Passos Coelho está metido numa camisa com um número indeterminado de varas. Em sua volta, como barreiras a qualquer sucesso eleitoral, alinhavam-se:
- Cavaco Silva, que, apesar de ter colocado Catroga a controlar tudo o que mais interessa, gostaria tanto de ter PPC como primeiro-ministro de um governo PSD/CDS como Maomé de secretos de suíno ibérico.
- José Sócrates que, nem que seja necessário entregar uma nova Fundação a Teixeira dos Santos, fará tudo para que ninguém espreite demais e antes de tempo toda a porcaria feita nestes últimos anos.
- Os inimigos internos de estimação, de snipers por vocação (Pacheco Pereira) ou ressabiamento (Santana Lopes, Menezes) a grupos que se julgam com pergaminhos (cavaquistas, barrosistas e outros sacristas).
- Os amigos que o querem ajudar com novas ideias e que o enterram cada vez que surgem à superfície.
Aliás, talvez seja este último lote o mais complicado e prejudicial porque se percebe que são pessoas que ele estima e que, em circunstâncias normais, o acompanhariam num Governo de sua escolha, em áreas que ele não domina (e são algumas…). Só que, no afã de mostrarem serviço original, são uma espécie de bombeiros pirómanos.
Desde aquele grupo arregimentado por um até ao momento justamente desconhecido Pedro Reis para fazer aquele livro para esquecer, ao grupo Mais Sociedade que cada vez que apresenta uma ideia custa milhares de votos ao PSD, não esquecendo os que cedo perceberem que ficariam no banco de suplentes (Nogueira Leite), todos parecem conspirar (de modo involuntário, quero acreditar) para enterrar eleitoralmente Passos Coelho e eternizar Sócrates no poder pois alienam grande parte do eleitorado que PPC mais queria conquista: o do centro, com alguma simpatia pela Esquerda.
E isto é tanto mais inútil, quanto estas ideias pseudo-inovadoras são espúrias, perante a intervenção financeira da dupla FMI/UE em Portugal.
O que torna ainda mais estranha esta pulsão autofágica, pois tudo o que PPC pode ganhar com a sua imagem simpática pessoal é completamente estilhaçado pelas aparições públicas dos (já não tão) jovens turcos que formam a sua entourage mais ou menos explícita.
Assim, por muito que à esquerda do PS se tentem capitalizar insatisfações diversas, ao centro fica o terreno todo aberto…
Adenda exemplificadora do desvario: Diogo Leite Campos e a miséria…
Abril 28, 2011 at 9:30 pm
Coitado do PPC, tem os cavaquistas à perna, os socratistas, os pereiristas…com amigos destes…
Abril 28, 2011 at 9:46 pm
Em cheio! Até eu, que jamais votei Sócrates, fico enojada com estes pseudo amigos do PSD; é vê-los a vomitar ideias que mais não fazem do que dar votos a Sócrates. Por isso eu voto em branco há tanto tempo…A política é mesmo a “grande porca”!Estes senhores devem ficar melhor com Sócrates no poder, caso contrário meteriam a viola no saco! Esquecem-se de que a maioria dos portugueses tem a corda no pescoço e qualquer tremor a aperta mais!Com estes coveiros Portugal caminha para o abismo em plano cada vez mais inclinado.Há muito que tenho a sensação de que eles (PS e PSD), mais não fazem do que lutar pelos lugares de “boyada” sem se importarem minimamente com o povo, o seu comportamento revela antes um profundo desprezo por quem os elege.
Abril 28, 2011 at 9:55 pm
Pois eu acho um grande enjoo verificar que ainda há quem acredite que as políticas estatistas e centralistas planificadas se possam manter por mais tempo.
Andam com uma certa vontade de deixar de receber salários. Ai andam, andam!
Abril 28, 2011 at 9:59 pm
#3,
O problema é que há ideias que podem ser testadas em tempo de vacas “menos magras”, nunca em tempo de evidente desprotecção.
Abril 28, 2011 at 10:18 pm
a quadratura da cerca: os animais vao entrando e a porta nunca fecha, porque nao tem parafuso em baixo, está empenada e endividada.
Abril 28, 2011 at 10:20 pm
O Paulo daria um bom polítólogo.
Abril 28, 2011 at 10:22 pm
#3:
Completamente ao lado esse teu “raciocínio”…se se pode chamar de tal…
O maior grupo de assessores – os melhores – que o PPC poderia ter andam por aqui e são PROFESSORES…
Abril 28, 2011 at 10:28 pm
Whaaaaaat?????
Abril 28, 2011 at 10:31 pm
#6:
Já o é e é excelente…os posts são tirados e medidos a régua e esquadro…
Mas a culpa de eu andar por aqui é de outro AMIGO cuja opinião oiço com atenção e que me levou ao Umbigo…como não sou burro acerto agulhas com a opinião de algumas pessoas que são boas a dissecar a realidade…
Sinergias…
Abril 28, 2011 at 10:33 pm
#8:
What o quê?
Já o disse:
Não sou formatado ideologicamente…
Abril 28, 2011 at 10:35 pm
#8:
Atenção ao bold – e vê se percebes…raios!
“O maior grupo de assessores – os melhores – que o PPC poderia ter andam por aqui e são PROFESSORES…
Abril 28, 2011 at 10:36 pm
poderia ter
Se o fossemos – percebes Fernanda 1?
Abril 28, 2011 at 10:36 pm
Curioso que o tt fala sempre das economias estatizadas … até parece que foram elas a desencadearem toda esta crise mundial..aliás a grande pneumonia começou nos states nessa grande economia estatizada…
Já aqui o disse e torno a repetir o mal é o próprio sistema que faliu…e vai desmoronar-se quando nos states as empresas deixarem de viver dos subsídios que receberam do estado e tiverem de pagar a conta…
Um economista, Robert Kurz num artigo muito bom na minha opinião demonstra e bem isso…quem quiser leia aqui…
http://o-beco.planetaclix.pt/rkurz382.htm
Abril 28, 2011 at 10:39 pm
#13:
É que não percebo a história da
“políticas estatistas e centralistas planificadas “
Abril 28, 2011 at 10:40 pm
#12,
Mais ou menos.
Abril 28, 2011 at 10:41 pm
E a máquina da 2ª barreira – à excepção de uma outra falha – ainda bomba valentemente:
http://lishbuna.blogspot.com/2011/04/o-luis-la-se-conseguiu-limpar-do.html
Abril 28, 2011 at 10:45 pm
#0,
Perfeita análise.
Acrescentaria apenas uma total despreocupação com o CDS.
Que, estou convencido, será o grande vencedor das próximas legislativas.
Abril 28, 2011 at 10:47 pm
Então é assim: sou livre-pensador, não sou formatado ideologicamente e, se fosse possível, como PROFESSOR, daria um óptimo assessor de PPC.
Abril 28, 2011 at 10:49 pm
#17,
De acordo com o Maurício.
Falta incluir a “barreira” do CDS.
Abril 28, 2011 at 10:50 pm
POIS LIVRESCO…a Finlândia é semi estatizada…ou seja tem um estado forte..a Noruega idem…mesmo a Dinamarca , a Suécia-esta em particular- que são muito mais liberais têm uma forte presença do estado em muitos aspectos…
O erro repete-se e tem tendência para isso…nos últimos tempos aconteceu com a Tactcher…e os fundos de pensões..mas a memória das pessoas é curta…
Eu nunca defendi uma economia estatizada mas tenho por modelo os estados nórdicos em particular os da Finlândia e Noruega -esta com a particularidade de ter petróleo claro..o que ajuda muito..mas não desperdiça isso..muito pelo contrário…
Robert Kurz
O PECADO ORIGINAL DA POLÍTICA MONETÁRIA
Como qualquer doutrina da salvação, a teologia económica neoliberal também não pode deixar de produzir os seus dogmáticos ortodoxos. O lema é: os princípios contra os factos. O presidente do Bundesbank, Axel Weber, é mais um caso actual de apóstolo da respeitabilidade conservadora a lançar a toalha ao chão. Weber, ainda há pouco apontado como o candidato preferido da chanceler Angela Merkel para substituir Trichet na presidência do BCE, afastou-se da sua patrocinadora em discordância sobre a política monetária. Sendo membro da mesma Igreja económica, Merkel tende a preferir o pragmatismo aos dogmas. Weber é tido por guardião estritamente fiel do dinheiro, contra a política de flexibilização do BCE e contra uma “união de transferências” que pretende tapar os buracos do endividamento sem fim. A sua firmeza tem apenas o defeito estético de confundir causa e efeito. Não foi uma política monetária laxista que provocou a crise, pelo contrário, foi a crise que obrigou a uma política monetária laxista. O pecado original do neo-liberalismo ocorreu já com o ex-presidente da Reserva Federal americana, Alan Greenspan, em resposta à crise das Dotcom de 2001. Desde 2008, também o BCE passou à emissão monetária excessiva, contra a sabedoria de sua própria bíblia. O adiamento da crise assim conseguido ameaça transformar-se numa inflação incontrolável, como é dos livros. Mas, se tivesse sido aplicada a verdade da bíblia de Weber, então o euro já teria ido ao ar há muito tempo. Merkel gostaria de controlar a crise da dívida por meio de negociatas políticas. O fundo de resgate do euro vai ser expandido drasticamente, contrariamente às anteriores declarações de intenções. Em contrapartida planeia-se um vago “Pacto para a Competitividade”. Subjacente a isto esconde-se o problema de que os deficits que atingiram o limite mais não são do que o reverso dos excedentes de exportação alemães. Uma redução regular da dívida iria quebrar essas exportações unilaterais, colocando simultaneamente em dificuldades os grandes bancos alemães e franceses, que estão assentes em montanhas de títulos classificados como lixo dos países deficitários. Assim, a política de inflação parece ser um mal menor. Os dogmáticos da teologia económica têm razão contra os pragmáticos e vice-versa. É por isso que também vão cair juntos.
Abril 28, 2011 at 10:54 pm
Acrescentaria apenas uma total despreocupação com o CDS.
Que, estou convencido, será o grande vencedor das próximas legislativa
Eu não diria tanto Maurício..é sem dúvida a grande incógnita e pelo que se vê aquele que potencialmente tem mais possibilidade de crescer…tem um senão: um líder que já passou pelo poder e demonstrou pouco e cometeu erros de palmatória..pouco fiável e sofista demagogo nato…tivesse um Freitas e outro galo cantaria…daí o meu ponto de interrogação…
P.S- encontramos-nos em Dublin ..espero..e numa final tudo pode acontecer….
Abril 28, 2011 at 10:57 pm
Aqui define-se . numa frase o carácter e A FORMA DE SER DO POLITICO PORTUGUÊS…APLICA-SE A TODOS..UNS MAIS OUTROS MENOS…FUI…INTÉ..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/04/28/frase-socratina/
Abril 28, 2011 at 10:59 pm
#18:
“formatação ideológica”
É minha e tem direitos de autor…
O que eu pretendo dizer Fernanda 1 é que é preciso ler da esquerda à direita…
As minhas ideias ideológicas não me toldam o raciocínio: LEIO TUDO…
O único sítio onde a estratégia socratina é desmontada é aqui – porquê?
PORQUE SABEMOS LER NAS LINHAS, NAS ENTRELINHAS E NOS SINAIS DE FUMO…
E AINDA JOGAMOS O FUTURO NAS CARTAS…
Abril 28, 2011 at 11:01 pm
#21, buli,
Já reparaste que pela primeira vez as sondagens mostram um CDS acima dos 5-7%?
Sobre Dublin:
- Cuidado com o “nosso” Braga…
…
Abril 28, 2011 at 11:03 pm
#24:
O Paulo Portas é um excelente tribuno – extremamente assertivo quando se atira aos socratinos…
Abril 28, 2011 at 11:08 pm
#23,
livresco,
Eu também leio tudo. Caso contrário, como poderia ter uma opinião?
Olha que já aqui postei o Freitas do Amaral!
E até ouço o Ferraz da Costa, o Carrapatoso, o João Duque, o Frasquilho, o NL, etc, etc…..
Isto significa, então, que não sou formatada ideologicamente? que sou 1 livre-pensadora?
Eu não chamaria isso, mas assim sendo…..
Abril 28, 2011 at 11:08 pm
#25, livresco,
Concordo.
Consegue tirar sempre o Al Drabone do sério.
Abril 28, 2011 at 11:13 pm
E foi o único a conseguir enfrentá-lo nos debates nas últimas eleições…verdade seja dita…
Tens razão Maurício..cuidado..mas tenho fé que lá seja mais fácil…o Benfica joga melhor gora que dentro..olha a 1ª mão nas antas…o meu receio era se o Benfica tivesse ganho ao Braga em Braga e viesse agora á luz..assim..!!!
Abril 28, 2011 at 11:44 pm
#26:
A diferença é que eu arreio forte e feio no Partido Comunista se for caso disso…
“(…)O Partido Comunista tem sido o maior seguro de saúde do José Sócrates, aliás, acho que os comunistas têm uma admiração escondida pelo José. Sócrates. – ele é o Estaline português, não é?
Aliás o Partido Comunista está desejoso que seja o José Sócrates a ganhar as eleições:
Só demonstra estupidez, falta de visão e burrice!
http://educar.wordpress.com/2011/04/15/pacheco-pereira-no-seu-melhor/
Abril 28, 2011 at 11:46 pm
A chave da derrota do José Sócrates é o Pedro Passos Coelho com contra peso e medida – mas ninguém me ouve…
Abril 28, 2011 at 11:49 pm
Estamos então entre um homem egocêntrico com tiques de ditador e um tótó sem iniciativa. No BE e no PC, já sabemos, está tudo meio louco. Mas, juntar a voz ao grupo de betinhos e desaustinadas que clamam por Portas a primeiro ministro…?!
Abril 28, 2011 at 11:51 pm
#27:
Completamente…e nota-se que a vontade do Pinóquio é dar ordem para o fuzilar…
Abril 28, 2011 at 11:58 pm
Isto de comprar submarinos parece ser o que está a dar.
Abril 29, 2011 at 12:03 am
#33:
Nós sabemos António, a questão é que precisamos de todos a apontar ao mesmo alvo sem dar tiros nos pés…
Abril 29, 2011 at 12:05 am
28-04-2011 – 23:37h
«Teixeira dos Santos foi visto na sua casa»
Marques Mendes diz que ministro não foi ao 25 de Abril por uma questão política
Marques Mendes revelou esta quinta-feira na Edição das Dez do TVI24 que o ministro Teixeira dos Santos não esteve a trabalhar no 25 de Abril como sugeriu José Sócrates, em entrevista à TVI, mas sim «em descanso» na sua casa no Norte do país.
«Há duas questões. Há uma questão pessoal e uma questão política. A questão pessoal é esta: ele não esteve na cerimónia porque não quis ou porque não pode. Ouvindo a explicação do primeiro-ministro parece que ele não pode», começou por dizer Marques Mendes.
«Ouvindo a explicação do primeiro-ministro parece que ele não pode. O que o primeiro-ministro disse foi que ele não esteve na cerimónia porque estava a trabalhar, quase dando a entender que estava nas negociações com a troika da União Europeia. O problema é que isso não é verdade, isso é mentira. Há muitas pessoas que sabem que Teixeira dos Santos naquele dia estava e foi visto na sua casa no Norte, no Alto Minho, em Vila Nova de Cerveira. Ou seja, não foi, não porque não pode. Não foi por uma razão política», disse.
«Há neste momento um divórcio político, uma incompatibilidade política entre o primeiro-ministro e o ministro de Estado e das Finanças», concluiu.
Marques Mendes considerou ainda que Sócrates é um homem só. «Esta é a curiosidade que não tem sido dita. O engenheiro Sócrates está a chegar ao fim de seis anos de Governo, teve cinco ministros de Estado e está na prática incompatibilizado com quatro», disse.
http://diario.iol.pt/politica/marques-mendes-tvi24-mendes-tvi24-teixeira-dos-santos-ultimas-noticias/1249617-4072.html
Abril 29, 2011 at 12:07 am
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
A desilusão dos vencidos do socratismo
A táctica eleitoral de José Sócrates foi anteontem, 26-4-2011, exposta na entrevista na TVI: armar-se em impostor de condestável do Reino face à invasão da União Europeia/FMI.
E o PSD não pode cair na esparrela de mostrar-se mais efe-eme-i do que o FMI, numa espécie de ameaça sobre o povo desconfiado em que se a troika FMI/União Europeia/Banco Central Europeu diz «mata!» e o PSD grita «esfola!». Assumir uma pseudo-postura de responsabilidade, mas que soa a mau agoiro, levará ao afastamento decisivo dos segmentos eleitorais desiludidos do socratismo que, chocados com a austeridade prometida pelo PSD e pelo seu pessismismo, voltarão à casa socialista.
Para além da deriva delirante para liberalismo extremo, num País em ruína económica e contra a corrente da preferência do eleitorado.
http://doportugalprofundo.blogspot.com/2011/04/desilusao-dos-vencidos-do-socratismo.html
Abril 29, 2011 at 12:10 am
Mas ninguém me percebe?
Então leiam tudo:
Quinta-feira, Março 24, 2011
Incerteza 3: ideologia
As campanhas, as pessoas, os eventos e as campanhas contam. Mas os eleitores não partem “virgens” para as campanhas. Têm predisposições, à luz das quais avaliam tudo o resto . Uma dessas predisposições pode aferir-se à luz do seu posicionamento ideológico. E aqui as coisas complicam-se para o PSD.
Este gráfico mostra onde o eleitor mediano se posiciona numa escala de 0 a 10 (em que 0 significa a posição mais à esquerda e 10 mais à direita) e onde o eleitorado português posiciona os partidos (os dados são dos inquéritos pós-eleitorais do projecto Comportamento Eleitoral dos Portugueses):
(…)
http://margensdeerro.blogspot.com/2011/03/incerteza-3-ideologia.html
Abril 29, 2011 at 12:12 am
#30,
“A chave da derrota do José Sócrates é o Pedro Passos Coelho com contra peso e medida – mas ninguém me ouve…”
1- “com contra peso e medida” é o quê, propriamente?
(pergunta de 1 livre-pensadora, não formatada ideologicamente)
2- “…mas ninguém me ouve…”
(é um dos problemas dos livres-pensadores não formatados ideologicamente)
Sem ofensa, bjs, bjs
Abril 29, 2011 at 12:13 am
#37,
Livresco, andas numa de Calimero?
)
Abril 29, 2011 at 12:14 am
Também há estes que montam o cerco.
Ajuda Externa: Roberto Carneiro defende redefinição das “funções de soberania”
http://noticias.sapo.pt/lusa/artigo/12475192.html
Abril 29, 2011 at 12:24 am
Eu considero que a ideologia se caracteriza, de modo claro, por uma ordem de precedência dos conceitos. Por exemplo, o que é predominante, a estrutura económica ou a política e jurídica? Fora dos tempos de crise, é a política e jurídica, mas quando a contradição se agudiza para além de um ponto crítico – que ninguém consegue antecipar com rigor-, estas últimas sossobram. Representar a ideologia como se fora o comprimento de um objecto comparável ao metro-padrão é típico de um movimento que pretende apagar todas as ideologias. Muito mais teria a dizer sobre isto, mas aguardo que o tema assuma alguma importância neste fórum.
Abril 29, 2011 at 12:28 am
#38:
Ou ganha o PS ou o PSD?
Preferes que o PS ganhe por 1%?
Chiça!
Resumindo:
É necessário esvaziar o PS, como sabemos, determinadas pessoas que votaram no PS e que estão com ideias de votar noutro partido nunca irão votar à esquerda do PS (BE, CDU,…) logo é necessário que o PSD (e o CDS) consiga roubar estes votantes, mas, estupidamente anda a dar tiros nos pés.
Agora é necessário que a CDU e o BE (e outros à esquerda do PS) consigam também roubar votos aos PS – MAS PARA ISSO É PRECISO QUE SE ESFORCEM!
Mas esta malta e estes assessores de campanha andam a ser tão burros e tão pouco diligentes que ainda me arrisco que o PS ganhe as eleições por 1% e tenho de levar com aquela coisa a dizer o povo soube escolher e que ganhou por 110%!
Abril 29, 2011 at 12:29 am
#41:
Escreve um post para o Paulo G pareces ser um bom pensador!
Abril 29, 2011 at 12:35 am
#38:
Ninguém me ouve?
Pensem caramba! PENSEM!
A máquina de propaganda socratina é fortíssima e o pessoal anda toda a coçar os t0mates!
Quinta-feira, 28 de Abril de 2011
O que a propaganda esconde
Isto, por exemplo:
O programa eleitoral do PS ontem apresentado por José Sócrates, no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, apresenta os números do défice de 2010 que foram corrigidos pelo Instituto Nacional de Estatística no passado dia 23 de Abril.
Ou seja, em vez dos 9,1% reais, refere os 6,8% antes apresentados. Num tom elogioso escreve-se na página 27 que “o défice de 2010 foi de 6,8% do PIB, isto é, menos 2,7 pontos percentuais do que no ano anterior. Este é um indicador evidente do esforço de consolidação realizado.” Os números estão errados.
E principalmente isto:
No PEC IV, o verdadeiro programa que o Governo queria seguir, mas que agora já nem sequer pretende impingir, mas vai cumprir porque nem tem alternativa, previa-se o aumento para o dobro do IRS a pagar por reformados com pensões inferiores a 1000 euros.
Quem denuncia esta manigância? Ninguém.
http://portadaloja.blogspot.com/2011/04/o-que-propaganda-esconde.html
Abril 29, 2011 at 12:37 am
A táctica eleitoraleira do vale tudo
O portal do Sapo, às 11h e 30 já tinha notícias frescas da propaganda “vota PS”:
O primeiro-ministro, José Sócrates, convidado do Fórum TSF, disse que o PSD foi irresponsável ao provocar uma crise política quando chumbou o PEC IV. Além de assumir a responsabilidade pelas negociações com a Troika, o líder socialista garantiu que o PS está a trabalhar para que as medidas tenham o menor impacto possível, tanto a nível social como económico.
É assim que se apanham votos, na democracia portuguesa: com patranhas e bolos prometidos. Serão tolos, os votantes? Alguns, muitos, certamente o serão. Mas para o certificado psiquiátrico contribuem em esforço denodado as agências de informação e propaganda.
Que interesse especial relevam as declarações repetidas e marteladas do primeiro-ministro sobre esta matéria, quando o governador do banco de Portugal disse coisas gravíssimas sobre a responsabilidade daquele, essas sim gravíssimas e isentas de propaganda?
http://portadaloja.blogspot.com/2011/04/tactica-eleitoraleira-do-vale-tudo.html
Abril 29, 2011 at 12:47 am
Entender o lugar comum
(…)
A sociedade portuguesa actual depende muito do Estado. Da Administração. Diga-se do Governo. Os que votam e são ouvidos em sondagens emitem uma opinião consoante os sinais que apanham na comunicação política e social. Um dos veículos fundamentais e determinantes é a televisão. Sabemos como as tv´s se têm comportado estes últimos anos, meses e semanas: não esclarece; confundem; comunicam ruído misturado com música minimalista que não chega a todos.
Breve: o discurso político nas tv´s não tem sido suficientemente marcado no sentido de responsabilizar politicamente o governo que está e tem estado. E isso acontece porque os jornalistas de tv são funcionários de interesses políticos e ideológicos bem inscritos nos genes que lhes permitiram aceder ao posto de trabalho. Não são grandes jornalistas e podemos até dizer que estamos a assistir ao verdadeiro “triunfo dos p0rc0s”.
Mas isso não chega para explicar tudo, porque há outro factor: uma sondagem publicada ontem dizia que a maioria esmagadora dos inquiridos sabe que a responsabilidade política dos tempos que atravessamos é do primeiro-ministro que temos, o que é aparentemente contraditório com o resultado desta sondagem. Mas é só aparentemente.
O que distingue e determina a escolha dos portugueses que votam é a sua bolsa, as expectativas de ganharem ou perderem dinheiro de salário, regalias sociais e privilégios por mais relativos que sejam.
Não é o perfil moral, ético, até mesmo de competência técnica que determina a escolha de um primeiro-ministro ou de um presidente de câmara, como está absolutamente demonstrado pelos exemplos avulsos que conhecemos ( Isaltino, Fátima Felgueiras, Mesquita Machado e até o primeiro ministro Inenarrável que temos. O Freeport conta nada. O Face Oculta menos ainda.O que contaria seria mesmo a prisão, mas para evitar essas catástrofes estão lá topos das instituições, com os seus apaniguados e bastonários vários…) .
Portanto, isso tudo pode contar alguma coisa mas pouco, muito pouco. Os portugueses perderam- se é que alguma vez o tiveram, o que seriamente duvido- o sentimento ético da responsabilidade moral. Estão habituados ao desenrasque e esses exemplos são-lhes demasiado familiares para os vituperarem. Antes pelo contrário, por vezes até são isso mesmo: exemplos.
E isso associado a uma vaga ideia de justiça social que se revê melhor num partido socialista do que num partido social-democrata permanentemente associado à “direita”.
O partido Socialista, ao longo dos anos, tem sabido passar a ideia básica e fundamental de que está ao lado dos trabalhadores e o partido social-democrata tem sabido ao longo dos anos, passar a ideia de que combate o PS sem mostrar que é o melhor partido para os trabalhadores apesar de igualmente ser um partido social-democrata.
O PSD compromete-se demasiado com forças sociais que se associam facilmente à “direita” seja isso o que for, normalmente um mito, mas é de mitos que se ganham eleições e poder.
O PSD ( e o CDS por supuesto) aceitam passivamente esse discurso assassino do PS. Nunca perceberam o logro e caem sempre nele.
Evidentemente que os líderes fazem diferença, mas não tanta que possam dispensar esse trabalho básico e fundamental: definir os interesses partidários em função dos objectivos de um bem nacional que inclua as classes mais desfavorecidas e que em Portugal são a maioria.
E é essa que ganha eleições. Isso e o medo de mudanças radicais. Foi por isso que não caímos no comunismo em 1975. Só por isso. E quem foi o partido que fez de charneira nessa altura? O mesmo que hoje: o PS.
O PSD não tem e nunca teve emenda, com os seus pachecos e as suas diatribes internas.
Abril 29, 2011 at 12:48 am
http://portadaloja.blogspot.com/2011/04/entender-o-lugar-comum.html
Abril 29, 2011 at 12:49 am
Pensem, caramba!
Pensem!
Abril 29, 2011 at 12:50 am
A máquina de propaganda socratina é demolidora como a nazi e vocês andam a discutir o sexo dos anjos até serem incinerados!
A burrice tem limites!
Abril 29, 2011 at 12:51 am
#45 livresco
Pois. Enquanto o Socas não sai das televisões a repetir as mentiras até à exaustão, o Governador de Portugal só surgiu no dia em que falou e, não apareceram os opinadores de serviço para tecerem comentários. Vá-se lá perceber…
Abril 29, 2011 at 12:51 am
FUI.
PENSEM!
Abril 29, 2011 at 12:57 am
#50:
Pois…mas quantos de nós é que a divulgaram até fartar?
A (ir)responsabilidade
Daqui, um artigo no Público de hoje:
Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, defendeu esta quarta-feira que os decisores políticos e os gestores públicos devem ser responsabilizados pelo incumprimento de compromissos orçamentais.
“É crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes”, afirmou, à margem de uma conferência sobre os 35 anos da Constituição da República Portuguesa e citado pela Rádio Renascença.
Carlos Costa não esclareceu, porém, se esta responsabilização deve ser civil, criminal ou qualquer outra.
O governador do banco central português afirmou ainda que nos últimos 12 anos os governos não foram comedidos. Diz mesmo que não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso.
“O objectivo de atingir um saldo orçamental próximo do equilíbrio foi sistematicamente reiterado nos nossos diferentes Programas de Estabilidade e Crescimento mas foi sempre adiado para o final do horizonte do programa seguinte, isto é, não nos esquecemos da regra mas nunca a respeitamos ou aplicamos”, sublinhou, citado pela Rádio Renascença.
Pediu também maior transparência sobre as actividades do sector público. “Quantos organismos públicos existem. Quantos são os funcionários públicos e quais os respectivos regimes de vinculação? Qual o volume global das garantias conferidas pelo Estado? Quais os encargos futuros com os sistemas de pensões ou com as parcerias público-privadas?”, perguntou.
O Governador do Banco de Portugal atirou, com estas declarações, uma pedra para charco, perdão, pântano político em que estamos atolados.
Ao pedir publicamente responsabilização dos decisores políticos e gestores públicos não estava a lembrar-se do seu antecessor, monsieur Constant. Mas devia.
Como também devia alvitrar que tipo de responsabilidade acha adequado pedir-se a esses dirigentes. Civil? Pois já temos uma lei, tímida mas ainda assim consequente se a quiserem pôr em marcha acelerada.
Penal? Isso é que era bom. Ontem, um advogado de Coimbra, Castanheira Neves, da oposição, participou criminalmente pelo facto de o primeiro-ministro ter decidido dar uma “balda” ao funcionalismo público na quinta-feira santa. Obviamente saberá muitíssimo bem que é processo para arquivar e só resta saber se o PGR o vai fazer como fez ao expediente do Face Oculta ou o vai encaminhar para a secção criminal do STJ. Aposto que vai ser para esta última, porque o assunto não melindra ninguém. É apenas fogo de vista.
E por isso mesmo resta a última das responsabildiades, aquela que os políticos consideram exclusiva e excludente. É a deles, a única que reconhecem e que atira as demais para os outros.
Sempre que alguém tem o devaneio do advogado de Coimbra ou a petulância de apelar à responsabilização criminal dos actos lesivos da coisa pública, aparece logo quem se indigne pela politização da justiça. E como entre os indignados aparecem legisladores, magistrados e executivos, mais os politólogos das tretas do costume, estamos todos muito bem conversados.
Portugal não é a Islândia e depois do comício de um fim de semana em Matosinhos e o resultado das sondagens, podemos apostar o dobro contra singelo que a irresponsabilidade mais uma vez campeará.
Até um dia.
http://portadaloja.blogspot.com/2011/04/irresponsabilidade.html
Abril 29, 2011 at 12:59 am
#50:
António Pina
Prestar contas
O governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, defende que “é crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes”.
Carlos Costa rompe assim a tradição desresponsabilizante de Constâncio (entretanto premiado com uma sinecura no BCE), que os portugueses se habituaram a ouvir repetidamente reclamar que os sucessivos défices, alimentados pela imprudência, quando não pela gestão danosa, dos governos dos últimos 12 anos, fossem resolvidos à custa da redução de salários e pensões.
É, de facto, escandalosamente imoral que os erros dos decisores políticos sejam pagos pelos 257.745 desempregados que, segundo números da Segurança Social, perderam o subsídio de desemprego e o subsídio social de desemprego, o que significa igual número de famílias na miséria, ou pelas outras centenas de milhar que ficaram sem RSI ou abono de família (retirado a 645.600 famílias desde Novembro).
Isto enquanto os encargos com vencimentos, “despesas de representação”, horas extraordinárias, ajudas de custo, suplementos, prémios, subsídios de residência e alojamento e outros mais dos “boys” e “girls” dos gabinetes ministeriais ascenderam a 19,7 milhões de euros em 2010. E ainda ficam de fora os gabinetes dos 38 secretários de Estado, às vezes mais “populosos” do que os dos próprios ministros…
http://www.jn.pt/Opiniao/default.aspx?content_id=1839177&opiniao=Manuel%20Ant%F3nio%20Pina
Abril 29, 2011 at 1:02 am
Quantos é quem tem divulgado?
Cidadãos propõem limitação das despesas com carros do Estado
27 de Abril, 2011 Por Emanuel Costa
Um grupo de cidadãos enviou aos partidos com assento parlamentar uma proposta que limita as despesas com veículos do Estado e ‘tira’ motorista aos presidentes de câmara.
Desde o Presidente da República às chefias de todos órgãos de justiça, forças armadas, governos regionais ou do Banco de Portugal, a maioria dos cargos públicos estão indicados na proposta de lei deste movimento de cidadãos, que define um tecto máximo de 60 mil euros para aquisição de viaturas.
Apenas o Presidente da República, o presidente da Assembleia da República, o primeiro-ministro e os presidentes do Supremo Tribunal de Justiça, do Tribunal Constitucional, do Supremo Tribunal Administrativo e do Tribunal de Contas estariam abrangidos por esse tecto. Para os ministros estariam disponíveis apenas 45 mil euros. Os restantes tectos seriam de 40 mil, 35 mil e 20 mil euros, este último para todos os veículos de «uso regular».
Afectados de outra forma seriam os presidentes de Câmara, que perdem, segundo o projecto, o direito a motorista. «A presente proposta elimina, a título de exemplo, a possibilidade de um Presidente de Câmara fazer uso de motorista, reduz o número de viaturas atribuíveis aos diversos órgãos da administração pública, reduz os limites de valor de aquisição, cria um mecanismo de autorização pelo Tribunal de Contas e um mecanismo de controlo público das aquisições pelo Estado, assim beneficiando a democracia ao promover a transparência e publicidade dos actos», lê-se no documento.
Os assinantes da proposta esperam que «os Partidos se vinculem à concretização dos objectivos introduzidos nela já em fase de pré-campanha eleitoral ou em período oficial de campanha, para posteriormente adoptarem tal medida».
O movimento defende que o Estado deve seguir os exemplos dos privados e que «a rejeição liminar de discussão pública desta proposta será, pelo contrário, um sinal político de ineficiência e falta de vontade da classe política em dar passos significativos». Referem ainda que são apenas um «grupo de cidadãos» e não têm quaisquer «aspirações políticas».
emanuel.costa@sol.pt
http://sol.sapo.pt/inicio/Politica/Interior.aspx?content_id=17739
Abril 29, 2011 at 1:08 am
Este texto que segue é de Henrique Raposo, do Expresso.
Os media conseguem fazer uma campanha só com fait divers. Foi assim em 2009: os jornalistas conseguiram fazer uma campanha sem forçar o tema central do país (endividamento) . A coisa parece que se vai repetir. Há um tango permanente entre os media e o spin de Sócrates. O tom e a escolha de temas favorece sempre os malabarismos de Sócrates e prejudicam aqueles que querem falar seriamente da realidade. Ferreira Leite foi crucificada por causa disto . Na sociedade e, por arrastamento, nos media, existe uma cultura de cinismo pós-moderno que chega ao ponto de desprezar a realidade (“ai, o Medina Carreira diz sempre a mesma coisa”; pois, a realidade e verdade não mudam, meus amores) em detrimento dos jogos florais (“ai, o Nobre”, “ai, o telefonema”). Por uma vez na vida eu gostava de ver os media preocupados com a realidade do país e não com os joguinhos dos mestres do spin. E a realidade é esta:
I. Temos a segunda maior vaga de emigração dos últimos 160 anos. Temos a segunda maior fuga de cérebros de toda a OCDE. Há maior fracasso que este? Mas é inacreditável o silêncio dos media em relação a esta fuga em massa de portugueses. Parece que é tabu. Nós estamos a emigrar como nos anos 60, mas não se fala disso.
II. Na última década, Portugal teve o pior crescimento económico dos últimos 90 anos.
III. Temos a pior dívida pública (em % do PIB) dos últimos 160 anos. A dívida pública este ano vai rondar os 100% do PIB. E esta dívida pública sem precedentes não inclui os 60 mil milhões de euros das PPPs (35% do PIB adicionais), que foram utilizadas pelo PS para fazer obra (auto-estradas, hospitais, etc.) enquanto se adiava o seu pagamento para os próximos governos e as gerações futuras. As escolas também foram construídas a crédito.
IV. Temos a pior taxa de desemprego dos últimos 90 anos (desde que há registos). Em 2005, a taxa de desemprego era de 6,6%. Em 2011, a taxa de desemprego chegou aos 11,1% e continua a aumentar.
V. Temos a maior dívida externa dos últimos 120 anos, e nossa dívida externa bruta é quase 8 vezes maior do que as nossas exportações
VI. A nossa dívida externa bruta em 1995 era inferior a 40% do PIB. Hoje é de 230% do PIB. As dívidas das famílias são cerca de 100% do PIB e 135% do rendimento disponível
VII. Cerca de 50% de todo endividamento nacional deve-se, directa ou indirectamente, ao nosso Estado
VIII. E há muito mais.
Em vez de partirem desta base, os media partem do spin que chega às redacções. Os jornalistas não vão à procura da realidade pelo seu próprio pé. Recebem a realidade filtrada pela indústria do spin associada ao Poder. Temos, assim, um debate inquinado à partida, um debate sempre enxameado de casos e fait-divers. Há um nevoeiro permanente em redor da realidade, em redor dos problemas.
Em Portugal, a realidade não é a gramática dos jornalistas e dos media. Neste terreno, os demagogos vencem sempre. Quando os factos e a realidade não são o vocabulário do debate público, os demagogos vencem sempre.
Abril 29, 2011 at 1:09 am
Volto a repetir:
A máquina de propaganda socratina é demolidora como a nazi e vocês andam a discutir o sexo dos anjos até serem incinerados!
A burrice tem limites!
FUI.
Abril 29, 2011 at 1:13 am
Querem mais uma?
OK
23 de Abr de 2011
Ensaio sobre a preguiça
Da “preguiça” (creio que é mais incompetência e falta de meios) dos jornalistas já eu me queixei bastante neste blogue… o leitor pode (re)ver aqui vários exemplos de mau trabalho, em que os OCS nacionais reproduzem números que representam distorções da realidade e que alguém soprou aos ouvidos da LUSA.
A novidade desta semana é que a LUSA fez o trabalhinho, lançou uma parangona de que falo mais abaixo, mas, aparentemente, os OCS não lhe deram importância! Devido à preguiça dos jornalistas, assevera João Galamba. Valupi já nem se interessa com os jornalistas, só com o PSD que “não percebe a importância da notícia”. E qual é a notícia? Supostamente – assegura a LUSA – “Portugal é o país da UE com mais progressos na educação”. E como se chega à conclusão? Segundo um relatório da UE, «Portugal é o país com maior crescimento»… nos indicadores dos progressos na educação? Não, calma aí, ninguém disse isso… «Portugal é o país com maior crescimento» num dos indicadores, designadamente «o número de diplomados em matemática, ciência e tecnologia».
A notícia da LUSA não diz nenhuma mentira. Limita-se a colocar um título que não corresponde ao conteúdo. Ao contrário do habitual, a notícia não teve grande eco, o que chegou para que se destapasse a preguiça encoberta.
O relatório de que se fala está ao alcance de um clique, para quem não for preguiçoso. Há cinco benchmarks para avaliar o “progresso na educação”. Nos outros quatro, Portugal tem evolução positiva, mas não é o que fez “mais progressos” e, é preciso não esquecer, está abaixo do benchmark em todos eles. O relatório tem um ponto sobre “best performing countries” e diz isto (p. 18): «Countries that show good performance in several areas for the 2010 benchmarks include Finland, which has performance levels above all 5 benchmarks, and Poland, which has performance levels above the EU benchmarks and is moving further ahead in four of the five areas.» Preguiçosos relatores.
http://beijokense.blogspot.com/2011/04/ensaio-sobre-preguica.html
Abril 29, 2011 at 1:14 am
Pois Fernanda 1 adormeçam e levam pela terceira vez com o BANDALHO!
Abril 29, 2011 at 1:18 am
#50 – Nenhum eco teve enquanto o BANDALHO do PM é a toda a hora, se o Bal daia fosse para o #### – cambada de vendidos e chulos:
Políticos e gestores públicos devem “prestar contas”, defende Carlos Costa
Inserido em 27-04-2011 20:25
O governador do Banco central considerou ainda que a intervenção do Fundo Monetário Internacional é a oportunidade para virar a página a séculos de indisciplina financeira em Portugal.
O Governador do Banco de Portugal defende que os decisores políticos e os gestores públicos devem ser responsabilizados pelo incumprimento de compromissos orçamentais. Carlos Costa só não esclarece se civil, criminalmente ou de outra forma.
“É crucial que os decisores de política e os gestores públicos prestem contas e sejam responsabilizados pela utilização que fazem dos recursos postos à sua disposição pelos contribuintes”, afirmou, à margem de uma conferência sobre os 35 anos da Constituição da República Portuguesa.
Carlos Costa diz que nos últimos 12 anos os Estados e os Governos à frente dos destinos do país não foram prudentes. Endividaram-se e não quiseram cumprir regras europeias, de manter o défice abaixo dos 3%, ou de simples bom senso.
“O objectivo de atingir um saldo orçamental próximo do equilíbrio foi sistematicamente reiterado nos nossos diferentes Programas de Estabilidade e Crescimento mas foi sempre adiado para o final do horizonte do programa seguinte, isto é, não nos esquecemos da regra mas nunca a respeitamos ou aplicamos”, sublinha.
Além do princípio da responsabilização, o governador do Banco de Portugal pede maior e efectiva transparência sobre as actividades do sector público. “Quantos organismos públicos existem. Quantos são os funcionários públicos e quais os respectivos regimes de vinculação. Qual o volume global das garantias conferidas pelo Estado. Quais os encargos futuros com os sistemas de pensões ou com as parcerias público-privadas”, questionou.
Carlos Costa é adepto da inscrição de limites ao endividamento e ao défice no ordenamento jurídico. Deve debater-se se isso deve ser feito através da Constituição da República portuguesa.
O governador do Banco Central considerou ainda que a intervenção do Fundo Monetário Internacional é a oportunidade para virar a página a séculos de indisciplina financeira em Portugal.
João Pedro Vitória
http://www.rr.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1128&did=153018
Abril 29, 2011 at 1:20 am
Fui.
De vez.
Eu disse alguma mentira hoje?
Então o que nos une?
A verdade…nua e crua…doa a quem doer
(Espero que a Fernanda 1 finalmente tenha percebido o não formatado ideologicamente…)