Há coisas que se admitem a uns, mas não a outros. É o caso do reflexivo descodificador-mor da luta dos professores, na perspectiva ortodoxa fenprofiana que responde pelo nome de Francisco Santos.

O homem a todos critica, desde que não sigam a via burocrática da contestação. Descrente da comunicação social, em tempos de submarino na APEDE colocou-se sempre a jeito para aparecer. Agora teve a sua oportunidade para ser exemplar na coerência sobre a ADD e esparrama-se ao comprido, por muito que tente controlar os danos num post do seu blogue.

A verdade é que, conhecendo eu a jornalista do Expresso, sei bem que não é dada a enganos ou equívocos, pelo que o que está escrito é claramente o pensamento da contestação conformista, aquela que diz que se declarou indisponível, mas aceitou a nomeação. Que fez pedido de escusa mas, ao ser indeferido, se fica por aí e agora afirma que «o que interessa agora é prejudicar o menos possível os colegas».

Ou seja, vai fazer o que lhe mandam. Rendeu-se em termos individuais, esperando que as massas façam com que a sua falta de coerência se dilua.

Porque a cagufa é mais do que muita e, no fundinho, há lutadores que se sentem todos emproados por se mostrarem bonzinhos para com os colegas.

No fundo, se vivessem na Alemanha em 1935 ou 1940, fariam o pedido para não gasear os judeus, mas se fosse indeferido, declarariam que os gaseariam com gentileza. Mas gaseariam…

(Nota a posteriori: esta parte acima chocou algumas conciências. Para a próxima, preferem uma metáfora com a matança de focas-bebé? Eu mantenho o que escrevi, pois o absurdo é bem evidente, desde a parte do pedido, que  não percebe, paciência!)

Se até aceitaria isto a outros, menos peneirosos nos pergaminhos de lutas, no caso do mestrando Francisco Santos, acho de um colaboracionismo inaceitável e de uma cobardia política assinalável.

Claro que ao escrever isto sei que a reacção reflexiva será ao nível mais rasteiro dos comentários no seu blogue, da família Sagrav. Mas, por muito que pudesse ser diplomático ignorar, é-me mesmo impossível deixar passar em claro esta manifestação de rabo-entre-as-pernas. É desta massa que se fazem certos candidatos a dirigentes sindicais!