Saiu hoje com o Público e merece ser lido, porque é um ensaio no verdadeiro sentido do termo:
Janeiro 2011
Janeiro 27, 2011
Janeiro 27, 2011
Voltei a fazer comunicações com títulos algo gongóricos e meios trocadilhos (e neste caso de inspiração um pouco macónica).
Ordo ab/ad Chao”: As relações entre criatividade, ordem e (auto)disciplina na sala de aula e no processo educativo
Janeiro 27, 2011
Para Que Lado É O Palácio De Inverno?
Posted by Paulo Guinote under Sindicalismo, Tácticas[130] Comments
Eu compreendo a tentação orgásmica do frentismo nas ruas, mas também me parece que, como há um ano, ir atrás de agendas delineadas em gabinetes, não serve os interesses da classe docente. Servirá a de alguéns, não a dos representados.
Para quem já está esquecido, há não muito tempo, tinha sido anunciada uma jornada de luta para finais de Março, o que daria tempo para uma (até demorada) preparação no terreno. Agora já é no início do Fevereiro. Tudo sem consultar as bases, mas apenas as cúpulas.
Depois queixem-se de algum abstencionismo ou queixem-se, como Jerónimo de Sousa, que «este é o povo que temos». Não confundam minutas entregues com outras coisas.
Pois, é pena, podemos sempre tentar exterminá-lo…
Janeiro 27, 2011
Não Serão De Domínio Público?
Posted by Paulo Guinote under Nevoeiro, Parece Que..., Transparência[19] Comments
Os pareceres encomendados pelos senhores dos ministérios com o dinheiro dos contribuintes? Ou serão segredos de Estado? Porque, efectivamente, ouvimos e lemos acerca de um parecer do professor doutor Jorge Miranda, mas ou estou muito enganado ou não acedemos a nenhuma transcrição directa do seu conteúdo.
E seria interessante saber do que se fala, quando se fala de alguma coisa. Porque é diferente um parecer encomendado e pago por particulares ou organizações privadas e outra um que é pago a partir do Erário Público.
Que tal, se o mostrassem e – se não fosse pedir muito – quanto custou? Que fizessem algo com a transparência que um punhado de zecos exibiu.
Janeiro 27, 2011
Janeiro 27, 2011
Nada Como Perceber De Finanças
Posted by Paulo Guinote under Éne Sistemas, Redução Salarial, Truques, Um País[14] Comments
Cavaco opta por pensões e evita corte no salário de 10%
Presidente da República abdica do salário enquanto Chefe do Estado, mas opta pelos dez mil euros mensais da reforma.
Aníbal Cavaco Silva decidiu prescindir do seu vencimento enquanto Presidente da República, no valor de 6523 euros – resultado de um corte de 5% em 2010, mais um corte de 10% em 2011, decisão incluída nas medidas de austeridade para a função pública -, para passar a auferir as sua pensões, que totalizam cerca de dez mil euros mensais, 140 mil euros/ano.
Janeiro 27, 2011
Começou (Oficialmente) O Baile
Posted by Paulo Guinote under Inversões de Marcha, Redução Salarial[9] Comments
E nem foram necessárias providências cautelares.
Governo recua e aceita cortes salariais a partir de Fevereiro
O Ministério das Finanças, que veio exigir recentemente o cumprimento imediato dos cortes salariais nas empresas do Estado, vai permitir que as reduções só sejam aplicadas em Fevereiro, desde que com retroactividade.
Janeiro 27, 2011
Janeiro 27, 2011
Pro-Choice
Posted by Paulo Guinote under Educação, Liberalismo?, Liberdade?, Paradoxos[12] Comments
Janeiro 26, 2011
Adoro A Penetração Da Inteligência
Posted by Fafe under (Sub)Desenvolvimento | Etiquetas: Falta De Vergonha No Corpo Todo |[20] Comments
Porque tal não existe, por decreto do próprio é Egito, tal como o aprendiz de jornalista acaba por efe(c)tivamente baralhar no corpo da notícia, fica ali mais abaixo, logo a seguir ao Pato de Varsóvia.
Janeiro 26, 2011
A Música (Óbvia, Mas Atrasada) Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Música do Umbigo[8] Comments
Deacon Blue, Wages Day
Janeiro 26, 2011
Foi-me comunicado hoje ali pelas 5 da tarde, por um jornalista do DN, num inquérito que andava a fazer sobre as consequências da abstenção para a democracia.
Consegui arranjar fôlego para lhe responder umas platitudes, enquanto me ria que nem um perdido – para sua surpresa, que não me conhecia – e tentava estacionar o carro. Este país está perdido.
Janeiro 26, 2011
Expressão Do Dia
Posted by Fafe under Plano Tecnologicamente Inclinado | Etiquetas: Socialismo |[31] Comments
peço desculpa
Janeiro 26, 2011
Almeida, Alvarenga E Nogueira Na TVI24
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Público/Privado, Polémicas, TV[26] Comments
A discutirem a polémica do ensino privado, com contrato de associação. Não estou com tempo…
Janeiro 26, 2011
Sabem Lá O Que Estão A Perder…
Posted by Paulo Guinote under Falta de Vergonha no Corpo Todo, Não Há Palavras, Outsourcing, Parece Que..., Peditório, Penso eu de que...[40] Comments
… todos aqueles – uma imensa maioria – que não recebeu um mail meu com uma lista muito divertida de instituições, organizações e corporações que coiso e tal.
E entre a dezena de carolas que se tem dado mais a certos trabalhos, o reboliço tem sido grande na última hora. Alguma indignação, mas também uma dose saudável de humor, entre o catártico e espasmódico.
O assunto é sigiloso, obviamente, porque assim deve ser, nos seus detalhes específicos. Mas é impossível não alfinetar, nem que seja ao de leve, enviesado e com efeito de folha seca. Porque há lá gente séria, mas também a há menos séria que cuspiu no prato da comida que depois pediu para provar.
Entretanto, assim como que off topic, surgiu a ideia de – como fomos todos indirectamente a pagar – solicitar ao Ministério das Finanças que divulgasse publicamente o parecer do doutor Jorge Miranda acerca da constitucionalidade dos cortes salariais, pois não sei onde ele andará disponível.
Janeiro 26, 2011
As Actualidades Televisivas Do Umbigo
Posted by Paulo Guinote under Actualidades, Educação, TV[32] Comments
Janeiro 26, 2011
Chegou por mail, directamente da autora.
.
Na qualidade de relatora, nomeada este ano lectivo no quadro do Departamento de Ciências Sociais e Humanas, apresento esta declaração de protesto à minha participação no processo da avaliação do desempenho docente, a qual solicito que seja anexa à acta da presente reunião.
Tendo, ao longo dos últimos dois anos, manifestado publicamente a minha discordância relativamente ao modelo de ADD, e pese embora algumas alterações nele realizadas, não posso, em consciência e por coerência, abster-me de reiterar os fundamentos da minha oposição à filosofia que subjaz a este modelo e aos processos que o enformam, embora, sem prejuízo do acatamento e cumprimento dos meus deveres profissionais.
Não posso deixar de assumir, agora, novamente, os valores e ideais em que acredito, nem posso deixar de, em cumprimento do meu dever profissional, exercer um papel activo neste processo. Tal pode parecer que estou a exercer um papel legitimador daquilo que contesto. Não é o caso, pois não me faz sentido não cumprir a lei, mas faz-me sentido discordar dela com frontalidade, que é o que estou a fazer.
Assim, e em consonância com os meus princípios:
- considero que a avaliação do desempenho de professores não pode ser compatível, nem com escolhas arbitrárias em que os avaliadores/relatores não estão legitimados, pese o questionável critério da senioridade, imposto por lei, nem com a abordagem amadorística de quem, como eu, não possui a formação, as competências específicas e o treino requeridos a uma avaliação séria, porque, do ponto de vista dos saberes e das competências, uma coisa é avaliar alunos e outra, bem distinta, é avaliar professores;
- considero que os relatores não tiveram formação que lhes permita qualificar e homogeneizar processos avaliativos, bem como definir padrões ou modelos de docência eficazes, correndo-se o sério risco de cada um impor aos seus avaliados, de forma amadorística, as suas concepções e práticas privadas;
- não acredito na adequação, na transparência e nas implicações positivas para a valorização do trabalho e da profissão docente que sejam decorrentes de uma avaliação de desempenho feita por pares, sem garantia de distanciamento, autoridade e legitimidade reconhecidas, ainda por cima quando a mesma se sustenta, quer na observação de duas ou três aulas pré-combinadas e especificamente preparadas, quer numa parafernália de itens e descritores, muitos dos quais irrelevantes e alguns apenas susceptíveis de avaliação aleatória e infundada;
- a avaliação do desempenho levada a cabo entre colegas que se relacionam há vários anos onde há, portanto, amizades e conflitos relacionais, decorrentes de anos de serviço, de experiências e de disputas de interesses, é sempre geradora de suspeições e desconfianças, anulando a objectividade que deveria ser a marca indelével de um processo avaliativo, que vem a ser negativamente adensado pela circunstância das classificações atribuídas não serem objecto de conhecimento e escrutínio públicos;
- a circunstância de os coordenadores poderem assistir a aulas dos relatores e o Director a aulas dos coordenadores, não avaliando a qualidade científica do trabalho e separando-a da dimensão pedagógica, para além do absurdo que isso revela do ponto de vista do processo de ensino-aprendizagem, coloca inultrapassáveis problemas de desigualdade na avaliação e de supressão da dimensão fundamental da docência;
- a avaliação do desempenho empreendida entre colegas tende a desencadear potenciais conflitos de interesses e perdas de isenção entre aqueles que possam concorrer pelas mesmas vagas, arruinando ou deteriorando assim o desejável trabalho de cooperação entre os docentes, dimensão que considero fundamental na comunidade/prática educativa;
- coloco uma questão meramente retórica: sendo as quotas (% de Muito Bom e Excelente) atribuídas por escola, como se resolve o conflito de interesses existente quando elementos da Comissão de Avaliação e relatores concorrem à mesma quota dos professores a quem atribuem Excelente ou Muito Bom?
- a inexistência de quotas por grupos de docentes faz com que a ADD assente num princípio em que o relator, sendo parte interessada na proposta de classificação final, possa discriminar o grupo dos avaliados não relatores. Avaliadores e avaliados são concorrentes na mesma carreira profissional, o que fere inequivocamente as garantias de imparcialidade. As perspectivas de progressão na carreira de cada professor dependem, não apenas da sua própria classificação, como também da que os outros professores da mesma escola/agrupamento tiverem. Ora, avaliados e avaliadores pertencem à mesma escola/agrupamento e são muitas vezes concorrentes aos mesmos escalões da carreira, o que (por si só) constitui um forte motivo de impedimento. E, mesmo quando pertencem a escalões diferentes, é óbvio que o avaliador tem interesse directo nas classificações atribuídas ao seu avaliado: se estiver posicionado em escalão superior, só terá a perder com a subida de escalão daquele, pois tornar-se-á concorrente directo numa futura transição de carreira, aumentando ainda as hipóteses de o poder vir a substituir como avaliador; se, o que a lei permite em determinados casos, o avaliador pertencer a um escalão de carreira inferior ao do seu avaliado, é-lhe oferecida a possibilidade de, através da classificação que atribuir, o fazer marcar passo na carreira e poder alcançá-lo, conferindo assim solidez ao seu recém-adquirido estatuto de avaliador.
- este modelo parece-me perverso porque legitima o inadmissível: substitui a cooperação pela disputa e reduz o mérito à quota. A inspiração maquiavélica deste modelo dá azo a que cada escola venha a revelar-se uma pequena selva em que vários condicionalismos convergem de modo a propiciar e estimular o que de menos humano, mais básico, existe em cada homem, daí que não possa, a não ser sob protesto, participar nele.
Pelo que ficou dito, considero que o actual modelo de avaliação não o é de fato. Ao invés de “contribuir para melhorar a prática pedagógica, valorizar o trabalho e a profissão, promover o trabalho de colaboração”, acaba por fomentar conflitualidades/perturbações escusadas, nomeadamente no plano das relações interpessoais, e, em virtude da sua muito questionável exequibilidade, tem implicações negativas na prática pedagógica e numa real redução do tempo indispensável para o trabalho dedicado aos alunos.
Esta declaração tem, pois, como objectivo assinalar que a minha nomeação como relatora, sendo um ato obrigatório previsto na lei, não colhe, de modo algum, a minha concordância
Permito-me, portanto, em nome da coerência, em consonância com os meus princípios, legitimar, perante a minha consciência e perante a comunidade, futuras tomadas de posição de acordo com o que aqui fica dito.
Reguengos de Monsaraz, 26 de Janeiro de 2011
___________________________________
Janeiro 26, 2011
Será Que O FMI?
Posted by Paulo Guinote under Futurologia Retrospectiva, Isto é um Suponhamos...[18] Comments
Recapitulemos:
- As reclamações começaram a entrar no dia 25.
- O prazo para a resposta é de 30 dias.
- A DGRHE anunciou que quer respostas a uma voz, anunciando que tem uma resposta padronizada.
- Mas essa resposta deve ser pedida por mail e não foi disponibilizada livremente, para os directores não responderem logo a 27 ou 28.
- E se os 30 dias forem usados até ao fim, a resposta sairá só a caminho do fim de Fevereiro, com um indeferimento generalizado, tal como o das providências cautelares entregues com os salários já em processamento.
- E depois é preciso preparar as acções em tribunal.
- Estamos em Março por essa altura.
- E ficaremos à espera.
- Entretanto, sai o relatório da execução orçamental do 1º trimestre de 2011, com foguetório em redor, graças aos cortes feitos na despesa pública.
- E o fmi-papão é sacudido para longe por uns tempos e todos fizeram o seu papel e contribóiram.
De acordo?
Janeiro 26, 2011
Fafe’s Folclore – Manfred Mann
Posted by Fafe under (In)Constitucionalidade | Etiquetas: Eco-Fafe |[8] Comments
Parece, mais ou menos, proib…
Janeiro 26, 2011
Cortes salariais: Governo dos Açores propõe nova excepção
Desta feita, estão em causa por exemplo trabalhadores da SATA e da eléctrica açoriana.
CGD não aplicou cortes salariais em Janeiro
Banco estatal contrariou ordens das Finanças e pagou vencimentos por inteiro este mês, reduzindo apenas o subsídio de férias.
TAP não corta salários em Janeiro
Empresa garante que o irá fazer a partir do próximo mês, com efeitos retroactivos.
TAP, CGD e NAV ignoram cortes nos salários
(…)
A TAP e a CGD garantem que a situação será regularizada até Fevereiro. Já a NAV, empresa que gere o tráfego aéreo, recusou a justificar-se porque não obedeceu às ordens governamentais.




















