No qual caem, ou parecem cair, os próprios candidatos a PR.
Que a eleição presidencial é unipessoal e a pessoa é que conta.
Não é completamente verdade.
Então e os cortesãos, explícitos ou implícitos?
Eu votaria, sem dano para a consciência, em Alegre ou Nobre, não fossem eles e elas.
Que se viam à luz mais clara, ou mais difusa. Empurrando o unipessoal.
Porque as cortesãs e os cortesãos depois vão (pre)encher a Corte, porque é necessário (pre)enchê-la. Mesmo que seja uma Corte no exílio.
Como aconteceu com Alegre e corre o risco de acontecer com Nobre, mesmo se a eminência parda já não estiver a encaminhá-lo(a)s.
A Monarquia acabou há mais de 100 anos, mas os ademanes nem por isso.
Janeiro 24, 2011 at 9:57 am
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/24/depois-da-festa-e-da-orgia-ei-los-que-partem-para-regressarem-daqui-a-uns-anos-uma-romaria-cicilica/
Janeiro 24, 2011 at 9:58 am
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/24/a-mentira-e-mais-interessante-que-a-verdade-porque-e-ai-que-se-ganham-eleicoes/
Nem mais é como o caso do candidato e do presidente…é esquizofrenia…ou
Janeiro 24, 2011 at 10:04 am
Entre candidatos e cortesãos, onde fica o debate e as ideias próprias do eleitor?
A Constituição só reconhece valor na abstenção no caso dos referendos, cada vez mais postos de lado, cruzes, canhoto. Teoricamente, basta um voto em um candidato presidencial/partido para anular a expressão de desconforto de dez milhões de abstencionistas.
Janeiro 24, 2011 at 10:14 am
http://bulimunda.wordpress.com/2011/01/24/david-bowie-five-years-mais-5-anos-do-mesmo/
Janeiro 24, 2011 at 10:16 am
Essa ideia de que a política seria uma espécie de lençol imaculado acéptico está desfasada da realidade e não é justificação para o abstencionismo. Quem escolheu um candidato tomou posição e assumiu o seu candidato como um todo e com a carga política que lhe está subjacente. No grupo dos abstencionistas, cabe uma multidão heterogénea que vai desde o cidadão lúcido e esclarecido ao demente do hospício psiquiátrico! Por isso este grupo não pode assumir qualquer direito e acaba por validar os que com o seu voto fazem a história.
Janeiro 24, 2011 at 10:16 am
Be(n)dito, Ferrão! Sempre com a cabeça arrumada e logo de manhã cedo.
Eu também não deixo que escolham por mim.
Janeiro 24, 2011 at 10:21 am
Olá Maria Vinagre.
Muitos e esquivos são os caminhos do desânimo.
O doce fascínio do abismo.
Janeiro 24, 2011 at 10:25 am
AGORA QUE TERMINARAM AS ELEIÇÕES VEJAMOS MAS MUDANÇAS OCORRIDAS..
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/01/agora-que-terminaram-as-eleicoes-vamos.html
Janeiro 24, 2011 at 10:27 am
A ouvir com muita atenção..Januário Torgal Ferreira..sem papas na língua…fui..
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/01/olhemquerem-la-ver-que-este-tambem-e.html
Janeiro 24, 2011 at 10:30 am
60 por cento -.ABSTENÇÃO + NULOS + BRANCOS- de Dementes? Não me parece…Um estudo diz que 20 por cento da população sofre de depressão grave..ora Cavaco foi eleito por cerca de 20 por cento do total de eleitores..querem lá ver que foram estes depressivos que o elegeram?
Janeiro 24, 2011 at 10:44 am
#3,
As ideias dos eleitores não são debatidas. Quanto muito, e sempre tem sido assim em todos os quadrantes, espera-se que se encaixem na ementa que lhes é servida.
Por vezes, prefiro o jejum, do que comer o que me querem servir, com maus modos.
#6,
Admiro a “ingenuidade” do teu ncomentário.
Não escolheste nada. Participaste numa escolha colectiva, estimável, democrática é certo, mas que só será efectivamente democrática se os eleitores forem livres.
Mais importante, se a democracia é a vontade da maioria e o respeito pelas minorias, eu – abstencionista consciente e voluntário – respeito a tua opção, como respeito topdas sem as qualificar disto ou daquilo.
#7,
Não é desânimo.
É outra coisa bem difwerente.
Em 2005 interrompi um ciclo de muitos anos sem votar, para “escolher” ou m,elhor, para evitar que escolhessem o que vamos tendo.
Há quem tenha votado para mantermos o que temos, de um modo ou outro.
Aliás, acho que nestas eleições, todos ou quase, votaram para manter tudo como está.
Posso desenvolver, mas não sei se o retrato ficará bonito de se ler.
Janeiro 24, 2011 at 10:47 am
#5,
Uma parte certa e uma parte incorrecta.
Ninguém pode assumir como seus os mais de 53% de abstencionistas, nem mesmo os que dizem que – pela sua heterogeneidade – a abstenção valida a votação explícita que foi feita.
Issos seria esconder que quem vota no PS, PSD ou CDS, vota numa federação de interesses, fidelidades, clientelas e credos.
Algo monolíticos, só o PS e o CDS e mesmo assim…
O seu raciocínio é meramente instrumental, visando o esvaziamento da abstenção.
É legítimo.
Mas de analistas desse tipo estiveram as televisões bem cheias.
Janeiro 24, 2011 at 10:47 am
#5,
Já agora: “asséptico”.
Janeiro 24, 2011 at 10:53 am
#3
Amigo Ferrão,
bom dia!
Constiucionalmente, será assim. Eticamente e até politicamente, não é assim. E, pelos vistos, os eleitores já começam a testar a força da abstenção consciente. Ainda bem!
As conclusões que considero mais relevantes neste acto eleitoral:
- 75% dos eleitores ou não votaram ou votaram em candidatos desalinhados ou votaram em branco;
- 15% dos eleitores (60% dos 25% restantes)escolheram Cavaco;
- Cavaco é um falso vencedor, porque não é na engenharia eleitoral, mas na real vontade do povo, que reside a verdadeira soberania;
- e o povo tem razão, porque quem, após a pseudo-vitória, faz um discurso de vingança em vez de um apelo à união e uma promessa de esperança, não é digno de ser candidato, quanto mais presidente!
Nota: Já repararam o que teria acontecido se, após décadas de prisão, Mandela, à chegada ao poder, dividisse os sul-africanos em negros e brancos?!…
Janeiro 24, 2011 at 10:55 am
Constitucionalmente, não é reconhecido valor a manifestações de desagrado pelos cidadãos a menos que sejam canalizadas pelos trâmites definidos pela própria Constituição.
Isso significa que os protestos, tão elogiados em outras paragens, devem ser colocados de lado?
Janeiro 24, 2011 at 11:02 am
Muitos neste país não têm carácter nem integridade. O que querem é continuar a mamar ainda que os outros sejam esfolados para os alimentar. Metem-me nojo! Precisamos de verdade, honestidade e igualdade. Porque razão os politiqueiros se podem reformar com poucos anos de desconto e com brutas reformas e os outros trabalham 40 anos ou mais e recebem uma miséria? Haja vergonha! O que esses politiqueiros mereciam eram umas batatadas e uns ovos mal cheirosos em cima quando andam na propaganda balofa!
Janeiro 24, 2011 at 11:04 am
À falta de governo
Janeiro 24, 2011 at 11:07 am
Janeiro 24, 2011 at 11:08 am
Ora nem mais: descartei o Alegre a partir do momento em que se enrabichou pelo PS. Com muita pena minha.
Janeiro 24, 2011 at 11:14 am
Antes de ir mesmo.. a melhor imagem sobre estas eleições..não aconselhável a pessoas sensíveis..
http://zebedeudor.blogspot.com/2011/01/isto-e-eleicoes-e-como-se-fosse-um.html
Janeiro 24, 2011 at 11:24 am
Cavaco irá ser presidente indiferente à massa abstencionista. E poderá ser de outro modo? Quem poderá dizer com certeza que os motivos do Paulo para se abster são partilhados por que percentagem dos abstencionistas? É a expressão de uma não opinião, com todo o direito que lhes assiste mas também com todas incógnitas sobre o seu significado.
Janeiro 24, 2011 at 11:31 am
#12 Finalmente de acordo, até no asséptico.
Abster-se é tão legítimo e pode ser um acto tão consciente como votar. O peso da abstenção tem conclusões políticas que podem passar logo à partida pelo maior ou menor interesse dos eleitores. Diferente é tentar desvalorizar uma vitória pela elevada abstenção. Os abstencionistas podiam até engrossar a votação no candidato ganhador. A abstenção não tem o mesmo peso político do voto em branco, esse sim, muito mais significativo. Se o PG se absteve, lavou as mãos, deixou aos outros a decisão. Não exerceu o seu dever de cidadania. Não o critico por isso, mas não se orgulhe de ser abstencionista.
Janeiro 24, 2011 at 11:32 am
#14
Caro Chato
Sinalizou muito bem o esgotamento do campo de intervenção política da Direita em Portugal. Agora o programa é simples. Reforço dos meios de intervenção policial, intromissão cada vez maior das forças armadas nos assuntos de segurança interna (coisa explicitamente proibida pela Constituição alemã, para quem não saiba), perseguição aos jornalistas, pressões sobre os juízes e procuradores da República, cedência dos fundos da segurança social à “gestão” privada, delapidação dos activos do estado, reforço dos impostos indirectos, agravamento dos cortes salariais…
Não se trata de seguir “um guião que nos oferecem”, trata-se de tomar posição e preparar-se para o embate. Tudo indica que a luta vai ser bem dura. Se cada um agir por seu lado, o resultado está já à vista.
Janeiro 24, 2011 at 11:33 am
“…todas as incógnitas…”
Janeiro 24, 2011 at 11:37 am
A QUESTÃO É: QUE MORAL E FORÇA TEM UM PRESIDENTE QUE FOI ELEITO POR 2O POR CENTO DOS VOTOS?
OU SE É SASIM TÃO INSIGNIFICANTE SE FOSSE ELEITO POR 3 OU 4 MIL VOTOS SERIA IGUALMENTE ACEITE POR TODOS OS PORTUGUESES..?
Tchi..Maldito teclado usebequistanês!!
Janeiro 24, 2011 at 11:43 am
#25, Cavaco é formal. Não terá quaisquer pruridos em seguir o seu rumo porque tem a legalidade do seu lado.
Janeiro 24, 2011 at 11:44 am
O problema dos abstencionistas militantes, como parece ser o caso do Paulo, é que se enfiam no mesmo saco dos que não querem saber, dos preguiçosos, dos comodistas, da velha guarda “a-minha-política-é-o-meu-trabalho”.
Tivéssemos nós um mecanismo que impedisse a eleição do PR sem um número mínimo de votantes, ou um sistema que fizesse variar o número de deputados na AR em função do número de votantes, e o abstencionismo como forma de cidadania activa, destinada a forçar mudanças políticas, poderia fazer sentido.
Mas a classe política não tem instinto suicidário, e desde a Grécia antiga que sabemos que a democracia pode funcionar razoavelmente baseada numa minoria de cidadãos activos.
Os que não votam, simplesmente permitem que os outros decidam por eles.
Tão simples como isto, e tal como muitas verdades simples e incómodas, difícil de aceitar…
Janeiro 24, 2011 at 11:48 am
#27
Nem eu teria dito tão bem! Palmas!
Janeiro 24, 2011 at 11:48 am
#25
Não precisa de moral alguma. Tem a “legitimidade democrática”, o que quer que isso seja, e basta-lhe.
A verdade é que a maioria dos que foram votar escolheram-no a ele.
Tal como tinham escolhido os socratinos para governar, nas eleições anteriores.
Contra isto, batatas!…
Janeiro 24, 2011 at 12:20 pm
E onde se vê a diferença relativamente à Monarquia? No progresso? Não; Na liberdade individual? Não; Na independência nacional? Não; Na coesão da nação? Não; No facto de a mais alta magistratura da nação poder formalmente responder à ambição pessoal, ao ajuste de contas, à mesquinhez de qualquer pequeno burguês? Sim!
Janeiro 24, 2011 at 12:25 pm
#29
Até ao dia em que os ventos da Tunísia soprarem por aqui…
Janeiro 24, 2011 at 12:29 pm
Para animar a malta depois de um domingo difícil !
http://www.youtube.com/watch?v=kQkSdt6pg6Y
Janeiro 24, 2011 at 12:30 pm
#27 e 28,
Anoto a confluência de argumentos na defesa da “democracia burocrática”.
Que é o menos mau que se arranja, nos tempos que correm, em termos de regime.
Aos vossos argumentos, respondo com a minha posição pessoal, que não pretende representar mais do que isso.
a) Quando faço o que faço, por convicção, não estou preocupado se alguém o faz por inacção.
b) Em nenhum momento lerão ou me ouvirão a dizer que a escolha feita foi a errada ou que este ou aquele tem menos legitimidade. A minha abstenção, sendo activa, não pretende ter uma representação com cadeiras vazias.
c) O estudo da democracia traria muitas surpresas a quem a evoca, por tudo e nada, sem estar sempre ciente que o que assim se chama tantas vezes se baseou na submissão de parcelas importantes do gostam de chamar “povo”.
d) Enquanto a democracia me der o direito de me abster e não optar pelo “mal menor”, fá-lo-ei. Se tentarem que eu não tenha esse direito, logo trataremos do assunto.
Em suma: Portugal reelegeu, como é habitual, o seu Presidente da República e, indirectamente, a “estabilidade”.
Ver, quem defende este modelo de funcionamento, depois a denegrir a “escolha” feita é que é paradoxal.
Neste caso, ao menos MCampos é coerente.
Os críticos de Cavaco, votantes militantes, não. Porque não aceitam as consequ~encias políticas do modelo que defendem.
Janeiro 24, 2011 at 12:33 pm
#5
Isso é que era bom!!!
Quem os tem escolhido e legitimado é que devia pagar a crise…
Assim sendo, só esses deviam pagar os impostos, reduções salariais…
Pode parecer estranho mas não é…
Quem escolhe deve assumir a responsabilidade da escolha e responder pelas consequências…
Janeiro 24, 2011 at 12:34 pm
#31,
Os ventos da Tunícia, da Grécia, do Chile são muito evocados, mas raramente entendidos os seus contextos e as suas implicações.
Ler/ver hoje tunisinos a saquear as casas de Ben Ali (até há pouco líder de um partido com assento na Internacional Socialista sem desconforto http://www.eubusiness.com/news-eu/tunisia-politics.85x) é algo deprimente.
Janeiro 24, 2011 at 12:49 pm
#33, o que não percebo é porque em vez da abstenção não se opta pelo voto em branco. Conta para a votação final e é muito mais claro como mensagem de protesto.
Janeiro 24, 2011 at 1:02 pm
“A ship in harbor is safe – but that is not what ships are for.”
-John A. Shedd
Janeiro 24, 2011 at 1:03 pm
…
“b) Em nenhum momento lerão ou me ouvirão a dizer que a escolha feita foi a errada ou que este ou aquele tem menos legitimidade. A minha abstenção, sendo activa, não pretende ter uma representação com cadeiras vazias.”
Pois, Paulo, em meu modesto entendimento, essa devia ser a consequência imediata.
Como posso lutar contra o sistema se este se recompoe com qualquer número de votos?
Por absurdo, com os votos dos agentes candidatos que votam em si…
Janeiro 24, 2011 at 1:05 pm
#37,
Percebo a metáfora, mas o meu navio não está no porto.
Em boa verdade, há quem gostaria que estivesse…
Janeiro 24, 2011 at 1:05 pm
As eleições estão longe de esgotar o campo de intervenção política dos cidadãos. Paulo não desconhece isso.
Janeiro 24, 2011 at 1:11 pm
#35
Paulo,
já viu alguma revolução imaculada?! (Imaculado, só o Cavaco…).
#36
João,
- votar em branco significa rejeitar os candidatos propostos;
- abster-se significa rejeitar os candidatos propostos e o REGIME que os mantém (é a recusa de jogar um jogo viciado)
Janeiro 24, 2011 at 1:15 pm
#41
Como é evidente!
Mas o sistema faz de conta que não entende a mensagem.
Não vou porque não quero: recuso-os e recuso o sistema…
Janeiro 24, 2011 at 1:18 pm
#41, discordo. A Abstenção tem uma infinidade de motivos que se confundem num único número e que impossibilita qualquer conclusão política definitiva.
Janeiro 24, 2011 at 1:19 pm
CONCLUSÃO: NA POLITICA NÃO EXISTE MORAL SÓ o número conta para se legitimarem…pois.. foi assim que nos nos 30 um certo senhor chegou poder…
Quando a moral me a ética são apenas papel higiénico e somente os números per si valem pouco mais teremos a esperar da demonocracia…
Janeiro 24, 2011 at 1:21 pm
Excelente texto…
Depois de uma campanha eleitoral animada, a grande vantagem de qualquer eleição democrática é a de o povo sair, finalmente, da sala de estar dos políticos. É uma sensação de alívio que alguns eleitos descrevem como semelhante ao momento em que uma dor intensa, por qualquer razão obscura, termina.
(…) Depois de qualquer eleição a sensação dos políticos – quer tenham perdido quer tenham ganho – é a de que o povo mais profundo acaba de entrar todo num comboio, dirigindo-se, compactamente, para uma terra distante. Esse povo voltará apenas, no mesmo comboio, nas semanas que antecedem a eleição seguinte.
Esse intervalo temporal é indispensável para que o político tenha tempo para transformar, delicadamente, o ódio ou a indiferença em nova paixão genuína.
Gonçalo M. Tavares
Janeiro 24, 2011 at 1:23 pm
Mas o que é que tem o voto a ver com as políticas reais desenvolvidas pelos partidos e restante tralha cleptocrática?
Ou alguém acredita que um papel deitado na urna pode fazer a diferença em relação às máquinas políticas que transformam os cidadãos em reféns da estratégia da Nomenklatura?
Alguém que votou num deste candidatos faz a menor ideia do que ele vai fazer ou poderia vir a fazer?
Não brinquem com coisas sérias.
A CE, o FMI, o Banco Mundial, o BCE, esses sim, ditam o que tem de ser feito.
O resto é patetice, emoção com contornos ideológicos e ainda alguma crença infantilóide nos superpoderes de um pedaço de papel.
A racionalidade está ausente da maior parte dos argumentos a favor da utilidade do voto, nas circunstâncias actuais que o nosso país atravessa.
Janeiro 24, 2011 at 2:37 pm
Gostei de assistir a esta “mesa redonda”.
Bom painel (deformação profissional: hábito de avaliar…).
Janeiro 24, 2011 at 2:44 pm
#11
Que os eleitores não são livres já nós sabemos, são mais do tipo Espírito Indomável, Casa dos Segredos, Expresso, Sol, Jornal de Notícias, Público, TSF TV7Dias, Cuore, Caras e gostam, por essas e por outras, de pagar o Preço Certo.
Quanto à tua admiração pela “ingenuidade” do meu ncomentário… Mas olha que o teu a seguir não lhe fica atrás: “Em 2005 interrompi um ciclo de muitos anos sem votar, para “escolher” ou melhor, para evitar que escolhessem o que vamos tendo.”. Não achas?
Janeiro 24, 2011 at 2:50 pm
#47,
Mais 500 paus.
500+500+500=1500
Janeiro 24, 2011 at 2:53 pm
#33
Respeito todas as “posições pessoais” e esclareço uma vez mais que tudo aquilo que aqui escrevo também só me vincula a mim próprio: não defendo nenhum partido ou candidato, regime ou sistema político.
De resto, que a chamada democracia muitas vezes “se baseou na submissão de parcelas importantes do gostam de chamar “povo””, inteiramente de acordo. Aliás, evoquei o exemplo ateniense que o ilustra, como poderia ter referido o voto censitário do séc. XIX, ou mesmo muitas das democracias actuais que registam um abstencionismo eleitoral superior aos 50%, o que significa que a maioria dos cidadãos se estão pura e simplesmente a marimbar para elas.
Quanto ao resto, estou com alguma dificuldade em perceber onde o Paulo pretende chegar; eventualmente as suas palavras terão outro destinatário…
Eu detesto o Cavaco e sobretudo aquilo que ele representa, os interesses que se escondem por detrás dele. Mas também não me entusiamei com a vacuidade do Alegre, nem com a suposta superioridade moral do assistencialismo do Nobre.
A candidatura do Lopes foi um número já gasto, o Defensor estava no filme errado e o Coelho pode bem definir-se como um demagogo.
Ou seja, nenhum candidato me entusiasmou e, ainda assim, votei. Porquê? Porque acho que seria importante a existência de uma 2ª volta.
Se o nosso voto vale tão pouco que muitos até desistem de usar o que em tempos se chamava “a arma do povo”, eu acho importante que o povo seja capaz de valorizar essa arma.
Se hoje o Cavaco e mais um dos outros estivessem hoje de novo em campanha eleitoral, isso só por si seria positivo. A pedir batatinhas, a prometer, a explicar aquelas coisas incómodas de que se recusam a falar. Seriam mais duas semanas com o povo “na sala de estar dos políticos”, como se referiu noutro comentário. Que é o que faz falta nas democracias.
Janeiro 24, 2011 at 2:55 pm
#47,
-Gostei de assistir a esta “mesa redonda”.
Vá lá que a colega não participou no debate ,senão a mesa passaria a “quadrada”.
Janeiro 24, 2011 at 2:56 pm
#48,
Estás a ver como chegas, nem que seja indirectamente, ao que eu quero dizer?
O meu ciclo “ingénuo” tem-se vindo a fechar, aos poucos.
Já falta pouquinho e já esteve quase a ser fechado.
Vou estando, mas não estou verdadeiramente.
Acho que me entendes.
Janeiro 24, 2011 at 2:59 pm
#50,
OK, estaríamos hoje em segundas pré-núpcias.
Eventualmente entre Cavaco e Alegre.
Consequências práticas?
Se Cavaco ganhasse à 2ª volta, o que mudaria?
Se fosse Alegre a ganhar, o que mudaria?
Cenários:
Cavaco enfraquecido (ou não) por uma 2ª volta, seria vantajoso para quem? Para Sócrates?
Alegre vencedor à 2ª volta seria vantajoso para quem? Empurrar uma coligação governamental PS/BE não maioritária no Parlamento? Ou apenas encostaria mais quem domina o PS ao PSD?
Vamos pensar em conjunto, António…
Janeiro 24, 2011 at 3:05 pm
#35,
Na Tunísia vejo o afastamento de um político que realizava eleições “multipartidárias”, com observadores externos, eleito com coisa de 90% dos votos.
Vejo na Tunísia um país que, quando visitado por muito tuga-Halcon ou Abreu, de lá vinha com uma imagem muito positiva (nas férias seguintes pensariam o mesmo de qualquer resort incrustrado em qualquer paraíso tropical com populações a viver em condições infra-humanas a poucos quilómetros) e gabando a limpeza, a ordem e o preço da estadia.
Se estou muito, muito, cínico?
Claro que sim.
Imaculada por imaculada, mesmo assim, a transição checa.
Ou a acção de Mandela.
Janeiro 24, 2011 at 3:34 pm
Curiosamente pouco ou nada se discute sobre os candidatos ou sobre os projectos políticos que (não) apresentam.
Tudo se desenrola, basicamente, à volta da convicção ou da crença de cada um dos votantes, nomeadamente da quota de auto-estima imaginária, atribuída pela propaganda, a quem contribui para “os destinos da nação”, lá de quando em vez.
Como é que gente crescida e racional, com muitos anos de experiência democrática, ainda alimenta o mito de que esta miserável classe política pode fazer o contrário daquilo que tem exibido despudoradamente ao longo dos últimos anos?
Vão lutar contra eles próprios e colocar em causa o regime que os sustenta e alimenta os seus vícios?
Janeiro 24, 2011 at 5:15 pm
#53
Paulo, uma segunda volta obrigaria ambos os candidatos a procurar alargar a base de apoio. Eventualmente a prometer e comprometer-se mais do que habitualmente fazem.
Na recta final da campanha, então, foi bem visível o medo que o Cavaco tinha de uma 2ª volta…
Permitiria uma coisa que na minha opinião é fundamental em democracia e que eu designo como “vender caro o voto”. Pois nós tendemos a desvalorizar o valor do nosso voto, uns porque nem fazem uso dele, outros porque o entregam de mão beijada ao candidato que vêem mais vezes na televisão, ou ao que dá mais brindes ou tem a campanha mais ruidosa. Ou ao que parece que vai ganhar, porque muitas pessoas gostam sempre de estar ao lado do vencedor.
Quanto ao resto, no sistema político que temos eu não tenho dúvida em preferir políticos enfraquecidos no poder, sejam eles presidentes, governantes ou deputados.
Depois de 4 anos e meio de maioria absoluta, já se viu que governos e presidentes fortes se mostraram incapazes de usar essa força para moderar a voracidade dos interesses económicos, combater a corrupção ou simplesmente defender os interesses nacionais. Toda a força serviu unicamente para subjugar e humilhar aqueles que sentiram como mais fracos e vulneráveis.
Estando a nossa democracia muito longe da perfeição, prefiro em todas as circunstâncias uma rotação rápida dos políticos no poder, uma ausência de maiorias absolutas, eleições renhidas, enfim, tudo o que sirva para lembrar aos políticos no poder que foi o povo que os elegeu e que em breve os retirará se não estiver satisfeito…
Janeiro 24, 2011 at 5:22 pm
#55,
Não se discute, porque não me pareceu que existissem, pelo menos dignas de alguma análise séria, para além dos chavões.
#56,
Entendo e partilho a parte final, mas não tanto a inicial.
Eu percebo essa parte da “transacção”.
O problema é que, em especial no caso de um PR, isso esgota-se pouco depois.
E nenhum deles podia prometer o que, eventualmente, nos interessaria aos dois.
Por diferentes razões, Cavaco e Alegre estavam amarrados a Sócrates.
Nunca poderiam prometer o que ambos – mesmo querendo – não poderiam fazer e muito menos admitir em público.
Daí que, para folclore, a coisa está resolvida.
Janeiro 24, 2011 at 11:14 pm
Voto de protesto venceu as eleições:
http://www.tvi24.iol.pt/politica/eleicoes-presidenciais-tvi24-abstencao/1228267-4072.html