Boa tarde, Paulo!
Deixe-me felicitá-lo pelo seu blog, que sigo diariamente.Sou professora há 32 anos e vou resistindo, diariamente, na minha escola, a este ataque continuado à nossa classe.Fui a todas as manifestações, fiz todas as greves e sofri a maior desilusão aquando da assinatura do acordo ME/sindicatos e do que se lhe seguiu.É na escola que continuo a lutar. Sou relatora mas não marquei aulas assistidas com os meus colegas, levantando sempre novos problemas junto da CCAD e fazendo, com os outros relatores, emperrar o processo.Claro que ando empolgada com os últimos acontecimentos!Quando vi no seu mail que havia um inquérito sobre a suspensão da ADD, divulguei logo junto dos meus contactos.Votei e acompanhei a votação e, hoje, para espanto meu, verifico que o excel do JN funciona muito mal! Com uma simples calculadora comprovei isso.Envio, em anexo, para que veja.
C.E.

Março 28, 2011 at 11:52 pm
O cálculo de percentagens faz parte do currículo dos cursos NO?
Março 28, 2011 at 11:53 pm
Essas sondagens são como aquele debate dos Prós e prós. Servem para dar uma impressão de normalidade democrática.
Março 28, 2011 at 11:58 pm
O JN hoje em dia não passa de um pasquim socretino. A sua “Figura do dia” é quase sempre o Sócrates. Desde a semana passada, então, a manipulação é descarada. Esses números não são uma falha técnica ou humana. É intencional.
Março 29, 2011 at 12:03 am
A propósito de palermas, o Económico traz uma notícia segundo a qual a Fesap,o Nobre dos Santos e os funcionários públicos estão indignados com a suspensão da nossa avaliação. Já tentei responder em conformidade. A caixa de comentários está disponível…
http://economico.sapo.pt/noticias/suspensao-das-avaliacoes-para-todos_114554.html
Março 29, 2011 at 12:04 am
Bem… ainda na edição de sábado me deixaram lá dizer o que achava da suspensão da avaliação…
Sou um ingrato!
Março 29, 2011 at 12:05 am
#4,
O bolinhas já da outra vez apareceu a encavalitar-se…
Ele que fique calado e sossegado como faz em 99% do tempo.
Março 29, 2011 at 12:07 am
Servilismo e manipulação são o prato diário dessa folha socretina. Que tem doses reforçadas nas ocasiões mais “sensíveis”…
JN: Jornalismo Nojento, em suma.
Março 29, 2011 at 12:08 am
Colega C.E.
Este caso ainda é pior. Por volta das 4 horas a sondagem foi desactivada e colocada já com formato definitivo no espaço “outros inquéritos”. Os números não eram exactamente estes: fizeram alterações depois da publicação definitiva da sondagem. Ao fim da tarde apercebi-me disso.
Reproduzo o comentário que coloquei às 16:12 h. num post mais abaixo. Compare os números:
“Boa tarde,
É bom que tomem conhecimento desta VIGARICE. Como sabem o Jornal de Notícias tinha um inquérito online sobre a suspensão da avaliação. Quando fui votar os resultados estavam em 49% Sim, a favor da suspensão, 51% contra e 1% sem opinião. O inquérito terminou imediatamente a seguir e os resultados definitivos, segundo o jornal foram 44%o sim, 55% o não e 1% sem opinião. Desconfiei na mudança brusca dos resultados e fui fazer contas. Então é assim:
Votos no sim 13940 – 48,9% (e não 44%)
Votos no não 14168 – 49,7% (e não 55%)
Votos no “não tem opinião” – 1,5%.
Isto é jornalismo de sarjeta. É a manipulação de informação ao mais baixo nível. É com jornalismo desta estirpe que os professores têm que lutar”
Nota retirei os números de lá por cópia e colagem para o excel.
Março 29, 2011 at 12:08 am
#5
Isso terá sido, talvez, um truque usado pelos responsáveis para dar a ideia de que o Jornal era credível!!!
Março 29, 2011 at 12:12 am
#5
Sim, Paulo, devem aproveitar-se todas as oportunidades. Mas trata-se da organização das primeiras páginas, aliás de todo o jornal, dos destaques, das escolhas, dos editoriais, etc. E dos próprios textos das notícias. É um jornal claramente tendencioso e manipulador.
Março 29, 2011 at 12:16 am
Hi, pá, é 1.16, não tarda nada é 1.17. Ai, meu Deus!
Março 29, 2011 at 12:16 am
Nem para forrar os caixotes do lixo serve…
Março 29, 2011 at 12:30 am
Jornais que se enganam nas contas das sondagens, comentadores MENTIROSOS como o senhor Miguel Sousa Tavares, que mentem e rementem, falseando dados e deturpando realidades.
Toda a m*erda “malha” nos professores. E assim se cria opinião publica!
Ainda há-de haver um ilustre analista, que um dia, sociólogo, psicólogo ou coisa que o valha que explique cientificamente as causas patológicas para isto?
Eu…ainda não percebi?
Março 29, 2011 at 12:36 am
Devem ter tirado o curso ao Domingo e não aprenderam a fazer contas…. nem com a ajuda de calculadoras vão lá!!!
Março 29, 2011 at 12:42 am
Além disso os números foram sendo manipulados: durante o fim de semana não deviam ter ninguém a controlar os números e o SIM esteve muito à frente. Hoje de manhã, quando os Socretinos entraram ao serviço, o não aumentou rapidamente! Acompanhei a evolução dos números pois votei “fartamente” no sim!!!!
Março 29, 2011 at 1:26 am
Hoje reparei que num espaço de horas ocorreu uma inversão estranha nos números, do Sim para o Não. Pensei que me tinha enganado, olhado mal, agora já acredito em tudo!
Março 29, 2011 at 1:30 am
A “santa” internet é um grande problema para esta gente.
Março 29, 2011 at 1:31 am
Vi e ouvi o Prós e Contras de hoje.
Parecia um painel interessante.
Mas que me deixou com um amargo de boca.
Um José Gil com as já notórias dificuldades em comunicar oralmente umas ideias rebuscadas e redondas (agora é a teoria dos espelhos), ao qual apetece logo de seguida perguntar: quer explicitar melhor a sua ideia?
Uma Lídia Jorge também com um discurso redondo e fechado, defendendo alternativas de ficção, bonitas e líricas, para quem defendeu de modo empenhado o nosso 1º, não faz assim tanto tempo.
Um professor Feijó, da faculdade de Letras, que conseguiu a proeza de falar e eu não me lembrar de nada a não ser uma certa “tacaquinha” mais na avaliação docente.
Um teólogo bem intencionado remetendo a salvação para uma relação e contacto com a pobreza e miséria (o já conhecido leit motiv do ser em vez do ter).
Um sempre presente economista Salgueiro para o qual (hoje não tão abertamente devido à constituição do painel, ou por outras razões)os cidadãos europeus se “habituaram” a esta coisa de almejarem um nível de vida bom e um Estado social que,obviamente, têm de acabar. Por causa dos Chineses e outros….
Salvou-se a intervenção dos outros participantes. O professor de economia, cujo nome agora não me recordo, que falou em alternativas às velhas sebentas económicas e ao referir-se ao bom que foi feito, por exemplo,no Brasil com o presidente Lula da Silva. Intervenções visivelmente opostas às de J. Salgueiro.
A jovem cientista, com um discurso fácil e estruturado, falando sobre uma realidade que parece conhecer muito bem. Sem tiques, sem filosofias, lirismos ou neo-liberalismos.
O professor Nóvoa, valorizando as universidades como pólos de conhecimento que têm de ser chamadas a intervir mais nas várias áreas da sociedade.
E, finalmente, os restantes 2 intervenientes, com algumas ideias interessantes, nomeadamente quando um deles se referiu à formatação de mentalidades feita pelos OCS, especialmente a TV (o que ia causando um desmaio à moderadora); o papel essencial da escola e universidades em formarem alunos informados, críticos e participativos; e, finalmente, outra acusação dirigida aos recorrentes comentadores, analistas, economistas e politólogos da praça que falam sobre tudo o que lhes aparece à frente, repetindo-se ad nauseum (nesta parte, a moderadora refreou-se mais um bocadinho apesar do olhar embasbacado e reprovador)
Não sei se estou a baralhar as intervenções, mas foi isto o que retive.
Com um pouco de sentido do dever (ou com algum masoquismo), um programa a ver e ouvir outra vez. Ideias em comum, num ambiente não crispado, mas estando latente muitas outras ideias bastante diferentes entre os participantes.
Março 29, 2011 at 1:36 am
Já não dou para esse peditório!
Março 29, 2011 at 1:38 am
PS: Esta ideia do “ser versus ter”, ou vice-versa, começa seriamente a causar-me desconforto e constrangimento.
E porque não tranformar esta alternativa num só enunciado, a saber: Ser e Ter?
Porque é que nos impingem e tentam vender a dicotomia?
Março 29, 2011 at 1:45 am
Já na Inquérito online da página inicial no sitio da TSF estão em maioria os que estão a favor da suspensão.
Março 29, 2011 at 4:32 am
Segunda-feira, 28 de Março de 2011
Tirem-nos deste filme
Rui Herbon
A última cena deste filme de terror de baixa qualidade – já não tem a dignidade de uma peça de teatro – é a eliminação da avaliação dos professores aprovada em tempo recorde pelos partidos da oposição, sexta-feira, na Assembleia da República. Deitou-se para o lixo mais de quatro anos de trabalho e persistência de uma das melhores e mais corajosa ministra da Educação que o país teve, Maria de Lurdes Rodrigues. Tudo porque os partidos de poder que estão na oposição, o PSD e de alguma forma o CDS, caíram na tentação bacoca de conquistar os eleitores que são professores. Devem pensar que não só o país mas também os professores são parvos.
O acto da eliminação da avaliação dos professores é não só grave como tem um enorme valor simbólico. Vale mais do que milhares de análises sobre pelo menos duas décadas perdidas de tentativas de reformas estruturais. Os grupos de pressão em Portugal, principais responsáveis pelo estado em que o país se encontra, têm nos partidos os seus grandes aliados. Da construção que conseguiu que se fizessem estradas desnecessárias até à banca, justiça, saúde e educação, todos os protagonistas destes sectores manipulam com grande sucesso partidos políticos recheados de militantes anónimos que, na sua maioria, vivem à mesa do Orçamento do Estado e fazem tudo menos pensar nos interesses do país.
Março 29, 2011 at 6:12 am
O melhor resumo da situacao em Portugal, alguma vez ouvido:
Março 29, 2011 at 7:20 am
Eu, por mim, aplaudo-o sem reservas, mas duvido de que todos os que lhe bateram palmas, no fim do seu discurso, o tenham feito com sinceridade. Mas lá tiveram que continuar a encenar… Num país minimamente decente, este Senhor teria, no dia seguinte, sido processado por difamação, ou, outras cabeças teriam rolado, mas continua tudo na mesma, com aplausos…
Março 29, 2011 at 7:52 am
#15
Fala de manipulação na sondagem do JN e assevera que votou “fartamente no sim”?!
Asinus asinum fricat…
Março 29, 2011 at 8:08 am
#22 por aqui às 4:32am?!?!….
humm… a iminente perda de lugar (não simbólico
)à mesa do Banco Alimentar Rosa está tirar o sono a mta gente
Março 29, 2011 at 8:29 am
#25
Claro!!
Então não posso manifestar várias vezes a minha opinião?
Além disso, se querem fazer uma sondagem séria, esta não é a forma!!!
Isto é só para demonstrar que assim dá o que se quiser. É só estar disposto a gastar algum tempo.
Este tipo de sondagem só tem um objectivo: manipular a opinião pública!!!!
Março 29, 2011 at 8:35 am
#22
E quem é o Rui Herbon?
Março 29, 2011 at 8:35 am
#25
Claramente não acompanhou os posts do fim-de-semana… ora ande um pouco para trás e veja alguns dos comentários ao longo do fim-de-semana sobre esta sondagem…
Março 29, 2011 at 8:39 am
Além disso, eu não sou o responsável pela sondagem. Eu não manipulo os meus próprios números para manipular; eu apenas contribuí para a sondagem… várias vezes
Março 29, 2011 at 8:41 am
#30
Correu um pouco mal… “manipulo… para manipular”… enfim…
Março 29, 2011 at 8:46 am
…
Também estranhei que tivesse sido impedido de votar…
Na altura, aproximava-se da paridade…
Agora aparecem estes resultados….
Gato escondido com rabo de fora….
Afinal são as contas que não dão certo!
Março 29, 2011 at 8:47 am
…
Marinho Pinto tem-se portado como um lacaio do Sócrates…
Outro Miguel Júdice…
Quando o Sócrates cair, já mudarão!
Março 29, 2011 at 9:02 am
#22
Maria, estavas com sono. Esse artigo de Helena Garrido já tinha sido referido muito antes.
Março 29, 2011 at 9:53 am
Tive oportunidade de verificar como funciona. Travei uma pequena batalha com o operador da central de propaganda durante umas duas horas. Quando saí deixei o sim à frente em número de votos. No dia seguinte, pela manhã, meteram reforços. O cálculo das percentagens nunca bateu certo durante toda a operação.
Março 29, 2011 at 9:56 am
PS: continuo sem perceber se há por aí um Campos que muda de género quando a prova é oral.
Março 29, 2011 at 5:33 pm
Um inquérito a sério!
http://umaaventurasinistra.blogspot.com/
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