São, curiosamente ou não, escolas pouco mediáticas, nem sempre com classificações de destaque nos rankings de exames.
Um dos interesses desta avaliação é o facto de ter impacto – se as Finanças o permitirem – no peso das classificações de mérito disponíveis nestes agrupamentos…
Apenas 4 em 300 escolas com “muito bom” em todos os domínios da avaliação externa
Apenas quatro das 300 escolas sujeitas a avaliação externa no último ano lectivo obtiveram a classificação de “muito bom” em todos os domínios analisados, segundo dados a que a agência Lusa teve hoje acesso.
De acordo com um relatório da Inspecção-Geral de Educação, no ano lectivo de 2009/2010 foram avaliados 233 agrupamentos e 67 escolas não agrupadas, tendo em conta cinco parâmetros: “resultados”, “prestação de serviço educativo”, “organização e gestão escolar”, “liderança” e “capacidade de auto-regulação e melhoria”.
Questionado pela agência Lusa, o Ministério da Educação revelou que quatro unidades de gestão alcançaram a classificação de “muito bom” nos cinco domínios: Agrupamento de Escolas de Minde (Alcanena), Agrupamento de Escolas D. João II (Santarém), Agrupamento de Escolas Joaquim Inácio da Cruz Sobral (Sobral de Monte Agraço) e Agrupamento de Escolas Grão Vasco (Viseu).
Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de “muito bom” e “excelente” que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.
Dezembro 21, 2010 at 6:10 pm
Essas 4 “unidades de gestão” ( que nome mais pretensioso!) terão Directores simpatizantes de…?
Dezembro 21, 2010 at 6:28 pm
Na grao vasco, ninguém contestou, todos entregaram objectivos e a avaliação e as quotas nunca devem ter sido problema. Os docentes, na sua maioria no topo da carreira, não precisam de se unir à classe docente. É um mundo à parte.
Dezembro 21, 2010 at 7:48 pm
Qual é o interesse de ter Muito Bom ou Excelente?
Expliquem-me como se eu fosse muito burro.
Dezembro 21, 2010 at 8:10 pm
Rankings? Isso tem a ver com a Moodys?
Dezembro 21, 2010 at 8:14 pm
«Os resultados da avaliação externa determinam as percentagens de classificações de “muito bom” e “excelente” que cada escola poderá atribuir aos seus professores no âmbito da avaliação de desempenho.»
Só serve para isto? E vai daí? Somos todos muito bons e pronto. Acho pouco.
Dezembro 21, 2010 at 8:17 pm
Se soubessem a qualidade das avaliações e o gabarito dos avaliadores, ninguém quereria ter Excelente!
Eu vi uma avaliação…
Dezembro 21, 2010 at 8:18 pm
Isto da avaliação das escolas é um dos maiores embustes que por aí andam.
Basta lembrar que não se conhece – nem a própria IGE – o peso de qualquer dos indicadores. Portanto…
Dezembro 21, 2010 at 8:19 pm
Um dos directores:
António Pina Ferreira Campos Brás (Agr. Escolas D. João II)
não sei com quem simpatiza, mas é membro do conselho de escolas.
Dezembro 21, 2010 at 8:36 pm
Para todos os professores e professoras.
Dezembro 21, 2010 at 9:08 pm
Usemos as mesmas armas que esses tipos…
Se só 4 em 300 têm muito bom das duas uma: ou são os avaliadores que não sabem avaliar ou são os parâmetros que estão mal feitos.
Parece-me claro…
Dezembro 21, 2010 at 9:23 pm
Avaliações da treta feitas por imbecis. Fucking morons. PQP.
Dezembro 21, 2010 at 9:42 pm
As avaliações das inspecções são uma treta. Instalam-se numa sala a fazer entrevistas a pessoas previamente seleccionadas pela escola.
Não vão ver as instalações nem o “ambiente” da escola, algo que qualquer professor experiente consegue “farejar” rapidamente…
Não falam com alunos, não vão almoçar à cantina. Seguem um guião uniforme e formatado, concebido a partir da legislação e dos preconceitos eduqueses próprios de quem não vive o quotidiano das escolas.
Basicamente, uma boa classificação naquilo depende essencialmente da habilidade em dizer aos senhores inspectores/as aquilo que eles querem ouvir. Acertar com as respostas nos quadradinhos certos das papeletas que eles lá trazem…
Dezembro 21, 2010 at 9:45 pm
A minha Escola foi avaliada. Os avaliadores estiveram lá 3 dias (creio) e não eram nada cegos. Distinguiram bem o que funcionava bem do que funcionava mal.
Dezembro 21, 2010 at 9:46 pm
#12
Verdade verdadinha…
E há os que vão às escolas e, de tão fora que estão da realidade, fazem das perguntas mais ridículas que há.
Dezembro 21, 2010 at 9:47 pm
#13
Numa entrevista pode dizer-se o que se quiser que há coisas que eles não confirmam.
Dezembro 21, 2010 at 9:51 pm
As pessoas que participaram nos painéis não foram seleccionadas, ou desempenhavam determinados cargos ou foram escolhidas pelos pares. Ninguém sabia que perguntas lhe iam fazer.
Dezembro 21, 2010 at 9:53 pm
#16
Há agrupamentos onde, quando não é pelo cargo, são escolhidas… 8)
Dezembro 21, 2010 at 9:54 pm
#16
Há guiões com perguntas tipo no site da IGE
Dezembro 21, 2010 at 9:55 pm
#15
Mas cruzam informações. Não me pareceu fácil enganá-los.
Também ouviram alunos da associação de estudantes
Dezembro 21, 2010 at 10:00 pm
Perdoem-me a insistência…
Usemos as mesmas armas que esses tipos…
Se só 4 em 300 têm muito bom das duas uma: ou são os avaliadores que não sabem avaliar ou são os parâmetros que estão mal feitos.
Parece-me claro…
Dezembro 21, 2010 at 10:02 pm
O ME tem que poupar, como o nº de excelentes e MB que cada escola pode dispor para atribuir aos professores, está dependente da sua avaliação externa!…
Dezembro 21, 2010 at 10:02 pm
#18
Bom… mas deve dar uma enorme trabalheira ensaiar tanta gente para ficar bem no retrato.
Não é que eu atribua grande valor às avaliações.
Já estive com 2 equipas de Inspectores, eram bastante diferentes uma da outra.
Dezembro 21, 2010 at 10:04 pm
Não é preciso ensaiar. Basta escolher a dedo.
Dezembro 21, 2010 at 10:05 pm
Conheço uma escola aqui perto que não vale nada. Fazem turmas com 7 e 8 NEEs para ficarem com as restantes jeitosinhas para os amigos da direcção. Está a cair de podre, chove nas salas, não tem aquecimento. A comida da cantina é tal porcaria que só os miúdos do 2º ciclo ainda lá comem. Onde investem alguma coisa é na papelada, e quem os ler até pode julgar que é a melhor escola do mundo e arredores.
Tiveram muito bom na avaliação…
Dezembro 21, 2010 at 10:10 pm
#19
Cruzam algumas informações. Há coisas que se eles não se deslocarem às salas, às escolas, etc, não têm como confirmar…
Dezembro 21, 2010 at 10:12 pm
#22
Lena, também já compareci em tempos a um desses painéis e recordo-me que as perguntas não eram difíceis. Pela maneira como perguntavam via-se onde queriam chegar.
Depois há pessoas que conseguem ser mais subservientes – oh, sim, sim, claro, implementámos e fizemos e cumprimos – e aqueles que dão a sua bicadazita… E há senhores inspectores que não gostam muito…
Por outro lado, como diz, as equipas inspectivas são diferentes umas das outras, o que nos remete para um tabu que se criou nos últimos anos na educação: não se reconhecer a subjectividade inerente à avaliação – seja de alunos, professores ou escolas.
Dezembro 21, 2010 at 10:15 pm
#25
Se os papelinhos baterem certo uns com os outros, e os entrevistados disserem todos o que lá está escrito, a coisa passa.
Uma escola bem gerida, nos tempos que correm e na perspectiva do ME, tem elementos que praticamente não saem do gabinete da direcção. Estão lá para tratar dos papéis, não das pessoas que estudam ou trabalham na escola.
Dezembro 21, 2010 at 10:15 pm
Faço minhas as palavras de muitos comentadores anteriores: isto da avaliação das escola é uma mentira, uma palhaçada pegada! E não é preciso ser simpatizante de… para se ter MB em todos os domínios. Basta ter muita papelada para apresentar aos isnpectores, muitos gráficos, muitas reflexões, muitos estudos comparativos. Mesmo que seja tudo mentira. Mesmo que tudo tenha sido forjado nos dias anteriores à visita dos inspetores. Falo por experiência própria!
Dezembro 21, 2010 at 10:30 pm
Sei que já passou por aqui, mas esta é melhor:
- Um dia, disseram-me que iam despedir os professores provisórios.
* Não quis saber, não era comigo. *
- Depois, contaram-me que iam pôr não sei quantos funcionários das escolas no desemprego. * Não quis saber, não era comigo. *
- Um dia, disseram-me que iam reduzir às aulas de História.
* Não quis saber, não era comigo. *
- Depois, soube que iam despedir professores de EMRC, Educação Musical, Educação Física, devido ao fim do Estudo Acompanhado e Área de Projecto.
* Não quis saber, não era comigo. *
- Mais tarde, disseram-me que iam pôr 15.000 professores de EVT no desemprego.
* Não quis saber, não era comigo. *
A seguir, soube que chegara a vez dos professores de Português e indicaram-me a porta de saída. Senti-me mal e resolvi pedir ajuda aos colegas.
Mas não tinha ninguém a quem pedir ajuda e lutar ao meu lado. Tinham sido despedidos debaixo da minha indiferença.
> Parece-me que a situação da nossa classe está bem pior do que estava no tempo da D. Lurdes. Andamos quase anestesiados. Não sei o que vamos fazer, mas temos de fazer algo.
Temos que começar a conversar e a lutar.
Dezembro 21, 2010 at 10:34 pm
7,
Bastava-nos conhecer a ponderação relativa ao “Achismo”.
Dezembro 21, 2010 at 10:36 pm
Melhor ainda é ter dirrectorres com ar de inteligentes e com a autoestima elevadíssima; que sabem cair nas boas graças , sem serem engraçados! Claro, ficariam mal no retratoi. Há várias maneiras de tornear a coisa …
Dezembro 21, 2010 at 10:43 pm
O meu director vai ficar possesso. Tinham-lhe prometido um MB… a esposa tinha, pelo menos, e como trabalha para a IG…
Dezembro 21, 2010 at 10:51 pm
Eh pá, bora lá concorrer para estas 4 escolinhas…somos um país vergonhoso!!
Dezembro 21, 2010 at 11:26 pm
É uma trafulhice total.
A adesivagem é escolhida a dedo e são ensaiadas as respostas.
Dezembro 22, 2010 at 12:51 am
#34 Concordo inteiramente. Acho que estas “actividades inspectivas” são mais uma forma de “alguns” ganharem dinheiro.
Sei de uma escola onde a azáfama foi enorme, para “organizar” tudo, antes da equipa de inspectores chegar.
Quem participou, e foi ouvido nos paineis foi escolhido a dedo, meticulosamente “votado” pelos seus pares!
Mas pelos vistos, não conseguiram aldrabar de forma “excelente”, pois não foram um dos agrupamentos bafejados com esta menção!
A directora deve estar FURIOSA… Ih!Ih!Ih!
Dezembro 22, 2010 at 1:13 am
Pode ser elucidativo ler este contraditório:
http://www.ige.min-edu.pt/upload/AEE_2010_DRC/AEE_10_ES3_Felismina_Alcantara_C.pdf
Dezembro 22, 2010 at 1:37 pm
Na minha escola os entrevistados foram escolhidos a dedo ,mas mesmo a dedo e tudo no maior secretismo.Acho que foram à cantina mas nesse dia os alunos vieram-me perguntar o que se estava a passar, nesse dia a comida tinha sido óptima!