Se são meros executantes – ou executores – no que até concordo, por que raio precisamos deles? Se só fazem o que lhes mandam – no que até concordo em muitos casos – porque se queixam – nomeadamente certos dirigentes escolares – de perderem muito com os cortes nos subsídios-extra?

No âmbito das medidas de contenção orçamental e combate ao défice, o Governo aprovou reduções salariais para todos os trabalhadores da administração pública com ordenados superiores a 1.500 euros, variando os cortes entre os 3,5% e os 10%.

O Ministério da Educação já está a preparar a resposta, que será depois enviada a todas as escolas. Esta informação para tranquilizar os directores foi dada na semana passada pela Direcção-Geral dos Recursos Humanos (DGHRE). Adalmiro Fonseca, presidente da Associação Nacional de Directores de Agrupamentos e Escolas Públicas, afirma que os directores são meros executantes da lei. E que ficam a aguardar as orientações.

É que a forma expedita como certas pessoas caem no imediato ridículo é tão rápida, tão rápida, que nos questionamos se a velocidade da luz não foi ultrapassada.