Abril 2011


Clã, Embeiçados

chihuahua

O movimento independente interessante “Mais Sociedade” – Parte 2

E depois ainda há o Carrapatoso a dizer que, afinal, vejam lá, o que andam a fazer nem é para o programa do PSD. Tanto dinheirinho gasto para nada?

Kate & William

Kate & William (2)

… e outras engraçadices tornaram-se a táctica de um grupo interessante de inteligentes que, como outros no passado que por aqui andaram, se acham muito acima do resto dos comentadores.

A mim não me incomodam divergências de opinião e críticas, por vezes mesmo as mais descabeladas. Mas já incomodam ofensas a terceiros sem outra justificação que não a provocação cobarde, assim como uma condescendência por parte de quem se julga intelectual e eticamente muito acima.

O Umbigo já passou por isso em diversas épocas, por regra quando se aproximam momentos de maior debate e confronto que deveria ser de respeito mútuo entre por quem aqui passa todos os dias. É ver greves, manifestações e eleições a surgir no horizonte e um par de sectores específicos de gente inteligente de quadrantes divergentes diverte-se a vir aqui produzir ruído.

Vou ser muito claro quanto a isso: ofensas que me sejam dirigidas, tal como críticas, podem passar sem problemas. Parvoíces (o critério será meu, ponto final na discussão sobre isso!!!) destinadas a tentar tirar crédito ao blogue e a outros intervenientes terão uma rédea bastante curta. Haverá períodos de quarentena de duração variável, com base no meu livre arbítrio. Não ganho ou perco nada com mais 100 ou 200 entradas e o ar fica mais limpo.

Porque há gente que só chama fórum a este blogue, quando lhes interessa ou quando é para achincalhar. Portanto, como não estou com paciência para que algumas visitas cuspam no chão por onde todos passam, vai existir uma política de tolerância reduzida para com quem se acha cheio(a) de graça e com um (falso) valor acrescentado para a discussão.

E tolerância mínima para quem apenas gosta de vir gozar com a cara alheia. Se acham que o nível dos posts e comentários é baixo, temos pena, mas é o que há.

Se acham que isto é antidemocrático e claustrofóbico, experimentem criar os vossos espaços próprios de debate elevado, aberto e bué democrático.

Enquanto for necessário e me cheirar a esturro, entramos numa fase de despotismo iluminado a poucos watts.

Quem tiver queixas a apresentar faça o favor de se dirigir aos serviços administrativos do blogue onde a sua reclamação será spamada e triturada com especial prazer por mim mesmo.

Entendidos?

Gostam mais assim?

Eu não, mas… o que tem de ser, tem muita forcinha.

Bjinhos e abracinhos…

Fica aqui o texto que serviu de base à comunicação de Francisco Vieira e Sousa (que autorizou a sua divulgação no Umbigo) e Alexandre Homem Cristo no Fórum Mais Sociedade para eventual discussão: ReformasDoEnsino-LicoesParaPortugal.

A minha opinião sobre o assunto e este texto, apresentá-la-ei mais tarde, embora já tenha ontem dito que devemos ter sempre cuidado ao aplicar fórmulas de sucesso em contextos históricos, sociais e políticos bem diversos do nosso.

100 professores contratados de Espanhol podem ficar desempregados devido à à  revogação de uma portaria de 2009. A revogação da portaria deixa de reconhecer a habilitação a estes professores. Regras diferentes para professores contratados e para professores do quadro.

O vinil ainda por aí.

Do quarto álbum genial seguido dos GNR. pena que não exista um vídeo a condizer.

Quase nada mudou, podendo alargar-se ao conceito inicial da ilha tripeira.

Vivo numa ilha sem sabor tropical
a fauna é variada demografia acidental
não é de origem elevada díficil de recensear
é mais que uma ilha é quase continental
não está cercada por água mas não faz mal
quem a rodeia por vezes é a força policial

Baby Doc ou Papa Doc nunca vi
nem qualquer ditador da America Central
cá não há candidato à autarquia local
só orgulho analfabeto mas com cultura geral
é tudo a mesma fruta a mesma caldeirada
é uma gente educada é a anarquia total
vivo numa ilha sem sabor tropical
não é de origem vulcânica
mas tem lama no Natal
não há saneamente básico
é o Bairro Oriental

Compilação do Livresco.

Está publicado aqui.

Coisa curta para mais de 20 dias de trabalho.

Estou com preguiça para ir em busca das alterações que foram feitas entre dia 24 e 25 de Março na proposta que acabou por ser aprovada, para perceber até que ponto tivemos um parto, digo, uma inconstitucionalidade induzida.

Prosa publicada originalmente no Blogue de Esquerda (que tem um acesso muuuiiiito lento…):

Até quando pretende a Esquerda manter Sócrates no Poder?

Está aqui, porque o pdf está protegido e eu não tive paciência para dar a volta à coisa.

Acho bastante interessante a relação (!?) que o DN tem comigo. Sendo que a sua linha editorial é claramente divergente do que penso em matéria de Educação, tratam-me sempre muito bem, demasiado bem até, em alguns momentos.

Na edição de hoje, na matéria alargada sobre a questão da ADD Pp. 2, 4 e 5), sou apresentado como um dos 7 protagonistas do processo (logo a seguir a MLR e Mário Nogueira e antes de Isabel Alçada, Passos Coelho, Cavaco Silva e Moura Ramos) e caracterizado assim:

A voz da classe na blogosfera

Iniciou a sua contestação às políticas na blogosfera no blogue A Educação do meu Umbigo, com fortes críticas ao modelo imposto. Mas rapidamente se transformou na voz dos professores não-alinhados, com posições mais radicais, e dos movimentos independentes que cresceram com o desalento em relação aos sindicatos.

Eu depois digitalizo o resto, porque tem o seu interesse, mas não posso deixar de agradecer esta forma por demais simpática com que me apresentam. Até porque sei que irritará diversos alguéns. E essa é a parte mais divertida (a única?) disto tudo.

Também no editorial do Expresso se saúda a decisão do TC, não por razões jurídicas, mas por preconceitos político-profissionais.

Acusa-se a oposição de ter tentado fazer um golpe de Estado ao suspender a ADD. Nunca dei por tal prurido quando o Governo legislou com efeitos retroactivos, mudou regras a meio do ano lectivo, aprovou leis contra o que está na Lei de Bases do Sistema Educativo. Nesse caso, devia justificar-se tudo. Veja-se o caso da gestão escolar: o modelo único imposto contraria explicitamente a LBSE mas de Belém à direcção do Expresso, com apeadeiro em ouras redacções, ninguém se incomodou.

Pior, esquecem que esta medida do Parlamento foi tentada por várias vezes, mas como o PS tinha maioria mesmo com a dissidência dos alegristas, pelos vistos ningiém tinha dúvidas quanto à sua legalidade.

As dúvidas surgiram quando passou.

De uma vez por todas: esta ADD não melhora em NADA o funcionamento das escolas e o desempenho de professores e alunos. É um factor de evidente perturbação. A sua suspensão não tinha custos nenhuns, em especial se em termos transitórios ficassem em vigor os procedimentos da apreciação intercalar, legislada pelo próprio Governo. Em tempos de congelamento das progressões e regressão salarial, não tinha implicações orçamentais.

O que está em causa é um combate político, entre aqueles que trabalham nas escolas e os que acham que eles não passam de uma multidão de professorzecos (gosto da designação pelas conotações com os zeks imortalizados por Soljenitsin), em que qualquer mono chega ao topo da carreira.

Neste particular, é amplo o consenso no Pântano Central, seja no seu núcleo político, seja nos seus braços mediáticos.

Parafraseando-o, todos temos direito a querer coisas diversas e liderar interesses diferenciados, mas a suspensão da ADD no Parlamento a 25 de Março não caiu do céu aos trambolhões. Já tinha sido tentada em diversas ocasiões desde 2008, durante a maioria de Sócrates, até com o apoio de deputados do PS. Não foi uma excepção, foi a continuidade de uma regra. Excepção foi a vergonha protagonizada por Aguiar Branco em Novembro de 2010, por ocasião  de se saber que o seu escritório de advogados fizera um contrato com a Parque Escolar.

Que João Marcelino não entenda isto é uma estranha forma de distorção da realidade. Ora, é minha convicção que Marcelino sabe bem o que se tem passado. E sabe que quem atropelou sistematicamente as regras do Estado de Direito em matéria de Educação foram o Governo e o PS, com o beneplácito do PR. Se o distorce, lá saberá os interesses diferenciados que o movem…

As notícias da noite sobre o chumbo do tribunal constitucional, com: Jorge Lacão, Passos Coelho, Jerónimo de Sousa, Ana Drago, João Dias da Silva,Mário Nogueira, Isabel Alçada e mais…
.
E este sobre o “interessante” discurso do movimento Mais Sociedade, é curto e o final é com música dos Ena Pá 2000.

Projecto de sucessão

Continuar aos saltos até ultrapassar a Lua

continuar deitado até se destruir a cama

permanecer de pé até a polícia vir

permanecer sentado até que o pai morra

Arrancar os cabelos e não morrer numa rua solitária

amar continuamente a posição vertical

e continuamente fazer ângulos rectos

Gritar da janela até que a vizinha ponha as mamas de fora

pôr-se nu em casa até a escultora dar o sexo

fazer gestos no café até espantar a clientela

pregar sustos numa esquina até que uma velhinha caia

contar histórias obscenas uma noite em família

narrar um crime perfeito a um adolescente loiro

beber um copo de leite e misturar-lhe nitroglicerina

deixar fumar um cigarro só até meio

Abrirem-se covas e esquecerem-se os dias

beber-se por um copo de oiro e sonharem-se Índias.

[António Maria Lisboa]

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