At the very time that I was packing up my books and belongings, I was going through an intellectual crisis. I was aware that I had undergone a wrenching transformation in my perspective on school reform. Where once I had been hopeful, even enthusiastic, about the potential benefits of testing, accountability, choice, and markets, I now found myself experiencing profound doubts about these same ideas. I was trying to sort through the evidence about what was working and was not. I was trying to undestand why I was increasinglu skeptical about these reforms, reforms that I had supported enthusiastically, I was trying to see my way through the blinding assumptions of politics and ideology, including my own.
I kept asking myself why I was losing confidence in these reforms. My answer: I have a right to change my mind. Fair enough. But why, I kept wondering, why had I changed my mind? What was the compelling evidence that prompted me to reevaluate the policies I had endorsed many times over the previous decade? Why did I now doubt ideas I once had advocated? (pp 1-2)
Janeiro 28, 2011

Janeiro 28, 2011 at 10:08 pm
Janeiro 28, 2011 at 10:19 pm
Promete.
E até procura “evidences”…
Janeiro 28, 2011 at 10:29 pm
Agora, ao ler este excerto, lembrei-me:
“Evidência [...] é um anglicismo que se deve evitar.”
in Ciberdúvidas da Língua Portuguesa
Mas também já se sabia que o ME não prima pelo pelo uso correcto de nada, quanto mais da língua…
Pessoalmente, vou seguir o conselho dos peritos, e irei evitar as “evidências”.
Janeiro 28, 2011 at 10:41 pm
Só os inteligentes mudam de opinião!
Janeiro 28, 2011 at 10:51 pm
¿Cuál es la razón de esta crisis?
Estas frases proceden de fuentes nada sospechosas de izquierdismo anticapitalista:
Warren Buffet – Los bancos tienen la culpa de todo;
G 20 – La banca ha tenido una conducta irresponsable;
Alan Greenspan – La crisis se ha producido porque se ha dejado que la banca cometa un fraude generalizado;
Barack Obama – Los directivos de los bancos que han recibido dinero del Estado y ahora pagan bonos son unos sinvergüenzas;
Paul Samuelson – La crisis se ha producido gracias a los chanchullos de la Administración de Bush.
Juan Torres López
Janeiro 28, 2011 at 11:05 pm
temos que voltar à rua, local a local
Janeiro 28, 2011 at 11:08 pm
Qual é a posição da Holanda nos testes de PISA?
P.S. Uma História.
Janeiro 28, 2011 at 11:50 pm
Sócrates “o que se pasou no Domingo foi lamentável”
Apenas isso?
Consequências? NÃO!!
Rolarem cabeças dos ministros?…para quê?
Fazemos um inquérito e daqui a uns meses já ninguém se lembra!
Janeiro 28, 2011 at 11:59 pm
Despedimentos I
O Governo de José Sócrates continua diligente na sua vocação maior – a de satisfazer os desejos do patronato e do grande capital. A sua mais recente performance neste ramo das satisfações focou-se nos despedimentos, que o patronato quer «actualizar» com os parceiros europeus, nomeadamente com os de Espanha, reduzindo drasticamente as indemnizações a pagar aos trabalhadores. Sempre com o pretexto da crise, o patronato exige agora que as indemnizações a pagar aos despedidos contemplem apenas 20 dias de trabalho (até agora são um mês por cada ano de serviço) e num máximo de doze meses (até agora são contados todos os anos de serviço). O Governo já fez suas estas exigências e apresentou-as, como proposta, numa reunião de concertação social, assumindo igualmente a insolente argumentação de que pretende «salvaguardar os postos de trabalho».
É em cada um destes actos do Governo Sócrates que se vê o que valem as suas promessas e louvores ao «Estado Social».
Janeiro 29, 2011 at 12:00 am
Despedimentos II
É claro que, neste lance da redução das indemnizações em caso de despedimento, a UGT já se posicionou para cumprir o seu papel: após advertir que «está aberta a negociações» nesta matéria, respingou umas patacoadas acerca do ordenado mínimo em Espanha para fingir que se opunha a qualquer coisa. É claro que o passo seguinte será o de aprovar o que o Governo propõe e os patrões mandam, como de costume.
É também em cada um destes actos concretos da UGT que se vê o que vale o seu sindicalismo, tal como os interesses que defende.
Janeiro 29, 2011 at 12:00 am
Pensões
Entretanto, foi também notícia esta semana que a Segurança Social está a pagar com um atraso de seis meses os novos recursos ao Fundo de garantia de Alimentos Devidos a Menores, que substitui os pais que deixaram de pagar a pensão de alimentos aos filhos.
Portanto, ao Governo de Sócrates não basta cortar os já magros apoios a famílias em dificuldades, agora também sonega alimentos a menores desamparados de apoios parentais.
Já agora, o que supõe o Governo que acontecerá com estes atrasos de seis meses nos pagamentos ao Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores? Espera que as instituições com esta tarefa mandem as crianças comer fiado ao restaurante?
A insensibilidade desta gente é tão grotesca e chocante como a sua inesgotável demagogia.
Janeiro 29, 2011 at 12:01 am
Comboios
Ascende a cinco por cento, o aumento de preço dos bilhetes dos comboios que fazem as ligações regionais entre Faro e Vila Real de Santo António. É uma exorbitância, mesmo na voragem de aumentos promovida pelos PEC governamentais, onde o custo dos transportes sofrem aumentos apesar de tudo mais modestos. Mas a CP tem uma explicação para o caso: este aumento brutal de 5% deve-se ao facto de estas ligações passarem a ser feitas por automotoras com ar condicionado!
Ah sim? Então agora os investimentos em equipamentos passam também a ser taxados suplementarmente? Se assim é, um dia destes a elementar manutenção das linhas começará também a ser taxada directamente nas bilheteiras, troço a troço, linha a linha, viga a viga…
Janeiro 29, 2011 at 12:07 am
•Jorge Messias
Bispos e banqueiros são velhos companheiros
Tem interesse e ajuda a compreender o que no mundo actualmente se passa, recordar em traços gerais as afinidades que sempre ligaram as hierarquias religiosas aos altos postos e ao aparelho do capitalismo político e financeiro mundial. Necessariamente numa abordagem muito superficial e só para nossa informação.
A expressão igreja começou a ser usada na antiga Grécia vários séculos antes de Cristo. Designava conselhos eleitos entre os cidadãos com a finalidade de gerirem a polis ou cidade, conceito que depois evoluiu para a noção mais sofisticada de cidade-estado ou seja, cidade que era cabeça política de um território mais vasto.
Nessa fase tão recuada não havia grandes religiões organizadas. A igreja – uma estrutura de base popular – ligava-se no entanto aos mitos anteriores ao conhecimento científico e que sobreviveram depois no inconsciente colectivo como milagres. Atribuíam origens fantasiosas aos fenómenos naturais.
Estas funções básicas da igreja vieram a tomar outros sentidos. Convém reter que o termo Eklesia é muito anterior à noção de capitalismo. A Eklesia data do século V AC. A Igreja só viria a estabelecer-se em Roma cerca de mil anos depois. Finalmente, o sistema capitalista só a partir dos séculos XIV e XV se foi definindo, já era então o Papa autoridade suprema à qual obedeciam reis e imperadores
Janeiro 29, 2011 at 12:08 am
Os primeiros papas, através da intriga diplomática, das alianças dinásticas e das famosas guerras da «Reconquista Cristã», tinham acumulado tesouros imensos, de certo modo herdados das rapinas do império romano. Porém, no Ocidente, entre as populações, o dinheiro era escasso ou inexistente e grande parte das terras permanecia ao abandono. Não havia suficientes navios mercantes e de pesca, nem linhas marítimas seguras para o escoamento da produção. Alternativas possíveis, nessa altura, implicariam enormes investimentos.
Só a partir dos finais do século XVI começaram a surgir no mercado poderosas empresas lideradas pelos mais ricos: a Coroa, a Igreja, a Nobreza e uma certa burguesia emergente – que impuseram a transição da economia para um sistema de capitalismo monopolista: «todo o dinheiro se deve transformar em capital de empresas monopolistas», era a palavra de ordem.
O alvo-tipo dos monopólios foi alcançada à custa do esmagamento da propriedade individual, pelas grandes empresas constituídas por acções. Toda a economia tradicional reagiu negativamente: as políticas comerciais dos monopólios orientavam-se para as colónias de onde vinham os diamantes, o oiro, as especiarias, o algodão, etc. – as matérias-primas que se transaccionavam com mais altas margens de lucro. Os campos ficavam cada vez mais desertos, aumentava o desemprego, a corrupção e a fuga dos trabalhadores para as colónias. A escravatura era prática corrente.
Janeiro 29, 2011 at 12:08 am
Os lucros financeiros acumulavam-se nos cofres dos grupos dominantes, nomeadamente os da Coroa e da Igreja. Não chegavam ao povo. Aliás, só a Igreja dispunha de uma rede social à escala nacional, centralizada e decalcada nas formas de organização das velhas eklesias. Uma marca que ainda persiste no projecto de «sociedade civil» fortemente apoiado pelo Patriarcado e pelas IPSS confessionais.
Agravava-se a dívida pública e a situação geral dos estados abeirava-se da bancarrota. Os pobres pagavam a crise. Os impostos subiam, o Estado lançava novas derramas e contraía dívidas sobre dívidas mas não reconhecia a gravidade da situação. «Resolveremos a crise… Nada de bancarrota, nada de subida dos impostos, nada de empréstimos externos…», clamava Turgot, homem do Vaticano e ministro de França. Ontem como hoje. As crises do capitalismo são insolúveis. Residem nas próprias contradições do sistema.
Janeiro 29, 2011 at 12:09 am
Quanto à Igreja, envolta nos seus dogmas, permanecia calada, tentando situar-se à margem da situação e sair com lucro da crise social. Os bispos eram, simultaneamente, políticos da direita radical, homens de negócios e banqueiros. A hierarquia tinha consciência do seu poder financeiro e da sua imensa influência em matérias-chaves como as do Ensino, da Assistência Social e do nebuloso e lucrativo «combate à pobreza» que orientava no plano da Caridade e da Resignação.
Janeiro 29, 2011 at 12:09 am
Curioso é este paralelo entre o que se passou há trezentos anos e o que se vai processando no nosso tempo. O namoro entre a Igreja e o poder continua. Não enfraqueceu a atracção pelo dinheiro que está na base do convívio fraterno entre bispos e banqueiros. A gula dos ricos pela carne dos pobres é insaciável.
Não esqueçamos, porém, que o capitalismo de Estado setecentista culminou, em França, com uma Revolução universal.
Janeiro 29, 2011 at 12:13 am
Oh Carlos, tens quantas vidas?
Não te cansas, os miúdos devem desejar o final da tua aula…
Janeiro 29, 2011 at 4:28 pm
É pena o debate na educação continuar a não ser sobre a necessidade absoluta de Portugal ter um ensino de alta qualidade e de como o conseguir.