 29, 2011 at 11:32 pm
O que dizem “os mercados”?
The five most powerful banks are 20% bigger than they were before the crisis.
Maio 29, 2011 at 11:41 pm
A campanha do PS resume-se a um ‘estádio-portátil’ e meia dúzia de autocarros – como diz a velhota – pago pela Junta de Freguesia, que é como quem diz: com o meu dinheiro.
Maio 29, 2011 at 11:43 pm
#29:
Vê lá o que consegues apanhar sobre isto
Pode a «tragédia grega» levar bancos alemães à falência?
Bancos germânicos têm grande exposição à dívida de Atenas. Se Grécia reestruturar dívida, o que é que pode acontecer?
* PorRedacção VC
* 2011-05-29 12:44
(…)
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/reestruturacao-divida-grecia-grecia-alemanha-banca-bancos-alemaes-agencia-financeira/1256782-4058.html
Maio 29, 2011 at 11:44 pm
Fui.
Maio 29, 2011 at 11:51 pm
Estará nesta imagem, porventura, uma metáfora do socretinismo. Do socretinismo enquanto “ideologia”. Nada de substancial, pois; apenas uma ideia ligeira, esquemática
Um vazio, aqui espacial, formal, que é preciso esconder, prencher através do lubrídio, da manipulação. Por detrás da cortina não há nada, nenhum conteúdo substancial, latente; tudo o que se passa está do lado de cá, eis tudo o que o espectador consegue ver: um alucinante baile de máscaras.
A imagem que nos chega vem já retocada, encenada até à exasperação, não sabendo nós se vemos somente aquilo que querem que nós vejamos ou se somos nós que só vemos aquilo que queremos: jogo de simulacros em que a aparência está em todo o lado e a verdade em lado algum.
Maio 30, 2011 at 12:14 am
Fotógrafos rigorosamente vigiados no Congresso do PS
Na manhã seguinte à abertura do Congresso do PS, em Espinho, um assessor socialista mostrava-se radiante com a estratégia seguida para não terem deixado entrar os fotógrafos na zona reservada aos congressistas, na grande área do pavilhão. O que até hoje, em democracia, sempre aconteceu em todos os congressos de todos os partidos.
O resultado estava estampado nas páginas dos jornais da manhã de sábado: ali estavam as imagens neutras, bonitas, todas iguais, que davam a ver de frente o chefe projectado no grande vídeo-hall, a dimensão espectacular do congresso, sem haver fotografias intencionais que pudessem pôr em causa a solenidade da abertura.
Os fotógrafos, guardados por um assessor, foram autorizados a deslocarem-se ao meio do pavilhão, junto a uma câmara que dava de frente Sócrates a discursar. Puderam lá estar três rigorosos minutos, e voltaram escoltados de novo pelo assessor, para o lado mais distante do palco. No futebol está-se mais perto da baliza oposta do que ali durante a oratória de Sócrates.
A domesticação da imprensa visual funcionou. O Congresso foi visto de costas, não havia expressões de militantes enfadados, não se sabia onde estavam ministros e companhia, não havia retratos de conversas aos ouvidos, de olhares, de bocejos. Visto do alto da bancada, a mais de 100 metros de distância, Sócrates mal se via, encandeados que estavam os fotógrafos pela imagem gigantesca reflectida pelo video-hall. Melhor do que na Coreia do Norte, onde Kim Jong II consegue transformar a sua ridícula pequenes num homem aumentado a pantógrafo, de imagem fixa em tecnicolor comunista.” Março 02, 2009
Luiz Carvalho
(repórter fotográfico , no blog)
Maio 30, 2011 at 12:30 am
Dia 5, PSD ganha
Maio 30, 2011 at 12:47 am
Ao ser introduzido o euro em 1999, ficou expressamente proibido ao Banco Central Europeu ou a qualquer banco central nacional fnanciar os défices dos respectivos governos. Isto implicou que nenhum banco da zona euro pudesse fazer aquilo que fazem os bancos centrais britânico e dos EUA, desde que foram criados: ceder crédito monetário aos bancos domésticos para distribuição pelo público em geral. O sector público passou a ficar dependente dos bancos comerciais e seus accionistas. Foi a bonança para estes…
A actividade política passou a estar financiada, enquanto a economia foi sendo privatizada. A estratégia financeira passa por afastar a economia dos centros de decisão democraticamente eleitos, ficando o planeamento centralizado nas mãos de gestores financeiros. Aquilo que Benito Mussulini chamou “corporativismo” em 1920 (para usar um nome polido) foi agora alcançado pelos maiores bancos europeus e instituições financeiras – ironicamente sob o lema de “economia de mercado livre.
Michael Huson
Presidente do BCI, Fernando Ulrich:
• 29 de Outubro de 2010 – A entrada do FMI em Portugal representa perda de credibilidade
• 26 de Janeiro de 2011 – Portugal não precisa do FMI
• 31 de Março de 2011 – Porque é que Portugal não recorreu há mais tempo ao FMI?
Presidente do BCP – Santos Ferreira:
• 12 de Janeiro de 2011 – Portugal deve evitar o FMI
• 2 de Fevereiro de 2011 – Portugal deve fazer tudo para evitar o FMI
• 4 de Abril de 2011 – A ajuda externa é urgente e deve pedir-se já
Presidente do BCP, Ricardo Salgado:
• 25 de Janeiro de 2011 – Não recomendo o FMI para Portugal
• 29 de Março de 2011 – Portugal pode evitar o FMI
• 5 de Abril de 2011 – É urgente pedir apoio… já
Maio 30, 2011 at 1:31 am
Um ano após o salvamento, é assim que fala o ministro das finanças grego:
…no wages, pensions or state obligations will be paid.
(citado por William Ickes)
Maio 30, 2011 at 1:34 am
[...] http://educar.wordpress.com/2011/05/29/o-pavilhao-esta-cheio-ou-meio-vazio/ [...]
Maio 30, 2011 at 1:34 am
#37
Sempre fala mais do que o outro, o para sempre zombie ao lado do idiota.
Maio 30, 2011 at 1:47 am
#35
Naturalmente!