Não é apenas a servida e alimentada pelo ME. É aquela que resulta do triste espectáculo de quem é vocalmente muito agressivo contra tudo e mais alguma coisa, mas depois – quando lhe colocam a função de relator nas mãos – não a recusam e elaboram longos relambórios a demonstrar discordância ou – li há bocado e não queria acreditar – salvaguarda.
Acho da mais básica incoerência clamar pela demissão de tudo e mais alguma coisa ao longo dos tempos, gargantear coragens diversas, fazer ameaças de quase agressão física, mas depois salvaguardar-se e fazer o que lhe(s) mandam. Há quem não consiga dizer NÃO quando está em jogo um certo nível de vaidade. É como o vegetariano que come carne, mas com declaração de objecção de consciência. É lamentável. Mas cada um dorme com a sua consciência.
A farsa da ADD passa tanto ou mais por aqui, quanto pelos corredores do ME.
Janeiro 31, 2011 at 11:24 am
É um facto!
Mas a pressão a que estão sujeitos os coordenadores e relatores é imensa, pois os directores das escolas sabem que a avaliação deles também está em causa! Na, minha opinião falta um plano inteligente, mas organizado a nível nacional! Propostas avulsas só tem trazido retaliações a quem acredita que pode mudar alguma coisa! Ficam apenas os maus da fita,orgulhosamente sós! Todos os outros estão a tratar da sua vidinha!Onde está a estratégia ou plano que possa ter adesão de todos e acabar de uma vez por todas com a fantochada da ADD? Onde está? É que eu bem procuro…
Janeiro 31, 2011 at 11:36 am
#1,
Aceito quase tudo a toda a gente, com humildade para o admitir.´
A sério.
Mas abro excepções para a minha compreensão.
Tendo sido várias vezes visado, a direito ou enviesado pelo Octávio por ânsias de protagonismo pessoal, fic o sem perceber o que é isto.
“Declaração de salvaguarda”?
Janeiro 31, 2011 at 11:38 am
Pois…E Há aqueles que tudo entregam, embora mudando o nome às coisas para dizer que não!
De Farsas, Caro Guinote, percebe você, melhor do que ninguém!
Aliás, conhecendo-o, Vº Excª não vai entregar a ficha de autoavaliação, vai entregar a mesma que não sendo a mesma (dar-lhe-á um nomezinho diferente) será a a mesma coisa.
Não seja hipócrita, caro Guinote! Sendo Relator, pedindo escusa à DE e sendo recusada o que faria?
Aliás, isto é criticável, vale pouco? Olhe tanto como tudo o que tem feito que valeu…zero! Tal como os pareceres e o seu Provedor… vai valer-Zero!
Sabe, letra tem Vº Excª e muita, porque se fosse preciso uma Rua Tunisina ou praça do Cairo, Vº Excª ficava nas arcadas, como sempre!
Você é tão tão tristemente pedante e doentio, que tem a mania de que as suas formas de luta (serão mesmo?)é que são e as outras nada! Que as suas sim, lhe permitem dormir bem, qual descarregar de obstipação de consciência da sua, que as dos outros nem conseguem!
Sindicatos, Ramiros, Octávios, e por aí fora, todos são objecto do seu “afecto” neste blogue!
Vá lá “consertar” esse cotovelo homem!Ás vezes parece um puto deslambido e tinhoso!
Janeiro 31, 2011 at 11:54 am
EPÁ A CATARSE ESTÁ AQUI TODA…curioso a ser verdade o que diz do Paulo demonstre-me o que o outro lado consegui de concreto..mas concreto não abstracto…pois no fim talvez o intuito de tudo isto se resuma aqui..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/sera-isto-cada-vez-mais-o-verdadeiro-intuito-da-educacao-quer-privada-quer-publica-nos-dias-que-correm/
Janeiro 31, 2011 at 11:55 am
Talvez falte a muita gente fazer isto..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/sempre-que-tiveres-duvidas/
Janeiro 31, 2011 at 11:56 am
Mas não se preocupem porque no fim ..fui..
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/pixies-monkey-gone-to-heaven-logo-nao-temos-de-nos-preocupar/
Janeiro 31, 2011 at 11:58 am
#3
Acabámos de assistir ao discurso de um herói.
Janeiro 31, 2011 at 12:00 pm
Acrescento o seguinte: também tem moura, só falta mexer-se para a salvar!!!
Janeiro 31, 2011 at 12:02 pm
Quando se cruzam dois vaidosos só pode dar nisto! As peixeiras ficarão ruborizadas pela concorrência…
Janeiro 31, 2011 at 12:27 pm
Não , não é de herói cara(o) Bi!
O seu deve ser de…Refrigerante! Aliás, com um nick Bi só pode dar para escolher: maça ou laranja?
Buli…Catarse? Será que queria dizer Catar-se?! Realmente posts destes dão muita comichão!
Jagunço: Correcto! Bela estocada! Apesar de ser contra os ditos de morte! Por isso o meu alter, finou-se.
Janeiro 31, 2011 at 12:29 pm
ÚLTIMA HORA MINISTÉRIO ALARGA FÉRIAS DE CARNAVAL..
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/01/extra-o-ministerio-mda-inducacao-decide.html
Janeiro 31, 2011 at 12:34 pm
# O Octávio não precisará da minha defesa; mas, talvez queira acautelar incontornáveis acusações de falta de imparcialidade e rigor nas propostas que fizer.
Janeiro 31, 2011 at 12:34 pm
#2 (anterior)
Janeiro 31, 2011 at 12:39 pm
Eu repito: candidato a Muito Bom não pode ser júri no mesmo concurso a que concorre.
Janeiro 31, 2011 at 12:47 pm
#1
Porque é uma pessoa de boa vontade e coloca sinceramente as suas questões, aproveito a sua preocupação, para partilhar consigo uma fé que eu tenho e que até agora tenho cumprido, embora com uma ou outra hesitaçãozinha: só seremos verdadeiramente educadores, quando não violentarmos a nossa inteligência e a nossa consciência, nem as dos outros; por outro lado, quando somos capazes de fundamentar, com clareza, essa postura, acredito que nada nem ninguém nos poderá prejudicar por isso (tenho algumas provas); se tivéssemos coragem e fôssemos solidários, talvez fosse este o caminho…
Janeiro 31, 2011 at 12:51 pm
LÁ ESTÁ PRECISAMOS DE MÁRTIRES..SÓ ASSIM LÁ VAI..UM OU DOIS A IMOLAREM-SE E ISTO VAI..ACREDITEM…
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/01/em-rigoroso-exclusivo-da-carraca_31.html
Janeiro 31, 2011 at 12:56 pm
#3,
Numa rua tunisina, o corajoso dominguin estaria pronto a disparar sobre quem passasse à vista, disponível para ser prócere de qualquer fundamentalismo.
O que escrevi neste post é um lamento sincero.
Se não o percebem – ou o próprio Octávio que nunca aceita qualquer crítica (nisso sendo bem mais intolerante do que eu) – tenho pena.
Janeiro 31, 2011 at 1:02 pm
“Onde está a estratégia ou plano que possa ter adesão de todos e acabar de uma vez por todas com a fantochada da ADD? Onde está? É que eu bem procuro…” #1
Ora aqui é que está a funda verdade, aquilo que é verdadeiramente importante.
Assim, estamos, cada vez mais, a cumprir os altos desígnios governamentais: a comermo-nos uns aos outros. É que o “modelo” foi criado para isso mesmo…
Janeiro 31, 2011 at 1:04 pm
#18,
E comemo-nos tanto mais quanto participamos nele de forma activa.
Janeiro 31, 2011 at 1:07 pm
Remataria com este texto..inté..
O motor principal e fundamental no homem, bem como nos animais, é o egoísmo, ou seja, o impulso à existência e ao bem-estar. [...] Na verdade, tanto nos animais quanto nos seres humanos, o egoísmo chega a ser idêntico, pois em ambos une-se perfeitamente ao seu âmago e à sua essência.
Desse modo, todas as acções dos homens e dos animais surgem, em regra, do egoísmo, e a ele também se atribui sempre a tentativa de explicar uma determinada acção. Nas suas acções baseia-se também, em geral, o cálculo de todos os meios pelos quais procura-se dirigir os seres humanos a um objectivo. Por natureza, o egoísmo é ilimitado: o homem quer conservar a sua existência utilizando qualquer meio ao seu alcance, quer ficar totalmente livre das dores que também incluem a falta e a privação, quer a maior quantidade possível de bem-estar e todo o prazer de que for capaz, e chega até mesmo a tentar desenvolver em si mesmo, quando possível, novas capacidades de deleite. Tudo o que se opõe ao ímpeto do seu egoísmo provoca o seu mau humor, a sua ira e o seu ódio: ele tentará aniquilá-lo como a um inimigo. Quer possivelmente desfrutar de tudo e possuir tudo; mas, como isso é impossível, quer, pelo menos, dominar tudo: “Tudo para mim e nada para os outros” é o seu lema. O egoísmo é gigantesco: ele rege o mundo.
Arthur Schopenhauer
Janeiro 31, 2011 at 1:16 pm
Bo,cumbersa…bou atirar um bogalho ao pinóquio…
Janeiro 31, 2011 at 1:22 pm
As horas perdidas para a ADD são tiradas do apoio das turmas. O apoio individual com turmas de 24 alunos no 1 ciclo é fundamental.
Dominguin
Apesar da excelente escrita não esconde o lado da barricada em que se encontra. confesse ataca o Paulo por ele ser incomodo para gente dita importante. Vá lá assuma o que defende a ADD.
Janeiro 31, 2011 at 1:52 pm
Individualmente não se consegue travar o processo. Há sempre indeferimento para o pedido de escusa.
Como alguém disse, tem de haver concertação a nível nacional no sentido de se fazer alguma coisa.
Janeiro 31, 2011 at 2:28 pm
“O homem é um deus de ocasião”, dizia Nicolau de Cusa.
Há quem recorra às circunstâncias para se demitir de ser Homem.
E há quem aproveite as ocasiões para se afirmar como Homem.
Janeiro 31, 2011 at 2:50 pm
#24
Muito bem, Farpas!
Reforço: como reagiriam os colegas, se, numa determinada escola, um professor, por razões devidamente fundamentadas (e são muitas), se recusasse a colaborar na fantochada?
É este, o caminho!
Janeiro 31, 2011 at 2:53 pm
#20
O que é que esse senhor dirá de um enxame de abelhas (colmeia) ou de uma colónia de formigas?!
Janeiro 31, 2011 at 2:54 pm
Não me parece que os avaliadores à força façam linda figura com as suas declarações de salvaguarda, ou lá o que é, mas também não me revejo nem no ataque que lhes faz o Paulo Guinote nem nas respostas truculentas que obteve por aí abaixo.
Estou mais do lado da Elsa (#1) e da Fátima (#18) quando defendem a necessidade de um plano concertado e que envolva a todos para lutar contra esta ADD. Isolados, mesmo os mais valentes são “papados”, um por um…
Janeiro 31, 2011 at 2:55 pm
#25
Só com um não vamos longe! Precisam de ser muitos a recusar…
Janeiro 31, 2011 at 2:59 pm
Se se recusa a colaborar, tem negativa!
Palavra de director.
(Não esquecer o facto de serem funcionários públicos…)
Quanto a esta luta de galos para marcação de território, só posso aplaudir!
Janeiro 31, 2011 at 3:25 pm
#27,28
António Duarte,
nunca nada começou, sem haver alguém que desse o peito às balas; e isso vai acontecer, estou certo; cumpre aos outros, a começar pelos colegas de escola, estar atentos, para intervirem de forma inteligente, solidária, contundente e em rede; afinal, para que serve a net?!…
É este o caminho!
Janeiro 31, 2011 at 3:32 pm
A criatura afirma que não vai “mais longe” porque o processo de ADD é inútil e está à beira do fim(?)…
Mas mesmo assim salvaguarda a sua participação, relegando a sua pessoa para o panteão dos idiotas úteis que acabam por ceder e legitimar a mãe de todas as inutilidades.
Compreenda quem puder!
Janeiro 31, 2011 at 3:34 pm
# 19 – mas eu não discordei. Julgo é que é importante, como o tenho vindo a destilar na minha escola, que os relatores se unam, primeiro na escola, depois noutras e outras… engrossando fileiras.
Contudo, o que vou vendo, e falo pela minha escola, é que se cospe bílis, azedume, se atiçam uns aos outros, a ver quem é a virgem mais virgem, mas não fazem o essencial – difícil, mas fecundo – unir-se.
E assim, garantidamente, não vamos lá…
Janeiro 31, 2011 at 3:37 pm
Protestos alastram a mais escolas e deixam mais de 30 mil alunos sem aulas
Escolas públicas dizem que privadas fazem concorrência
28.01.2011 – 13:59 Por Bárbara Wong
* Votar
*
*
*
*
*
* |
* 10 votos
*
*
*
*
*
* 1 de 9 notícias em Educação
* seguinte »
Que relação têm escolas vizinhas, públicas e privadas pagas pelo Estado, que disputam os mesmos alunos? O PÚBLICO olhou para quatro casos.
Em Penafirme, Torres Vedras, os pais voltaram ontem a fechar a escola Em Penafirme, Torres Vedras, os pais voltaram ontem a fechar a escola (Foto: Nuno Ferreira Santos)
As escolas privadas com contratos de associação fazem concorrência às públicas? As primeiras dizem que não, as segundas argumentam que sim. Mais: dizem mesmo que os colégios escolhem os melhores alunos. No entanto, reconhecem que são os pais os primeiros a procurar as privadas.
O PÚBLICO falou com quatro escolas públicas e com quatro com contrato de associação, que são vizinhas, para perceber se estes contratos – que permitem a qualquer aluno frequentar um destes colégios, financiados pelo Estado, por não haver oferta pública na região – continuam a fazer sentido. Mais uma vez, as opiniões divergem: as públicas dizem que há escolas vazias que podem receber os alunos dos colégios; estes lembram que têm mais procura. E são também estes que, por regra, surgem melhor classificados nos rankings dos exames nacionais do ensino secundário, quando comparados directamente com as escolas públicas vizinhas com as quais partilham o mesmo território educativo.
Criado em 1964, o Colégio Paulo VI, em Gondomar, fica a menos de um quilómetro do antigo liceu da cidade, a secundária de Gondomar, fundada em 1916. Foi em 1994 que a tutela propôs ao colégio que assinasse um contrato de associação para o secundário. A directora Dulce Machado diz que cumpre os critérios de selecção do ensino público e que ficam dezenas de alunos de fora.
“Os que não têm vaga no Paulo VI vêm para aqui”, reconhece Lília Silva, subdirectora da secundária de Gondomar. Mas os que não entram nesta preferem ir para o Porto, em vez de escolher as outras duas escolas públicas do concelho, que “poderiam levar mais alunos”, diz Lília Silva. “Sentimos que há concorrência desleal. Os alunos do Paulo VI têm melhores notas. Logo, os pais escolhem-no primeiro.”
O mesmo acontece em Resende. António Carvalho, director da secundária D. Egas Moniz, começa por dizer que tem “boas relações” com o Externato D. Afonso Henriques – criado 24 anos antes da escola pública. Reconhece que os “melhores alunos inscrevem-se no externato”. São os filhos dos “pais com maior ambição e que também foram lá alunos”. Por isso, “há concorrência desleal”. “Uma coisa é trabalhar com os melhores, outra é ser uma escola inclusiva.” Se o externato fechasse, a secundária podia ser mais rentabilizada, diz. José Augusto Marques, director do externato, teme o seu encerramento porque o apoio definido pelo Estado é “insuficiente”.
Contrato “oferecido”
No centro de Coimbra, os colégios de São Teotónio e da Rainha Santa Isabel estão perto de várias públicas: Infanta D. Maria, Quinta das Flores, Avelar Brotero, José Falcão, enumeram as directoras Rosário Gama, da Infanta, e Maria da Glória, do Colégio Rainha Santa Isabel.
O contrato de associação foi “oferecido” em 1995/1996 ao Rainha Santa Isabel pela tutela. “Os pais aceitaram com muita alegria e a escola passou a ser frequentada por alunos que não tinham possibilidade de pagar, mas que mostram o seu potencial, como se vê pelos exames nacionais”, orgulha-se Maria da Glória, admitindo que tem poucos alunos com acção social, ao contrário dos outros três colégios ouvidos pelo PÚBLICO.
Rosário Gama reconhece que a zona é bastante povoada e que tem muita procura. Mas, este ano lectivo, a Infanta deixou de fora 80 alunos. “Não me deixaram abrir mais turmas e os colégios estão nesta área. As secundárias Jaime Cortesão, D. Diniz e D. Duarte estão às moscas, ou seja, têm poucos alunos, o que quer dizer que há ensino público disponível”, avalia a directora do Infanta, para quem faz sentido o ministério manter os contratos em locais onde não existe oferta pública, como em Fátima.
Janeiro 31, 2011 at 3:39 pm
banha-me deus não há quem entenda os professores! Se alguém os manda ser avaliados é porque não concordam. Se lhe alteram as coisas ao seu jeito, passados uns tempos também já não aceita.A final qual é o tipo de avaliação que querem?
Quando o sr. Paços Coelho for primeiro-ministro no século passado valtamos ao modelo antigo. Isso é que bai ser uma festa. Já tenho aqui o meu voto para botar em branco.
Janeiro 31, 2011 at 3:48 pm
Tenho visto vários pedidos de escusa a serem indeferidos. Que deverá o relator fazer? Não fazer o que lhe é mandado? pedir a exoneração? sujeitar-se a um processo disciplinar? Parece-me que aqui a recusa teria de ser colectiva.
Ao contrário do que se passa com os relatores,que se calhar não podem fazer mais nada a não ser declarações de protesto ou pedidos de escusa (que são indeferidos), os restantes professores poderiam não se candidatar à avaliação científico-pedagógica. Ninguém é obrigado a candidatar-se,mas cada vez o fazem mais. Enquanto que o relator, se não cumprir, incorre em desobediência.
Se ninguém se candidatar,a avaliação morre. Não percebo porque acusam relatores e a não apelam aos outros professores.
Janeiro 31, 2011 at 3:51 pm
rotiv
Pode ser que até lá te retirem o direito de votar.
Janeiro 31, 2011 at 3:54 pm
#35
Pois aí é que bate o ponto. Se uns pedem, alguém terá de relatar. Mas no fundo tudo isto é questão de lana caprina. Vamos ter muito mais com que nos preocupar.
Janeiro 31, 2011 at 3:55 pm
# 35 – mas a avaliação não abrange apenas as aulas observadas – os professores apenas deixariam de concorrer às avaliações mais altas, mas teriam de ser avaliados de igual modo.
Janeiro 31, 2011 at 3:58 pm
#35
Nalgumas escolas ainda não se percebeu, mas os que não pediram aulas assistidas também vão ter de entrar na dança das evidências, das reuniõezinhas e das fichinhas para ali e para acolá.
A recusa massiva das avaliações de mérito não seria suficiente para parar esta avaliação.
Mas estou de acordo consigo: crucificar os relatores não me parece o melhor caminho, sobretudo por parte daqueles que tiveram a sorte de não serem nomeados para a tarefa.
Claro que apontar o dedo e culpar os outros é sempre mais fácil…
Janeiro 31, 2011 at 3:59 pm
#38 ora… é evidente que o problema está nos candidatos a MB e a Exc. Todos os outros ficariam no Bom, que é o “normal” (salvo casos graves).
Janeiro 31, 2011 at 3:59 pm
A avaliação era só um pretexto, agora desnecessário (face à aproximação da falência) para evitar a progressão na carreira. Os remendos ao projecto inicial (praticamente impraticavel) são absolutamente forjados na força do poder unipessoal dos directores. A humilhação e as injustiças que este processo causará a pior desmobilização de sempre entre a classe docente.
Janeiro 31, 2011 at 4:01 pm
A avaliação era só um pretexto, agora desnecessário (face à aproximação da falência) para evitar a progressão na carreira. Os remendos ao projecto inicial (praticamente impraticavel) são absolutamente forjados na força do poder unipessoal dos directores. A humilhação e as injustiças que este processo causará, provocará a pior desmobilização de sempre entre a classe docente.
Janeiro 31, 2011 at 4:01 pm
Há realmente uma grande diferença e não vale a pena ignorarem a (des)dita. É que se ninguém requerer aulas assistidas o órgãos avaliadores podem limitar-se a correr tudo a bom e fica o processo de avaliação reduzido a zero.
Janeiro 31, 2011 at 4:05 pm
#39 António Duarte
É isso mesmo, crucificar os relatores, que me parece errado. Se todos fossem ricos, até podiam, no limite, pedir a exoneração, mas…
Muitas vezes se fala na blogosfera da hipocrisia dos relatores, que gritavam contra a ADD, mas que agora se deliciam com o poder que lhes foi atribuído. Haverá certamente casos desses, mas há muitos que não se sentem bem e que não sabem o que fazer,com pedidos de escusa indeferidos e até com a enorme pressão dos colegas que querem ser avaliados com MB e EXC.
Janeiro 31, 2011 at 4:07 pm
Se os professores rejeitarem em massa concorrer às avaliações de mérito, também não sei se não estarão de facto a contribuir para a consolidação desta farsa avaliativa. É que sendo poucos a concorrer, a atribuição das notas de mérito torna-se relativamente pacífica e até se pode dizer, no final, que a coisa correu bem e que este modelo de avaliação serve.
Enquanto que, se todos concorressem – e nós sabemos que lá no fundo a maioria dos professores pensam sempre que são melhores que o colega do lado – e depois se vissem confrontados com as diferenças nas classificações, haveria aí um capital de descontentamento e revolta que poderia ser usado para exigir a revisão da ADD.
Janeiro 31, 2011 at 4:08 pm
oh meus amigos, mas a situação não se resolve assim…
Não se esqueçam que para alguns colegas, para TODOS os que por lá passarem, graças aos compromissos assumidos pelo “nossos” sindicatos, as aulas aulas observadas são obrigatórias… não vão pedir aos colegas que vêm “atrás” (isso para quem já está no 5º e para a frente) que fiquem mais congelados do que já estão…
Isto não se pode resolver à conta do sacrifício de alguns, teremos todos que nos atravessar no caminho…
Janeiro 31, 2011 at 4:11 pm
# 45 – também é verdade. Contudo, continuo a achar que o preço dessa implosão é muito elevado. Já está a ser, e ainda a procissão vai no adro…
Janeiro 31, 2011 at 4:12 pm
#27,
O meu “ataque” decorre de uma constatação de factos.
Para que “guerra” se pode partir, se os mais “duros” e “puros” estão disponíveis para “acordos” ou “salvaguardas” à 1ª ou 2ª esquina?
Neste momento, não há colectivos que não sejam os que se formem a partir do que escreveu a Fátima.
O resto é virtual.
Andar de costas viradas para a parede, mas depois de ter ido confirmar se é mesmo uma parede e não um biombo ou um “trompe d’oeil”.
Quanto aos “dominguins”, nem vale a pena responder com grande detalhe, antes comprassem uma gramática.
Janeiro 31, 2011 at 4:14 pm
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/um-dia-bem-passado-nas-escolas-do-parque-a-descolar/
Janeiro 31, 2011 at 4:17 pm
Duarte
se o seu primeiro pressuposto acontecer fica a responsabilidade sobre os ombros dos relatores os quais poderão ter então uma posição a tomar: não conceder mais do que “bom” a pretexto de que este método de avaliação não permite uma avaliação correcta.
Janeiro 31, 2011 at 4:17 pm
#46
Essa foi a jogada de mestre deste governo e, lamento dizê-lo, os sindicatos caíram como patinhos: provocar múltiplas divisões na classe, de forma inviabilizar a união.
Disse-o na altura, e agora vejo-o ainda de forma mais evidente: uns precisam de aulas assistidas, outros não, alguns têm quotas na progressão, uns completaram o tempo antes do dia não sei quantos e progridem, outros completam mais tarde e ficam “congelados”, uns eram titulares e aplica-se a alínea tal, que para outros já não serve, e por aí fora.
As pessoas tendem a formar grupinhos com os que estão em situação idêntica para verem entre si o melhor que têm a fazer (e controlar o que os outros fazem) e perde-se a noção da classe como um todo.
E no meio disto tudo, como é que fica “a luta”?
Janeiro 31, 2011 at 4:17 pm
Quanto ao 3º e 5º: Não estão já congelados?
Janeiro 31, 2011 at 4:19 pm
#45 46 47
Sim, todos esses comentários são pertinentes. O que eu acho é que não se pode atacar constantemente o relator, que foi nomeado e que nem pode recusar o cargo. E por isso, vai fazendo as suas declarações de protesto…também não vejo mal nisso.
Janeiro 31, 2011 at 4:24 pm
#51 António Duarte
É isso mesmo, eles fizeram jogadas de mestre. Dividir para reinar. Constantemente. E na blogosfera nota-se isso com frequência, estala o verniz e pegam-se todos à luta. O ME agradece.
Janeiro 31, 2011 at 4:26 pm
O medo de muita gente resume-se a isto: com os megas muita pessoal dos antigos quadros de zona e mesmo de escola podem ir ao ar..e se por alguma razão pegam na classificação da avaliação e por aí metem o professor X ou y fora da escola.?
Se houver concurso em 2013 quem não tiver MBom e Excelente pode nunca mais sair da escola onde está..provavelmente nunca mais haverá concurso ..e à haver nunca serão nestes moldes já…
Não posso de deixar de assinalar que por muito que discorde desses medos são legítimos ..e principalmente quem tem filhos a cargo e família ir aos 30 e muitos para longe ou ficar na disponibilidade a curto prazo correndo o risco de ficar no desemprego não é de desprezar..é humano…e nem todos têm a força de alguns…na Tunísia foi preciso um imolar-se pelo fogo para arrastar outros para a revolta…bem fui volto mais logo…Carpe Diem..
Janeiro 31, 2011 at 4:32 pm
Claro. Mas dado que quem assim age o faz por motivos pessoais coloca-se na posição de ter a minha compreensão mas não a minha solidariedade. Solidariedade reserva-se para os que decidirem enfrentar as consequências na defesa do bem comum. Por definição.
Janeiro 31, 2011 at 4:37 pm
Nem mais..vou-me antes de me vir mesmo…
Janeiro 31, 2011 at 4:44 pm
É só um desabafo…
Não gosto desta troca de galhardetes subjacente ao post e a alguns comentários.
Não havia necessidade!
Parece coisa de miúdos birrentos, apenas com o virtuosismo de fazer a ADD parecer o mal menor.
Como quem está mal muda-se, por hoje é tudo no que à blogosfera diz respeito.
Janeiro 31, 2011 at 4:47 pm
#58,
Não vejo onde andará a parte da birra.
A menos que birra seja dizermos o que pensamos das coisas (falo por mim). Se era mesmo necessário? Talvez não. MAs sim…
Janeiro 31, 2011 at 4:59 pm
O receio das pessoas prende-se com o facto de saberem que não têm qualquer “rede”. Foram todas retiradas, estrategicamente (se me faço entender!) Faço relembrar-vos, a todos, um dos episódios mais recentes – os concursos de professores contratados … ASTERISCADOS
Janeiro 31, 2011 at 5:03 pm
Mas, como em todas as facetas da nossa vida, esta ocasião também se presta …
… “E há quem aproveite as ocasiões para se afirmar como Homem/Mulher.”
Livre arbítrio.
O que semeares, colherás.
Janeiro 31, 2011 at 5:05 pm
E há quem aproveite a ocasião para se demitir de ser Homem/Mulher …
Livre arbítrio.
O que semear, colherá.
Janeiro 31, 2011 at 5:08 pm
Se as tomadas de decisões, na prática, forem contra o que sopramos aos quatro ventos, que valor, de facto, as sopradas aos quatro ventos têm?
Pelas acções, reconhecerás as motivações profundas (as verdadeiras) dos outros.
Janeiro 31, 2011 at 5:39 pm
Já disse duas vezes, direi a terceira. Ninguém consegue fazer frente ao PS. Ontem, o João Jardim disse tudo o que é preciso saber sobre o poder do Partido Socialista.
Não haverá nenhuma estratégia eficaz contra as decisões que já foram e que venham a ser tomadas.
No lugar do Paulo e do Octávio, eu ficava muito quietinho, não gastava o meu tempo a querer mostrar que a estratégia do outro é mais errada do que a minha; os professores (seria mais apropriado dizer as professoras?) que resolvam. Gostamos da farsa? Representemos.
Janeiro 31, 2011 at 5:44 pm
Eu não concordo, nem nunca concordarei, que o caminho é a recusa universal das classificações de mérito. Até porque concordo que se faça avaliação e que não seja indiferente esforçar-se ou não se esforçar. Mas também seria completamente impossível reunir uma tal unanimidade, porque sobrariam sempre muitos oportunistas para agarrar a oportunidade que outros deitavam foram.
Continuo a achar que o sistema devia ser levado ao limite, para ficarem evidentes as suas fragilidades. Mas também não tenho ilusões quanto a isso, porque faz parte da “natureza” dos professores colocar a imaginação a fundo para fazer funcionar todos os delírios pedagógico-administrativos que são gerados nas catacumbas do ministério. De planos de recuperação a PEIs e PITs, relatórios que ninguém lê, estatísticas, planos variados e outras inutilidades, estamos devidamente treinados para fingir que é um sucesso qualquer coisa que nos mandem implementar.
Janeiro 31, 2011 at 5:45 pm
Já aqui expressei várias vezes o meu frontal desaacordo com a ADD em curso, que considero ser a maior fraude consentida alguma vez feita em educação.
Apesar disso, não posso concordar consigo, por uma séri de razões:
- Sabe tão bem como eu, quiçá melhor, que os relatores não podem recusar esse serviço.
- O actual modelo resulta do acrdo entre o ME e os representantes dos professores, pelo que se torna praticamente inatacável do ponto de vista jurídico.
- Há relatores muito descontentes com a tarefa.
- Ninguém tem o dieito de questionar a consciência profissional de outros, especialmente se for pelo facto de cumprirem a lei.
- A ADD não é uma questão ideológica; É uma questão operacional.
Por fim, devo dizer que da mesma maneira que não gosto de ler manifestações corporativas de hostilidade bovina contra os contratados, também não gosto de as ler contra outros professores.
Janeiro 31, 2011 at 5:55 pm
#65
Problema seu.
Missing the point usually gets us into deep shit. (Leroy Johnson)
Janeiro 31, 2011 at 5:56 pm
… e ainda em relação aos relatores (e não, não pretendo atirar-lhes pedras, são meus colegas… bem, excepto àqueles que, caladinhos, se lambuzam com a perspectiva de poder).
Neste momento, há um impedimento real! As quotas não estão fixadas – há um claro conflito de interesses. No passado unimo-nos com matéria muito mais melindrosa (lembra,-se do filme da obrigatoriedade de entrega dos objectivos…).
O CPA é claro – de que estão à espera???? é o medo, de novo?…
Princípio da Imparcialidade (artigo 6.º do CPA), segundo o
qual, os órgãos da Administração Pública devem actuar de forma isenta e
equidistante, não se deixando influenciar por razões subjectivas ou pessoais, que os
levem a favorecer ou desfavorecer indevidamente certos particulares.
Deste princípio resultam os impedimentos dos titulares dos órgãos e agentes da
Administração de intervir em matérias em que tenham interesse pessoal, directo ou
indirecto.
Janeiro 31, 2011 at 5:56 pm
#66,
Há sempre a hipótese de recusar, arcando com as consequências como aqueles que não foram avaliados, por não terem entregue nenhum documento de auto-avaliação.
É mais complicado recusar, claro, quando se aceitaram previamente cargos que implicam a função de avaliador/relator.
Janeiro 31, 2011 at 5:58 pm
#68,
É mais do que óbvio que há muita matéria para a recusa e, em caso de necessidade, fazer bem mais do que um pedido ao nível de escola, podendo mesmo fazer recurso hierárquico e muito mais.
Entendo quem, pela sua natureza, não é de “guerras”.
Mas quem bate no peito como grande “guerreiro”, não entendo.
Janeiro 31, 2011 at 6:04 pm
Os Bons também irão andar à “porrada”. Entre 7 e 8 há uma escala, e o galhardete vai para uns quantos; já o mesmo acontece na avaliação da formação (porque tirei 8 e o colega 9?. Tudo fantochada.
Janeiro 31, 2011 at 6:07 pm
#69 Pois é. E sobretudo quando já no ano anterior se avaliaram os contratados. E sobretudo quando a avaliação dos contratados já permitiu que uns passassem à frente de outros. E sobretudo quando já se viu que a lei não é aplicada pelas instâncias superiores, e as denúncias à IGE não colhem. Mártir por uma classe que nos atira pedras? Era preciso ser Cristo outra vez.
Janeiro 31, 2011 at 6:12 pm
#70 Recurso hierárquico? Posso contar as respostas (e até omissões de resposta) que recebi dos recursos hierárquicos. Basicamente percebi um procedimento-tipo: quando alguém reclama de um acto da direção, a DRE pede à direção para se pronunciar, e depois usa o texto do recorrido para fundamentar o indeferimento. É o absurdo total. E podíamos subir na hierarquia? Podíamos, mas o mesmo princípio aplica-se. Se recorrermos para o Ministério de um acto de uma DRE, quem nos responde é a DRE. Se enviamos para a IGE, não é competente para apreciar o assunto e envia para a DRE, que eventualmente arquiva sem sequer responder. À minha conta tenho para aí uns 4 ou 5 exemplos só do ano anterior.
Desculpa, Paulo, mas essa do recurso hierárquico tem tanta eficácia como as providências cautelares.
Janeiro 31, 2011 at 6:14 pm
#72 Concordo; mas, como diz o Paulo, eu também não entendo que grandes “guerreiros” contribuam para a fantochada.
Janeiro 31, 2011 at 6:21 pm
#73
Sim. E … ?
É que não pode querer sol na eira e chuva no nabal sem correr o risco de as coisas saírem trocadas …
Janeiro 31, 2011 at 6:28 pm
#75 Não percebi. Sol na eira e chuva no nabal? Um relator que se peça escusa não fica “escusado” e em princípio nunca será dispensado das funções que lhe atribuíram, a menos que tenha o beneplácito de alguém na hierarquia, nem na escola, nem na DRE, nem no ME. Portanto, só sujeitando-se ao martírio.
Janeiro 31, 2011 at 6:30 pm
“Eu não concordo, nem nunca concordarei, que o caminho é a recusa universal das classificações de mérito. Até porque concordo que se faça avaliação e que não seja indiferente esforçar-se ou não se esforçar.”
Em que é que ESTE processo de avaliação contribui para a nossa felicidade no que concerne a este assunto ? Será que contornar esta avaliação da treta é pôr em causa tais princípios?
Janeiro 31, 2011 at 6:33 pm
Parece que, cada vez mais, a ideia da imolação pelo fogo ganha corpo…
sorry! piada parva… evitável, mas tentadora
Janeiro 31, 2011 at 6:40 pm
Há só uma coisita que me espanta em alguns relactores: Consultados nos CT do 1ºP sobre a disponibilidade para apoiar ou tutorar alunos com insucesso, não tinham horas, mas para o serviço de avaliação, essas horas apareceram miraculosamente.
Quantos alunos podiam ser apoiados, se os relactores tivessem querido afectar as suas ‘horas de fazer qualquer coisa’ ao trabalho com directo com eles!
Janeiro 31, 2011 at 6:55 pm
#79
?
Janeiro 31, 2011 at 6:56 pm
O que pode acontecer quando David enfrenta Golias
http://visboo.com/Land-Wars-in-China.html
Janeiro 31, 2011 at 6:58 pm
#80,
Por esta lógica, dir-se-ia o mesmo da inutilidade de tantas horas para substituições, para clubes e projectos de duvidosa eficiência, para acessor e adjunto, para coordenador e sub-coordenador das bibliotecas escolares, etc……
Janeiro 31, 2011 at 6:59 pm
O #82 é uma opinião em relação ao # 79.
Janeiro 31, 2011 at 7:08 pm
E Deus transformou a água em mijo…
Janeiro 31, 2011 at 7:09 pm
Analogia ás horas que aprecem e desaparecem claro…
Janeiro 31, 2011 at 7:10 pm
#77 Não pedir MB não trava esta avaliação. Acho preferível que os professores marquem a sua posição declarando que têm mérito (e pedindo esse reconhecimento), mesmo na convicção de que este processo nunca demonstrará onde está o mérito. Sobretudo num sistema que fará sempre uma estatística a “demonstrar” que as quotas foram preenchidas por alguém. Com um sistema a trabalhar “com folga” nunca se irá perceber que tem limites.
Janeiro 31, 2011 at 7:11 pm
Não quero levantar polémicas inúteis. Já li aqui diversos colegas a referirem – e têm a sua razão – que será a união que fará a força, porque os combates individuais não resolvem efectivamente a questão.
Repito, percebo a razão dessa posição. Agora não posso deixar de dizer – e com frontalidade – que, mesmo nas ocasiões em que tínhamos mais unidade e mobilização, pude, eu e decerto mais colegas, ver muita gente a vacilar, a hesitar – e que mal sentiu um sopro contrário, “entregou logo os pontos”.
Na altura da decisão, é sempre cada um que tem que responder – por si e para si mesmo. Depois, para e perante os outros.
Foi por isso que escrevi mais acima (e não por bravata) que, nessas ocasiões, há aquele que encontra a oportunidade para se assumir Homem ou aquele que descobre nelas o pretexto para se demitir.
Janeiro 31, 2011 at 7:19 pm
# 87 – está tão certo, que creio que essa é uma das principais razões para o esmorecimento ser tão grande, nos tempos que correm.
Perdemos a inocência.
Janeiro 31, 2011 at 7:19 pm
#86
Se pedir para o sistema validar o seu mérito reconhece a validade do sistema e ponto final. Em nenhum continente alguém entenderá o contrário. Ou tenciona introduzir uma variante da referida nos posts de hoje que consistiria em redigir uma declaração sobre o seu desacordo com o processo apesar de se candidatar a todos os prémios?
Janeiro 31, 2011 at 7:23 pm
Não existe nenhum sistema de avaliação semelhante na Europa porque carga de água nós seremos tão inteligentes que tenhamos de descobrir a pólvora com esta bosta de avaliação?
Porque ninguém tem a coragem de dizer claramente que apenas se trata de poupar e nada mais…tudo o resto é treta…treta e mais treta…
http://terrear.blogspot.com/2008/05/carreira-e-avaliao-dos-professores-na.html
exemplo
A AVALIAÇÃO NA BÉLGICA
É importante que o Ministério da Educação, antes de tentar impor uma reforma global que pode estar radicalmente errada, se procure informar sobre as formas de avaliação dos professores adoptadas noutros paises da Europa, que parecem serem razoavelmente aceites pelos seus professores.
A Comunicação Social pode dar, neste assunto, uma importante ajuda. No Sábado passado, vi na televisão, num curto programa, um professor explicar que, quando na Bélgica, o director de uma escola recebe a indicação de um professor não estar a desempenhar
convenientemente as suas funções, pede ao Ministério para nomear uma comissão para o avaliar. Penso que uma medida deste género, desde que convenientemente negociada, pode ser aceite pelos Sindicatos e Comissões de Pais portugueses. Os maus e muito maus professores são poucos, mas existem, e há que proteger os estudantes de a eles estarem sujeitos.
O ensino português pode melhorar com simples medidas de bom senso. No caso citado , o Ministério, em vez de procurar avaliar simultâneamente 140.000 professores, tem, simplesmente, de promover a criação de orgãos especializados para avaliar a competência dos relativamente poucos professores suspeitos de
não serem competentes. A estes, devem ser dadas todas as garantias como, por exemplo, a de poderem designar dois elementos para integrarem a comissão encarregue de os avaliar.
O Ministério deve, também, criar orgãos vocacionados para detectar os muito bons professores, que são o património mais valioso de um sistema educativo, e que devem, depois, ser utilizados pelo Ministério como motores da melhoria do nosso sistema de ensino. Numa avaliação global, simultânea e esquemática, estes melhores professores correm o sério risco de não serem considerados
aptos para serem professores titulares, e serem assim impedidos de
influenciar o evoluir das próprias escolas. E corremos um outro risco: o de alguns dos piores professores se tornarem “especialistas em serem avaliados” sendo assim seleccionados para professores titulares e passando a influenciar fortemente o futuro do nosso ensino.
António Brotas
Antigo Secretário de Estado e Director do Gabinete de Estudos e Planeamento do
Ministério da Educação.
Janeiro 31, 2011 at 7:27 pm
A análise do quadro suscita algumas leituras interessantes:
- Portugal é o país da Europa que utiliza quatro em quatro métodos, ou seja, a totalidade dos tipos
de métodos identificados.
- 18,5% dos países utilizam três métodos.
- 29,6% dos países utilizam dois métodos.
- 37% dos países europeus utilizam apenas um dos quatro métodos.
- Três países, Luxemburgo, Itália e Finlândia (11,1%) não utilizam qualquer método adoptado
oficialmente.
- Entre os países “de” três métodos, predominam a inspecção da actividade individual ou colectiva e a avaliação individual realizada pela Direcção da Escola.
- Entre os países “de” dois métodos, predominam a inspecção da actividade individual ou colectiva
e a auto-avaliação de Escola.
- Entre os países “de” um método predomina a inspecção da actividade individual ou colectiva e a
avaliação individual realizada pela Direcção da Escola.
- A inspecção da actividade individual ou colectiva é usada por 59,3% dos países.
- A avaliação individual realizada pela Direcção da Escola é usada por 48,1% dos países.
- A auto-avaliação de Escola é usada por 44,4% dos países.
- A avaliação individual realizada por pares está presente em quatro dos países – Portugal, Grécia, Eslováquia e Eslovénia.
Na Dinamarca cada escola pode adoptar os seus próprios procedimentos de avaliação, não existindo uma directiva oficial. Em Espanha o sistema está em discussão, mas já é posto em prática um plano de auto-avaliação individual.
Daqui..e fui mas volto…
http://www.cfaematosinhos.eu/Analise%20Comparativa%20ADD.pdf
Janeiro 31, 2011 at 7:30 pm
#89 O sistema validará sempre algum mérito, mesmo que o não seja. As quotas serão sempre genericamente preenchidas. Com excepção talvez da minha escola, onde a direcção, furtando-se ao cumprimento da lei, com o beneplácito da DGRHE e da DRE não atribuiu um único MB. Mas aí foi para dar uma lição aos professores, é uma gota no oceano e passa completamente despercebida. O sistema prossegue, com todos os remendos que forem necessários.
No modelo anterior, os aspectos impraticáveis foram os primeiros a cair (resultados dos alunos, avaliação dos coordenadores por inspectores). O sistema actual também é impraticável, mas deixa de o ser se for aplicado em pequenas doses. Essa é a ideia-chave, fazer com que se aplique a uma minoria, porque assim até é possível concluir os procedimentos.
Janeiro 31, 2011 at 7:45 pm
#92
Mesmo que assim fosse não foi isso que a população percebeu. O que também tem a sua importância nesta história.
Se a essa estratégia está a dar bons resultados porque estamos num sistema ainda pior que o anterior?
Quanto ao sistema de qualquer maneira validar, não é o tema da actual discussão. O que estamos discutir agora é a coerência e viabilidade dos vários tipos de posicionamento individuais. Pessoalmente não vejo coerência em actuar como se o sistema fosse válido e depois aparecer a afirmar o contrário.
Janeiro 31, 2011 at 7:55 pm
Geralmente concordo consigo, contudo, entendo o Octávio. Penso que desatar aos tiros aos colegas não será a melhor estratégia.
Janeiro 31, 2011 at 7:56 pm
#93 Honestamente, acho que estamos num sistema ainda pior porque os próprios professores acharam que lhes competia arranjar uma alternativa para a aberração anterior. Os sindicatos acharam que era preciso uma saída, qualquer que fosse a saída.
Janeiro 31, 2011 at 8:03 pm
Eu acho que o colega fez bem em proteger-se…para o caso de algum relatado o querer f.d.r…
Janeiro 31, 2011 at 8:06 pm
#96 É claro que uma declaração não o protege de coisa nenhuma, é apenas uma declaração. Triste ilusão que no dia-a-dia das escolas promove a obesidade das atas, com declarações de salvaguarda que não servem para nada.
Janeiro 31, 2011 at 8:11 pm
Se a ADD é também um processo administrativo e se o CPA também o rege, existindo violação de algum artigo, não é isso suficiente para a recusa de participação nele?
De que vale o indeferimento de requerimento que solicita a sua recusa? De que lado está a razão e a legalidade? Acho que é por aqui que um dos caminhos deve ser traçado, embora não deva ser o único.
Janeiro 31, 2011 at 8:26 pm
#94,
Tiros?
Não posso discordar do que ele fez?
Janeiro 31, 2011 at 8:28 pm
PAULO JÁ VISTE O VÍDEO DO RUI UNAS SOBRE SÓCRATES..?
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/31/rui-unas-e-claudia-semedo-eu-sou-o-pm-a-ultima-ceia-o-verdadeiro-lado-bom-do-nosso-1%C2%BA-ministro/
Fevereiro 1, 2011 at 12:32 pm
Bem… na minha escola as coisas já começaram a fervilhar, FELIZMENTE!
É que nem todos são virgens do modelo nem pretendem sê-lo, ou parecê-lo, ou dissimulá-lo parecendo que não o são, e por isso, já há reunião geral marcada para se tomarem posições… ou não. Como o Farpas referiu, justamente, é nestes momentos que “há aquele que encontra a oportunidade para se assumir Homem ou aquele que descobre neles o pretexto para se demitir”.