UM DIA MAU PARA A GANDULAGEM
Hoje e por uma vez que espero, sirva de exemplo, é um dia mau para a gandulagem. Um Tribunal decretou a prisão preventiva para uma das agressoras de uma jovem de 13 anos, há dias na zona de Benfica e do marmanjo que filmou aquilo e pôs no “Face”, a outra agressora escapou por ter menos de 16 anos que é em Portugal a idade até à qual se pode impunemente provocar, injuriar, assaltar, agredir e até matar.
Por uma vez e dada a publicidade que o tal marmanjo deu ao assunto, foi possível fazer aquilo que o Senhor Procurador-geral da República tinha dito “não ter meios informáticos para mandar investigar”, o que prova que o Senhor Procurador, tal como antes o Senhor Presidente da República atribuem à “Informática” poderes que está longe de ter, bastando para isso a PSP.
A miséria moral, mais do que material e em associação com ela e a complacência de uma “esquerda pastoril” e de uma direita em que “são mais as vozes do que as nozes”, trouxe-nos até ao lamentável estado de coisas em que temos vivido, tudo servindo de alibi para justificar o injustificável numa e-versão dos “Feios, Porcos e Maus”.
O quotidiano da maioria dos jovens, dos idosos e das pessoas decentes em geral, é frequentemente sequestrado por energúmenos perante a total indiferença e inoperância de todo o tipo de autoridades, sem que nada o justifique a não ser os fracos subterfúgios de uma espécie esfarrapada de “sociologia de trazer por casa”.
É preciso que aconteçam coisas graves e sobretudo que, devido à burrice vaidosa de alguns desses díscolos, se tornem universalmente testemunhadas para “depois de casa roubada, trancas à porta”.
Ao contrário do que disse o venerando Padre Américo num outro contexto, há mesmo rapazes beras e raparigas más e mais vale tarde que nunca, desde que não seja só para “salvar a honra do convento”.
António José Carvalho Ferreira
Maio 28, 2011 at 8:01 pm
apoiado.
subscrevo.
Maio 28, 2011 at 8:29 pm
Assino por baixo.
Maio 28, 2011 at 8:46 pm
Update Livresco:
Eu defendo que é necessário baixar a idade penal dos 16 para os 14 anos e ao que parece não estou sozinho…
Estado das coisas
Violência gratuita
Os actos de violência gratuita cometidos nas imediações de uma escola pública, em que duas alunas seviciaram, com requintes de malvadez e de crueldade, uma outra colega, espelham o país em que vivemos e a sociedade que estamos a construir.
* 26 Maio 2011
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Por:Rui Rangel, juiz desembargador
A violência nas escolas ou os fenómenos de bulling entre jovens registam já cifras negras muito preocupantes. Neste caso nada faltou: violência física, filmagem da cena, colocação do filme nas redes sociais e gente a assistir, com prazer, rindo ao ritmo dos pontapés desferidos. E ninguém foi capaz ou quis socorrer a jovem vítima da agressão selvática. A crueldade deste acto magoa-nos a todos nós. Aquela jovem foi ferida no corpo e na sua dignidade, enquanto pessoa humana. Esta violência que foi vista na tela é real.
O homem desde sempre exerceu e foi alvo de violência, bastando recordar os episódios de agressões de que a Bíblia nos fala e de que Jesus foi vítima, os enforcamentos em praça pública, os homens que lutavam até à morte nos coliseus para satisfação da assistência, a Santa Inquisição que queimou gente inocente e as atrocidades praticadas no nazismo.
Não quero saber se a violência se explica por uma inata predisposição do homem para tal, se pela personalidade do meio em que se insere, ou se pela densidade demográfica, acompanhada pelas desigualdades fomentadas pelo desenvolvimento económico, social e cultural. O que sei é que esta estória tem outra verdade. A violência tem outra natureza e é praticada entre membros da mesma comunidade.
Tudo está a falhar: a sociedade, a família, a escola, o Estado, a justiça e as redes sociais. A sociedade tem vindo a sofrer significativas transformações: a família, núcleo fundamental da educação, já não é a mesma, tendo perdido autoridade e vontade de dialogar, de educar e de acompanhar o dia-a-dia do filho, delegando tudo na escola; a escola perdeu prestígio, disciplina e os alunos não reconhecem autoridade ao professor; o Estado não dá o exemplo, é incompetente, não cumpre com as suas obrigações, pede auxílio a gente de fora, para governar a casa; os partidos e seus líderes não discutem o País, ofendem-se e enganam-se uns aos outros, como tem acontecido nesta pobre campanha eleitoral; a justiça não tem resposta, em tempo útil, para resolver estes casos. No meio de tudo isto, a verdade é que a violência continua a existir e a registar-se cada vez mais na população jovem… Urge transmitir aos jovens uma cultura sólida, no campo dos direitos humanos e do respeito pelo outro, seu semelhante, e da solidariedade e salvaguarda da dignidade da pessoa humana. As famílias têm de passar a estar mais atentas aos seus jovens, a acompanhar os seus problemas, a dialogar com eles, a acompanhar o seu dia–a-dia. Mas também é necessário baixar a idade penal dos 16 para os 14 anos e as redes sociais que estão em roda livre têm de ser eficazmente fiscalizadas e controladas. Só assim a sociedade pode observar um decréscimo da violência.
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/opiniao/violencia-gratuita
Maio 28, 2011 at 9:34 pm
Concordo, na generalidade.
Apenas ressalvo que era o Padre Américo que dizia: Não há rapazes maus!
Mas ao que parece isso não obstava a que, lá na Casa do Gaiato, aplicassem umas valentes palmadas quando algum se portava mal…
Maio 28, 2011 at 9:45 pm
Marinho Pinto, o democrata que queria greve às eleições, está contra a prisão preventiva da agressora e do operador de câmara
http://www.lusa.pt/default.aspx?page=home
Não gosta de prisões preventivas. Também esteve contra a prisão preventiva de Olveira e Costa.
Maio 28, 2011 at 9:47 pm
Sim, de acordo. É preciso acabar com a mentalidade de que “não há cueldade infantil” (ou juvenil, neste caso). Baixar a idade da imputabilidade criminal não era despiciendo…
Maio 28, 2011 at 9:54 pm
#5
Pois, a vítima não é filha dele…
Maio 28, 2011 at 11:01 pm
O Marinho Pinto é um anexo que serve como 1 evidência dos tempos que temos tido (e continuaremos a ter?)
Maio 28, 2011 at 11:09 pm
Senhor Procurador-Geral da República: a mau trabalhador nenhuma ferramenta serve.
Maio 28, 2011 at 11:12 pm
O mal do nosso regime é estar cheio de Marinhos Pintos! O homem até pode dizer umas verdades de vez em quando, mas não passa de um advogado “abrilesco” cheio de garantismos, direitos e outras tretas como tal. Enquanto existirem Marinhos Pintos os criminosos agradecem!
Nojo!
Maio 29, 2011 at 12:27 pm
#4,
“Concordo, na generalidade.”
Pois, pois, mas na especialidade…
Maio 29, 2011 at 2:05 pm
Temos um GRANDE problema para resolver em Portugal, mudar mentalidades, valores, aqui o crime compensa. Seria preciso um RESET ao país, acordar em França, Alemanha, ou US, porque lá ninguem está acima da lei, e esta é para cumprir. Talvez este juiz esteja a cumprir a lei. O Renato em portugal nem preso estaria. Este Jovens podem ficar 3 meses presos é da maneira que cumprem a pena. Senão seria mais dos mesmo 2 anos em pena suspensa. EM PORTUGAL UMA PESSOA QUE BEBE UM COPO OU ANDA DEPRESSA PAGA 500 EUROS. SE MATAR OU ROUBAR TEM PENA SUSPENSA.