Março 2011


Afixe!

… a ministra dos encerramentos. Pim!

Este livrinho corresponde a uma deliberação com sentido duplo. Por um lado, provocar nos seus eventuais leitores a vontade de ir ao encontro dos (poucos) autores de que nele se fala sem pretensões aprofundadas. Depois, afastá-los da tentação de ler outros tantos, bem como coisas que sobre eles se produziram. Enquanto leitor, parto do princípio elementar de que a literatura não é democrática e que muito do que se lança por aí em seu nome é, visto a partir dela, uma falácia.

Alunos do ensino básico, secundário e superior saem hoje à rua em protesto

E os tpc?

[destes pândegos]

Um texto que gostei imenso de escrever, a pedido do Pedro Correia, que foi postado ontem, pelo meio do foguetório do dia, mas que deixo aqui agora recordado:

A Revolução já não é o que era!

Carlos Silvino pede desculpa a Paulo Pedroso e terá de lhe pagar um cêntimo

hoje começa o dia

onde a ausência não se iniciara

como se ontem nada houvera

e o beijo que eu dera

fosse mais uma vez transportado por aí sem o devido nexo

[eu]

Esta não é uma nova era, não chutámos completamente com o idiota.  Fora os idiotas que o idiota colocou, há o pequeno exemplo da ministra da educação, há que contar com os que sofregamente nomeará, desde idiotas directores de escolas, idiotas por si, até idiotas difractores  de tudo o que mexa.

O idiota alongará nas matinas, o idiota quererá estar sempre presente.

O idiota fará uso das idiotices mais diversas, o idiota fará ainda mais anúncios por achar que tudo é dele, incluindo a alma.

O idiota preparou-se  para ser ainda mais idiota, o nome do geadas não voltarei a referir, um qualquer que abusou de uma engenharia, colocando-me em  dúvida perante os que o são. Isto porque não há uma Ordem dos Engenheiros em que se acredite, da qual eu não acreditei mais e da qual não mais paguei quotas.

De quem é a culpa? Dos tipos que se ordenaram ou aqui do Fafe?

The Stranglers, Something Better Change

Arrancá-lo ao poder foi apenas a primeira fase e foi demorada, dolorosa e parecia que não aconteceria.

Mas…

A verdade é que, em gestão, ainda lá está e com muitos cordelinhos nas mãos.

Há agora toda uma segunda fase que vem depois da passagem da maioria absoluta para maioria relativa em 2009 e  que deve continuar até o reduzir, juntamente com a camarilha que se foi sucedendo na luz (vitalinos, silvaspereiras, lacões, vitais, júdices, marinhos, não esquecendo os abrantinos blogosféricos e todos aqueles que adesivaram rosa e agora irão adesivar laranja) ou na sombra (coelhos, vitorinos, soares) uma evidente minoria.

Essa é uma fase complicada a vários níveis. Quer porque a criatura já mostrou que tem os fôlegos de um valeazevedo, quer porque há cuidadosas propostas a escrutinar e opções a fazer.

Hoje foi só o princípio de uma nova etapa da nossa vida colectiva. Resta saber usá-la.

(c) Maurício Brito (com mochos do Luís Guerreiro)

Todos os líderes dos partidos da oposição fizeram bons discursos. Um pouco melhor Portas, que conseguiu manter aquela pose firme e hirta de estadista sério do princípio ao fim. Um pouco pior Louçã, com aquele ar sempre meio enervado. Jerónimo de Sousa e Passos Coelho ponderados e estruturados.

Agora Assis, a precisar de alguma coisa que o acalme e que o faça deixar de repetir o mesmo.

… mas a guerra continua.

NA RTPN, o melhor (Adelino Maltez, saudando que Portugal seja notícia na Europa por ter a democracia a funcionar) e o pior (Marina Costa Lobo, a lamentar que um governo de gestão não possa «tomar as decisões que o país precisa!» demonstrando o que é uma politóloga nada comprometida com a situação…).

Na SICN, Costa Pinto sem arestas e Luís Delgado a desdramatizar o próximo Conselho Europeu, no qual não parece que o nosso mundo vá acabar por ter sido chumbado o PEC4.

NA TVI24, não reconheci os falantes, nem tive direito a legendas. Diziam coisas banais, não se perde muito.

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