Se Clement Vautel é imperdível, o mesmo se passa com Alberto Insúa, do qual nunca consegui comprar o fracturante e explicitamente sáfico em algumas cenas Mulheres Histéricas.
Dezembro 11, 2010
Memórias: Clássicos Injustamente Esquecidos
Posted by Paulo Guinote under Livros, Memórias[6] Comments


Dezembro 11, 2010 at 11:35 pm
Ao qual se seguiu o clássico: “Ainda bem porque sofro de disfunção eréctil”
)
Isto é das grelhas……..
Dezembro 11, 2010 at 11:37 pm
Será Mulheres Histéricas ou Mulheres Históricas?
Se calhar é por isso que ainda não conseguiu comprá-lo.
O título será mesmo esse?
)
É das grelhas e do Ferraz da Costa……
Dezembro 12, 2010 at 2:52 am
Stop the Internet Blacklist!
PETITION TO THE SENATE: Censoring the Internet is something we’d expect from China or Iran, not the U.S. Senate. You need to stop this Internet blacklist in its tracks and oppose S. 3804.
http://demandprogress.org/blacklist/
Dezembro 12, 2010 at 1:26 pm
“Os resultados do PISA 2009 são uma bofetada de luva branca dos professores na ministra que os maltratou. Aos enxovalhos, responderam com trabalho. A qualidade dos professores é a mesma, antes e depois.” A ideia, lida no Twitter de Luís Azevedo Rodrigues (que se apresenta como paleontólogo), é uma caricatura das reacções que a melhoria abrupta dos resultados dos estudantes portugueses numa avaliação da OCDE que inclui 65 países está a causar. Quando não se desvaloriza a progressão – dizendo, como o “especialista” Santana Castilho, que “é um acaso” ou, como a dirigente do PSD Paula Teixeira da Cruz, “que não espelha a realidade” -, nega-se a possibilidade de a mudança verificada em relação aos anteriores estudos PISA, de 2000, 2003 e 2006, se dever a medidas tomadas por Maria de Lurdes Rodrigues, do plano de acção para a matemática ao plano nacional de leitura, das aulas de substituição ao estudo acompanhado, dos planos de recuperação de alunos com maus resultados à avaliação dos professores. Assim, se a Fenprof jura que a mudança é “mérito de professores e alunos e não de políticas educativas”, o paleontólogo citado formula a teoria da pirraça: para provar à ministra que era um insulto dizer que os professores tinham de trabalhar mais e provar a sua eficácia, estes trabalharam mais e melhoraram a eficácia.
Sim, tem pilhas de graça. Mas é sobretudo doentio. Saber que, em três anos, os alunos de 15 anos portugueses, numa progressão que é a mais expressiva da OCDE, deixaram para trás as pontuações deprimentes dos anteriores relatórios e se aproximaram da média da organização – em testes, iguais para todos os países, de avaliação das competências em matemática, leitura e ciências – e que aquele que era o pior indicador da escola nacional, a relação directa entre a origem socioeconómica do estudante e os seus resultados, é finalmente vencido, com Portugal a surgir como “o 6.º país da OCDE cujo sistema educativo melhor compensa as assimetrias socioeconómicas (…), um dos países com maior percentagem de alunos de famílias desfavorecidas que atingem excelentes níveis de desempenho em leitura” devia levar toda a gente a entusiasmar-se e a tentar perceber o que contribuiu para isso, de modo a continuar o bom trabalho. Mas a reacção é de desconfiança, como quem diz: “isto só pode ser mentira”. E porquê? Primeiro, porque é pecado pôr sequer a hipótese de uma coisa tão boa ser fruto de medidas governativas; segundo, porque somos uma porcaria de País, o desgraçadinho das estatísticas internacionais; terceiro, porque a escola pública é um fracasso, um sorvedouro de impostos que só produz indisciplina e analfabetos (como, aliás, os anteriores relatórios PISA “provavam”). Pôr assim em causa, de uma assentada, toda a nossa fé só pode ser uma pirraça do destino. Uma partida, sem consequências. Até porque a ministra maldita já era, se tudo correr bem as suas medidas terão o mesmo caminho.
Fernanda Cancio in DN & Blog Jugular
Dezembro 12, 2010 at 5:17 pm
#2,
Eu li o livro na BN, apenas não o achei em alfarrabists.
Edição de 1933.
É mesmo “histéricas”.
Muito actual.
Basta ler o comentário acima.
Dezembro 16, 2010 at 12:56 am
Caro Paulo Guinote, por uma enorme coincidência vim parar ao seu blogue ao tentar descobrir mais informação sobre o romance de Alberto Insúa que cita no seu trabalho sobre os quotidianos femininos. Mais concretamente, queria saber o título original do romance, já que (segundo acabo de confirmar) Insúa não publicou nenhum livro chamado Mujeres histéricas ou mesmo Mujeres o-que-quer-que-seja, pelo que o título português deve ter sido inventado pelo tradutor ou pela editora. Por acaso sabe o título deste romance em espanhol?