Não vou individualizar a crítica, para não ser eventualmente injusto com uma terceira pessoa. Mas será óbvio a que tipo de prosa me refiro, recorrente em alguns opinadores ocasionais sobre Educação.

É aquela corrente que é solidária com uma certa aristocracia de algumas escolas, urbanas, históricas, onde se sente o peso da tradição e os lugares estão marcados e funcionam quase como coutadas.

Felizmente sou professor de subúrbio e nunca passei por esse tipo de experiência.

Mas conheço quem passou por ela.

Por ser invisível perante certos vultos e personalidades, heranças dos liceus de outrora, acima do contacto com aqueles que já então eram encarados como zecos, antes de o terem sido na boca de um governante,

Para essas pessoas, o regime de titulares veio apenas dar configuração formal, de jure, a algo que sentiam ser seu, embora antes apenas de facto.

Extintos os titulares tiveram remoques e amoques, mas sucederam-se-lhes os relatores e, embora com menos simbolismo, sempre era algo que compensava um pouco a perda sentida.

Neste momento, perante a suspensão da ADD, sentem-se gente injustiçada, pelo trabalho feito, Acham asneira interromper isto a meio do ano lectivo, esquecendo que nunca a ADD arrancou a tempo e horas, sempre foi um enxerto temporal, atirado para as escolas em Janeiro, como com o DR 2/2008.

Compreendo a mágoa.

Tenho pena.