PCP vai votar a favor da moção de censura do BE
Fevereiro 20, 2011
Fevereiro 20, 2011
Fevereiro 20, 2011
Fevereiro 20, 2011
Fevereiro 19, 2011
Janelle Monáe, Tightrope
Fevereiro 19, 2011
Parecendo que não, está sempre na moda.
Já agora, o LP gravado era o The End of the Century dos Ramones, cortesia, à época, do Luís Guerreiro.
Fevereiro 19, 2011
Fevereiro 19, 2011
Fevereiro 19, 2011
Mas há muito mais situações… mas há quem receie denunciá-las… desde logo quem vai depender das DRE para as quotazinhas…
CONDIÇÕES DE TRABALHO SÃO INADMISSÍVEIS
Escola Brotero nova está “a tremer” de frio
“Há pessoas a ficar doentes, há mal-estar”, assegura o presidente do Conselho Geral, ao garantir que em termos de climatização a situação é pior do que antes das obras da empresa pública Parque Escolar
Inauguradas a 5 de Outubro, as obras de remodelação efectuadas pela Parque Escolar na Escola Secundária Avelar Brotero estão longe de agradar, sobretudo no que respeita ao sistema AVAC – de ventilação, refrigeração e climatização – que não está a funcionar.
Numa carta enviada ao Ministério da Educação, a que o Diário de Coimbra teve acesso, o Conselho Geral da escola secundária de Coimbra expõe, num texto aprovado por unanimidade, «as circunstâncias que testam a paciência e o profissionalismo de toda a comunidade educativa».
A indignação aumentou com a recente onda de frio. Devido a «um erro grave do projecto», o sistema AVAC não funciona, os edifícios estão vulneráveis a correntes de ar, «a escola é uma autêntica geleira e toda a comunidade escolar sofre com o frio».
Em declarações ao DC, José Armando Saraiva garante que a situação piorou com as obras da empresa pública empresarial responsável pela modernização do espaço. O sistema AVAC, denuncia o presidente do Conselho Geral, é “apenas” responsável por «40% do orçamento total das obras» e não funciona porque parte fundamental do equipamento ficou mal localizada.
«Só à Parque Escolar podemos imputar a responsabilidade de obrigar a Escola e os seus trabalhadores e trabalhadoras a laborar em condições inadmissíveis», sustenta o Conselho Geral no documento enviado ao ME.
Fevereiro 19, 2011
Fevereiro 19, 2011
Fevereiro 19, 2011
As violence escalates, Libya cuts off the Internet
Libya’s main Internet service provider, General Post and Telecommunications Company, began to cut Internet access on Friday, said Earl Zmijewski, general manager with Internet monitoring company Renesys. “They started pulling the plug around 23:18 UTC today and are currently largely off the air,” he said via e-mail. That was 1:18 a.m. Saturday, local time.
Fevereiro 19, 2011
A ler, com muita atenção:
ADD dos professores contratados, do último ano lectivo, concluída após 23 de Junho, assentou em modelo revogado.
Fevereiro 19, 2011
Há um par de meses, na Visão, José Mário Branco explicava como tanta e tanta gente se apropriou da sua música FMI, usando-a em nome de muita coisa, quando aquilo era uma manifestação catártica muito pessoal e a sigla mera metáfora para demónios pessoais. E o próprio JMB admitiu que essa apropriação foi feita quantas vezes ao arrepio do que era a sua opinião e vontade.
Mas estas coisas acontecem, as leituras imediatas, literais, epidérmicas, são sedutoras e altamente contagiosas em tempos infelizes e desorientados, onde quem procura um caminho o quer encontrar, a bem ou a mal, naquilo que lhe é oferecido.
Tanto melhor quanto o que parece à primeira é o que convém para consumo imediato e exorcismo pessoal ou de grupo.
Pessoalmente, gosto imenso da música e letra dos Deolinda, que tanto bruáááá tem dado. Por razões estéticas e substância. Pela forma e todo o conteúdo. Mas duvido que pelas mesmas razões da maioria que leram as líricas de forma parcial, truncada, não querendo ler – ou fazendo por esquecer – a crítica frontal a uma forma de vida que, apesar das desilusões e bloqueios, a eles se soube acomodar com algum conforto.
É errado comparar crises em épocas diferentes. Sei disso desde que, na primeira metade dos anos 80, a minha geração viveu os apertos de uma crise que dificilmente se compararia às dificuldades do quotidiano equivalente dos nossos pais. Eu vivia a incerteza de uma continuidade académica universitária, o meu pai viveu a certeza do abandono da primária para trabalhar. Por isso, procuro não ceder à tentação de apontar a ausência de crise nos múltiplos concertos de Verão e Inverno e nos bares e discotecas do costume. Se em 1984 não existiam quase concertos e o Bairro Alto era um fenómeno de minorias, não é por isso que os enrascados de 2011 devem passar pelo mesmo.
Assim como é diferente emigrar para os bidonville (anos 60) ou ir pela Europa apanhar morangos no Verão para fazer uns cobres (anos 80) ou às costas do Erasmus (anos 2000).
Por isso fiquemo-nos pela leitura atenta de toda a lírica e, embora o que cai no domínio público sofra uma natural apropriação transfiguradora, não apaguemos as partes mais incómodas:
Sou da geração sem remuneração
E nem me incomoda esta condição
Que parva que eu sou!
Porque isto está mau e vai continuar
Já é uma sorte eu poder estagiar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração “casinha dos pais”,
Se já tenho tudo, p’ra quê querer mais?
Que parva que eu sou
Filhos, marido, estou sempre a adiar
E ainda me falta o carro pagar
Que parva que eu sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
Sou da geração “‘vou queixar-me pra quê?”
Há alguém bem pior do que eu na TV
Que parva que eu sou!
Sou da geração “eu já não posso mais!’”
Que esta situação dura há tempo demais
E parva eu não sou!
E fico a pensar,
Que mundo tão parvo
Onde para ser escravo é preciso estudar
A mesma denúncia já estava aqui:
Fevereiro 19, 2011
Na The New Yorker, entre outros, muito bom o artigo de Malcolm Gladwell sobre os rankings escolares.
Fevereiro 19, 2011
A afinidade evidente entre as personalidades de José Sócrates e Maria de Lurdes Rodrigues foi um dos traços marcantes do período 2005-09. Ambos demonstram uma atitude mitómana acerca de si mesmos, aparentam uma firmeza própria de quem se sente iluminado(a) e predestinado(a) para papéis redentores e de impulso de transformação social. O balanço da obra governativa de ambos, se ainda não está totalmente à vista de todos (a miopia mental é a pior), estará a médio prazo, quando se perceber o que nos afundou ao virar do milénio.
Em ambos os casos é notória a forma como se representam a si mesmos, reescrevendo o passado com eliminação de qualquer contraditório incómodo, e projectando de si uma importância sem qualquer fundamento factual.
Poderia continuar com vários parágrafos sobre este tema fascinante e mórbido, mas prefiro passar já para o parágrafo final do inesperado (será que foi picada pela música dos Deolinda?) texto que hoje fez publicar no Expresso com o título Estudar para ser livre.
Vamos lá ser sinceros: a geração (política) de Maria de Lurdes Rodrigues não foi, nem é, nada do que ela descreve e muito menos ela, no plano individual. Até 2005 (não) sabemos o que ela (não) foi. Anarquista de segunda linha sem um pensamento próprio que não irradiasse do mentor, tornou-se ministra por indicação de um amigo dessas mesmas águas de uma certa elite intelectual libertária que se adaptou bem à disciplina do capitalismo de Estado.
A partir de 2005 foi o que lhe disseram para ser e acabou por acreditar ser obra mesmo sua, a encomenda que lhe depositaram nos braços. Cumpriu de forma estóica e obstinada, recebendo a tença final de um cargo dourado vitalício. Aceito que sinta que a sua missão foi cumprida e esteja contentinha consigo mesma. Deveria ficar assim e deixar-nos em paz.
O seu percurso é exemplar, mesmo se mais curto, dessa sua geração que apanhou o 25 de Abril a entrar na idade adulta, desfrutou de alguns anos de tripa-forra contestatária e evoluiu para o mainstream académico (o empresarial, ou político), levando consigo um simulacro de convicções, uma enorme voracidade pelo exercício do poder e uma capacidade ímpar para se adaptar aos interesses de cada momento. Uma espécie de solanas.
A geração de MLR (nascida em 1956) não construiu a democracia, apenas colheu os seus frutos. A geração de MLR é a verdadeira geração grisalha que beneficiou das conquistas de Abril, delas tem usufruído em pleno desde que se apropriou do aparelho de Estado para se reproduzir nos seus vários patamares, gabinetes e corredores, deixando para os que vêm a seguir os destrossos [sic, é mesmo assim que os quero grafar] da carne tenra que souberam comer antes que esturricasse. Mais importante, souberam acautelar-se para um futuro que se encarregaram de negar aos outros. Clamam-se pela igualdade e equidade, mas destruíram-na. Dizem que promoveram a qualificação e o mérito, mas em troca ofereceram nada.
A geração de MLR é aquela que, alimentada pela ideologia anti-poder dos anos 60, mal deitou mão ao poder, nunca dele se separou, mesmo quando é ocasionalmente obrigada a ficar mais discreta. Quando incomodam, vão para Londres, Paris, Nova Iorque, fazer estágios de cosmopolitismo, enquanto não ensaiam um regresso. Nesse aspecto, a constelação PS é particularmente pródiga (vejam-se os carrilhos, os cravinhos, os ferros). Quando se portam bem, são encaminhados para as empresas, institutos ou fundações onde os interesses do Estado ou do próprio País são usurpados por cliques e facções.
Aconselharia o decoro que MLR se aquietasse um pouco ou, pelo menos, que não projectasse de si e para si (e para a sua geração) um papel que não existe ou, a existir, que nos transformou em cinzas.
Poderão existir o(a)s que acham que este é um texto ditado por uma animosidade pessoal. Não é, porque desconheço a pessoa. Apenas conheço a persona. E dessa, efectivamente, não gosto absolutamente nada, porque representa muito do que me entristece num país saqueado por aqueles que outrora escrevinhavam contra os saqueadores anteriores.
Fevereiro 19, 2011
Aquilo que hoje se lê hoje no Expresso acerca da preparação do futuro de Fernando Nobre, com a associação S(oares)-S(ócrates) a cooptá-lo para um papel de destaque no tal sistema que Nobre dizia querer combater.
Se ele se deixar apanhar por esta teia, perde qualquer credibilidade junto daqueles que nele depositaram mais esperanças. No meu caso, que sempre achei que de forma ingénua Fernando Nobre se prestou a um papel instrumental nas actuais presidenciais, apenas ficarei a pensar que, desta vez e por muitos apelos à cidadania independente que faça, se tornará um actor consciente da trama de interesses que o ouvi denunciar com veemência.
Fevereiro 19, 2011
Ando particularmente curioso com a evolução da linha editorial do I. Por momentos faz-me lembrar uma publicação de um qualquer liberalismo esquerdista, algo que não existe entre nós, mas seria, por mim, bem-vindo, visto que o Bloco está a ficar andropáusico com tiques de gaiteiro.
O povo vai sair à rua? Milhares convocam manifs contra o sistema
Dentro da notícia, imensos lugares-comuns ditos por sumidades analíticas. Selecciono, por comodidade, o que é dito por Pacheco Pereira, por parecer um erro crasso num historiador calibrado.
O 28 de Maio só superficialmente significou a demissão da classe política. Significou o defenestramento de uma certa elite republicana. Apenas isso. Porque havia toda uma elite atrás dos líderes militares do golpe. E uma coisa é um pronunciamento militar ou golpe de Estado, outra um conjunto de manifestações e declarações de estados de alma na net.
Fevereiro 19, 2011
Chumbadas limitações às remunerações de gestores públicos
Os projectos de lei do BE, do CDS e do PCP que propunham limitações nas remunerações dos gestores públicos foram chumbados no Parlamento com os votos contra do PS e PSD.
Fevereiro 19, 2011
BE inspira-se nos problemas da geração “parva” e suaviza críticas ao PSD
Acho que há uma boa parte da letra da música dos Deolinda que muitos não querem ler, ou fingem não estar lá. Afinal falamos dos que se sentem bem por estar na casa dos pais e de lá não sair.
O pior, é que muitos desses pais começam a não ter forma de os continuar a suportar, enquanto muitos deles vão aos festivais todos de Inverno e Verão, enquanto se queixam da vida.
Quanto ao caso do BE, é típico de um partido que, ao entrar na meia idade, quer sentir-se jovem à força.