Quando parará isto?
Há bocado telefonaram-me de um jornal a perguntar que conselho daria eu aos homens do FMI sobre o que pode ser cortado para reduzir o défice e eu disse para irem em busca do buraco das PPP e dos enormes custos com obras, sem racionalidade económica evidente, que poderiam ser feitas por muito menos. Na área da Educação, acho que, por exemplo, há obras da Parque Escolar que não fazem grande sentido, gastando-se 10 milhões de euros ou mais em escolas onde um pavilhão em condições, alguns laboratórios e pouco mais tornariam tudo mais funcional por 10-20% dos custos.
Mas que fora da Educação há muito mais, só que eu não conheço tão de perto.
Mal sabia eu que nem uma hora depois…
Défice de 2010 revisto em alta para 9,1 por cento do PIB
O INE, em sintonia com o Eurostat, anunciou esta tarde uma revisão da notificação relativa ao Procedimento dos Défices Excessivos enviava a Bruxelas no final de Março. Agora, o défice de 2010, que já fora revisto em alta para 8,6 por cento do PIB, passa a ser de 9,1 por cento, por causa de três contratos de Parcerias Público Privadas (PPP).
Não sei se vale a pena apostar que, ainda antes das eleições e enquanto os tipos do FMI por cá andarem, se concluirá que o défice de 2010 ultrapassou – na realidade – os 10%.
E que, ao contrário do que querem fazer crer, não foi por causa dos subsídios de desemprego, das pensões miseráveis pagas a muita gente, por causa dos salários dos funcionários públicos ou mesmo das subidas de escalão de alguns professores.
O verdadeiro sorvedouro está algures. O que mais incomoda é que se aponta ao sector público a culpa por custos que são facturados principalmente pelos privados.
E isto não me incomoda por qualquer preconceito ideológico, mas sim porque se tem mentido sem pudor acerca disto e, pior, acha-se que se melhorarão as coisas alargando as PPP a sectores como a Educação, onde a gestão que dizem amadora das escolas é um primor por comparação com a criatividade que nos tem afundado com as negociatas público-privadas.
Abril 23, 2011 at 6:32 pm
De buraco em buraco até ao buracão final! (abismo)
Abril 23, 2011 at 6:34 pm
E no final o Sócrates é de novo PM e um coitado que não teve culpa nenhuma…
Ele conseguiu estupidificar o povo português e o que me custa mais (independentemente das escolhas que se possam fazer) é que ainda há muita gente a votar e a acreditar que ele é o melhor para continuar a (des)governar o país!
Abril 23, 2011 at 6:39 pm
Em Janeiro, Sócrates dizia que era de 7,3%
MENTIROSOOOOOO …
INCOMPETENTEEE …
http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/defice-agencia-financeira-socrates-divida-execucao-orcamental/1224932-1730.html
Abril 23, 2011 at 6:40 pm
A estimativa actual do INE para a dívida pública é de 160 mil milhões (93% do PIB).
Acredito que somando as PPPs, EPs, EMs e Fundações, deve andar pelos 250 mil milhões (145% do PIB).
Abril 23, 2011 at 6:40 pm
ULTIMA HORA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Sócrates internado no Júlio de Matos com alucinações!!!
Só ouve passos de coelho e portas a bater.
Abril 23, 2011 at 6:41 pm
Mas ainda vai convencer o pessoal do J Matos que “as portas é que dão passos e os coelhos batem”…
Abril 23, 2011 at 6:45 pm
Cada vez que se mexe em algo lá se descobrem mais uns buracos…
E o que estaremos ainda para descobrir….
Abril 23, 2011 at 7:02 pm
Era nestes assuntos que se devia centrar a campanha eleitoral (onde é que está o sorvedouro do deficit)…mas como não interessa…
Abril 23, 2011 at 7:02 pm
Após a auditoria às contas públicas, é preciso uma enorme vigilância, não é por nada, é que é o nosso dinheirinho que lá anda.
Abril 23, 2011 at 7:10 pm
Eu acho que ele roubaram o país e pasme-se… através de esquemas legais; faziam as leis ou já estavm feitas para actura em conformidade. Como não há lei sobre escrupulos ou a falta deles foi um ver se te avias. O dinheiro deve estar em offshores, Suiça e na mão dos especuladores. What else?
Abril 23, 2011 at 7:14 pm
As PPP são um monstro e um mau negócio para o Estado. A inclusão das sas contas nas contas do estado darão a real dimensao do estado das nossas finanças.
Mas voltando ao post e à pergunta do jornalista ao PG.
Cada um dos inquiridos pela Troika fez a mesma figura. Responsabilizou o parceiro do lado, os patrões dizem que a culpa é dos sindicatos, os sindicatos, dos patrões, o governo da oposiçao, a oposição do governo, os professores do equipamento e assim vai. A verdade é que andamos todos numa de irrealismo e não assumimos que há que fazer cortes em tudo, grandes e pequenos, ricos e pobre, público e privado. Com o devido cuidado social para acautelar os mais desfavorecidos, mas parece-me que isto só lá vai mesmo à machada!
Abril 23, 2011 at 7:15 pm
Outro assunto mal explorado é a questão do valor da dívida do estado e a que pertence aos particulares empresas e bancos… Teríamos boas surpresas. É que se ataca muito a dívida do sector público e esquecem-se as restantes
Abril 23, 2011 at 7:17 pm
Não fico admirada quando vejo os colunáveis desresponsabilizarem-se, atirando para o lado, a dizerem, cortem ali e acolá, mas não na minha quinta!
É uma atitude bem portuguesa e ancestral.
Será a culpa do D. Afonso Henriques?
Abril 23, 2011 at 7:19 pm
#13 Não, a culpa é do Adão e Eva !!!!
Abril 23, 2011 at 7:20 pm
Abril 23, 2011 at 7:26 pm
Culpa minha porquê? Por ter batido na minha mãe? Já sei…pornão ter deixado os mouros ficarem cá, estariam(estariamos( agora melhores!
Abril 23, 2011 at 7:26 pm
por não…
Abril 23, 2011 at 7:34 pm
Falam do Socrates e isto?
http://www.tvi24.iol.pt/politica/passos-coelho-justica-saude-educacao-tvi24–/1245125-4202.html
isto é super preocupante
Abril 23, 2011 at 7:39 pm
Esta é daquelas notícias que não me deixam admirada… pq sempre achei e continuo a achar, que deve estar mais perto dos 12 do que dos 10%.
Abril 23, 2011 at 7:57 pm
A dívida privada (com os lambões dos bancos à frente) é bem superior à dívida pública. Este facto tem andado escondido da gente.
Mas joga-se para cima do sector público o peso principal das responsabilidades.
As aldrabices com o déficit são espertezas de contabilista de meia tigela, que não fintam os galifões do FMI.
Abril 23, 2011 at 8:11 pm
O Mário Soares endoidou de vez…?!
Ou será que quer mesmo dizer: ” O PPC é bem intencionado e é uma pessoa com quem se pode falar…ao contrário do … do outro… que é mal intencionado e com quem não se pode falar!”
Abril 23, 2011 at 8:21 pm
dívida privada (97%+112%=209%), fora a que foi nacionalizada (convertida em pública)
“No 1º Trimestre de 2010, o endividamento das
famílias tinha atingido 97% do PIB (128% do seu rendimento disponível), e o endividamento das empresas não financeiras já tinha ultrapassado o valor do PIB devendo rondar os 112% do PIB.”
http://www.eugeniorosa.com/Sites/eugeniorosa.com/Documentos/2011/23-2011-Estado-a-que-Pais-chegou.pdf
ver gráfico 1
Abril 23, 2011 at 8:23 pm
#22 ler bem: “empresas não financeiras”
Abril 23, 2011 at 8:35 pm
Ferro Rodrigues…tarã…tarã…cá vem ele, em defesa do PS, vindo de Paris.
Abril 23, 2011 at 8:41 pm
O problema, diz ele, é o da divida privada. Portanto, as pessoas que pediram dinheiros aos bancos e blá…blá…blá.
Abril 23, 2011 at 8:45 pm
Para os pacóvios que acham que a malta das finanças e da economia, por lidar com números, são objectivos (é vê-los como os principais opinadores nas tvs) é bom começarem a abrir a pestana. Toda estas coisas são politiquices!
Abril 23, 2011 at 9:01 pm
Sou professora, funcionária pública, tenho um empréstimo para habitação: sou culpada, confesso!
Abril 23, 2011 at 9:06 pm
Pois, Maria.
Devia ter ido para a gestão de um banco, para o governo, para deputada, para uma ppp. Esses são os inocentes. Nós é que causamos a crise.
Abril 23, 2011 at 9:07 pm
E sendo prof…ui. Somos os maiores corruptos.
Abril 23, 2011 at 9:11 pm
isto é o descalabro.
alguém sabe se as nossas contas bancárias estão em perigo?
Abril 23, 2011 at 9:13 pm
Duas ex-SCUT? Quais? E qual é o terceiro contrato? Procurei no INE e na comunicação social mas não encontrei resposta. Devo ser eu que sou piquínhas.
http://aventar.eu/2011/04/23/o-misterio-das-3-ppp
Abril 23, 2011 at 9:14 pm
# 29
Mas eu nem recebi sequer um pacotinho de amêndoas dos encarregados de educação!
Abril 23, 2011 at 9:16 pm
Paulo
Agora tenho uma gêmea a Maria 30! está bem que sou mais bonita que ela mas baralha-me!
Abril 23, 2011 at 9:36 pm
“que conselho daria eu aos homens do FMI sobre o que pode ser cortado para reduzir o défice?”
Mas o problema (agora) é o défice? Basta mudar o Ministro das Finanças e temos o problema do défice resolvido. Faz-se uma lei em que o gestor que gaste mais que o que está orçamento paga o que falta do seu bolso (se não há défice nas escolas, mesmo com professores a geri-las, não tem nada que haver défices nas outras instituições públicas). Se o défice tiver origem na gestão do Governo, o Ministro das Finanças vai “de cana”, é remédio santo.
Este país anda à deriva. Como querem encontrar soluções se nem sabem qual é o problema. Num dia é o défice, noutro a dívida pública, noutro a dívida privada, noutro ainda, a dívida externa. Decidam lá qual a “cenoura” com que nos querem acenar que a malta está a ficar impaciente.
Abril 23, 2011 at 10:20 pm
#34
É perguntar à Merkel, a chefe de orquestra…
A propósito:
German budget deficit to break EU rules in 2010
Abril 23, 2011 at 10:20 pm
Update 1:
Cobrança de portagens nas Scut explica revisão em alta do défice
23 Abril 2011 | 20:52
Helena Garrido – Helenagarrido@negocios.pt
O investimento realizado em três parcerias público-privadas (PPP) passou a ser contabilizado no Estado porque as portagens cobrem mais de metade dos custos. A consequência dessa decisão do Eurostat e do INE foi a subida do défice público de 2010, com efeitos positivos em 2011.
A cobrança de portagens nas Scut’s explica a revisão em alta do défice público de 2010 que passou a ser de 9,1% e não de 8,6% do PIB como anteriormente tinha sido revelado, segundo revela o INE em comunicado. Em contrapartida, as contas de 2011 saem favorecidas, contabilizando-se,este ano, apenas a receita dessas portagens.
O Eurostat e o INE analisaram todos os contratos de Parcerias Público-Privadas (PPP) e concluíram que três deles “não têm a natureza de contratos de PPP”, refere o comunicado do Instituto Nacional de Estatística (INE) hoje divulgado.
A razão de não serem considerados PPP está no facto de os utilizadores pagarem mais de metade do serviço prestado. Ou seja, a cobrança de portagens nas Scut’s levou à reclassificação do investimento nessas auto-estradas. O investimento, que estava contabilizado no sector privado, passou a estar inscrito no universo do sector público.
Investimento sai do privado e entra no sector público
“Quando os utilizadores finais pagam a maioria do custo do serviço, o investimento realizado deve ser registado no activo da unidade institucional que recebe esses pagamentos”. Este é o princípio que foi e vai passar a ser aplicado em todas as PPP, segundo explica o INE em acordo com o Eurostat.
Como as portagens dessas Scut’s são receitas das Administrações Públicas, mais concretamente das Estradas de Portugal, o investimento nelas realizado tem de ser também aí contabilizado.
É com a aplicação deste princípio que o défice público de 2010 aumenta 871 milhões de euros, ou 0,5% do PIB, elevando o desequilíbrio das contas públicas a 9,1%. Na notificação que o INE enviou em finais de Março, o défice de 2010 era de 8,6% do PIB.
Como o investimento dessas três PPP já está contabilizado em 2010, com efeitos no agravamento do défice, nos próximos anos, incluindo o de 2011, apenas serão contabilizadas nas contas públicas as receitas das portagens, contribuindo assim para reduzir o défice público.
A alteração dos saldos das contas públicas na óptica da contabilidade nacional foi divulgada hoje pelo INE no quadro do exercício do Procedimento dos Défices Excessivos de Março de 2011.
A revisão foi ditada pelo pedido de ajuda externa, uma vez que as alterações relativas às PPP estavam agendadas para Setembro, por acordo entre o Eurostat e o INE e devido à impossibilidade de analisarem a tempo desta primeira notificação do ano todos os contratos de PPP.
Ver aqui o comunicado do INE
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=480725
Abril 23, 2011 at 10:24 pm
Update 2:
O Paulinho dá-lhe bem…
Portas: omissão e dissimulação das contas públicas vai ter um preço “terrivelmente injusto”
23 Abril 2011 | 21:29
Lusa
(…)
O presidente do CDS-PP referiu que na origem de mais esta revisão do défice estão “as chamadas PPP”, a que Paulo Portas chamou “perigos públicos privados”.
O líder democrata-cristão considerou que estas parcerias significam que “o Estado quer fazer obra, não tem dinheiro para fazer a obra, vai pedir aos privados para porem dinheiro, e estes respondem, naturalmente, que só põem dinheiro se for rentável”.
“Como não é rentável, o Estado garante o risco, garante o financiamento e uma rentabilidade que não existe”, adiantou.
Para Paulo Portas, “esta política tem de parar, porque arruína a economia e as próximas gerações”, visto que “só no TGV são seis PPP a mais”. “Razão tem o CDS-PP quando diz que os critérios do Eurostat e do INE para avaliação das contas públicas têm de ser públicos”, disse.
O líder do CDS-PP salientou que “o que não pode acontecer é de seis em seis meses mudarem os critérios e o país andar de surpresa em surpresa, fazendo sacrifícios que depois a mentira ou a omissão tornam inúteis”.
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=480731
Abril 23, 2011 at 11:16 pm
Há bocado telefonaram-me de um jornal a perguntar que conselho daria eu aos homens do FMI»
Se fosse eu teria aconselhado o/a senhor/a jornalista a ganhar só um pouco de juizo. Não lhe faria mal nenhum.
Abril 23, 2011 at 11:49 pm
“Há bocado telefonaram-me de um jornal a perguntar que conselho daria eu aos homens do FMI”
Alguém a estagiar ou terá sido mesmo a sério?
Abril 24, 2011 at 12:11 am
#39
Devem ter-se enganado no número. O estagiário queria era falar mesmo contigo. Era para a rubrica “Consulta de psicologia – como tratar inveja e mesquinhez agudas?”
Abril 24, 2011 at 1:19 am
Telefonar, telefonaram.
Mas eu não tenho conselhos para te dar.
Abril 24, 2011 at 1:22 am
#41
Não tens embirrado com os meus avatares, estás doente?
Abril 24, 2011 at 1:29 am
Esse é giro e alusivo.
Também as plantas e flores, comigo, não medram e pufff….
Dizem que devemos falar com elas.
Mas não tenho muito tempo.
Deve ser por causa desta lufa, lufa….
Não falaram com o cravo. Foi secando ou sendo substituído por uns de estufa. Até os há roxos e azuis.
Abril 24, 2011 at 1:31 am
Tenho tido dores de estômago, como é que adivinhaste?
Detesto chá.
Mas hoje até tive de beber.
É o pdi!
Abril 24, 2011 at 2:05 am
PDI, ah pois, tens razão, Privação De Inteligência. Até se nota bem.
Abril 24, 2011 at 3:25 am
Eu sei que tenho razão.
O pdi é 1 chá “para digestões incómodas”.
Compras 2 e levas outro de oferta para “prevenção da incontinência”.
Experimenta.
Abril 24, 2011 at 3:39 am
Para não usares sempre a tena lady.