Abril 2011


Governo: revisão do défice deve-se a «alteração de metodologia

O secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, declarou, este sábado, que a atualização do défice português de 2010 se deve a uma «alteração de metodologia às contas» e assegurou que o impacto nas contas de 2011 e 2012 será praticamente nulo.

Claro que estas alterações terão pouco impacto em 2011 e 2012. O problemas são as alterações que ainda háde aparecer ao longo do ano ou em 2012 e 2013…

Quando parará isto?

Há bocado telefonaram-me de um jornal a perguntar que conselho daria eu aos homens do FMI sobre o que pode ser cortado para reduzir o défice e eu disse para irem em busca do buraco das PPP e dos enormes custos com obras, sem racionalidade económica evidente, que poderiam ser feitas por muito menos. Na área da Educação, acho que, por exemplo, há obras da Parque Escolar que não fazem grande sentido, gastando-se 10 milhões de euros ou mais em escolas onde um pavilhão em condições, alguns laboratórios e pouco mais tornariam tudo mais funcional por 10-20% dos custos.

Mas que fora da Educação há muito mais, só que eu não conheço tão de perto.

Mal sabia eu que nem uma hora depois…

Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB

O INE, em sintonia com o Eurostat, anunciou esta tarde uma revisão da notificação relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos enviava a Bruxelas no final de Março. Agora, o défice de 2010, que já fora revisto em alta para 8,6 por cento do PIB, passa a ser de 9,1 por cento, por causa de três contratos de Parcerias Público Privadas (PPP).

Não sei se vale a pena apostar que, ainda antes das eleições e enquanto os tipos do FMI por cá andarem, se concluirá que o défice de 2010 ultrapassouna realidade – os 10%.

E que, ao contrário do que querem fazer crer, não foi por causa dos subsídios de desemprego, das pensões miseráveis pagas a muita gente, por causa dos salários dos funcionários públicos ou mesmo das subidas de escalão de alguns professores.

O verdadeiro sorvedouro está algures. O que mais incomoda é que se aponta ao sector público a culpa por custos que são facturados principalmente pelos privados.

E isto não me incomoda por qualquer preconceito ideológico, mas sim porque se tem mentido sem pudor acerca disto e, pior, acha-se que se melhorarão as coisas alargando as PPP a sectores como a Educação, onde a gestão que dizem amadora das escolas é um primor por comparação com a criatividade que nos tem afundado com as negociatas público-privadas.

Nisto? Haja decência!

Governo corta nos apoios aos alunos com deficiências

Equipas vão ser reduzidas e os centros terão mais encargos, ficando comprometidos.

Profile in School Reform: Terry Moe

The politics of education, and why technology will render teachers unions obsolete.


Sitting in his book-lined office at the Hoover Institution, overlooking Stanford University’s handsome campus, education guru Terry Moe bluntly tells me, “Most political science has no impact on anything.”

Moe, by the way, has been a member of Stanford’s political science faculty for over twenty years, and is a political scientist by training.

But his unpredictable academic path—lined with history’s serendipitous accidents, mountains of empirical data, and, of course, painstaking work—is not one completely devoted to political science. Rather, Moe has achieved scholarly stardom with the work he has done on K-12 education: he is one of the leading experts on education reform in the country.

SPECULATIONS ON 
THE STATIONARY STATE

What is the historical significance of the implosion of neo-liberalism, coming less than twenty years after the collapse of the Soviet Union? A disconcerting thought experiment suggests itself. The ussr, it might be recalled, had reached the summit of its power in the 70s, shortly before stumbling downward into a spiral of retrenchment, drift and collapse. Could a comparable reversal of fortune now be in store for the superpower of the West, one of those old-fashioned ‘ironies of history’? After all, a certain unity of opposites can be traced between an unbridled late capitalism and the centrally planned rust belts of the former Comecon—and precisely in the economic sphere, where they were diametrically counterposed. During the heyday of Reaganism, official Western opinion had rallied to the view that the bureaucratic administration of things was doomed to stagnation and decline because it lacked the ratio of market forces, coordinating transactions through the discipline of competition. Yet it was not too long after the final years of what was once called socialism that an increasingly debt- and speculation-driven capitalism began to go down the path of accounting and allocating wealth in reckless disregard of any notionally objective measure of value. The balance sheets of the world’s greatest banks are an imposing testimony to the breakdown of standards by which the wealth of nations was once judged.

(continua…)

Mas os coelhones e os vitorinos não me parecem vagamente em crise…

Portugueses mais pobres com Estado a acudir cada vez menos

A pobreza alastra como uma epidemia. Uma nova consciência parece estar a instalar-se na sociedade. “O mais insuspeito dos cidadãos pode vir a enfrentar uma situação de pobreza”, diz Sérgio Aires, presidente do Fórum Não Governamental para a Inclusão Social.

(c) Ricardo Campus

Todas as armas estão a ser sacadas para fazer conviver o novo Bloco Central.

“Passos Coelho é uma pessoa bem-intencionada com quem se pode falar”

Governo e PSD têm de se entender. Esta é a batalha de Mário Soares, o fundador do PS que simpatiza com o líder do PSD.

Vamos entender uma coisa: nesta altura, Mário Soares só simpatiza consigo e com os que alimentam o seu ego e se prestam a venerar a sua memória e assegurar os seus interesses. O resto é apenas real politik para assegurar os objectivos anteriores.

Fernando Nobre

Futre

Homens da Luta

Agradecendo a primeira referência ao Calimero Sousa.

!!!, AM/FM

Precisamos de políticos mais qualificados na educação

O ex-ministro da Educação e assessor da Presidência da República David Justino defendeu hoje que Portugal precisa de políticos mais qualificados no domínio da Educação, considerando que falta sentido de futuro na área.

Os factos que condenam Sócrates

Obviamente, pois não sabemos se em algum há, neste momento, tamanha quantia…

Térmitas devoram 200 mil euros num cofre bancário

A larga maioria dos directores dos jornais nacionais é da minha idade ou são mesmo mais novo(a)s do que eu. Não sei se será pelo chamado peso institucional, pela necessidade de demonstrar seriedade e responsabilidade, se porque envelheceram mentalmente muito depressa nos últimos anos, mas acho que haveria mais viço e originalidade se fossem dirigidos por gerações já defuntas.

No fundo, acho que alguns estão apenas muito contentinhos consigo mesmos, como se a carreira já estivesse feita e agora já só restasse uma prateleira dourada no horizonte.

Simples!

Antes de mais, esquecer tudo aquilo que foi dito contra outros órgãos de informação, por terem sido dirigidos com uma agenda política evidente.

Em seguida, fazer primeiras páginas em que se enfraquecem os líderes dos dois maiores partidos, que já mostraram não conseguir conviver num mesmo espaço, por forma a fazê-los cair aos dois ou a um deles, para conseguir concretizar a aliança desejada por quem dirige o jornal, o financia ou etc.

Se possível, acrescenta-se uma crónica engraçada de um colaborador de destaque, sob pseudónimo, na última página da revista do jornal, a explicitar de modo bastante claro o problema que não pode ser totalmente exposto no editorial.

O Expresso de hoje conta em detalhe bastante detalhado a última reunião de Sócrates e Passos Coelho, tendo ainda presentes Silva Pereira e Eduardo Catroga.

Não se percebe se mais alguém, embora se fique a saber com especial minúcia a zanga ocorrida e o que disseram e fizeram estes quatro intervenientes.

Ao que parece, nenhum deles confirma a descrição.

O que significa uma de três hipóteses:

  • Foi um deles que bufou o que se passou (há um suspeito óbvio, até por ser o elemento que aparece como o pacificador), mas não tem coragem para o assumir.
  • Houve outros presentes na reunião e terá sido daí que partiu o relato.
  • Há escutas em São Bento e a coisa espalhou-se contra a vontade dos participantes.

Começo a ficar cansado com isto. Um destes dias convoco todos os nascidos na madrugada de 25 de Março de 1965 para fazermos um movimento qualquer, contra isto ou aquilo. Vale tanto como qualquer outro.

Não percebo tanta gente ocupada e/ou preocupada com a exclusão de Teixeira dos Santos das listas de deputados pelo PS. Nem sequer percebo se o próprio estaria interessado, apesar de agora dizerem que era um animal político em campanha. Até a madrinha aprece a criticar a sua criatura pela decisão. Só que alguém espera que Sócrates arrisque o que for que coloque em risco a sua reeleição?

De qualquer maneira não sejam assim, pois certamente Teixeira dos Santos terá algo à sua espera, como Maria de Lurdes Rodrigues em 2009, também despedida numa entrevista televisiva, quase certamente combinada com a própria, em troca de uma prateleira dourada vitalícia na FLAD. Teixeira dos Santos, como antes Maria de Lurdes Rodrigues, é uma figura controversa e, neste momento, dificilmente renderia votos. Mas também ele sabe muito e se sacrificou muito. Ser de novo deputado não me parece recompensa adequada. Se Sócrates ganhar o poder de novo, perceber-se-á melhor o que se passou agora, se foi ruptura, se foi táctica.

Quanto a Teixeira dos Santos, mesmo que não se concretize um Governo Sócrates III, terá certamente muitos lugares à sua espera, bem mais compensadores 8material e intelectualmente) do que ser deputado nesta República inclinada.

O inquérito é internacional, não é do Expresso/Eurosondagem/Compromisso NAcional:

Bem-estar dos portugueses está ao nível de países atingidos pela guerra

Em Portugal, as expectativas são das mais baixas do mundo. Tão desafortunados como na Serra Leoa.

Se os números fossem uma ciência exacta, nós portugueses estaríamos em ponto de rebuçado para fazer uma revolução nas ruas. Só 14% da população portuguesa está convencida de que vive num país próspero, segundo o estudo do instituto Gallup sobre “Bem-estar Global”, que coloca o pessimismo dos portugueses ao nível dos habitantes da Tunísia ou da Líbia.

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