Dezembro 2010


São, curiosamente ou não, escolas pouco mediáticas, nem sempre com classificações de destaque nos rankings de exames.

Um dos interesses desta avaliação é o facto de ter impacto – se as Finanças o permitirem – no peso das classificações de mérito disponíveis nestes agrupamentos…

Apenas 4 em 300 escolas com “muito bom” em todos os domínios da avaliação externa

Apenas quatro das 300 escolas sujeitas a avaliação externa no último ano lectivo obtiveram a classificação de “muito bom” em todos os domínios analisados, segundo dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.

De acordo com um relatório da Inspecção-Geral de Educação, no ano lectivo de 2009/2010 foram avaliados 233 agrupamentos e 67 escolas não agrupadas, tendo em conta cinco parâmetros: “resultados”, “prestação de serviço educativo”, “organização e gestão escolar”, “liderança” e “capacidade de auto-regulação e melhoria”.

Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação revelou que quatro unidades de gestão alcançaram a classificação de “muito bom” nos cinco domínios: Agrupamento de Escolas de Minde (Alcanena), Agrupamento de Escolas D. João II (Santarém), Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (Sobral de Monte Agraço) e Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu).

Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de “muito bom” e “excelente” que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.

Confirma-nos o passado que ou nada fará ou fará o irrelevante. Com azar, ainda temos direito a uma comunicação ao país. E se vetar, será com que base? Afinal, só veta medidas na área da Educação quando visam uns e deixa passar tudo quando visam outros?

Cavaco quer que prevaleça “bom senso” nas alterações ao financiamento do ensino privado

Cavaco falou via Facebook e insinuou veto à lei de financiamento do ensino particular

Por momentos, pensei que iria vetar – ou teria vetado – as novas regras de financiamento aos partidos. Mas não. Rebate falso.

Vai acontecendo – felizmente – um pouco por aí, permitindo Natais mais animados, depois de um São Martinho padrasto. É que certas pressas acabaram com cegadas e retrocessos que ficam muito mal a certas pessoas.

Num caso concreto, perante a pluralidade de opiniões – de serviços administrativos, colegas e sindicatos – num sentido que eu achava disparatado, refugiei-me num “ok, pronto, aceitem o que entendem, mas eu continuo a dizer que estão errados”.

Estavam.

E agora há – felizmente – colegas a receber as devoluções que fizeram.

A sério que isto não me dá gozo nenhum, perceber que tenho razão, mesmo que seja apenas com dois meses de atraso (para mim é um óbvio ganho pois, em média, passam anos antes de isso acontecer…). Não me sinto bem perante a iliteracia galopante associada a algo que não percebo se é uma adesivite congénita ou um receio patológico de fazer certo, só porque…

Afinal os roedores não são os primeiros a abandonar o barco. É pior, pois ficam e são os primeiros a roer o barco em que quase todos se começam a afundar.

Caro Paulo Guinote,

Sabendo-o muito ocupado (PIT, NEE, PEI, PCT, CEI…) e não pretendendo definir a sua agenda, venho notar-lhe um facto, relacionado com o reconhecimento de Mestrados e Doutoramentos pelo DGRHE, de que talvez não tenha conhecimento:

* as DRE estão a exigir às Escolas que, para efeitos de progressão, só sejam considerados os Mestrados e Doutoramentos que constem da lista do DGRHE, de acordo com a Portaria 344/2008, de 30 de Abril (em anexo);

* ora esta portaria define, no seu Art. 6º, os procedimentos a adoptar, para uma Instituição de Ensino Superior proceder ao reconhecimento dos seus ciclos de estudos;

* atendendo ao exposto no nº 2 no referido Art. 6º, “O requerimento é entregue na DGRHE até ao dia 31 de Janeiro, devendo ser proferida decisão final até 30 de Junho.”

* o nº 3 estabelece ainda que “As decisões referidas no número anterior serão publicitadas na página da Internet da DGRHE.” (http://www.dgrhe.min-edu.pt/web/14654/a);

* ora tenho conhecimento de cursos da Universidade de Coimbra que foram enviados para a DGRHE dentro do prazo legal (Janeiro de 2010) e que não constam nem da lista de deferidos nem da de indeferidos da página da DGRHE, apesar de a actualização da lista ter sido efectuada em 6 de Setembro, conforme sugere a designação dos pdf’s (em anexo);

* esta situação parece indiciar que é a DGRHE que, ao não cumprir com o disposto no nº 2 do art. 6º da referida Portaria 344/2008, está a impedir a progressão dos docentes;

* só no caso da Universidade de Coimbra estarão em causa dezenas, senão centenas de docentes;

* a Universidade de Aveiro também não consta de certas áreas de docência, o que leva a presumir idêntica situação;

* questionados os Serviços Académicos da UC, responderam que “nós cumprimos a nossa parte, o DGRHE é que está a falhar e, se calhar, só vão actualizar por completo a lista em Janeiro de 2001, calcule porquê?”;

Após a transposição dos inúmeros (e, por vezes incompreensíveis) obstáculos com que os docentes se têm deparado, apenas para garantir os seus direitos, muitos enfrentam agora esta última “barreira” que, tal como está a ser “posicionada”, é evidentemente intransponível (e eventualmente ilegal).

No caso de ter conhecimento de casos semelhantes e, se considerar de interesse colocar esta questão à discussão, pode dispor da presente exposição.

Cumprimentos,

P. F.

Matthew McConaughey

Consta por ai que os glúteos são uma preferência partilhada. Neste caso, imaginai-os…

Wham, Last Christmas
(lamento, mas não dá para incorporar, é preciso ir mesmo ao YTube...)

Que me desculpem os mais puristas e tal, mas nos últimos 30 anos lembro-me de escassas – quiçá nulas – melhores músicas de Natal.

Claro que isto é incompreensível para a generalidade das pessoas que tenham nascido de meados dos anos 60 para trás (e mesmo para os que, nascendo de meados para cá, envelheceram muito cedo a ouvir coisas revolucionárias e afrancesadas).

Então porque se fala em primeiro lugar nas alterações para o Secundário? Das quais nem se ouviu falar?

Conselho Nacional de Educação critica alterações curriculares determinadas por “restrições orçamentais”

O Conselho Nacional de Educação (CNE) manifesta-se “contra as alterações pontuais” que o Governo pretende introduzir na organização curricular do ensino básico, criticando medidas em “sequência direta de restrições orçamentais“.

“As medidas de alteração do decreto-lei nº6/2001, de 18 de janeiro, não deveriam ser uma sequência direta de restrições orçamentais, já que o investimento em Educação torna-se prioritário, sobretudo quando é reconhecida a melhoria dos resultados escolares [...]“, afirma o CNE, num parecer a que a agência Lusa teve acesso.

Quanto a EVT, se alguém tinha esperanças no NE, que se desengane… pois apenas acham que se deve reduzir o programa.

Ao mesmo tempo que se percebe que a linguagem se mantém muito eduquesa e se revela um desconhecimento evidente sobre a forma como o Estudo Acompanhado já estava a funcionar…

Manifestando-se “contra as alterações pontuais na organização curricular do ensino básico”, o CNE considera que a supressão da Área de Projeto não deveria ser materializada, sem que as suas valências sejam desenvolvidas noutros espaços escolares.

Por outro lado, afirma que reduzir o Estudo Acompanhado a alunos com dificuldades de aprendizagem é “insistir numa conceção de escola de remediação, sabendo-se que há planos de desenvolvimento que também devem ser contemplados na diferenciação curricular”.

“Limitar, preferencialmente, o Estudo Acompanhado às àreas curriculares disciplinares de Língua Portuguesa e Matemática pode ser o reconhecimento, certamente desfasado da realidade escolar portuguesa, que estas são as duas únicas áreas em que os alunos têm dificuldades de aprendizagem”, afirma o CNE, defendendo que sejam as escolas a identificar as áreas em que os alunos mais necessitam de “adquirir hábitos de estudo e de trabalho”.

Quanto à redução de dois para um do número de professores a lecionar Educação Visual e Tecnológica, o Conselho Nacional de Educação defende a reformulação do programa, já que com apenas um docente há a possibilidade de incumprimento do mesmo, temendo ainda que as aulas teóricas predominem sobre as práticas.

Na Fox, logo a seguir ao House. Vai no 2º episódio da 5ª temporada. Para quem conhece a série, mas não acompanhou o final da 4ª temporada, ele ficou viúvo, com três miúdos a cargo, está de baixa e o Masuka é que o substitui – detestando – no trabalho de recolha de provas nos crimes sangrentos.

… de reuniões de avaliação. Não foi bem chegar aos extremos mas quase. Uma enorme vantagem: zero planos de recuperação, que são aquelas coisas sempre muito chatas de fazer e que ficam a encher dossiers. Num caso porque a turma é boa, no outro porque as turmas PCA têm essa benção de serem elas mesmas um enorme Plano de Recuperação.

E mesmo assim amanhã vou ter de me justificar porque lá distribui mais do que a medida certa de níveis inferiores a três. Mas se aos 12 anos nem o raio de um caderno conseguem trazer ou, em trazendo, mantê-lo vagamente organizado, andamos com um problema sério por resolver e a culpa não é só minha…

Já quanto aos PIT, enfim… mais uma burocratice da treta a substituir a treta das provas de recuperação.

E o giro que é passarmos o tempo a falarmos por siglas? PIT, NEE, PEI, PCT, CEI… e é curioso que não há nada com quatro letras para destoar…

O comentador conseguiu não derrapar muito a partir do momento em que usou o termo escandalosa para falar da derrapagem de alguns ministérios…

Salários de funcionários públicos podem estar em risco

Os funcionários públicos estão a poucos dias de receber o ordenado, mas alguns podem estar parcialmente comprometidos. Como são os casos dos professores, magistrados e das forças de segurança.

Eu tenho uma felina possessiva e exclusivista em casa, pelo que não há hipótese de albergar nenhum canídeo. apesar dos pedidos da petiza. Para além de que, nas redondezas, já há dezenas a defecar, pela trela das shôdonas e shôtores ou pelo livre arbítrio, alegremente pelos passeios.

Se alguém quiser um(a) que diga, que são mesmo uma beleza, só não conseguindo ficar parados para eu os peligrafar.

Com nove quilos de azeitonas faz-se um litro de azeite. Os mercados dizem que é com dez…

No ano passado pagava-se a jorna a 25 euros às mulheres e a trinta aos homens; não tem a ver com sexismo, apenas com a diversidade do trabalho.

E cada quilo entrava no lagar a 25 cêntimos; este ano é a 20 cêntimos, enquanto as mulheres recebem a 30 euros e os homens a 35 euros - quando há sorte de os achar.

Isto num governo dito liderado por aquele que não voltarei a nomear e por um ministro ps da agricultura que nem das pescas é.

A sondagem continua aberta, mas as tendências são claras: mais de 50% dos sondados parece estar em completa desvinculação com os candidatos existentes.

Este desinteresse tem explicações mais do que óbvias, pois Cavaco Silva é, apesar de dizer o contrário, um dos rostos maiores do establishment que nos governa há 25 anos e Alegre perdeu quase tudo ao tanto querer o apoio do PS. Neste contexto, aqui pelo blogue, a canalização do voto de protesto vai para Fernando Nobre, um cidadão exemplar na sua intervenção cívica que, infelizmente, foi arrastado para esta luta por quem deveria ter tido o decoro de não lhe fazer esta maldade.

 

Finanças alertam serviços para “complexidade” em aplicar cortes salariais

Portugal tem maior percentagem de crianças pobres da Europa

Top Eight Travel Books (and not one is Eat, Pray, Love)

Edições de 1973, foram lidos, em conjunto com as 20.000 Léguas Submarinas, da mesma colecção, vezes sem conta, não sei se pelo fascínio da descoberta dos mundos da leitura se por causa do cavaleiro Desdichado e do Buck. em especial deste último, embora ele acabe em alcateia, o que não faz o meu género.

Escolas consideram ter mais obstáculos do que oportunidades para alcançar o sucesso

Salas sobrelotadas ou falta de auxiliares são as maiores carências identificadas no relatório da Inspecção Geral de Educação.

Mas a quem passa pela cabeça considerar as ausências a um Conselho Geral como faltas ao serviço lectivo? Não tem o Conselho Geral um regimento que aborde estas questões, sem ser preciso espalhafato e disparates?

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