Cortes só no sector público são ilegais
Catedrático de Direito fez parecer para magistrados em que diz que medidas do OE são ilegais porque não incluem sector privado.
Ou todos contribuem para o défice ou o esforço exigido apenas aos funcionários da administração pública é inconstitucional por violação dos princípios da igualdade e da justiça. Esta é, em síntese, a posição de Paulo Otero, professor catedrático na Faculdade de Direito de Lisboa, que elaborou um parecer para o Sindicato dos Magistrados do Ministério Público (SMMP). No documento, que foi anexado aos processos avançados pelo SMMP para contestar os cortes salariais, e a que o DN teve acesso, o professor considera que não podem ser apenas e só os funcionários públicos a fazer sacrifícios.
Janeiro 26, 2011
Coisas Óbvias
Posted by Paulo Guinote under (In)Constitucionalidade, Função Pública, Parece Que..., Parecer, Redução Salarial[10] Comments
Janeiro 26, 2011 at 6:48 pm
Eu bem dizia
http://educacaosa.blogspot.com/2010/10/ou-comem-todos-ou-nao-havera-moralidade.html
Janeiro 26, 2011 at 7:41 pm
Nada como uma doutural figura para justificar um truísmo em letra de lei.
Os que muitos já viram e a maioria já (pre)sente, só ganha força de razão com a catedrática asserção.
Pois então!
Mas esta hermenêutica jurídico-constitucional não se faz pagar mal. Não senhor! Vertida em pareceres, vale ouro.
Ouro, geralmente, pago pelo erário estatal, porque os gabinetes e acessores jurídicos não se fizeram para aquelas minudências. Os boys têm mais que fazer e o espírito ocupado com coisas bem mais interessantes…
Janeiro 26, 2011 at 7:47 pm
Uma ideia de protesto para o futuro próximo: os funcionários públicos usarem uma braçadeira com as letras FP: bodes expiatórios da crise socrática.
Janeiro 26, 2011 at 8:11 pm
adianta um bocado!!!!
Janeiro 26, 2011 at 8:16 pm
…e descobriu isso sozinho…
Janeiro 26, 2011 at 10:05 pm
Eu acho este Parecer importante.
Qdo o Governo alega “interesse público”, isso só faria sentid se fosse extensivo a todos os trabalhadores e não apenas aos Funcionários Públicos.
Entretanto, reparem como o Parecer do Jorge Miranda se mantem “privado”.
“O DN procurou obter junto do Ministério das Finanças uma cópia do parecer pedido pelo Governo ao professor Jorge Miranda, de forma a comparar os argumentos de ambos os catedráticos de Direito. Porém, e apesar de o documento ter sido pago com dinheiros públicos, o ministério de Teixeira dos Santos não o divulga.”
Janeiro 26, 2011 at 10:42 pm
O título (do Paulo) diz tudo!
Janeiro 26, 2011 at 10:47 pm
Procura-se: DEMOCRACIA
Janeiro 26, 2011 at 11:07 pm
Eu não acho tão óbvio. Vamos supor que de facto temos uma máquina do Estado demasiado gorda – e temos mesmo para o que produzimos. mas que raio de coisa tem a ver os privados com isso para ter de pagar a máquina gorda do Estado? O que eu penso é que há categorias de profissionais que não têm de pagar os luxos e má gestão de outros.
Janeiro 27, 2011 at 2:25 am
#9
“mas que raio de coisa tem a ver os privados com isso para ter de pagar a máquina gorda do Estado?”
O Estado, somos todos. Se o estado está “gordo”, estamos todos “gordos”, porque raio é só alguns devem fazer dieta?