Abril 2011


O dirigente socialista José Lello chamou esta segunda-feira “foleiro” ao Presidente da República por este não ter convidado os deputados para as comemorações do 25 Abril no Palácio de Belém.

Fecharam a casa deles, que é nossa, e queriam ir ao bufete dos outros. 

SETE ANOS E 4000 POSTS

Syrian tanks and troops move into Deraa

At least five people reported killed as forces loyal to regime crack down on rebels in the south and Damascus.

Syria crisis: Obama condemns ‘outrageous’ use of force

umas nos cravos, as bastas restantes nas…

É que estamos a falar do nosso belo Portugal… e mesmo sendo síntese, uma centena de páginas é escasso…

… mesmo quando às primeiras páginas de um livro nos sentimos a descarrilar com o que se lê, em especial se foi comprado com algumas esperanças.  Ainda não tem link, mas no Público de hoje (p. 4) vem um destaque com Raquel Varela, autora de um livro sobre o PCP em 1974-75, que me fez recordar a memória recente do desânimo ao ler a introdução teórica da dita obra. Eu sei que há uma corrente historiográfica sobre a História do nosso século XX que tende a encarneirar por certos valados e eu bem sei o que se aguenta quando se tresmalha. Andei por lá, conheço os corredores físicos e mentais.

Mas isso não é razão para, por exemplo, colocar as consequências da crise global do capitalismo decorrente do choque petrolífero de 1973 nas causas da revolução de Abril e tentar demonstrar parte disso com as variações do PIB entre 1973 e 1974. Afinal… o PIB de 1974 só variou… durante 1974, não antes, pelo que seria estranho que essa pudesse ser uma causa para uma alegada insatisfação das massas.

Enfim… já me passa, já retomo a leitura em busca de novidades, mas não destas.

Caros colegas e amigos,

Pela primeira vez desde 1975 o 25 de Abril não é comemorado na Assembleia da República, facto que está a deixar muita gente indignada. Apresento-vos um pequeno diaporama (com a duração de 2m40s)   de cariz conceptual, que pretende contribuir para uma reflexão sobre os tempos que correm.

Este trabalho faz parte do projeto “Palavras prenhas”, que inclui, entre outros, um diaporama selecionado para as “Curtas Sadinas”, a decorrer entre 6 e 8 de maio, e outro a exibir no Museu do Trabalho Michel Giacometti, em Setúbal, integrado numa exposição que ali vou   ter entre 28 de maio e 18 de setembro.

Se acharem merecedor, divulguem-no por quantas pessoas desejarem.

Abraços livres

António Galrinho

A suprema ironia das palavras.

Novamente em questão as eleições, desta vez as primeiras para a Assembleia da República. Aqui a posição é a da defesa do voto, pois a abstenção poderia prestar-se a interpretações duvidosas. Algo que continua actual e levam a que um abstencionista nato como eu durante muito tempo, a desaconselhe fortemente. Artigo de opinião de João Martins Pereira, director da Gazeta da Semana (cujos exemplares em arquivo se devem a generosa oferta do António Ferrão).

Quando o que estava na ordem do dia eram as eleições para a Assembleia Constituinte e alguns sectores se interrogavam sobre a utilidade e custo das eleições. Não deixa de ter a sua (des)graça, tantos anos depois, ainda existirem ecos dos mesmos argumentos, embora nem sempre de sectores semelhantes.

Para melhor situar a prosa, é da autoria de Miguel Serras Pereira, elemento da redacção da VM, então dirigida por Augusto Abelaira.

Talvez as 48 páginas de informação, à época, mais completa, sobre o 25 de Abril.

Hoje em Belém, com os quatro Presidentes da República eleitos desde 1976 a apelarem a tudo aquilo que não fizeram quando desempenharam funções em que o poderiam ter feito, fosse com presidentes, primeiros-ministros, líderes partidários ou outra coisa.

Tanto o presidente da ANDEP como o da ANDE concordam que o secretário de Estado da Educação, João Trocado Matos, terá tomado a decisão de parar o processo devido ao actual contexto político do país. O PEC IV, que foi chumbado pela oposição, previa a criação de 170 megagrupamentos e uma consequente poupança para os cofres do Estado na ordem dos 450 milhões de euros.

Oficial ou não, a alegada resolução parece agradar aos dirigentes. Por um lado, diz Manuel Pereira, “o ME estava a pensar fazer disto [reordenamento escolar] regra e não excepção”. Por outro, explica Adalmiro Fonseca, “no geral não há condições para o fazer”. Os presidentes acreditam que fará sentido agrupar escolas em determinados locais do país, mas que essa solução está subjacente às especificidades de cada concelho. “Depende das circunstâncias e do número de alunos, por exemplo”, diz o presidente da ANDEP. Manuel Pereira vai mais longe e alerta para a possibilidade de perda da “articulação pedagógica e da política de proximidade”. É que, nos casos em que os megagrupamentos fiquem a uma grande distância das habitações dos alunos, “perde-se a proximidade com os pais”.

Quanto à poupança apresentada, neste momento duvido muito sinceramente que seja real. Cada vez mais me parece que o reordenamento da rede escolar escapa a critérios de racionalidade económica, excepto os orçamentais de curto prazo.

Pura e simplesmente não acredito que cada mega-agrupamento permita poupar mais 2,5 milhões de euros.

Quanto aos senhores directores, até os há que gostam de lançar piadas de primeiro de Abril, a ver se colam, tamanho o apetite…

Otelo: “O regime está a criar condições para ser abatido”

O operacional do 25 de Abril diz que “se o FMI atingir os militares pode criar condições para uma revolta”.

Classified Files Offer New Insights Into Detainees

WASHINGTON — A trove of more than 700 classified military documents provides new and detailed accounts of the men who have done time at the Guantánamo Bay prison in Cuba, and offers new insight into the evidence against the 172 men still locked up there.

Cerca de 500 talibãs fugiram de uma prisão por um túnel

… é ter de ler o excelentíssimo professor doutor Nogueira Leite vangloriar-se de ser catedrático desde os 33 anos e chamar monos aos professores do ensino básico e secundário que, nos tempos que correm, com muita sorte chegarão ao topo da carreira depois de defuntos, mesmo que tenham as mesmas habilitações do que ele.

Ou ler que que esses mesmos professores do ensino básico e secundário são uma corporação que pratica o terrorismo (mas não contra a gramática como ele que sistematicamente atropela as regras da acentuação…).

E ter de esperar que o senhor professor doutor Nogueira Leite se permita à simpatia de libertar dois comentários que lá deixei em defesa da honra há cerca de 12 horas, os quais não contêm nem um décimo da bílis e desprezo por ele destilados, não tanto no post, quanto nos comentários em resposta a observações que lhe são feitas.

Liberdade também é isto.

Obviamente, não acho que a liberdade sirva para aqui serem deixados comentários que provem ao excelentíssimo professor doutor Nogueira Leite que os professorzecos não-catedráticos há 16 anos numa Universidade muito boa (por acaso aquela onde fiz a licenciatura e mestrado, sem ter sido necessário ir ao Illinois…) que não passam de uns terroristas corporativos.

Por fim, sempre pensei que o professor doutor Nogueira Leite fosse mais idoso. Porque parece. Em especial pelo que diz, pelo que escreve, pela atitude. Deve ter sido por ter chegado muito cedo, muito alto, e ter ficado com os horizontes cristalizados.

É a minha opinião. Sem usar qualificativos ofensivos.

Sugestões do António Ferrão:

¿Democracia o finanzas?

Next Phase of Sovereign Debt Crisis; Greek 2-Year Yields Top 20%; Greece Denies Restructuring Plan; Why the Denial?

… é que serve tanto à besta, como à sua vítima, só porque tentou opinar.

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