Alguns dos maiores admiradores e arautos de Mário Nogueira são os seus mais acérrimos críticos e detractores. Basta ler o editorial do Expresso e várias peças distribuídas pela imprensa e opinadores da nossa praça pública.

A demonização dos professores, corporizada no rosto de Mário Nogueira é um recurso fácil e cómodo para os que querem agitar papões e demónios que são mais pessoais do que reais.

Dizer que a suspensão da avaliação do desempenho é uma vitória de Nogueira é uma distorção da realidade que o próprio agradece, pois sabe bem que essa deixou de ser uma prioridade real e efectiva da actividade sindical neste último ano.

Querer associar a classe docente ao líder da Fenprof é um estratagema antigo e serve à medida aos objectivos das duas partes que desenvolvem esta coreografia há anos, com curtos intervalos.

As iniciativas contra a ADD neste ano lectivo foram feitas à revelia dos sindicatos e muitas vezes com a sua desconfiança.

Tal como escrevi há dias, os bons precisam dos maus para justificar a sua existência. De um lado e do outro. Do ponto de vista do centrão cinzentão, pastoso, pseudo-moderno e defensor da avaliação do desempenho, precisa-se de um rospo para corporizar o mal. Faz isso com Mário Nogueira. Ele agradece.