Se um secretário de Estado e um ministro leram o mesmo discurso, num mesmo evento, separados por horas, porque não pode o engenheiro dizer quase o mesmo com um ano de intervalo?
E assim falou Sócrates…
Análise da mensagem de Natal do Primeiro-Ministro. A mesma cantiga de sempre. E já reparou que o discurso deste ano é uma imitação barata do de 2009? Confira aqui.
Dezembro 27, 2010 at 9:58 am
Não tem mal nenhum…eles têm que poupar nos discursos…
Dezembro 27, 2010 at 10:09 am
A gravata era a mesma: azul.
Dezembro 27, 2010 at 10:14 am
Se dividirmos 365 dia por 15 dias (tempo que o mundo demora a mudar radicalmente) veremos que o mundo mudou, neste ano 24 vezes. Se de cada vez que muda roda 180º, em 24 vezes terá mudado apenas 4320º, ou seja 360º. Tem, portanto, toda a legitimidade de fazer o mesmo discurso.
Dezembro 27, 2010 at 10:15 am
este governo e, em particular o PM, tratam-nos como se fossemos um incómodo, tipo um familiar afastado que se tem de gramar na noite de natal. Odeio a sobranceria, a arrogância deles.
Eu estarei cá nas eleições…
Dezembro 27, 2010 at 10:23 am
A única diferença está que, em 2009, falava das maravilhas das Novas Oportunidades e, em 2010, fala das maravilhas dos resultados PISA com base em testes aos alunos-maravilha das N.O.
Dezembro 27, 2010 at 11:35 am
Os discursos do SR. Primeiro Ministro são como ele – não são para levar a sério.
Dezembro 27, 2010 at 1:07 pm
Giro giro é a imprensa económica vendida…:
José Sócrates quer ficar
27/12/10 00:04 | Económico
A mensagem de Natal do primeiro-ministro trouxe um discurso mais pessimista do que é habitual. José Sócrates reconheceu as dificuldades que o país vive e falou nos “esforços” que estão a ser pedidos a todos os portugueses.
A situação económica vai piorar no próximo ano para um nível que não permite a Sócrates manter a habitual mensagem de optimismo exagerado, que por vezes mais parece uma negação da realidade. Perante isto, o Governo mudou de estratégia. Agora para Portugal só há um caminho, cheio de espinhos, mas o primeiro-ministro é o único capaz de conduzir o país à salvação. Numa estratégia que já foi ensaiada no passado por outros políticos nacionais, Sócrates encarna a figura do homem salvador. Sem ele, Portugal perder-se-á nas trevas. Desta forma, o primeiro-ministro promete ficar, ainda com mais determinação. Na sua narrativa política, Sócrates nunca desiste perante as dificuldades. Para os adversários, fica o aviso: não contem com facilidades para conquistarem o poder. José Sócrates não dobra, antes partir.
http://economico.sapo.pt/noticias/jose-socrates-quer-ficar_107509.html
Dezembro 27, 2010 at 1:09 pm
A Helena Garrido continua igual a si própria – “tapadinha”…:
O mundo mudou José Sócrates
27 Dezembro2010 | 11:37
Helena Garrido – Helenagarrido@negocios.pt
A dura realidade vale mais do que o melhor dos argumentos.
A mensagem de Natal do primeiro-ministro revela que o mundo mudou José Sócrates. Apesar disso, o pedido de ajuda financeira parece inevitável. Mas pelo menos já temos as medidas e as orientações políticas mais correctas em concretização.
O primeiro-ministro raramente se dirige ao País. E este ano deveria tê-lo feito pelo menos duas vezes. Quando aplicou o primeiro plano de austeridade em acordo com o PSD, após a intervenção europeia na Grécia, em Maio. E no dia 29 de Setembro, quando os portugueses foram confrontados, numa conferência de imprensa após a reunião do Conselho de Ministros, com o conjunto mais recessivo de medidas de que há memória desde a última intervenção do FMI na década de 80. Não o fez.
Sabemos agora que mudou. A intervenção de José Sócrates neste Natal revela uma autêntica revolução nas prioridades de política económica. Finalmente a razão substituiu a emoção e a negação da realidade.
Muitos foram os que anteciparam a inevitabilidade de mudar de política e de discurso. Era preciso reconhecer a crise, apelar à poupança e à redução do consumo e suspender os ditos grandes investimentos. José Sócrates foi avisado quer pela sua equipa no Governo como pelo Banco de Portugal e pelo Presidente da República. Mas só depois do Verão, após a ameaça séria de Portugal e a sua banca ficarem sem financiamento, é que o primeiro-ministro percebeu que não valia a pena combater os mercados financeiros.
Quando se fala, abstractamente, em mercados é preciso ter consciência de que se está simplesmente a dizer que o País está nas mãos dos credores e, como acontece com qualquer empresa ou família, tem de demonstrar que é capaz de pagar o que já deve. Caso contrário ninguém lhe quer emprestar mais. Foi isso que o primeiro-ministro não quis entender. Uma atitude que se compreende quando enquadramos esta dependência financeira do País no facilitismo de concessão de crédito em que viveu o sector financeiro. Mas que não se pode apoiar quando essa atitude, fundamentada em critérios de injustiça, é de um líder de Governo a quem se exige que resolva problemas e não se fique pela fúria.
Há um ano o primeiro-ministro insistia no investimento em “infra-estruturas de transportes e comunicações, escolas, hospitais, barragens e energias renováveis”. É hoje claro que temos excesso de capacidade nos transportes. Nos hospitais há um problema de distribuição e só na educação – e na Justiça, esquecida também este ano – é que mantemos um défice de infra-estruturas e especialmente de organização.
Mas José Sócrates começou finalmente a perceber qual é o problema. É isso que se percebe na mensagem de Natal deste ano quando afirma que “está em causa o financiamento da nossa economia, a protecção do emprego, a credibilidade do Estado português, e o próprio modelo social em queremos viver”. E como o problema pode e deve ser resolvido, com “reformas estruturais nos sectores, como a energia, a educação, a ciência, a tecnologia”.
Apesar de toda a austeridade, apesar das mudanças na política económica e nos sinais dados às famílias e empresas, Portugal pode ter já o seu destino traçado. O pedido de ajuda financeira pode ser inevitável, quer porque os nossos credores nos pedem taxas de juro demasiado altas, quer porque nem sequer estão dispostos a conceder-nos empréstimos. Mas, pelo menos, já temos em andamento as políticas e as orientações que nos podem permitir sair mais cedo desta crise.
Fica em aberto a questão: se Sócrates tivesse sido menos teimoso, já estaríamos fora do radar de risco dos mercados financeiros? Talvez sim. Aquilo que José Sócrates disse no dia 25 de Dezembro podia e devia tê-lo dito em Maio ou, pelo menos, antes do Verão.
helenagarrido@negocios.pt
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=460295
Dezembro 27, 2010 at 1:53 pm
Estamos na quadra natalícia mas vou fazer uma pausa! Que um raio o parta e o diabo o carregue, são os meus votos para “o coisa”…
Dezembro 27, 2010 at 5:35 pm
Imitação barata? É a crise. Comprou o discurso nos chineses, foi o que foi.
Dezembro 27, 2010 at 7:15 pm
Sócrates discursou?
Não dei por nada…
Dezembro 27, 2010 at 10:04 pm
Este homem é um nojo!